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            Inventário de Mariana Luiza da Silva
            BR SC TJSC TRRJ-22579 · Processo · 1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro.

            Partes do processo:
            Mariana Luiza da Silva (inventariada);
            Joaquim José d'Assumpção (inventariante);

            Herdeiros:
            Anna Bernadina;
            Joaquim José d’Assumpção;
            Firmino José d’Assumpção;
            Maria Perpetua;
            Constancia Perpetua;
            Dúlcida Perpetua;
            João José d’Assumpção;
            Anna Perpetua;
            Joaquim Francisco d’Assumpção;
            Rita Perpetua;
            Francisca Perpetua.

            Resumo: Inventário requerido pelo filho da inventariante, Joaquim José de Assumpção, nele contendo terras, engenho, mobília, animais, roças de mandiocas, casa, utensílios domésticos, tecidos e imagens religiosas. Além disso, há o registro de 07 pessoas escravizadas, de nomes: Miguel, João Marianno, Francisca, Catharina, Ludovica, Antonio e Luiz.

            Neste processo há uma carta precatória do Juízo dos órfãos da cidade de Desterro para o Juízo dos órfãos da vila de São José, na Segunda Comarca; que trata do despacho retro de procuração dos herdeiros.

            Atuantes no processo:
            juiz municipal de órfãos Sérgio Lopes Falcão;
            escrivão José Honório de Souza Medeiros;
            escrivão José Maria Gnecco;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            avaliador Manoel Antonio Caminha;
            avaliador Tristão José Moura;
            procurador José Ignacio de Souza;
            procurador Frederico Alves Corrêa;
            juiz José Bonifácio Caldeira d’Andrade;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor José Ignácio de Oliveira.

            Localidades relevantes:
            Vila de São José;
            Sertão do Maruhí.

            Compõe o processo:
            Translado de testamento;
            Procuração;
            Carta precatória.

            Inventário de Pedro Julio Roberge
            BR SC TJSC TRRJ-22934 · Processo · 1858-1878
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital, da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Pedro Julio Roberge (falecido);
            Maria Leopoldina Roberge (inventariante).

            Herdeiros:
            Pedro Julio Roberge.

            Resumo:
            Foi aberto um inventário dos bens de Pedro Julio Roberges, por parte de Maria Leopoldina Roberges, sua esposa. Como o finado deixou um filho menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador para representá-lo.

            Os bens avaliados foram casas, terras, um cordão de ouro, utensílios de cozinha, um relógio de prata, mobília, baús, garrafões, quadros pequenos e roupas. Nesta ação, foram mencionadas cinco pessoas escravizadas, dos nomes: Agostinho, de nação Mina; João, Manoel (de 3 anos de idade), Inocencia (descrita como “com achaque”, ou seja, enferma) e Cesilia (de seis anos de idade), designados como crioulos. Além disso, a inventariante declarou possuir dívidas passivas.

            Parte do patrimônio foi separado para o pagamento das dívidas da inventariante, e os bens passaram por uma partilha em igualdade entre os herdeiros. As custas foram pagas com metade do valor do homem escravizado João, e a outra metade foi incluída em sua meação; por isso, são anexados à ação recibos comprovando o pagamento das dívidas.

            O juiz julgou a ação por sentença, que realizou a adjudicação de João e requereu o pagamento das custas aos interessados em proporção. A inventariante, por meio de uma petição, solicitou que fosse nomeada como tutora de seu filho, se comprometendo a renunciar aos “benefícios de Veleiano”, que impediam a tutela de mulheres viúvas. O pedido foi negado pelo juiz.

            A inventariante passou a ser representada pelo procurador Eleuterio Francisco de Sousa. Mais tarde, ela declarou que estava na província do Rio Grande do Sul, juntamente com seu filho, a fim de visitar sua mãe. Como os bens de Pedro estavam em sua posse e eles se encontravam ausentes da cidade, o patrimônio passou por um processo de depósito. Foi realizada uma audiência em hasta pública para a arrematação de Manoel (de nove anos de idade), que era parte da herança de Pedro; o menino foi arrematado pelo tenente-coronel Manoel Luiz do Livramento, e o valor arrecadado incorporou-se ao depósito.

            Como o herdeiro ainda não era tutorado, o juiz nomeou Felix Vieira da Cunha para realizar esta função. Por meio de petição, o tutor requereu a venda ou conserto da casa apossada por Pedro, já que estava “em extremo velha”, para que o tutelado não sofresse prejuízos. Atendendo ao seu pedido, é feita uma segunda avaliação da casa por peritos, em que foi constatado o valor do conserto sendo superior ao da casa, e o juiz negou o pedido para realizar os reparos. Após esta ação, a casa foi arrematada em um auto de praça por Joaquim José Alves Beserra.

            Por fim, foi revelado que Pedro havia obtido e assinado um documento chamado “suplemento de idade”, nomeando um procurador para representá-lo. Ele requereu os bens de sua legítima parte, assim como que fosse deprecado à Tesouraria da Fazenda a entrega de uma quantia de dinheiro e seus juros agregados, pertencentes ao suplicante. Foi anexado ao processo o documento citado acima, declarando sua capacidade para administrar seu patrimônio sem a necessidade de um representante.

            Atuaram no processo:
            avaliador e perito Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            avaliador José Manoel de Lima;
            curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão de órfãos José Honorio de Sousa Medeiros;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Mendes;
            escrivão José de Miranda Santos;
            escrivão José Thomas de Sousa Medeiros;
            juiz de órfãos Augusto da Costa Barradas;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto de Livramento;
            juiz municipal e órfãos suplente coronel Jose Bonifacio Caldeira de Andrade;
            juiz municipal e órfãos Sergio Lopes Falcão;
            oficial de justiça e pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
            partidor João Francisco Cidade;
            partidor Peregrino Servita de Santiago;
            perito João Pereira da Cunha;
            procurador coronel José Feliciano Alves de Brito;
            procurador Eleuterio Francisco de Sousa;
            tabelião Joaquim Amaral e Silva;
            tesoureiro geral José Silveira de Sousa Junior;
            tutor Felix Vieira da Cunha.

            Localidades relevantes:
            caminho das vacas;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Porto Alegre;
            comarca da capital;
            freguesia de Santo Antonio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis);
            província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua da carioca;
            rua da praia.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de avaliação;
            autos de praça;
            contas;
            petições;
            procuração;
            quitação;
            recibos;
            selo;
            sentença;
            termo de reclamação;
            termos de arrematação;
            termos de juramento;
            traslado de carta de suplemento de idade.

            Variação de nome:
            Pedro Julio Róberges;
            Maria Leopoldina Gularte.

            Inventário de Pedro Silveira Cardoso

            Partes:
            Pedro Silveira Cardoso (falecido);
            Faustina Clara d’Jesus (inventariante).

            Freguesia do Rio Vermelho – Desterro; rio Travessão; província do Rio Grande; escravidão;

            Agostinho Leitão de Almeida, juiz, comendador;
            Anna Clara;
            Antonio Jose Pacheco;
            Antonio Silveira Cardoso;
            Candido Gonçalves d’Oliveira;
            Filippa, escrava, crioula;
            Francisca Clara d’Jesus;
            Faustina Clara d’Jesus;
            Florentino Gonçalves;
            Jacintho Silveira Cardoso;
            João Silveira Cardoso;
            João Narciso da Silveira;
            José da Costa Oliveira;
            José Honório de Sousa Medeiros, escrivão;
            Manoel Luis de Souza;
            Manoel Joaquim d’Oliveira, avaliador;
            Manoel Pereira;
            Marcellino Silveira Cardoso;
            Maria, escrava, crioula;
            Pedro Silveira Cardoso;
            Sergio Lopes Falcão, cavaleiro da Ordem de Cristo, juiz;
            Silvana Clara.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Polucenia Roza de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-20729 · Processo · 1863-1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Polucenia Roza de Jesus (falecida);
            Damasio Pereira Nunes (inventariante);
            José Joaquim de Sousa (inventariante e co-herdeiro).

            Herdeiros:
            Francisca Rosa de Jesus;
            Francisco Pereira Nunes;
            Maria Rosa;
            Mathildes Bernadina da Gloria.

            Resumo:
            Damasio Pereira Nunes abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Polucenia Roza de Jesus. Entre os herdeiros, foi revelado que Maria Rosa estaria “mentecapta” e “demente”; com isso, José Joaquim de Sousa, genro de Damasio e marido de Mathildes, foi nomeado como seu curador para representá-la. Por esse motivo, a ação passou pelo juízo de órfãos.

            José, através de uma petição, informou que a demora para a abertura da partilha por parte de Damasio estaria prejudicando os herdeiros, mencionando o falecimento de duas pessoas escravizadas após a morte de Polucenia — que no momento da ação, já havia acontecido há 4 anos. Por via de uma sentença, o juiz de órfãos requereu o sequestro e remoção dos bens do casal, nomeando José como inventariante e depositário do patrimônio.

            Os oficiais de justiça não dão continuidade ao pedido de depósito, pelo fato de não haver interessados na ação, com a justificativa de que seus vizinhos teriam medo de sofrer violências por parte de Damasio — classificado pelos citados como sendo “adoidado” e de “maus costumes”.

