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          Autos de Sumário Crime de Fernando
          BR SC TJSC TRRJ-20183 · Processo · 1851
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de sumário crime por tentativa realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Justiça (autora);
          Fernando (réu).

          Resumo:
          Neste processo, em que a justiça é a autora, um homem escravizado de nome Fernando (designado como preto) foi acusado de espancar e passar uma faca no pescoço de um menino menor de idade, chamado João Maranhão. O menor era agregado de Antonio da Cruz, dono da Fazenda do Sedro, em que o suposto crime aconteceu, e senhor de Fernando.

          A justiça afirmou, primeiramente, que as marcas em seu pescoço eram visíveis, determinando uma intenção de degolar, mas que não foi possível seguir com o primeiro corpo de delito, pois o menino havia fugido para Tubarão. Com isso, o réu foi recolhido à cadeia pública da vila de Lages para, juntamente à testemunhas, responder ao sumário. Durante a interrogação, Fernando alegou que não observou nenhum ferimento no pescoço de João e, ao ser perguntado se sabia de um espancamento contra o menino, o réu respondeu que ele teria levado punições físicas de Cruz, por malcriação, fugindo da Fazenda após o ocorrido. A justiça requereu, então, a realização de um corpo de delito, em que foram encontradas duas feridas já cicatrizadas – uma em seu pescoço e outra do lado direito de seu peito – feitas por arma cortante.

          João foi notificado para comparecer à subdelegacia de Laguna e prestar juramento de tornar-se parte ou não contra o réu, onde decidiu não prestar depoimentos que acusassem Fernando. Ao final do processo, o juiz declarou que a acusação não se verificou, tanto por conta das divergências entre os depoimentos das testemunhas, quanto pela falta de provas materiais do suposto crime. Com isso, foram determinadas as ações como improcedentes, com sentença a favor do réu. A municipalidade foi sentenciada a pagar as custas.

          Localidades relevantes:
          Pedrinhas;
          cadeia pública da vila de Lages;
          estância do Sedro;
          fazenda do Sedro;
          quarteirão do Portão;
          freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Tubarão (atual cidade de Tubarão, Santa Catarina);
          vila de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina);
          vila de Laguna (atual cidade de Laguna, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de interrogação ao réu;
          auto de qualificação;
          auto de testemunhas;
          carta precatória requisitória;
          corpo de delito;
          intimação;
          juramento;
          portaria;
          sentença.

          Atuaram no processo:
          delegado de polícia e juiz municipal Guilherme Ricken;
          escrivão de órfãos e do geral Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Manoel Antonio do Nascimento;
          perito Manoel Jose da Conceição;
          signatário Domingos Leite;
          signatário Francisco Manoel de Vieira;
          signatário Jorge Xavier de Vasconsellos;
          signatário Jose Constantino de Almeida;
          signatário José da Costa;
          signatário e perito Jose Gonçalves de Faria;
          subdelegado Manoel Sebastião.

          Variação de nome:
          estância do Cedro;
          fazenda do Cedro;
          João Jose de Maciel.

          Autos de Testamento
          BR SC TJSC TRPOA-20974 · Processo · 1887
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes do Processo:
          Anna Justina Capistrano (testadora);
          Antônio Augustinho Capistrano (falecido);
          Luiz José de Carvalho (testamenteiro);
          Francisco Gouvêa (testamenteiro);
          Jesuíno Lopes da Silva (testamenteiro);

          Autos de tomada de contas de Jesuino da Silva Ribeiro
          BR SC TJSC TRRJ-29353 · Processo · 1835-1840
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de tomada de contas realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Jesuino da Silva Ribeiro (prestador, herdeiro e testamenteiro);
          Pedro da Silva Ribeiro (falecido, testador).

          Herdeiros:
          alferes Francisco José de Santa Anna e Souza;
          Francisco da Silva Ribeiro;
          Jesuino da Silva Ribeiro.

          Resumo:
          Jezuino da Silva Ribeiro moveu um processo de prestação de contas do finado Pedro da Silva Ribeiro, seu falecido pai, após as duas primeiras opções de testamenteiro terem morrido.

          Consta anexo no processo o testamento em que o falecido Pedro da Silva Ribeiro designou suas últimas vontades. Pedro era filho de Manoel da Silva Ribeiro e Maria Bernardes; nasceu na Capela Grande de Nossa Senhora da Conceição, onde foi batizado. Casou-se com Anna Maria Saldanha, já falecida, com quem teve 14 filhos. Pedro requereu ser sepultado na Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, na paróquia de Lages. Seus três testamenteiros eram Pedro José Ribeiro, o alferes Francisco José de Santa Anna e Souza, e Jesuino da Silva Ribeiro.

          O testador declarou possuir bens, dentre os quais constavam: uma fazenda denominada Mangueira; animais “vacunos e cavalares” (gado e cavalos); casas, com telhados de capim, situadas na vila de Lages; e diversas dívidas. Além disso, declarou que todos os seus escravizados estariam libertos através da carta, e que seu genro era devedor de uma determinada quantia. Algumas dívidas eram devidas às irmandades do Divino Espírito Santo e da Virgem Senhora dos Prazeres. Pedro designou uma mula de pelagem malacara, dois potros e um mocho (banquinho) para serem doados à irmandade de Nossa Senhora Aparecida. Além das dívidas que eram pendentes, Pedro possuía dívidas em crédito: dentre elas, constava que seu genro Joaquim José Machado lhe devia 4.000 réis (4$000) e, também, uma garota menor de idade e escravizada (designada como “crioulinha”).

          O processo também contou com a assinatura de testemunhas e a execução do formal de partilha entre os herdeiros do falecido. Foi alegado por um dos promotores, nas páginas finais do processo, que variadas disposições previstas pelo testamento não haviam sido aplicadas (como a entrega de dois animais e a execução de uma missa), tampouco possuíam documentos que comprovassem seu cumprimento; desse modo, por essa e por outras irregularidades, foi atestado por tal promotor que não competia a Jezuino a obrigação de prestar as contas. Ao final do processo, o testamenteiro ficou sentenciado a cumprir a obrigação de quitar as verbas.

          Atuaram no processo:
          coletor sargento-mor Joaquim Fernandes da Fonceca;
          escrivão João Rodrigues de Andrade;
          escrivão José Manoel de Araujo Roslindo;
          escrivão de órfãos, escrivão de resíduos e tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz de direito Antonio Joaquim de Siqueira;
          juiz municipal Claudianno de Oliveira Roza;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          juiz municipal Jose de Sousa Araujo Guimaraens;
          juiz municipal capitão Antonio da Costa Varella;
          procurador Paulo José Pereira;
          promotor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          promotor Rafael Mendes de Carvalho;
          tabelião Joaquim Ribeiro do Amaral.

          Localidades relevantes:
          Capela Grande de Nossa Senhora da Conceição;
          Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          pagamentos;
          petições;
          recibos;
          sentença;
          testamento;
          testemunhos.

          Variações de nome:
          Jezuino da Silva Ribeiro (prestador e testador);
          juiz de direito Antonio Joaquim de Sequeira;
          juiz municipal João Baptista de Bairros.

          Autos de tutoria do menor Pedro
          BR SC TJSC TRPOA-81330 · Processo · 1879
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Autos de nomeação de tutoria do menor Pedro, filho da “preta” Victoria, realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital, província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Pedro (escravizado menor de idade, tutelado);
          Jacintho Gonçalves da Luz (tutor).

          Resumo:
          O escrivão de órfãos do juízo intimou Jacintho Gonçalves da Luz para prestar juramento para ser oficializado como tutor de Pedro, menor de idade descrito como “crioulo”, filho de Victoria, descrita como “preta”. Ele prestou juramento conforme solicitado e assumiu o cargo.

          Na penúltima folha do processo uma tal de Catharina, descrita como “preta” e falecida, foi mencionada.

          Atuaram no processo:
          escrivão João Rodrigues Pereira;
          juiz de órfãos doutor Amancio Concesso de Cantalici.

          Localidades relevantes:
          São Miguel;
          vila de Biguassu (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          termo de tutela.