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            Inventário de Damasio Pereira Nunes
            BR SC TJSC TRRJ-21914 · Processo · 1869-1881
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Damasio Pereira Nunes (falecido);
            Francisco Pereira Nunes (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Francine Rosa de Jesus;
            Francisco Martins Jaques (co-herdeiro);
            Francisco Pereira Nunes;
            Polucena Rosa de Jesus;
            José Joaquim de Sousa (co-herdeiro);
            Maria Pereira Nunes;
            Matildes Bernardina de Gloria.

            Resumo:
            Esta teve início com um oficial de justiça intimando Francisco Pereira Nunes para inventariar os bens de seu finado pai, Damasio Pereira Nunes. Como o falecido deixou herdeiros menores de idade, o processo passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador. Além disso, é mencionado ao decorrer da ação que Maria Pereira Nunes seria “demente” e “mentecapta” — termos utilizados à época para se referir a pessoas com algum tipo de deficiência intelectual —, sendo nomeados um tutor e um curador para representá-la.

            Os bens que constam na avaliação foram casas, um alpendre, engenhos de fazer farinha, terras, objetos de transporte (caixas), oitavas de prata, utensílios de cozinha, ferramentas, mobília, um automóvel descrito como “carro”, materiais de construção e um pilão. Nesta ação, foram citadas três pessoas escravizadas: Jacinto e João, designados como crioulos; e Benedito, descrito como pardo.

            Mais tarde, os herdeiros requereram bens e pessoas escravizadas para o pagamento de sua legítima parte paterna, anteriormente à ação de partilha. Através de petição, o inventariante pediu que parte do valor dos bens e de Jacinto fosse separada para o pagamento das dívidas e da herança de Maria. José Francisco de Sousa foi nomeado como tutor de Maria, por ser seu cunhado.

            As dívidas foram pagas no auto de partilha, e o patrimônio foi repartido igualmente entre os herdeiros. O processo foi julgado por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas aos interessados de maneira pro rata, e que Francisco Pereira Nunes prestasse juramento para atuar como curador de Maria.

            Francisco Pereira Nunes declarou ter libertado na pia batismal uma bebê de onze meses de idade, chamada Rozalina. A menina foi designada como crioula e era filha de Christina que, no documento, é mencionada como “pertencente” aos irmãos Francisco e Maria, e foi matriculada no livro geral de escravizados do município como cozinheira (página digital de número 135). Em petição anexada, ele requer que todo o valor de Christina fosse colocado à disposição de Maria para comprar roupas e medicamentos.

            Foi decidido que Maria seria mandada para o Imperial Hospital da Santa Casa de Caridade (atual Hospital da Caridade, em Florianópolis), acompanhada de Christina. Além disso, o valor adjudicado em partilha de Jacinto seria pertencente ao Hospital de Caridade. Joaquim de Sousa substituiu Francisco Pereira Nunes como curador de Maria, em que prestou juramento para inscrever o calção da hipoteca e a arrematação dos bens e das pessoas escravizadas.

            Mais tarde, Jacinto e Christina foram avaliados novamente. Francisco Pereira Nunes realizou o pagamento da meia siza, imposto de 5% sobre transação de pessoas escravizadas nascidas na América Portuguesa. Foram anexadas junto ao processo páginas do jornal “Conservador”, de 1874; nesse documento (página digital de número 94), foi divulgada em “Editais” a arrematação de Jacinto, Christina e Agostinho — de cinco anos de idade, filho de Christina —, com local e horário para serem realizadas as propostas.

            Ao decorrer da arrematação, é anexado um termo de libertação em praça. No documento, Manoel Jacintho da Silva Flores solicitou por meio de pagamento as alforrias de Christina e Agostinho, na condição que Agostinho estivesse a seu “serviço”. Além disso, Christina foi descrita nessa ação como preta e que precisaria prestar 7 anos de “bons serviços”.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Rodrigues da Silva;
            avaliador Francisco Antunes Vieira;
            avaliador João Antonia da Silveira;
            curador geral dos órfãos e avaliador Candido Gonçalves de Oliveira;
            escrivão da paz Claudino Jose da Silveira;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Mendes;
            escrivão de órfãos João Damasceno Vidal;
            escrivão Joaquim Candido Souza Peixoto;
            juiz de órfãos primeiro suplente José Delfino dos Santos;
            juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz de órfãos segundo suplente Jorgem de Sousa Conceição;
            oficial de Justiça José Antonio Pacheco;
            partidor capitão João Narciso da da Silveira;
            procurador e signatário Francisco José de Gouvea;
            procurador e signatário Francisco de Paula Sousa;
            signatário Antonio Augusto Vidal;
            signatário Ludovino Bernardino da Silveira;
            tutor José Francisco de Sousa.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            Imperial Hospital da Santa Casa da Caridade;
            rio do Tavares;
            rio Paraná.

            Compõem o processo:
            autos de avaliação;
            auto de partilha;
            auto de praça;
            contas;
            petição;
            procuração;
            selos;
            sentença;
            termo de arrematação;
            termo de libertação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Benedicto;
            Candido Gonçalves d’Oliveira;
            Cristina;
            Damazio Pereira Nunes;
            Francisco José de Gouvêa;
            Jacintho;
            José Delfino dos Santos Cavalheiro;
            José Joaquim de Soussa.

            Inventário de Desideria Candida de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-17315 · Processo · 1871
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Miguel, na época sob a Comarca de São José

            Partes:
            Desideria Candida de Souza (inventariada);
            João Machado Mendes (inventariante).

            Herdeiros:
            Hygino Machado Mendes;
            João Machado Mendes;
            Pedro Machado de Souza;
            Agostinho Machado Mendes;
            Antonio Machado Mendes;
            Manoel Machado Mendes;
            Maria;
            Custodia;
            Luisa;
            Francisca;
            Felicidade;
            Anna;
            Luis.

            Descrição:
            O inventário de Desideria Candida de Souza foi conduzido por seu esposo, João Machado Mendes, sem testamento e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados, constam casas, engenho de fazer açúcar, engenho de fazer farinha, terras, animais, forno de cobre, objetos, mobílias, prataria e transporte. O processo também registra a presença de cinco pessoas escravizadas, de nome Maria, Benedito e Antonio e duas pessoas descritas como crioulas e menores de idade de nome Manoel e Francisca. Contém no processo uma justificação para a emancipação do herdeiro Luis Machado Mendes.

            Atuaram no processo:
            juiz de órfãos Antonio Carlos de Carvalho;
            juiz dos órfãos Amancio Concesso de Contalici;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            escrivão João Luis do Livramento;
            tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            avaliador e signatário Claudio Francisco de Campos;
            avaliador José Claudino de Faria;
            oficial de justiça José Victorino Coelho;
            procurador e signatário Amancio José Ferreira;
            signatário Gabriel Gonçalves Pereira;
            signatário Luiz José Vieira;
            signatário João Jorge de Campos;
            signatário Pedro Machado de Souza;
            signatário Claudio Francisco de Campos;
            signatário João José Rosa;
            signatário Gabriel Gonçalves Pessoa.

            Localidades relevantes:
            Biguaçu;
            barra do Biguaçu;
            rio do Três Riachos;
            Desterro.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Descrição dos bens;
            Juramento aos avaliadores;
            Relação e avaliação de bens;
            Partilha dos bens;
            Procuração;
            Justificação.

            Variação de nome:
            Biguassú.

            Inventario de Domingos José da Costa
            BR SC TJSC TRRJ-24813 · Processo · 1850
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, à época sob a Primeira Comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do Processo:
            José Vieira da Silva (falecido);
            Domingos José da Costa (inventariante).

            Resumo:
            José Vieira da Silva realizou o inventário dos bens de Domingos José da Costa. Entre os bens listados estão roupas, utensílios de prata e ouro, móveis, ferramentas e dívidas. No entanto, não consta no inventário um escravizado de nome Januário, que era menor de idade e foi doado ao Hospital de Caridade. Atualmente, ele está sob a posse de Hipólito Antônio de Resendes, que reside na Enseada do Brito. Testemunhas confirmam a doação. Contém uma carta precatória do falecido Domingos José da Costa ao juízo de órfãos e ouvintes da vila de São José. O auto de arrecadação referente ao escravizado Ignacio que foi doado foi julgado como improcedente e foi pedido o seu retorno para a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, anexa ao Imperial Hospital de Caridade. O escravizado doado era pertencente a Domingas Ignacia, que era dona de Maria, mãe do escravizado.

            Atuaram no processo:
            advogado Eleutério Francisco de Souza;
            escrivão José Honório de Souza Medeiros;
            juiz municipal de orfãos Sérgio Lopes Falcão;
            juiz de paz Manoel Pires Ferreira;
            curador Caetano d'Araújo Figueiredo Mendonça Furtado;
            curador Cândido Gonçalves d’Oliveira;
            avaliador Ignacio Gonçalves Vieira;
            avaliador João da Costa Ortiga;
            avaliador José Silveira de Souza;
            avaliador Anastácio Silveira de Souza;
            avaliador João de Souza Freitas;
            oficial de justiça Joaquim Afonso Vieira;
            oficial de justiça Marcos Silveira de Mattos;
            pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus.

            Localidades relevantes:
            freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão,
            cidade de Desterro.
            Enseada do Brito;
            Praia de fora;

            Compõem o processo:
            procuração;
            custas de selo;
            descrição e avaliação dos bens;
            juramento ao curador;
            autos de arrecadação;

            Variação de Nome|:
            pregoeiro Lucas Roiz de Jesus;
            Enseada do Brito.

            Inventário de Eduardo Amadeu Adolpho Horn
            BR SC TJSC TRRJ-21092 · Processo
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo de inventário ocorrido na Capital (Desterro).

            São partes do processo:
            Eduardo Amadeu Adolpho Horn (falecido);
            Claudina Bernardina Medeiros Horn (inventariante).

            Resumo: Inventário do falecido Eduardo Amadeu Adolpho Horn, inventariado por sua viúva, Claudina Bernardina Medeiros Horn. Entre os bens inventariados há quantia em dinheiro e propriedades urbanas, sendo elas casas e terras.

            São mencionadas as seguintes localidades:
            Rua da Banca;
            Rua da Praça;
            Rio do Capivari;
            Vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna (atual Laguna);
            Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (atual Rio de Janeiro).

            O processo contém cobranças de dívidas, movidas pelos credores do falecido. Contém carta precatória, em que é deprecante o juízo de órfãos da cidade de Desterro, e é deprecado o juízo de direito da cidade de Laguna.

            Atuaram no processo:
            Advogado Manoel José de Oliveira;
            Avaliador Antônio José de Bessa;
            Avaliador Francisco de Souza Machado Cravo;
            Curador geral Cândido Gonçalves d'Oliveira;
            Curador geral Marcellino Antônio Dutra;
            Escrivão Ernesto Aparício de Góes Rebello;
            Escrivão Manoel Baptista de Araújo;
            Escrivão Vidal Pedro Morais;
            Juiz Américo Antônio da Costa;
            Juiz José Martins Vieira;
            Juiz José Rodrigo Pinheiro Cavalcante;
            Juiz Patrício Marques Linhares;
            Juiz Pedro dos Reis Gordilho;
            Juiz/major Antônio d'Albuquerque e Mello;
            Partidor Antônio Gonsalves Barreiros;
            Partidor Pedro Francisco da Silva;
            Procurador/tenente-coronel Manoel Luís do Livramento;
            Tabelião Leonardo Jorge de Campos.

            Variação de nomes:
            Eduardo Amadeos Adolpho Horn;
            Eduardo Amadeu Adolfo Horn;
            Eduardo Amadeus Adolfo Horn.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            TRPOA-22036 · Processo · 1875-06-11
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Sebastião Francisco Goularte (filho e inventariante).

            Casa coberta de telhas e com paredes de pedra, engenho de fazer farinha, terras de frente para o mangue, terras de frente para a estrada geral, um escravo pardo (que durante o inventário apresentou o valor correspondente à sua liberdade), utensílios domésticos, mobiliário e dívidas.

            Juiz de Órfãos José Ignácio de Oliveira Tavares.
            Juiz Severino Alves de Carvalho.
            Juiz de Órfãos e Ausentes Antônio Augusto da Costa Barradas.
            Escrivão João Damasceno Vidal.
            Escrivão Vidal Pedro Moraes.
            Avaliadores: Capitão Joaquim Soares da Silva e José Coelho Goularte.

            Saco de Itacorubi, Freguesia da Santíssima Trindade, Desterro.

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Inventário de Feliciano Alves de Brito
            BR SC TJSC TRRJ-24824 · Processo · 1850-1856
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Feliciano Alves de Brito (falecido);
            Florentina Rosa de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            José Floriano Alves de Brito;
            Joaquina Flora de Jesus;
            João Alves de Brito (menor);
            Joaquim Alves de Brito (menor);
            Maria Rosa d’Jesus (menor).

            Resumo:
            Neste processo, a inventariante Florentina Rosa de Jesus, viúva do falecido Feliciano Alves de Brito, ficou responsável pela declaração e partilha dos bens entre os seus herdeiros.

            Dentre os bens haviam móveis, um oratório com imagens religiosas, utensílios domésticos, joias de ouro, prataria e pedras preciosas, e dívidas. Constam também quatro pessoas escravizadas: três homens, dentre os quais dois se chamavam Antonio (africanos, designado como sendo "de nação") e Boaventura (designado como crioulo); e uma mulher chamada Eva (designada como crioula).

            Em sequência à descrição dos bens do falecido esposo da inventariante, está inclusa uma relação dos bens deixados por Joaquim Antônio de Simas, pai do falecido Feliciano Alves de Brito. Esta lista, datada de 1840, é composta de móveis, um oratório com imagens religiosas, decorações (castiçais e quadros), bens de armazenamento (caixas e baús), itens e joias de prata, ouro e pedras preciosas, uma casa localizada na rua Menino Deus com fundos ao mar, e dois escravizados; um homem chamado Lucas, e uma mulher chamada Romana. Há, ainda, uma escritura de posse de terras.

            Julgado por sentença, processo conclui-se com a partilha amigável dos bens e o pedido de pagamento dos selos.

            Atuaram no processo:
            avaliador João Maria Sallasar;
            avaliador Tristão José Moreira;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            fiador João Antonio Lopez Gondim;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Francisco Gonçalves Guimarães;
            tabelião Francisco de Paula Lacé.

            Localidades relevantes:
            rua do Menino Deus;
            rua do Vinagre;

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            relação de bens de Joaquim Antonio Simas;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de juramento de partidores;
            termo de juramento de tutora e fiança;
            tomada de contas;
            traslado de escritura e contrato de convenção.

            Variação de nome:
            Florentina de Rosa de Jesus;
            Joaquina Flora d’Jesus;
            José Honorio de Souza Mideiros;
            Maria Flora de Jesus.