            Mais tarde, foi revelado que Damasio havia sido detido na cadeia de Desterro, por insanidade mental (descrito como “por louco preso”). Em um auto de exame, é diagnosticado que sua “alienação mental” não era constante, mas produzia desarranjos cerebrais e fazia com que ele não exercesse integralmente suas faculdades intelectuais.

            O processo tem continuidade com uma sentença do juiz, tornando o co-herdeiro José curador de Damasio e responsável por dar continuidade ao inventário. Em sequência, José faz o pedido de nomear um curador que representasse Maria, declarando ainda possuir despesas médicas dos “exames de sanidade” também realizados na herdeira.

            Uma petição é anexada por José Joaquim de Souza, revelando que Damasio havia ameaçado o curador e os avaliadores nomeados no processo. A assistência do escrivão é requisitada, pois o fato dificultou a avaliação dos bens e, mesmo assim, precisava ser feita na residência de Damasio.

            Após isso, foi dado início à avaliação dos bens, em que constam casas, engenhos de farinha, terras, animais, roças de mandioca, objetos de transporte (caixas), forno de cobre, cangas, móveis e utensílios de cozinha. No arrolamento, foram citadas nove pessoas escravizadas: Elena, Christina, Hortensa, Jacinto, Wenceslau, Antero, Julio (descrito como tendo “cor de aço”) e João, designados como crioulos; e Benedito, descrito como pardo. Além disso, um dos terrenos fazia divisa com casas de Magnes, descrito como crioulo.

            Ao decorrer do processo, Damasio abre petição requerendo um novo exame de sanidade em sua pessoa. Ele afirma que possui intervalos de lucidez e tem direito de administrar os bens do casal; para isso, o suplicante se apoia no fato de não se encaixar no caso previsto pelo Título 103 do Livro IV das Ordenações Filipinas (p. virtual 43). Esse documento era utilizado no Brasil Império para regular a sanidade mental dos cidadãos, e definia que os “insanos” precisariam ser interditados por um representante que começaria a gerir seus bens.

            Mesmo estando lúcido, os peritos e o juiz consideraram que Damasio ainda não se encontrava em seu “perfeito entendimento”. Por meio de petições, José lista os bens e pessoas escravizadas que deveriam ser separados para sua esposa e para Maria Rosa. Anexados à ação, foram feitos mais “exames de sanidade” requeridos por Damasio, que continuou sustentando seu direito de ser inventariante e curador de sua filha Maria; foram chamadas testemunhas para comprovar a capacidade de administrar seus bens sem a necessidade de ser tutelado.

            Os peritos afirmam que Damasio estaria em condições de administrar seus próprios bens. As testemunhas também confirmam o estado do suplicante, o descrevendo como em seu perfeito juízo. Com isso, o juiz julga os autos de exame por sentença, habilitando o suplicante para administrar seus bens e retirando os efeitos jurídicos da interdição que havia sido feita através do curador.

            Em outro momento, Damasio revelou que José já havia recebido seu dote quando se casou com Mathildes, portanto o patrimônio constante deveria ser incluído como parte da herança do co-herdeiro; José, como resposta, disse não poder aceitar os termos, pois alguns itens eram de baixo valor e, de acordo com ele, faziam parte somente do “enxoval” da esposa. Além disso, foi demandado que Damasio trouxesse a carregação de uma quantia de dinheiro e documentos que provinham dos aluguéis de Christina.

            As dívidas vindas dos exames e outras custas foram pagas por Damasio. Uma nova avaliação dos bens é realizada, em que foram adicionados ao patrimônio da finada itens de montaria e roupas. Enquanto tutor, José recebeu a função de realizar o pagamento dos exames feitos por seu sogro, assim como algumas das custas do inventário.

            Damasio declarou que o juízo de órfãos era “incompetente” (p. virtual 183), afirmação que foi contestada pelo juiz, solicitando outro exame de sanidade realizado em Maria e Damasio. A resposta dada pelo curador geral dos órfãos foi de que o inventário deveria prosseguir no mesmo juízo, pela “alienação mental” de Maria.

            Os bens foram repartidos em igualdade entre os herdeiros, sendo separada uma parte para o pagamento das dívidas passivas e ativas que constaram na avaliação; contudo, o herdeiro Francisco questiona a decisão de partilha, alegando que deveria ter recebido Wenceslau como sua legítima parte, enquanto seria mais vantajoso que a herdeira Francisca recebesse a metade do valor de Christina. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz não reconheceu o pedido de Francisco e requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata.

            Ao final do processo, uma autuação é anexada. Dentro do documento, há um ofício expedido pela Secretaria de Polícia no ano de 1864, que cita a prisão de Damasio (tido como curatelado) e o recolhimento de seus filhos por alguns vizinhos — ação descrita como realizada para evitar um “atentado”. O delegado também pede que sejam nomeados tutores para os órfãos.

