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            Inventário de Maria Clara de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-19564 · Processo · 1820
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Maria Clara de Jesus (falecida); Diziderio Cardozo (inventariante)

            Sem capa; freguesia da Lagoa; juiz Francisco José Nunes; escrivão João Francisco Cidade; utensílios de trabalho e domésticos; engenho de farinha; animais; 2 escravos; propriedades rurais.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria Caetana de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-83854 · Processo · 1869
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São José

            Partes:
            Maria Caetana de Jesus (inventariada);
            Cypriano Correia da Silva (inventariante).

            Herdeiros:
            Joaquim José Garcia;
            Anna;
            Caetana Roza de Jesus.

            Descrição:
            O inventário de Maria Caetana de Jesus foi conduzido por seu marido, Cypriano Correia da Silva, sem testamento, e a partilha dos bens ocorreu de forma amigável. Entre os itens inventariados constavam tachos de cobre, forno de cobre, engenho de farinha, objetos diversos, mobília, meios de transporte, engenho de cana, terras, casas e vestuários. O processo também registra a presença de seis pessoas escravizadas, sendo uma descrita como parda, de nome Virgilino, e cinco descritas como crioulas, chamadas João, José, Dizideria, Luiza e Maria, esta última tendo tido uma filha durante a avaliação dos bens. Consta ainda no processo uma carta precatória do juízo da comarca de Desterro para o juízo da comarca de São José.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal Domiciano Barboza da Silva;
            juiz municipal Francisco da Silva Ramos;
            juiz municipal Patricio Marques Linhares;
            juiz municipal Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz municipal Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
            avaliador Feliciano Coelho Pires;
            avaliador Daniel Antonio da Silva Simas;
            escrivão Manoel Ferreira da Costa Seára;
            escrivão Marcos Francisco de Souza;
            coletor das rendas Mariano Francisco de Souza;
            avaliador Luis Antonio de Mello;
            avaliador Marcelino do Nascimento Ramos;
            partidor Constancio José da Silva Pessoa Junior;
            partidor Bazilio Albino Ramos;
            oficial de justiça Joaquim Affonço Pereira;
            oficial de justiça José da Costa Seara;
            signatário Antonio Firmino de Souza.

            Localidades relevantes:
            Cubatão;
            Aririu;
            Desterro;
            rua do Príncipe;
            freguesia da Enseada de Brito;
            freguesia de Santo Amaro.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Juramento aos avaliadores;
            Traslado da relação dos bens;
            Carta precatória;
            Juramento aos partidores;
            Partilha dos bens.

            Variação de nome:
            Santo Amaro de Cubatão.

            Inventário de Marcellino Machado Fagundes
            BR SC TJSC TRRJ-22780 · Processo · 1859-1860
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Marcellino Machado Fagundes (falecido);
            Victorina Roza (inventariante).

            Herdeiros:
            Candida Roza;
            Floriano Gonçalves (neto);
            Manoel Gonçalves;
            Maria Roza;
            Thomas Gonçalves (neto).

            Resumo:
            Foi aberto um processo de inventário por Victorina Roza em relação aos bens de seu finado marido, Marcellino Machado Fagundes. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador de órfãos. Além disso, a inventariante não pôde estar presente para dar início à ação, já que estava com a idade avançada e doente. José Ignacio Vieira foi nomeado como seu procurador e representante.

            Entre os bens avaliados estavam caixas, um oratório com imagens religiosas — Jesus e Nossa Senhora da Conceição usando uma coroa de prata —, mobília, um paiol de guardar farinha, uma canoa, utensílios de cozinha, um ferro de passar roupa, ferramentas, uma vaca, engenhos de farinha e cana, uma casa e terras.

            Neste arrolamento, foram mencionadas 16 pessoas escravizadas, dos nomes: Pedro e Maria, descritos como crioulos; Manoel, José (dito estar doente), Zifirino (descrito como “defeituoso de um braço, o direito”), Claudino, Luis, Francisco, Felicidade, Rita, Claudina, Filipa, Luciana, Joana e Anna (com “moléstia interior”), sem etnias especificadas; e Maria, descrita como parda e “doente”. Muitas das pessoas mencionadas eram crianças, com idades inferiores a 10 anos.

            Os herdeiros, através de petições, solicitaram bens e pessoas escravizadas para compor suas legítimas partes paterna. Os bens foram repartidos em igualdade entre os herdeiros. O juiz julgou a ação por sentença, em que requereu o pagamento das custas de maneira pro rata pelos interessados. Mais tarde, Manoel Gonçalves foi juramentado como tutor dos herdeiros menores.

            Atuaram no processo:
            avaliador e juiz de paz Manoel Teixeira d’Oliveira;
            avaliador Manoel Antonio Nunes Vieira;
            curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão interino Anacleto Ladisláo Ribeiro;
            escrivão José Honorio de Sousa Medeiros;
            juiz municipal e órfãos Manoel da Silva Mafra;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Luis Carlos da Saldanha Sousa;
            procurador José Ignacio Vieira;
            tutor Manoel Gonçalves.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            freguesia da Lagôa (atual bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis).

            Compõem o processo:
            auto de avaliação;
            auto de partilha;
            contas;
            petições;
            procurações;
            recibos;
            sentença;
            termo de audiência;
            termo de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Filicidade;
            Victorina Clara de Jesus.

            BR SC TJSC TRRJ-24815 · Processo · 1850 - 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Marcellino José Bernardes (falecido);
            Florinda Roza d’Jezus (falecida);
            Manoel Luis da Silveira (inventariante e testamenteiro).

            Herdeiros:
            Francisco José Bernardes;
            Marcellino José Bernardes.

            Resumo:
            Manoel Luis da Silveira abre um processo de inventário após o falecimento de Marcellino José Bernardes e Florinda Roza, seus respectivos cunhado e irmã. O casal deixou um filho menor de idade, sobrinho do inventariante; por esse motivo, a ação contou com a nomeação de um curador, e passou pelo juízo de órfãos. Em traslado de testamento do falecido, é revelado que foi separado um pagamento denominado como “esmola” para Francisca, mulher escravizada designada como preta crioula.

            Os bens inventariados foram utensílios de cozinha, um ferro de engomar, ferramentas, mobília, caixas, animais, casas e terrenos. São citadas dívidas passivas deixadas pelo falecido. Constam no inventário 2 pessoas escravizadas, além de Francisca: Alexandre, descrito como crioulo, e Manoel, designado enquanto pardo. Ao decorrer do processo, um membro da família abre petição para apontar o fato de que apenas um dos dois filhos do casal foi inserido no título dos herdeiros, requerendo que o outro seja incluído e apresentando sua declaração de batismo para a comprovação de parentesco. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, e parte do patrimônio foi separada para pagamento das pendências. Com o intuito de equilibrar o valor das heranças, foi incluída uma quantia de reposição em dinheiro.

            Ao mesmo tempo em que Francisca é colocada como legatária do finado, a pedidos encontrados no testamento, ela é inventariada como escravizada na repartição. Com isso, um curador é nomeado para representá-la. Por meio de petição, é afirmado que a liberdade da suplicante após o falecimento de seus senhores foi deixada de fora no documento, por possíveis “ignorância” ou “perturbação” em que se encontrava o testador. Além disso, estando a partilha ainda sem sentença, é requerida uma emenda no inventário por parte da curada, para que os seus bens sejam adjudicados ao herdeiro Marcellino. Ao fim da petição, é revelado que a suplicada entraria com pedido de liberdade, alcançando o valor necessário através de uma quantia guardada no cofre. Uma nova partilha foi realizada, com as alterações necessárias, mas ainda constando Francisca como inventariada.

            Após a reforma da partilha, o curador dos órfãos requer que Alexandre e Manoel sejam arrematados, pelo fato do herdeiro Francisco estar distante de completar a maioridade e pela necessidade de pagar as custas do processo. A tutoria do herdeiro menor foi passada para Agostinho Fernandes Vieira, por meio de juramento e tomada de contas. Mais tarde, é revelado que Francisca estava passando por um processo de arrendamento de seus serviços com duração de 3 anos, requerendo metade do valor conseguido com a prática. Além disso, outras condições estabelecidas foram que a ação ficaria sem efeito a partir do momento em que ela apresentasse a quantia necessária para libertar-se, e que o lançador da proposta deveria a tratar com a devida humanidade.

            Os serviços de Francisca foram arrendados mas, após alguns meses, ela encontrou-se enferma. Com isso, o lançador da proposta abre petição afirmando que não poderia continuar com a ação, e uma nova arrematação é realizada com o conhecimento de sua doença, descrita como incurável. O valor foi alcançado e, por meio de sentença, o juiz requer que seja passada a sua carta de liberdade, além de requerer o pagamento das custas por parte da interessada. O processo é concluído com a maioridade do herdeiro Marcelino, comprovada por certidão de batismo, e sua última tomada de contas, seguido de uma petição para pagamento de sua legítima parte.

