Desterro

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        Desterro

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        Desterro

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          Tutoria
          BR SC TJSC TRPOA-22252 · Processo · 1879
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: Clemente Antônio Gonçalves; escravizada Anna.

          Órfãos libertos: Ritta; Manoel.

          Autoridades: escrivão José de Miranda Santos; juiz de Órfãos Antônio Augusto da Costa Barradas.

          Tomada de contas de testamento de Paulo Jose Pereira
          BR SC TJSC TRRJ-29355 · Processo · 1835-1837
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo realizado na vila de Lages, na época sob comarca do norte da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquim Jose Pereira (testador);
          Paulo Jose Pereira (testamenteiro e herdeiro);
          Matheus Jose da Silva (testamenteiro);
          Nicolau de Lis Abreo (testamenteiro e coerdeiro).

          Herdeiros:
          Umbelina Maria Pereira;
          Nicolau de Lis Abreo (coerdeiro);
          Joze (menor);
          Joaquim.

          Resumo:
          Paulo Jose Pereira foi citado para prestar contas do testamento do seu falecido pai, o capitão Joaquim José Pereira. Entre os bens listados, constavam sete escravizados, de nomes: Justina e Anna, descritas como mulatas; Felisbino, referido como Cabinda, filho de Cipriana, apontada como mulata; e Anna Catharina, descrita como crioula. São mencionadas cartas relativas aos escravizados, dispondo sobre valores que seriam destinados à liberdade de alguns. Além destes bens, foi mencionada uma fazenda localizada no distrito de Vacaria, bem como a existência de dívidas.

          O falecido acusou o procurador João Manoel Coelho de agir de má-fé, por conta da venda de alguns dos escravizados do inventário; assim, excedendo os poderes de seu cargo e acrescentando uma quantia em dinheiro nas contas.

          Em dado momento do testamento, é mencionado o falecimento do capitão Domingos Jose de Araújo Bastos.

          O promotor, ao rever os dados constantes no testamento, declarou-o nulo por faltar a assinatura do falecido testador; e solicitou que o testamenteiro juntasse a documentação necessária para dar conhecimento ao juiz da comarca.

          No processo, consta que a vila de São Miguel era a cabeça da comarca do norte.

          Atuaram no processo:
          corregedor da comarca João Gomes de Medeiros;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Jose Manoel de Araujo Roslindo;
          juiz Antonio Joaquim de Siqueira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          juiz ordinário alferes Antonio José Pereira;
          procurador Bernardino Antônio da Silva;
          procurador João Manoel Coelho;
          procurador João Rodrigues de Andrade;
          procurador Jose Marcelino Alves de Sá;
          procurador alferes Antonio Francisco de Medeiros;
          promotor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
          tabelião Francisco José de Santa Anna Souza.

          Localidades relevantes:
          distrito de Vacaria;
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          cidade de Curitiba;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          Continente do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Sul);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          procurações;
          testamento;
          termo de citação do testamenteiro;
          termo de ausência;
          termo de anulação do testamento.

          Variações de nome:
          Honbilina Maria Pereira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          procurador Bernardino Antônio da Silva e Sá.

          Requerimento de Francisco
          BR SC TJSC TRPOA-85242 · Processo · 1883
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Requerimento de Francisco
          Partes:
          Francisco (requerente);
          José Agostinho de Maria, Vice Cônsul da Itália da “agenzia consolare d’Italia: Santa Catharina” (requerido).

          Escravidão; escravo liberto; arrecadação de bens; leis da Itália; vila de Tubarão;
          José Bertoncini (italiano falecido).
          Museu; exposição.

          Em Tubarão, no sul de Santa Catarina, Francisco, homem negro submetido à escravidão, pediu ao juiz da comarca de Desterro o reconhecimento de sua liberdade, com fundamento nas leis do Reino da Itália. Após a morte de seu senhor, o italiano José Bertoncini, o vice-cônsul José Agostinho Demaria recolheu os bens do falecido e levou Francisco para Desterro. Considerando-o parte do espólio, o vice-cônsul estabeleceu um valor para sua libertação. O juiz, porém, negou o requerimento de Francisco, o que o levou a fugir. Pouco depois, o vice-cônsul encontrou um documento entre os papéis de Bertoncini. O escrito comprovava que Francisco havia sido escravizado, e trazido do continente africano, após a proibição do tráfico, em 1831, o que lhe assegurava o direito à liberdade. Com a nomeação do curador José Delfino dos Santos e a confirmação judicial da ilegalidade de sua situação, Francisco teve finalmente sua liberdade reconhecida.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Requerimento
          BR SC TJSC TRPOA-20659 · Processo · 1887
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: Josephina Amélia Caldas; João Custódio Dias Formiga; Candido Alfredo de Amorim Caldas; escravizada Luiza (menor).

          Autoridades: escrivão João de Miranda Santos.

          Requerimento
          BR SC TJSC TRPOA-22092 · Processo · 1879
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: Silvestre Rodrigues Veiga; escravizada Josepha.

          Autoridades: juiz de órfãos Antônio Augusto da Costa Barradas; escrivão José de Miranda Santos.

          Requerimento
          BR SC TJSC TRPOA-20656 · Processo · 1887
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: Antônio de Paula Valente Lima; Joaquina do Patrocínio Valente; João Miranda Santos; escravizada Maria.

          Autoridades: escrivão Antônio Thomé da Silva; advogado José Delfino dos Santos.

          TRRJ-21640 · Processo · 1867-07-12
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Testamenteiro José da Lapa Souza Coentro.
          Antônio era sócio de um armazém com Antônio José da Silva. Parte de seus bens deveriam ser enviados para a cidade do Porto, onde o irmão de Antônio, Urbano Francisco Maia, morava na Freguesia de São Mamede de Coronado (Trofa), Portugal.

          Carta de liberdade a uma escrava crioula. Essa mesma escrava recebeu verba do seu falecido senhor.

          Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo da cidade de Santos.

          Escrivão Leonardo Jorge de Campos.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Petição de tutela de Joaquim Fernandes Capella
          BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
          Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
          Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

          Resumo:
          Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

          Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

          No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

          Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

          Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

          Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

          Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

          Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

          Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

          Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

          Atuaram no processo:
          administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
          avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
          avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          signatário Antonio Schneider;
          signatário José Marcellino da Silva;

          Localidades relevantes:
          rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
          petição;
          recibos;
          sentença;
          termo de avaliação;
          termo de louvação de avaliadores;
          termo de juramento de curador;
          termo de juramento de tutor;
          testamento.

          Variação de nome:
          Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
          Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

          Pecúlio da escrava Eva e seu filho Gregório
          TRPOA-20278 · Processo · 1883-05-19
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Manoel José d'Oliveira (advogado suplicante e testamenteiro de Emília Moreira da Silva).
          Emília deixou quantia em dinheiro para sua ex-escrava Eva e o filho dessa, Gregório, para usarem em sua liberdade. Eva e Gregória pertenciam, no momento da ação, à Maria Helena Silvy (por ser herdeira do francês Achille Silvy).

          Em 1886, informou-se que a libertação da escrava ocorreu pelo Fundo de Emancipação Provincial.

          Juiz municipal Felisberto Elísio Bezerra Montenegro.
          Escrivão Thomé da Silva.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre