Desterro

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos hierárquicos

        Desterro

        Termos equivalentes

        Desterro

          15 Descrição arquivística resultados para Desterro

          15 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          Auto de Perguntas feitas à Antonio Gonçalves do Saibro
          BR SC TJSC TRRJ-59693 · Processo · 1827
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de Perguntas realizado na Comarca da Capital, à época da Cidade de Desterro

          Partes do Processo: Vicente José de Gois Rebello (autor); Antonio Gonçalves de Saibro (réu)

          Resumo: Auto de perguntas a Antonio Gonçalves de Saibro sobre a morte de Antonio Indio. É citado a escravizada Ritta, que estava presente no local da sepultura. As perguntas são referentes ao desaparecimento do corpo de Antonio, cujo túmulo fora aberto, e lhe é questionado o motivo que levou à sua morte, porém o réu aparenta não saber.

          Localidades:

          • Desterro; Ilha de Santa Catarina;
          • Capoeiras;

          Atuaram no processo:

          • Escrivão Vicente José de Gois Rebello; Escrivão Antonio Lopes da Silva;
          • Juiz Floriano Eloy de Medeiros; Militar; Major;
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Auto de sequestro dos bens de Manuel da Cruz
          BR SC TJSC TRRJ-78116 · Processo · 1822
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo de sequestro de bens ocorrido na vila de Lages, na época sob a comarca de Santa Catarina.

          É parte neste processo:

          • Manuel da Cruz (réu).

          Resumo:

          • Esta autuação efetua o sequestro dos bens do réu Manuel da Cruz, a fim de efetuar o pagamento do selo e das custas de um processo de devassa. O caráter da devassa não é revelado, mas réu é denominado como um “criminoso de morte” ao longo do processo. Dentre os bens, constam animais, utensílios, ferramentas, vestimentas, prataria e mercadorias — dentre estas, constam cargas de milho e feijão.

          São mencionadas as seguintes localidades:

          • Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina);
          • Cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

          Atuaram neste processo:

          • Depositário José Maria da Conceição;
          • Escrivão Camillo Justiniano Ruas;
          • Juiz/Alferes Francisco José de Santa Anna e Sousa;
          • Oficial de justiça/porteiro Francisco do Amaral;
          • Procurador Eugênio da Silva Ribeiro.
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Causa de Força de Jozé Lourenço de Medeiros
          BR SC TJSC TRRJ-24994 · Processo · 1833
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Causa de Força realizado na Comarca da Capital, à época da cidade de Desterro.

          Partes: Jozé Lourenço de Medeiros (autor); Jorge de Souza d'Avila e Bitancurte (réu);

          Resumo: O autor Jozé Lourenço de Medeiros abre uma causa de força, afirmando que o Major Jorge de Souza d'Avila e Bitancurte se encontra ocupando parte de suas terras, as quais ele também possui engenhos. O processo é concluído com desistência por uma das partes.

          Localidades mencionadas:

          • Desterro; Ilha de Santa Catarina;
          • São José;
          • Rio Cubatão;
          • Enseada do Brito;
          • Praia de Fora;

          Atuaram no processo:

          • Escrivão Joaquim Francisco d'Assis Passos;
          • Meirinho Ignacio Jozé da Silva;
          • Juiz / Procurador Manuel Paranhos da Silva Veloso; Juiz José Felix Pinheiro e Silva; Juiz Antonio Joaquim e Siqueira;

          Variação de nome: José Lourenço de Medeiros; Jorge de Souza de Avila e Bitancourt; Rio de Cubatão; Manoel Paranhos da Silva Velozo;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Cominação de Jacinto Jorge dos Anjos Correia
          BR SC TJSC TRRJ-83569 · Processo · 1832
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Cominação realizada na vila de São José, na época sob a comarca da ilha de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Jacinto Jorge dos Santos Correia (falecido);
          Jose Joaquim Jorge Gonçalves (suplicante e testador);
          Antonio Duarte Pereira (suplicado).

          Resumo:
          Este processo, desprovido de suas páginas iniciais, começa na folha 4, a partir de uma procuração feita pelo procurador Joaquim José Dias, que representa o testamenteiro Jose Joaquim Jorge Gonçalves, referente ao testamento do falecido Jacinto Jorge dos Santos Correia.

          A procuração procurou citar Antonio Duarte Pereira, de nacionalidade inglesa, para que este comparecesse em audiência cominatória para pagar um valor em dinheiro. Duarte contraiu uma dívida com o testador, pois tinha comprado um escravizado e feito um empréstimo com o falecido, com a finalidade de comprar um sítio. Pelo fato de que Antonio Duarte não havia assinado até então os documentos necessários, ele foi intimado para cominação, sob pena de revelia, a fim de arcar com os custos e os juros devidos. Segundo o próprio Antônio Duarte, isso se dava pois ele não sabia seu nome completo; por isso, assinava com uma cruz. Comparecendo na primeira audiência, Duarte foi condenado ao pagamento das dívidas requeridas e, também, às custas da ação cominatória.

          Em sequência, há um traslado de uma procuração feita pelo testamenteiro Jose Joaquim Jorge Gonçalves, onde se verifica que ele era negociante morador na cidade do Recife, na província de Pernambuco. Representado na ilha de Santa Catarina por seus procuradores, ele moveu um libelo cível: nos artigos do libelo, é informado que o suplicado Antonio Duarte Pereira possuía experiência com fabricação de tijolos, tendo sido administrador de armações na localidade de Lagoinha; e o falecido Jacinto Jorge dos Santos Correia, interessado em estabelecer uma olaria, em acordo com Antonio Duarte, comprou uma escravizada e uma porção de terras perto do caminho para o Quebra-Cabaços, onde o suplicado ficou então encarregado de desenvolver a olaria. Além disso, ficou combinado que Duarte deveria ressarcir a Jacinto os valores das prestações; porém, isso nunca foi satisfeito.

          O processo termina com um instrumento de calúnia sendo iniciado por José Joaquim Dias; porém, incompleto, o documento não possui as folhas que se seguem.

          Localidades relevantes:
          Lagoinha;
          Quebra-Cabaços;
          caminho para o Quebra-Cabaços;
          ilha de Santa Catarina;
          freguesia de São José;
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Recife (atual município de Recife, Pernambuco);
          província do Pernambuco (atual estado do Pernambuco).

          Atuaram no processo:
          escrivão Joaquim Jozé do Porto;
          escrivão Polidoro do Amaral e Silva;
          meirinho geral e oficial de justiça Manoel José F.;
          procurador Agostinho Jose da Costa;
          procurador João Jose da Camara;
          procurador Joaquim José Dias;
          procurador ouvidor sargento-mor major Anacleto Jose Pereira da Silva;
          procurador sargento-mor Marcos Antonio da Silva Mafra;
          juiz de paz major Silvestre Jozé dos Passos;
          juiz de Índia e mina e ouvidor Antonio Azevedo Mello e Carvalho;
          signatário João Luiz Rangel;
          solicitador de auditorias públicas Jozé Manoel de Araujo Roslindo;
          tabelião vitalício Jose Francisco de Souza Magalhães.

          Compõem o processo:
          ação cominatória;
          audiências;
          instrumento de calúnia;
          intimações;
          libelo cível;
          procuração;
          promessa de pagamento;
          termos de substabelecimento;
          traslado de procuração.

          Variação de nome:
          Antonio Duarte;
          Jose Joaquim Jorge Gonsalves.

          Crime
          BR SC TJSC TRPOA-30839 · Processo · 1880
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes do Processo;
          Miguel Antonio de Oliveira;
          José da Silva Cardoso;
          Mariano Ignacio dos Santos;
          Pedro Arnes Schimit;
          Francisco Antonio de Oliveira;
          Domingos (ex escravizado);

          Crime de José Verícimo Pereira
          BR SC TJSC TRPOA-24380 · Processo · 1885
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          José Verícimo Pereira (réu);
          Jacintha Rosa da Conceição (vítima);
          A Justiça por seu promotor (autor).

          Menor; defloramento que gerou uma criança; promessa de casamento; sambaqui; distrito da Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades de Santo Antônio; denuncia improcedente. Caligrafia na capa, em 1886.

          Felisberto Montenegro, juiz municipal.
          Leandro Jorge de Campos, escrivão.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Crime de responsabilidade de Gaspar Xavier Neves
          BR SC TJSC TRRJ-53659 · Processo · 1860-1861
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Crime de responsabilidade autuado na cidade de Desterro, comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João José Andrade Pinto (autor);
          Gaspar Xavier Neves (réu).

          Resumo:
          Neste documento, foi autuado um processo crime de responsabilidade contra o ex-coletor tenente–general Gaspar Xavier Neves.

          Sem capa e incompleto, o documento se inicia nos artigos de suspeição, onde o réu justifica a incompatibilidade do juiz com o julgamento da causa. A saber, Gaspar Xavier Neves busca recusar o juiz de direito João José de Andrade Pinto, declarando-o suspeito.

          Nos artigos em que se descrevem os motivos da suspeição, consta que o juiz foi amigo íntimo do recusante: suas famílias eram próximas, viajavam juntos para Lages, e “mutuamente se correspondiam na mais proverbial inteligência”. Porém, Gaspar era também amigo do juiz municipal e de órfãos Francisco José de Souza Lopes; e tendo Francisco chegado à cidade, João José tornou-se inimigo dele, e tentou (sem sucesso) minar a amizade entre Francisco e Gaspar.

          Depois disso, João José declarou-se inimigo de Gaspar, “protestando que lhe havia de fazer todo o mal que pudesse”. Francisco José convidou Gaspar e João José, por meio de um anúncio em jornal, para se reunirem em sua casa a fim de apaziguar as tensões. Contudo, segundo os artigos de suspeição, João José havia atacado a reputação de Gaspar, falando mal dele para amigos. Por isso, Gaspar não quis comparecer ao evento, pois não queria mais nutrir uma amizade com João José.

          Em razão desses motivos, o recusante procurou afastar o juiz de direito João José de Andrade Pinto do julgamento. Foi pedida a nomeação de um outro juiz em seu lugar.

          Depois dos artigos, constam 13 documentos, dentre eles várias cartas escritas por João José de Andrade Pinto a Gaspar Xavier Neves. Na primeira carta (documento 1), datada de 24 de agosto de 1855, o remetente comenta sobre uma vaca que havia emprestado de Gaspar, além de cobrar-lhe celeridade nos preparativos para uma obra na Casa da Câmara de Laguna; além disso, também demanda pressa na emissão de uma nota de preços de “madeiras”; lastimando que, por conta de não ter a nota, não conseguiu comprar duas embarcações (“vapores”) para o Rio de Janeiro.

          A partir da segunda carta (documento 2), o remetente reclama do meio de condução que recebeu do capitão José Marcelino, a fim de viajar para Lages para atender a uma convocação ao júri, marcado para o dia 15 de dezembro de 1856. João José Andrade Pinto lamenta que recebeu dele apenas “dois rapazinhos e dois animais”, insuficientes para lhe providenciar uma viagem rápida e confortável à Lages; ficaria dependente do ritmo mais lento dos tropeiros. Nesta carta, reclamou do transtorno e solicitou que Gaspar tomasse alguma providência.

          Nos documentos seguintes, o autor continua a efetuar pedidos de assistência e urgência no atendimento de suas solicitações. Em uma das cartas (documento 9), João José de Andrade Pinto menciona estar acompanhado de um homem escravizado, de nome Chico, designado como “crioulo”.

          Após os 13 documentos, constam páginas da edição nº 486 do jornal O Argos, de 22 de agosto de 1859 (páginas 58 a 59), em que há uma coluna com críticas ao juiz João José Andrade Pinto. O texto expõe que João José demonstrava atitude antipatriótica, nomeando o português João Climaco Zuzarte para o cargo de promotor. A coluna expõe Zuzarte como manchado pela infâmia de desertor, como que tendo fugido de um vapor de guerra; além de acusá-lo de ser um “adulador, e de baixa condição”. O texto continua, atacando a reputação de João José Andrade Pinto, dizendo que ele “[...] nunca habitou sua comarca, apresenta-se no júri de chapéu de pele de lontra, repreende quando lhe parece sem se merecer, e não trata os cidadãos como deve um juiz formado”. O texto, de teor altamente crítico e provocativo, pretendeu ainda dirigir um abaixo assinado popular para remover o juiz daquela comarca.

          Noutro texto do mesmo jornal, destacado, encontra-se um relato elogioso ao encontro idealizado por Francisco José de Souza Lopes, com o intuito de amenizar a tensão entre Gaspar Xavier Neves e João José de Andrade Pinto (páginas 61-62). O encontro teve diversos participantes ilustres da cidade: o tenente-coronel Luiz Ferreira do Nascimento e Mello; o cirurgião-mor e delegado de polícia Frederico Affonso de Barros; o capitão Francisco Antonio Caetano; o presidente da câmara Joaquim Lourenço de Souza Medeiros; o vigário Macario Cesar d’Alexandria e Souza; o escrivão David do Amaral e Silva; o escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara; o juiz de paz Joaquim Xavier Neves Júnior; o advogado Manoel de Freitas Sampaio; o advogado “Nunes”; o tenente Frederico Xavier de Souza; o tenente Manoel Antonio de Mello; o cidadão Joaquim Francisco d’Assis e Passos; e o capitão Constancio José da Silva Pessôa; além dos próprios Francisco José de Souza Lopes e Gaspar Xavier Neves. João José de Andrade Pinto, porém, não estava presente.

          O jornal também contém um anúncio (página 60), onde pretende-se vender um homem escravizado, marinheiro, de 22 anos de idade, na rua da Paz (atual rua Jerônimo Coelho, em Florianópolis).

          Em seguida às páginas do jornal, e terminada a apresentação dos documentos, Gaspar Xavier Neves informa ao juiz da causa, ainda na pessoa de João José Andrade Pinto, que pelo fato de nenhum advogado aceitar representá-lo em seus artigos de suspeição, deseja receber licença para nomear um procurador por conta própria. O advogado Manoel de Freitas Sampaio recusou representá-lo por ser seu inimigo político; e o advogado João Francisco de Souza não explicitou seu motivo de recusa.

          O juiz João José Andrade Pinto escreveu, na sequência, uma longa resposta, onde recusou a suspeição por ter considerado os motivos completamente insuficientes (páginas 71 a 80). Além de as cartas não expressarem ódio ou inimizade, alegou que o recusante, Gaspar Xavier Neves, faltava com verdade quando dizia que era amigo íntimo do juiz.

          Para fundamentar seu argumento, o juiz evidencia uma contradição: em um dos documentos da suspeição, no jornal, foi dito que o juiz jamais habitou a comarca onde atuava. Logo, sua amizade com Gaspar Xavier Neves não seria possível, especialmente um vínculo íntimo. João José Andrade Pinto diz: “E como poderia haver essa amizade íntima com o recusante, e outros nas mesmas circunstâncias dele, e outros que me tenham merecido mais afeição e com quem tenho havido mais contato, se sou para todos inteiramente estranho e diferente em interesses, aspirações, hábitos e prevenções; se não tenho convivência de intimidade com pessoa alguma do lugar, e se todos me conhecem e tratam só como juiz?”.

          Além da contradição, o juiz aponta uma outra inconsistência: nas cartas, o tom é formal. O estilo da escrita não contém cumprimentos de estima ou amizade profundas, restringindo-se a saudações e cortesias sociais. Dessa forma, revela que não havia intimidade entre ambos. Outro fato coincidente é o de que, na data da primeira carta, 24 de agosto de 1855, o juiz João José Andrade Pinto havia chegado há pouco tempo na província de Santa Catarina, sem conhecer ninguém nela. Por isso, não tinha como ser amigo próximo ou de longa data do recusante.

          Por fim, o juiz assegura sua plena imparcialidade, tanto por não nutrir amizade ou inimizade com Gaspar Xavier Neves como, também, por não ter laços sociais ou de parentesco com as testemunhas do processo. Ele afirma que entende de onde pode ter surgido a indisposição de Gaspar, por conta da atitude esquiva do juiz de participar de eventos sociais ou comparecer em ocasiões em que o recusante estivesse presente — a fim de evitar aproximações alheias ao processo, causando parcialidade. Logo, os artigos de Gaspar foram considerados como insuficientes para indicar quaisquer suspeições, portanto de nulo efeito.

          Por fim, o processo termina com um comunicado do juiz municipal Luiz Ferreira do Nascimento e Mello. Nele, ele afirma que, enquanto não for convocado pelos meios competentes para proceder ao tribunal do júri, nada tinha a oficiar no processo (página 84). Ordenou, assim, que os autos retornassem ao cartório.

          Atuaram no processo:
          advogado João Francisco de Souza;
          advogado Manoel de Freitas Sampaio;
          coletor Moyses Lopes Gondim;
          escrivão Marcolino do Nascimento Ramos;
          escrivão interino Leonardo Jorge de Campos;
          juiz de direito João José de Andrade Pinto;
          juiz municipal primeiro suplente tenente-coronel Luiz Ferreira do Nascimento e Mello.

          Localidades relevantes:
          Bom Retiro;
          Colônia dos Bugres;
          Morro Chato;
          Praia de Fora;
          freguesia de Cubatão;
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade de Laguna (atual município em Santa Catarina);
          cidade de São José (atual município em Santa Catarina);
          rio Trombudo;
          comarca da capital.

          Compõem o processo:
          artigos de suspeição;
          cartas;
          jornal O Argos;
          recibos;
          resposta do juiz;
          termo de responsabilidade.

          Devassa de Joaquina Antônia
          BR SC TJSC TRRJ-10604403 · Processo · 1828
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Devassa crime realizada na vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, na época sob a comarca do Desterro.

          São partes neste processo:

          • Joaquina Antônia (vítima);
          • Miguel Linhares (réu);
          • Ângela de tal (ré).

          Resumo:

          • Nesta devassa, a vítima Joaquina Antônia foi acusada de ter enfeitiçado a esposa do réu Miguel Linhares. A vítima foi mantida em cárcere privado e torturada, tendo uma correia ou tira de couro posta e apertada em sua cabeça, a fim de extrair dela uma confissão de autoria do feitiço. A maior parte das testemunhas depoentes afirmou desconhecer o fato criminoso, mas algumas alegaram ter ouvido rumores sobre a agressão descrita na denúncia. Após ouvidos os testemunhos, o juiz admitiu não ser suficientemente versado para lidar com o julgamento, e solicitou que o corregedor efetuasse esta etapa do processo. Em conclusão, o corregedor, por sua vez, afirmou que a autora/vítima era falsária, e a condenou ao pagamento das custas do processo. O corregedor também apontou que Miguel Linhares, acusado da agressão, erroneamente não foi pronunciado no processo.

          São mencionadas as seguintes localidades:

          • Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina);
          • Cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

          Atuaram no processo:

          • Escrivão João Manoel Cortês;
          • Juiz Francisco de Paiva Munis.

          Variação de nome:

          • Francisco de Paiva Muniz.
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Justificação de Victorino Cardozo
          BR SC TJSC TRRJ-57915 · Processo · 1826
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Justificação de Victorino Cardozo e Maria de Jezuz, realizado na Comarca da Capital, à época da cidade de Nossa Senhora do Desterro

          Partes do processo: Victorino Cardozo, Maria de Jezus (justificantes); Francisca Gonçalves (justificada)

          Resumo: Victorino Cardozo e Maria de Jezuz abrem uma justificação para sua defesa, por conta de acusações de injúria vindas da menor Francisca Gonçalves, filha de Joaquim Gonçalves, na qual ela afirma que seus vizinhos (justificantes) ativamente agridem verbalmente a sua família, causando-lhes perturbações e afetando também a saúde de seu pai.

          Localidades: Ilha de Santa Catarina; Desterro; Freguesia de São José; Estreito;

          Agentes no processo:

          • Escrivão Antonio Lopes da Silveira;
          • Juiz Francisco Antonio Cardoso.
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Libelo Cível de Antônio da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-62860 · Processo · 1833-1836
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Libelo Civel de Reinvindicação realizado na villa de São José, na época sob a Comarca do Sul

          Partes do Processo:
          Antonio da Souza (autor);
          Petrônia Ribeira (autor);
          João de Souza Pereira (réu);
          Maria Joaquina (réu).

          Herdeiro:
          Matheus Cardozo Caldeira;

          Resumo: Processo se trata de um libelo feito por Antonio da Silva e sua mulher Petrônia Ribeira, de forma a reinvindicarem terras as quais eles venderam após serem "enganados" pelo filho dos réus, José de Souza Pereira e Maria Joaquina. A venda ocorreu em decorrência do falecimento da mãe do Autor, a qual falecerá e teve sua casa/terreno herdada, porém o mesmo não se encontrava na província durante a partilha, por estar residindo em Montevidéu, na Província Cisplatina (na época); posteriormente ao recebimento da terra, os autores afirmam que houve a tentativa de compra de parte das terras por Marçallino, filho dos réus, no qual ele afirmava apenas querer pegar uma parcela do terreno que já lhes pertenceria, porém ao chegarem na província de São José, suas terras já estavam sob ocupação dos mesmos réus. Se segue então o processo por 3 anos, contando com diferentes embargos, autos de testemunhos e tentativas de conciliação por parte da justiça, porém sem sucesso. A sentença não fica clara, por decorrência da ação de pragas.

          Atuaram no Processo:
          doutor Jacintho Francisco;
          escrivão Manoel José de Abreu;
          escrivão Joaquim Francisco d'Assis e Passos;
          escrivão de paz Joaquim José Porto;
          escrivão Don Romão Maria Pelaes;
          escrivão Polidoro de Amaral e Silva;
          procurador e curador Vicente da Roza;
          procurador advogado Manoel da Silva e Souza;
          solicitador Antonio Pinheiro Guedes;
          meirinho Francisco Pedro da Silva;
          meirinho Manoel José Fernandes;
          juiz de direito Manoel Paranhos da Silva Vellozo;
          juiz de fora Manoel Moreira de Souza Meirelles;
          juiz de paz Silvestre Joze dos Passos;
          juiz de fora Anacleto Jose Pereira da Silva;
          juiz de fora Antonio Joaquim de Sequeira.

          Localidades Relevantes:
          vila de Desterro;
          freguesia de São José;
          Barreiros;
          villa de Minas;
          província de Monte Video;
          província Cisplatina.

          Compõem o Processo:
          Contrariação ao embargo;
          Composição amigável;
          Translado de Documento de Reclamação;
          Termo de Obrigação;
          Testemunhos;
          Termo de Fiança;
          Traslado de petição.

          Variação de Nome:
          autor Patrona Ribeiro;
          autor Antonio da Souza da Silva;
          autora Petrônia Romeiro;