            Atuaram no processo:
            avaliador Alexandre Francisco da Costa;
            avaliador Anastacio Silveira de Souza;
            avaliador e signatário Alexandre Correia de Mello;
            avaliador Manoel Francisco Pires;
            curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
            curador Jozé Nunes da Silva;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão do auditório eclesiástico João Luis do Livramento;
            escrivão do auditório eclesiástico Joaquim Caetano da Silva;
            escrivão João Antonio Lopes Gondim;
            juiz municipal e dos órfãos Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal e dos órfãos suplente comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            pregoeiro Lucas Rodrigues d’Jesus;
            procurador fiscal João Silveira de Souza;
            signatário Francisco Teixeira de Cunha;
            tesoureiro Carlos João Halson.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            distrito das Cabeceiras do Córrego Grande (atual bairro Córrego Grande, Florianópolis);
            freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa (atual bairro Lagoa da Conceição, Florianópolis);
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis);
            freguesia do Ribeirão (atual bairro Ribeirão da Ilha, Florianópolis);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de emenda da partilha;
            auto de partilha;
            auto de reforma da partilha;
            autos de praça;
            autos de tomada de contas;
            certidões de batismo;
            contas;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            pregões;
            recibos;
            sentenças;
            termo de louvação;
            termos de avaliação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de conhecimento da dízima;
            traslado de testamento;
            traslado do pagamento da meia siza.

            Variação de nome:
            Corgo Grande.

            Inventário de Manoel Pires Ferreira
            BR SC TJSC TRRJ-21089 · Processo · 1864-1879
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro

            Partes:
            Manoel Pires Ferreira (inventariado);
            Senhorinha Maria de Jesus (inventariante).

            Herdeiros:
            Manoel da Rocha Pires;
            Cezaria Maria Pires;
            Genoveva Maria Pires;
            Luiz Pires Ferreira;
            José Manoel Pires Ferreira;
            Maria Leopoldina Pires;
            Anna Maria Pires;
            Manoel Pires Ferreira Bello.

            Descrição:
            O inventário de Manoel Pires Ferreira foi conduzido por sua esposa, Senhorinha Maria de Jesus, sem testamento e procedendo em seguida à partilha dos bens de forma amigável. Entre os itens inventariados constam terras, casas, engenho de fazer açúcar, engenho de fazer farinha, utensílios, forno de cobre, prensa, mobílias, tacho de cobre, choupana, transporte, paiol, roça de mandioca, roça de cana, objetos, alambique, cocho de fazer polvilho, prataria, animais e um engenho de cana. O processo também registra a presença de vinte e quatro pessoas escravizadas: três de nomes João Cacete, Anna e Antonia; um descrito como pardo, de nome Ignacio; quatros descritos como africanos, de nomes João pequeno, Lourenço, Manoel e Joaquim; dezesseis descritos como crioulos, de nomes Felipe, Paulo, João, Custodio, Domingos, Antonio, Paulino, Nicaco e Maria.

            Atuaram no processo:
            juiz municipal e curador geral Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz dos órfãos Estanislau Antonio da Conceição
            juiz de órfãos Antonio Augusto da Costa Barretos;
            juiz de órfãos José Porfirio Machado d’Araujo;
            juiz de órfãos José Feliciano Alves de Brito;
            escrivão Vidal Pedro Morais;
            escrivão José Rodrigues da Silva Junior;
            escrivão Manoel Antonio do Nascimento;
            escrivão José de Miranda Santos;
            tabelião Leonardo Jorge de Campos;
            avaliador Francisco Antonio da Silva;
            avaliador Joaquim Martins Linhares;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Manoel Marques Guimarães;
            oficial de justiça Joze Antonio Pacheco
            curador do ausente e advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
            curador e procurador Manoel da Rocha Pires;
            advogado Manoel José de Oliveira.

            Localidades relevantes:
            freguesia do Ribeirão;
            freguesia da Lagoa;
            freguesia de Santo Antonio;
            pontal do Rio Tavares;
            rio Paraná;
            fazenda do Pery;
            Pantano do Sul;
            Barreiros;
            Armação da Lagoinha.

            Compõem o processo:
            Título de herdeiros;
            Juramento ao curador;
            Louvação aos avaliadores e partidores;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Procuração;
            Juramento aos partidores;
            Auto de partilha.

            Variação de nome:
            Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão.