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            7 Descrição arquivística resultados para Brasil

            Sumário Crime de Ritta Roza de Jezus
            BR SC TJSC TRRJ-18296 · Processo · 1853 - 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Sumário crime realizado na vila de São Miguel, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Ritta Roza de Jezus (autora);
            Adriano Francisco Pereira (réu).

            Resumo:
            Este processo se inicia com autos de queixa por parte de Ritta Roza de Jezus, apontando Adriano Francisco Pereira como réu. A autora o denuncia pelo crime de estupro cometido contra sua filha de quatorze anos, Maria Ritta.

            Ritta afirma por meio de petição que a primeira situação ocorreu no momento em que deixou sua filha sozinha em casa, porque ela estava com um incômodo em seu pé. Aproveitando-se desse cenário, o suplicado foi até o local onde estava a ofendida e cometeu o crime, prometendo casamento se ela ficasse em silêncio sobre o ocorrido. Mesmo após diversas tentativas de afastar o réu de sua filha, a autora afirma que ela no momento estava residindo na casa da família do suplicado, onde passava por necessidades financeiras e privação de alimento.

            O processo contou com testemunhas. Durante os depoimentos, pessoas como o cunhado do réu alegam que ele somente não teria se casado com a ofendida por falta de dinheiro, mas realizou todas as suas ações pensando em casar-se com ela e que a supre com o que é necessário, diferindo das afirmações da autora. Além disso, é revelado que a ofendida se acha grávida do réu.

            Após testemunhos, o oficial de justiça concluiu que houve o chamado “defloramento” de Maria Ritta por parte do réu, o condenando ao pagamento das custas do processo e anexando um mandado para a ofendida prestar interrogatório. Ao chegarem no local de residência do suplicado, à procura da ofendida, é revelado que o réu havia fugido e, com isso, a suplicante abre petição para acompanhar sua filha menor de idade no interrogatório. O processo é concluído com a distribuição da ação para o juízo municipal e sentença favorável ao réu, dando baixa em sua culpa e o condenando ao pagamento das custas.

            Atuaram no processo:
            delegado do chefe de polícia sexto suplente Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
            distribuidor do juízo Manoel de Oliveira Gomes;
            escrivão do juízo municipal Manoel José de Oliveira;
            escrivão interino Antonio Francisco de Medeiros;
            juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            oficial de justiça João dos Santos Xavier;
            oficial de justiça Paulino José de Mello;
            presidente do tribunal Joze Christianno Garção Stockter;
            promotor interino e signatário Joze Francisco Mafra;
            promotor público José Antonio da Costa Rade;
            signatário Hilario Joze da Silva;
            signatário Jacintho Jose Pacheco dos Santos;
            signatário Joaquim Pereira da Cruz;
            signatário Manoel Francisco dos Reis.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca;
            Tijuquinhas;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de qualificação;
            autos de queixa;
            contas;
            correição;
            intimação;
            mandado;
            petições;
            pronúncia;
            sentenças;
            sumário de testemunhas;
            termos de interrogatório;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            promotor público José Antonio da Costa Frade.

            Processo Crime de Francisco Rachadel
            BR SC TJSC TJSC-AJ-76828 · Processo · 1903
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Francisco Manoel Rachadel (réu);
            Julia Luísa Cidade (vítima);
            A Justiça por seu promotor (autor).

            Defloramento; estupro; menor; hipossuficiência; recurso nº 95. Comarca de São José. Topônimos: “Barreiros”, “Sapé” “Praia Comprida”, “Estreito”, “Capoeiras”;

            Antero Francisco de Assis, desembargador;
            Ana de Jesus, informante;
            Antônio Sebastião Lentz;
            Arthur Horácio da Roza;
            Caetano José Ventura;
            Christaldo Bubre do Rio Grande, escrivão;
            Egidio Francisco das Chagas, prefeito de polícia do Estado;
            Ernesto Alvaro Pereira de Miranda, médico perito;
            Eugênio Boaventura Pereira;
            Henrique Eulálio Mafra;
            João Bernardino de Souza, testemunha;
            João de Oliveira Barbosa;
            Joana Bernardina da Conceição, testemunha;
            João Gomes da Silva, oficial de Justiça;
            João da Silveira Barbosa, secretário interino da superintendência de São José;
            José Victorino dos Santos Lessa;
            José Antônio Vaz, comissário de polícia;
            Julio Luis da Silva, testemunha;
            Maria Bernardina da Conceição, testemunha;
            Manoel Antônio Aceno, testemunha;
            Manoel João de Brito;
            Miguel Antônio da Rosa, testemunha;
            Onofre Pedro Cidade, pai da vítima;
            Pedro Antônio Vieira, oficial de justiça;
            Thomas Francisco de Souza;

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Libelo Crime de Bento José Moraes
            BR SC TJSC TRRJ-62848 · Processo · 1849-1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Libelo crime realizado na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Bento José Alvares (autor);
            Emilia Maria do Espírito Santo (vítima);
            Jacinto Claudino Machado (réu).

            Resumo:
            Este processo se inicia com a acusação de que Jacinto Claudino Machado teria se envolvido com uma menina menor de idade, Emilia Maria do Espírito Santo, com quem teria mantido relações sob a promessa de casamento. O autor do libelo foi Bento José Alvares, pai da vítima.

            O crime resultou em uma gravidez, e a vítima declara que o réu não aceitou seu estado, demandando que ela tomasse “remédios de azougue”. Após os depoimentos e a análise da certidão de batismo da vítima, que comprova a sua menoridade, o juiz conclui que esse se trataria de um crime com agravantes (como os de “defloramento” e “aborto”), e o repassa para a subdelegacia de São José, pronunciando o réu.

            Já pronunciado, o réu presta fiança pelo crime de estupro e assina termo em que se obriga a comparecer ao Tribunal do Júri. Em tentativa de resposta ao libelo acusatório, Jacinto alegou que não cometeu estupro e não havia prometido casamento à vítima, contrariando a sentença dada. No tribunal, o réu foi interrogado e o júri o declarou culpado por maioria de votos.

            Após isso, o réu abre um termo de apelação e o processo é concluído sem uma nova sentença. O caso começou a ser julgado na Comarca do Sul, no início de 1849, e foi finalizado quando ela já era denominada de “Segunda Comarca”.

            Atuaram no processo:
            administrador Gaspar Xavier Neves;
            árbitro Domingos José da Costa Sobrinho;
            árbitro Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão da coletoria Florencio Gomes de Castro Campos;
            escrivão da subdelegacia Duarte Vieira da Cunha;
            escrivão interino do júri e tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos;
            fiador tenente coronel Jose da Silva Ramos;
            juiz de direito José Rodrigues Pinheiro;
            juiz José Rodrigues Pinheiro Cavalcante;
            juiz municipal segundo suplente e delegado de polícia João Francisco de Souza;
            oficial de justiça Manoel Ignacio Borges;
            promotor público Eleutherio Francisco de Souza;
            signatário Francisco Honorato Cidade;
            signatário Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            subdelegado Francisco da Silva Ramos;
            subdelegado Manoel Joaquim Teixeira.

            Localidades relevantes:
            Capoeiras;
            comarca do sul;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            correição;
            libelo crime acusatório;
            petições;
            remessa;
            sentenças;
            termo de apelação;
            termo de fiança;
            termos de obrigação;
            testemunhas.

            Variação de nome:
            Jacintho Claudino Machado;
            Jacinto Maxado.

            Crime de José Verícimo Pereira
            BR SC TJSC TRPOA-24380 · Processo · 1885
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes:
            José Verícimo Pereira (réu);
            Jacintha Rosa da Conceição (vítima);
            A Justiça por seu promotor (autor).

            Menor; defloramento que gerou uma criança; promessa de casamento; sambaqui; distrito da Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades de Santo Antônio; denuncia improcedente. Caligrafia na capa, em 1886.

            Felisberto Montenegro, juiz municipal.
            Leandro Jorge de Campos, escrivão.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Autos Crimes de João Teixeira Gonsalves e outros
            BR SC TJSC TRRJ-28983 · Processo · 1845
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos crimes realizado na vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            A Justiça (autora);
            João Teixeira Gonsalves (réu);
            Manoel Teixeira Gonsalves (réu);
            Serafim Joze da Silva (réu).

            Resumo:
            Este processo se inicia com mandado para escolta de uma comitiva que estava indo em direção à província de São Paulo. Nela, estavam presentes os réus citados João Teixeira Gonsalves, Manoel Teixeira Gonsalves e Serafim Joze da Silva. A comitiva havia roubado três pessoas escravizadas – João, descrito como de nação Angola; e Roza e Luiz, descritos como “de nação” (africanos) – de Porto Alegre e fugido com mulheres e crianças. Eles estavam escondidos em um lugar denominado Curisco no momento da escolta e, de acordo com a justiça, pretendiam vender as pessoas roubadas quando chegassem ao destino. O processo contou com testemunhas. Durante a inquirição há depoimentos que se contradizem na questão de roubo ou não das pessoas escravizadas, e um dos suplicados afirma que eles eram libertos. Além disso, os escravizados afirmaram que os réus apresentaram uma nova proposta de trabalho para eles, sem seus senhores por perto, e que viram-se seduzidos pela sugestão. Ao decorrer do processo, é analisado que o crime de furto e sedução contou com circunstâncias agravantes, por ter sido premeditado. Com isso, os suplicados foram pronunciados ao Tribunal do Júri. Por unanimidade, foi determinado que houve furto das três pessoas, assim como o fato de que elas não eram libertas e foram manipuladas a estarem presentes na comitiva para São Paulo. Com isso, o juiz condena os réus à prisão com trabalho e a pagarem as custas do processo.

            Atuaram no processo:
            chefe de polícia Manoel José de Freitas Travassos;
            defensor e signatário Amancio José Ferreira;
            delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão da delegacia Francisco Jose Pereira da Costa Medeiros;
            escrivão dos órfãos Generoso Pereira dos Anjos
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            inspetor do quarteirão Francisco Antonio das Neves;
            juiz municipal coronel Jeronimo Coelho Nilto;
            juiz municipal primeiro suplente alferes João Thomaz e Silva;
            juiz municipal Antonio Caetano Machado;
            promotor público Jacintho Jose Pacheco de Santos;
            signatário alferes Matheus Jose de Sousa;
            signatário Guilherme Ricken.

            Localidades relevantes:
            comarca do norte;
            Curisco;
            freguesia de Vacaria (atual município de Vacaria, Rio Grande do Sul);
            Porto Alegre;
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo e parte do estado do Paraná);
            quarteirão dos Coritibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de qualificação;
            carta citatória;
            contas;
            inquirição de testemunhas;
            libelo crime acusatório;
            ofício;
            passaporte;
            pronúncia;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de juramento.

            Autos crime da agregada Maria
            BR SC TJSC TRRJ-29346 · Processo · 1845-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos crimes realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            A Justiça (autora);
            Maria (vítima);
            Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja (réu);
            Candido Dazio Machado (réu);
            Anastacio de Tal (réu).

            Resumo:
            Este processo se inicia com o homicídio de Maria, mulher indígena descrita na ação como “catequizada”, por ter sido agregada do padre João Vicente Fernandes. O termo “agregado” remonta a um tipo de registro utilizado no Brasil escravista para definir pessoas que, apesar de juridicamente livres, tinham suas vivências marcadas pela condição colonial de trabalho nas terras de senhores.

            No auto de corpo de delito, é revelado que seu corpo foi encontrado no fundo de um itaimbé (morro alto), com marcas de perdigoto (chumbo utilizado em armas de caça) e sangue, que também estava no topo do morro. Só foi possível identificá-la pelo vestido azul listrado que ela usava, e roupas que estavam espalhadas no local do crime.

            Em depoimentos, um homem escravizado de nome Luiz é citado; ele desceu o itaimbé para examinar o porquê de algumas aves estarem sobrevoando a área, e foi o primeiro a se deparar com o cadáver de Maria. De acordo com as testemunhas, Maria teria fugido da vila com dois homens escravizados, durante uma comitiva militar sob comando de Joaquim Fernandes, que ia em direção a Porto Alegre. Além disso, é mencionado que a vítima se comunicava e mantinha redes de relações com outros indivíduos escravizados, trabalhando na cozinha e distribuindo comida para pessoas que, de acordo com a descrição, “estavam no mato” — dentre estas, os chamados Munderé, Francisco (descrito como “de Nação”) e Joze.

            Ainda durante inquirição, uma testemunha alega que os homens Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja, Candido Dazio Machado e Anastacio de Tal ofenderam Maria, e que alguns dias depois afirmaram ir até o Passo do Constante — local do crime — para “irem atrás de uma égua”. Após esse depoimento, foi anexado um auto de queixa crime em que os citados tornaram-se réus.

            Dentro da queixa crime anexada, é afirmado que os réus seduziram Maria, Joze e Francisco, para irem a campos estranhos em suas companhias — contrariando a versão de que eles teriam fugido. Os autores queixaram-se do furto e ocultamento das pessoas escravizadas, afirmando que sabiam, por ouvir dizer, que os réus foram vistos levando dois homens negros à freguesia de Vacaria a cavalo, já sem a presença da vítima, para vendê-los.

            14 anos após o início do processo, o escravizado Joze voltou à vila de Lages e afirmou que esteve em poder do réu Joaquim Azambuja durante esse período. É revelado que Maria conseguiu fugir do furto e, para não serem delatados pelo crime, os réus a mataram. Com isso, os agravantes levaram à pronúncia dos suplicados. Os últimos documentos do processo revelam a nomeação do réu Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja ao cargo da escrivania eclesiástica. Portanto, a ação termina de modo inconclusivo e sem sentença sobre os crimes cometidos por ele.

            Atuaram no processo:
            curador geral reverendo João Vicente Fernandes;
            delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão Affonso de Araujo e Silva;
            escrivão Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão e promotor público Antonio Ricken de Amorim;
            escrivão e tabelião Constancio Xavier de Souza;
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            inspetor do quarteirão Tiburcio Pinto Carneiro;
            juiz de paz Joaquim Rodrigues de Oliveira;
            juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz municipal capitão José Marcelino Alvez de Sá;
            juiz municipal suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
            oficial de justiça Gregorio Antonio;
            padre Juliano de Faria Lobato;
            procurador Ignacio Coelho d’Avila;
            procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
            promotor público João Francisco de Souza;
            promotor público Roberto Sanford;
            signatário Joaquim Dias de Moraes;
            tenente Anastacio Gonçalves de Araujo;
            tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            tenente Manoel Firmanno.

            Localidades relevantes:
            Capirú;
            cidade de Porto Alegre;
            Cima da Serra;
            freguesia de Vacaria;
            passo da Guarda;
            passo de Pelotas;
            passo de Santa Vitória;
            passo do Constante;
            Potreiro;
            quarteirão de Pelotinhas;
            rio Lava-Tudo;
            vila de Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Passo Fundo (atual município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul).
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            agravo;
            auto de corpo de delito direto;
            auto de queixa crime;
            carta precatória;
            citação;
            contas;
            diligência;
            inquirições;
            libelo crime acusatório;
            mandado de captura;
            notificações;
            procuração;
            pronúncia;
            termo de declaração;
            termo de desistência;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Monderé;
            Sima da Serra;
            Rio Lavatudo.