            Atuaram no processo:
            avaliador Damazio Fernandes Camacho;
            avaliador Domingos José de Bitancurte;
            avaliador Joaquim Antonio da Silveira;
            avaliador Jozé Manoel da Silva;
            curador geral dos órfãos Marcellino Antonio Dutra;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
            escrivão interino João da Silva Simas;
            escrivão juramentado João Damasceno Vidal;
            juiz de órfãos Joaquim Augusto de Livramento;
            juiz municipal e órfãos Raymundo Borges Leal Castello Branco;
            juiz municipal e órfãos suplente Estanislau Antonio da Conceição;
            oficial de justiça Augusto Cesar d’Jesus;
            oficial de justiça Lucas Rodrigues de Jesus;
            oficial de justiça Serafim Teixeira da Silva;
            partidor João Francisco Cidade;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            perito Evaristo Nunes Pires;
            perito Henrique Schutel;
            perito João Ribeiro de Almeida;
            perito José Augusto de Sousa Pitanga;
            perito Luis Carlos Augusto de Silva;
            procurador e advogado Manoel José de Oliveira;
            signatário Anacleto Ladisláo Ricken;
            signatário Felisberto Gomes de Arends;
            signatário Manoel José de Oliveira;
            signatário Sergio Lopes Falcão.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            distrito do Rio Tavares (atual bairro de Rio Tavares, Florianópolis);
            estrada pública;
            freguesia da Lagoa;
            mar grosso;
            morrete;
            Rio Grande do Sul;
            rua do Meu Deus;
            travessão geral.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            autos de avaliação;
            autos de exame;
            contas;
            ofício;
            petições;
            recibos;
            sentenças;
            termos de audiência;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Estanisláo Antonio da Conceição;
            freguesia da Lagoá;
            freguesia da Lagôa;
            Maganes;
            Mógenes;
            Polucenia Rosa de Jesus.

            Inventário de Raulino Gonçalves Pereira
            BR SC TJSC TRRJ-21658 · Processo · 1850-1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Raulino Gonçalves Pereira (falecido);
            Guiomar Maria (inventariante).

            Herdeiros:
            Candida Roza;
            Floriano Gonçalves;
            Manoel Gonçalves;
            Maria Dorothea;
            Maria Roza.

            Resumo:
            Por meio deste processo foram inventariados os bens que ficaram por falecimento de Raulino Gonçalves Pereira. A justiça expediu mandado de intimação para sua viúva e cabeça de casal, Guiomar Maria, para que ela viesse ao juízo para dar início aos procedimentos de inventário, sob pena de sequestro em caso de não comparecimento. Guiomar era moradora na localidade de Saquinho da Lagoa.

            Na descrição dos bens, constaram mobília; utensílios domésticos e ferramentas; dois animais, sendo um boi de serviço e uma égua; e um engenho de aguardente, uma casa, e terras. As propriedades eram situadas no Saco Grande da Lagoa e na Tijuca do Rio Vermelho, algumas fazendo frentes com riachos e vertentes.

            Constavam também 4 escravizados, de nomes Simplicio (idoso, descrito como “africano”); Joaquina e João (menores de idade, descritos como “crioulos”); e Jacintho (menor de idade, descrito como “pardo”).

            Em seguida, a partilha distribuiu os bens entre os herdeiros. Por sentença, o juiz julgou que as partilhas foram válidas, e obrigou os interessados ao pagamento das custas do processo.

            Adiante, foi autuado um auto de tutela, em que o procurador Marcellino Machado Fagundes prestou juramento para desempenhar a função de tutor dos menores e órfãos deixados pelo inventário.

            Por fim, um auto de “contas tomadas” (prestação de contas) foi lavrado, em que foram prestadas as contas referentes aos herdeiros menores de idade.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Pereira Duarte;
            avaliador Francisco Guilherme Sodé;
            escrivão José Silveira Constante;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal e de órfãos suplente comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            partidor Joaquim José Varella;
            partidor José Narciso da Silveira;
            procurador Marcellino Machado Fagundes;
            signatário Candido Gonçalves de Oliveira;
            signatário Francisco Dias de Souza Medeiros;
            signatário Francisco de Paula Lacé.

            Localidades relevantes:
            Saco Grande da Lagoa;
            Saquinho da Lagoa (atual Praia do Saquinho, bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina);
            Tijuca do Rio Vermelho;
            freguesia de São João Baptista do Rio Vermelho (atual bairro do Rio Vermelho, Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de contas tomadas;
            descrição e avaliação dos bens;
            mandado de intimação;
            partilha de bens;
            procuração;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de juramento de partidores;
            termo de juramento de tutor;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            procurador Marcellino Maxado Fagundes.