Desterro

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        Desterro

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        Desterro

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          BR SC TJSC TRPOA-20286 · Processo · 1883
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Anna Francisca da Costa e Silva (falecida);
          Antonio Nunes Ramos (inventariante e testamenteiro).

          Herdeiros instituídos e legatários:
          Benedicta;
          Eva;
          Luiza;
          Felisberta;
          Rosa;
          Maria;
          José Henrique de Paiva;
          Albertina Paiva;
          Rita Gracianna;
          Maria de Araujo;
          Justina;
          José da Cunha;
          Laura;
          José Joaquim Gomes Braga;
          Delminda;
          Bernardina Joaquina da Cunha;
          Luiz de Lima Cardoso;
          Henriqueta;
          Eduardo Duarte Silva;
          Leonor;
          Anna;
          Justina;
          Caetano.

          Resumo:
          Este processo se trata do traslado de inventário de Anna Francisca da Costa e Silva, pois a ação original, datada em 1877, seria encaminhada para a relação de Porto Alegre. Além disso, tem como inventariante e testamenteiro o major Antonio Nunes Ramos.

          Na cópia do testamento, é revelado que a falecida era viúva e não tinha filhos (chamados de “herdeiros forçados”). Dentre o seu patrimônio, ela declarou possuir apólices no Banco do Brasil e casas — tanto na província de Santa Catarina quanto na corte do Rio de Janeiro. Além disso, Anna descreve suas últimas vontades, citando a doação de seus bens a entes próximos e a transferência do valor de sua residência ao Hospital de Caridade de Desterro.

          Ainda no documento testamentário, a finada requereu a carta de liberdade de todas as pessoas escravizadas por ela. Com isso, foram libertas e instituídas como herdeiras: Luiza, Felisberta, Rosa, Maria, Benedicta e Eva; ao decorrer da ação, seus nomes são acompanhados pelo sobrenome da falecida, “Costa e Silva”. Além disso, Anna pediu que o testamenteiro transportasse as cinzas de seu marido para a capela do Hospital de Caridade citado, onde ela também desejou ser sepultada.

          As herdeiras Luiza, Felisberta, Rosa e Maria eram menores de idade. Desse modo, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um tutor para representá-las; o inventariante Antonio Nunes Ramos foi selecionado para tal função e prestou juramento. Após o testamento, foi anexado um codicilo em que a inventariada declarou escravizar Caetano, homem descrito como preto; ele também foi instituído como herdeiro.

          Os bens inventariados foram casas, ações e apólices bancárias, jóias e prataria. Entre os legatários, constaram a Ordem de São Francisco da Penitência, a Igreja Matriz de Desterro e a Igreja do Rosário. A pedido do inventariante, foi aberto um edital de praça para serem arrematadas as pratarias e jóias pertencentes à finada.

          Ao decorrer do processo, Benedicta e Eva abrem petição para requerer que alguns bens da falecida sejam inseridos na avaliação: mobília, um quadro, um tapete, vasos, ferramentas, louças, um oratório e vestimentas. O inventariante afirma que não adicionou o patrimônio ao arrolamento porque a falecida pretendia os doar em vida — o que também foi escrito por ela em seu testamento, referindo-se aos “objetos de uso doméstico”.

          Luiza abre uma petição para afirmar que estava sob indevida tutela, já que era maior de idade e não precisava mais ser representada por um tutor. Para comprovar a validade de seu pedido, foi anexada sua certidão de idade. No documento, é revelado que seu batismo aconteceu em 1856, tendo como testemunhas sua mãe, Rosa (descrita como “preta de nação Congo”), e seus padrinhos, Antonio Anacleto (descrito como preto liberto) e Isabel, mulher escravizada.

          Mais tarde, Benedicta e Eva revelam que precisariam se mudar para o Rio de Janeiro, e requerem o direito de levar suas filhas Maria e Rosa consigo. O inventariante se opõe ao pedido, afirmando que as tuteladas não teriam como “tratar convenientemente de sua educação” sem a sua presença. Mesmo com a oposição do tutor, é explicitado que não é legalmente possível separar as filhas de suas mães antes dos 12 anos, e que ambas as suplicantes realizavam a função de educar e cuidar das menores.

          Após esse pedido, respectivo à viagem das mães e filhas, o inventariante requereu que Benedicta e Eva passassem por algumas perguntas que as habilitariam para tal função: se as filhas estavam matriculadas na escola, quem as matriculou e se elas teriam acesso às vestimentas escolares. Durante os questionamentos, é revelado que além de Rosa estar matriculada em uma escola, Eva atuava como professora no mesmo local.

          Uma carta precatória é anexada, com origem em Santa Catarina e destino ao Rio de Janeiro, para o patrimônio da finada que constava na Corte ser avaliado; para isso, foram nomeados dois peritos. Este arquivo é finalizado com petição do inventariante, requerendo que sejam certificados os números das apólices deixadas pela falecida. O arquivo foi dividido em 2 partes seguindo critérios técnicos de armazenamento. Para mais informações, ir à segunda parte do documento.

          Atuaram no processo:
          avaliador e escrivão Joaquim Candido da Silva Peixoto;
          avaliador tenente coronel Claudio Francisco de Campos;
          curador advogado Manoel José de Oliveira;
          curador Candido Gonçalves de Oliveira;
          escrivão de capelas e resíduos Leonardo Jorge de Campos;
          escrivão de órfãos interino e tabelião Juvencio Duarte e Silva;
          escrivão José Alvares da Silva Penna;
          escrivão José de Miranda Santos;
          escrivão juramentado Francisco Rodrigues da Cunha;
          juiz de órfãos da primeira vara João Lustosa da Cunha Paranaguá;
          juiz de órfãos substituto Joaquim José de Siqueira Filho;
          juiz provedor dos resíduos e dos órfãos Antonio Augusto da Costa Barradas;
          perito Antonio do Amaral Vergueira;
          perito Saturnino do Amaral Gurgel;
          procurador fiscal Joaquim de Almeida Gama Lobo d’Eça;
          procurador Genuino Firmino Vidal Capistrano;
          procurador Joaquim Augusto do Livramento;
          procurador Jorge de Souza Conceição;
          tesoureiro José Silveira de Laura Junior.

          Localidades relevantes:
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da capital;
          corte do Rio de Janeiro (atual estado do Rio de Janeiro);
          Porto Alegre;
          rua áurea (atual rua dos Ilhéus, Florianópolis);
          rua de Santa Christina.

          Compõem o processo:
          traslado de auto de abertura;
          traslado de carta precatória;
          traslado de codicilo;
          traslado de edital;
          traslado de petições;
          traslado de procurações;
          traslado de recibos;
          traslado de termo de apelação;
          traslado de termo de contraprotesto;
          traslado de termo de protesto;
          traslado de termos de arrematação;
          traslado de termos de declaração;
          traslado de termos de testamento;
          traslado de testamento.

          Traslado de denúncia de Miguel José da Costa
          BR SC TJSC TRRJ-24639 · Processo · 1813
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Traslado de autos de denúncia realizados na vila de Desterro.

          Partes do processo:
          alferes Miguel José da Costa (denunciante);
          alferes Demétrio da Silva Maiato (denunciado).

          Resumo:
          Miguel denunciou Demétrio por tê-lo ameaçado com uma faca de ponta. Na ocasião, Miguel trafegava com um veículo por uma via pública próxima à propriedade de Demétrio, que impediu sua passagem. O processo não consta como encerrado. Há dois traslados com a mesma denúncia.

          Atuaram no processo:
          escrivão Marianno Antonio Correia Borges;
          desembargador juiz de fora Francisco Lourenço de Almeida.

          Localidades relevantes:
          Freguesia do Ribeirão;
          Guarda do Embaú.

          Compõem o processo:
          Denúncia;
          Testemunhas;
          Autuação.

          Variações de nome:
          localidade Guarda do Rio Embaú;
          juiz Francisco Lourenço d'Almeida.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Traslado de carta precatória de Manoel Antônio da Cruz
          BR SC TJSC TRRJ-19792 · Processo · 1842
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Partes:
          Manoel Joaquim Pinto, autor;
          Manoel Antonio da Cruz, falecido.

          Descrição:
          Translado de processo da vila de Lages para cumprimento de carta precatória na vila de São José, comarca do sul da Província de Santa Catarina. O inventariado possuía terras, animais, escravo e objetos de metais, como comum aos fazendeiros da região da época. O processo principal, inventário, parece estar completo e bem preservado.

          Localidades:
          Rio Lava Tudo;

          Atuaram no processo:
          Antonio Caetano Machado, avaliador;
          Francisco Xavier de Oliveira Câmara, escrivão;
          Generoso Pereira dos Anjos, escrivão;
          Guilherme Rickem, signatário;
          Joaquim Fernandes da Fonseca, major, curador de órfãos;
          João Thomas e Silva, juiz, alferes;
          José Pereira de Medeiros, juiz;
          Luis Ferreira do Nascimento e Mello, juiz;
          Manoel Rodrigues de Souza, avaliador;
          Mariano Jose Coelho;
          Sabino, escravo.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          BR SC TJSC TRRJ-30894 · Processo · 1858
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Traslado de autos de habilitação realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José.

          Partes do processo:
          Antonio do Amaral Grugel (habilitante);
          Manoel do Amaral Grugel (habilitante);
          Manoel Roberto do Amaral (habilitante);
          Ignacia Maria do Amaral (habilitante);
          Anna Maria do Amaral (habilitante);
          Anacleto de Azevedo do Amaral (habilitante);
          Gertrudes Maria do Amaral (inventariada);
          Francisco Pereira da Silva e Oliveira (inventariante).

          Resumo:
          Neste processo, consta um traslado de autos de habilitação, em que são habitantes Antonio do Amaral Grugel e outros. Há, em anexo, o inventário de Gertrudes Maria do Amaral. O processo também contém uma apelação cível, em que o juízo de Lages é apelante, e Antônio do Amaral Grugel e outros são apelados.
          É realizado um arbitramento de causa entre os habilitantes e a justiça. Os bens do inventário de Gertrudes Maria do Amaral foram arrecadados após seu falecimento. Entre os bens inventariados há animais, quatro escravizadas de nomes Ana, Francisca, Maria Antonia (designada como crioula) e Thereza.

          Localidades relevantes:
          Cajuru;
          vila de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Rio de Janeiro.

          Compõem o processo:
          apelação;
          arbitramento;
          inventário;
          sentença;
          correição.

          Atuaram no processo:
          advogado Domingos Martins de Faria;
          agente fiscal Diogo Teixeira Nunnes;
          árbitro Francisco Carneiro Pinto Vieira de Mello;
          árbitro Pedro Vellozo Rebello;
          agente fiscal Diogo Teixeira Nunnes;
          coletor e major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          conselheiro de Estado e presidente da relação Euzebio de Queiros Coitinho Mathozo Camara;
          curador, tabelião e alferes Antonio Ricken de Amorim;
          curador geral de órfãos Luiz Antonio da Silva Nazareth;
          desembargador Francisco de Paula Cerqueira Leite;
          desembargador Francisco de Paula Monteiro de Barros;
          desembargador, conselheiro e procurador da corpa, soberania e fazenda Francisco Gomes de Campos;
          desembargador e juiz sessionário José Florencio de Araujo Soares;
          desembargador e juiz sessionário José Mariani;
          escrevente José Antônio Portugal;
          escrivão Silvestre do Reis Nunnes;
          escrivão Theodorico José Correia;
          escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão de órfãos José Alvares da Silva Penna;
          escrivão e tabelião do público, judicial e de notas Constancio Xavier de Souza;
          juiz corregedor José Joaquim Henriques;
          juiz de órfãos José Joaquim de Siqueira;
          juiz de órfãos José Nicolao Pereira dos Santos;
          oficial de justiça José Ferreira da Rocha Sampaio Junior;
          partidor Estacio Borges da Silva Mattos;
          partidor Modesto Ferreira de Araujo;
          procurador Antonio Francisco de Farias;
          procurador Antonio Manoel Cordeiro;
          procurador Francisco Pereira da Silva e Oliveira;
          procurador José Maria da Luz;
          procurador Leocadio Joaquim Cordeiro;
          procurador Luiz Manoel de Lemos;
          secretário da relação Francisco Pedro d’Arbues da Silva Muniz Abreu;
          signatário Frederico Kelling;
          signatário José Pereira Gomes;
          signatário major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          vigário padre Antonio Luiz Esteves de Carvalho.

          Variação de nome:
          juiz de órfãos José Joaquim de Siquêira;
          juiz de órfãos José Nicolau Pereira dos Santos.

          Tomada de contas de testamento de Paulo Jose Pereira
          BR SC TJSC TRRJ-29355 · Processo · 1835-1837
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo realizado na vila de Lages, na época sob comarca do norte da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquim Jose Pereira (testador);
          Paulo Jose Pereira (testamenteiro e herdeiro);
          Matheus Jose da Silva (testamenteiro);
          Nicolau de Lis Abreo (testamenteiro e coerdeiro).

          Herdeiros:
          Umbelina Maria Pereira;
          Nicolau de Lis Abreo (coerdeiro);
          Joze (menor);
          Joaquim.

          Resumo:
          Paulo Jose Pereira foi citado para prestar contas do testamento do seu falecido pai, o capitão Joaquim José Pereira. Entre os bens listados, constavam sete escravizados, de nomes: Justina e Anna, descritas como mulatas; Felisbino, referido como Cabinda, filho de Cipriana, apontada como mulata; e Anna Catharina, descrita como crioula. São mencionadas cartas relativas aos escravizados, dispondo sobre valores que seriam destinados à liberdade de alguns. Além destes bens, foi mencionada uma fazenda localizada no distrito de Vacaria, bem como a existência de dívidas.

          O falecido acusou o procurador João Manoel Coelho de agir de má-fé, por conta da venda de alguns dos escravizados do inventário; assim, excedendo os poderes de seu cargo e acrescentando uma quantia em dinheiro nas contas.

          Em dado momento do testamento, é mencionado o falecimento do capitão Domingos Jose de Araújo Bastos.

          O promotor, ao rever os dados constantes no testamento, declarou-o nulo por faltar a assinatura do falecido testador; e solicitou que o testamenteiro juntasse a documentação necessária para dar conhecimento ao juiz da comarca.

          No processo, consta que a vila de São Miguel era a cabeça da comarca do norte.

          Atuaram no processo:
          corregedor da comarca João Gomes de Medeiros;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Jose Manoel de Araujo Roslindo;
          juiz Antonio Joaquim de Siqueira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          juiz ordinário alferes Antonio José Pereira;
          procurador Bernardino Antônio da Silva;
          procurador João Manoel Coelho;
          procurador João Rodrigues de Andrade;
          procurador Jose Marcelino Alves de Sá;
          procurador alferes Antonio Francisco de Medeiros;
          promotor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
          tabelião Francisco José de Santa Anna Souza.

          Localidades relevantes:
          distrito de Vacaria;
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          cidade de Curitiba;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          Continente do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Sul);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          procurações;
          testamento;
          termo de citação do testamenteiro;
          termo de ausência;
          termo de anulação do testamento.

          Variações de nome:
          Honbilina Maria Pereira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          procurador Bernardino Antônio da Silva e Sá.

          Testamento de Victorino José de Souza
          BR SC TJSC TRRJ-20558 · Processo · 1860
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Testamento Victorino José de Souza realizado em Desterro.

          Partes do Processo:
          Victorino José (testador);
          Theodozia Maria da Silveira (testamenteiro);

          Herdeiro:
          João José de Souza Linhares;
          Maria Ignacia de Jesus;
          Felicidade Rosa;
          Candida Rosa;
          Felicidade Maria de Jesus;

          Resumo: O testamento continha uma morada de casa na freguesia do Ribeirão, terreno localizado na mesma freguesia. Foi informado uma divida com um individuo que deveria ser quitada com os valores dos bens do testamento. Certas heranças foram deixadas para seus afilhados e netos. Seu inventario continha joias; utensílios; mobília; animais; escravizados. 03 escravizados. Um escravizado pardo de nome Salentiano; um escravizado criolo de nome Malaquias; uma escravizada, menor de idade, criola de nome VIcencia.

          Atuaram no Processo:
          Avaliador Ignacio Antonio da Silva;
          Avaliador José Antonio Coelho;
          Escrivão João Antonio Lopes Gandim;
          Juiz municipal Francisco Duarte Silva;
          Procurador Manoel da Silva Mafra;
          Tabelião Joaquim do Amaral e Silva Ferrão;

          Localidades Relevantes:
          Desterro;