Escravidão

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos equivalentes

        Escravidão

          Termos associados

          2742 Descrição arquivística resultados para Escravidão

          2738 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          Justificação de José Joaquim Soares
          BR SC TJSC TRRJ-63869 · Processo · 1818
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo de Justificação feito na Capital, à época da Vila de Nossa Senhora do Desterro

          Partes: José Joaquim Soares (justificante);

          Descrição: Justificação em que José Joaquim Soares comprou dos escravizados de Manoel de Miranda de Bitencourt, 400 braças de terras, ao lado do Rio Cubatão, que haviam sido doadas a Manoel por Ordem Régia, por conta do mesmo ser de origem açoriana. Justificante continua em posses das terras pacificamente cultivando em suas plantações. Contém testemunhos.

          Localidades: Ilha de Santa Catarina; Nossa Senhora do Desterro; Rio do Cubatão; Freguesia da Enseada do Brito; Ilha de Açores;

          Atuantes: Escrivão João Francisco Cidade; Juiz Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva;

          Variação de nome: Freguesia da Enciada do Brito; Ajudante Miranda de Bitencourt; Salto Grande do Rio Cubatão; Juiz Ovideo Saraiva de Carvalho e Silva;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Justificação de Liandro Gonçalves Pereira e outros
          BR SC TJSC TRRJ-10920 · Processo · 1846 - 1847
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Justificação realizada na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antonia Pereira (justificante);
          Antonio Pereira de Carvalho (justificante);
          Bernardina Pereira (justificante);
          Constantino Gonçalves dos Reis (justificante);
          Constança Pereira (justificante);
          Carlota Pereira (justificante);
          Escolastica Pereira (justificante);
          Gabriel Gonçalves Pereira (justificante);
          José Gonçalves dos Reis (justificante);
          José Pedro dos Santos Fraga (justificante);
          Liandro Gonçalves Pereira (justificante);
          Matildes Pereira (justificante);
          Maximiana Pereira (justificante);
          Maria Pereira do Amorim (justificante);
          Pedro dos Santos Fraga (justificante);
          Propicia Pereira (justificante);
          Venancio dos Santos Fraga (justificante);
          Zeferina Pereira (justificante);
          Alexandre Gonçalves da Luz (justificado e curador);
          Felisberto Gonçalves Pereira (justificado).

          Resumo:
          Neste processo, é feito o pedido de criação do inventário de Felisberto Gonçalves Pereira, por estar ausente há mais de 30 anos, sem dar notícias à sua família; além disso, não deixou herdeiros e não era casado. O justificado viajou à província do Sul entre os anos de 1811 e 1812 para participar da Primeira Campanha Cisplatina, que ocorreu no vice-reino espanhol do Rio da Prata, região da Cisplatina (atual Uruguai).

          Como o justificado se encontrava ausente, os justificantes abrem o processo a fim de terem acesso a bens provenientes da herança dos seus falecidos pais, comprovando seus parentescos com ele por meio de documentações. Durante a ação, é apresentada a sua certidão de batismo, revelando que Felisberto era natural da vila de Iguape, bispado de São Paulo. Além disso, um curador é nomeado para representar o ausente ao decorrer da justificação.

          Em traslado do inventário e partilha dos falecidos pais, é revelado que o bem adjudicado foi uma casa edificada na rua do Príncipe. Além disso, constam na legítima parte do justificado duas pessoas escravizadas: Thomaz, descrito como mulato, e Agostinho, designado como de menor e crioulo. O processo contou com testemunhas, que corroboram com o fato do justificado ter ido à província do Sul, ter falecido sem matrimônio ou herdeiros e possuir parentesco com os justificantes. Além disso, é revelado que Felisberto fazia parte da primeira linha do batalhão da província de Santa Catarina.

          O processo é julgado por sentença, em que o juiz ordena a entrega provisória do patrimônio, afirmando que, caso o ausente apareça, não sofra míngua no capital de seus bens; além disso, o agente requer pagamento das custas de maneira pro rata.

          Atuaram no processo:
          coletor das rendas nacionais Antonio Ignacio Pereira;
          curador do ausente Alexandre Gonçalves da Luz;
          curador dos menores e procurador Antonio Pereira de Carvalho;
          escrivão de órfãos e ausentes Amancio José Ferreira;
          escrivão eclesiastico Joaquim Caetano da Silva;
          escrivão e tabelião Francisco de Paula Lacé;
          escrivão Manoel Antonio de Souza;
          juiz José Luis Coelho Ramos;
          juiz municipal e curador Antonio de Souza e Cunha;
          juiz municipal e de órfãos quarto suplente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
          partidor Jacintho José Pacheco dos Santos;
          partidor Mathias Gomes da Silva;
          procurador Pedro dos Santos Fraga.

          Localidades relevantes:
          bispado de São Paulo;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          igreja matriz de São José;
          província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          rua do Príncipe (atual rua Conselheiro Mafra, Florianópolis);
          vila de Iguape (atual município de Iguape, São Paulo);
          vila de Paranaguá (atual município de Paranaguá, Paraná);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          certidão de batismo;
          contas;
          petições;
          procurações;
          sentença;
          termo de substabelecimento;
          termos de juramento;
          testemunhos;
          traslado de inventário e partilha.

          Justificação de Thomaz Jozé Pereira
          BR SC TJSC TRRJ-63861 · Processo · 1819
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Justificação realizada na Capital, à época Vila de Nossa Senhora do Desterro.

          Parte do processo: Thomaz José Pereira (justificante).

          Descrição: Thomaz José Pereira buscava retomar a posse de um homem por ele escravizado, ainda sem nome e não batizado, que havia fugido. O escravizado foi preso e o juiz mandou que fosse entregue ao senhor.

          Localidades: Ilha de Santa Catarina; Vila de Nossa Senhora do Desterro; Freguesia de São José da Terra Firme;

          Atuaram no processo:

          • Escrivão Felix Antonio de Proença Quintanilha;
          • Juiz Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva.
          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Justificação de Vitorino Antônio Fernandes
          BR SC TJSC TRRJ-52166 · Processo · 1823
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Justificação de Vitorino realizada na Capital, em época Nossa Senhora do Desterro, Ilha de Santa Catarina.

          Partes: Vitorino Antônio Fernandes (Justificante);

          Resumo: O justificante Vitorino Antônio Fernandes pede que a justiça o reconheça como dono das terras que o seu irmão Izidro José Fernandes e esposa viviam, agora que os dois vieram a falecer.
          Contém auto de testemunhas, para confirmação dos fatos.
          São citadas 2 pessoas escravizadas.
          Ao final do processo, o juiz declara como justificado o pedido do autor.
          Localidades que aparecem no Processo: Ilha de Santa de Catarina; Nossa senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina; Freguesia de São José; Rio Maruhi;

          Agentes do processo:

          • Escrivão João Francisco Cidade;
          • Juiz Francisco Jose Nunes;

          Variação de nome: Izidoro José Fernandes; Rio Imaruí.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Libelo cível de Francisco Borges do Amaral e Castro
          BR SC TJSC TRRJ-77531 · Processo · 1845
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de libelo cível de reivindicação realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Francisco Borges do Amaral e Castro (autor);
          Joaquim da Costa Varella (réu).

          Resumo:
          O sargento mor e major Francisco Borges do Amaral e Castro moveu um processo de libelo civil contra o réu Joaquim da Costa Varella. A ação foi iniciada a fim de tratar uma dívida pelo mau uso da propriedade do autor.

          De acordo com seu testemunho, o autor havia viajado para a província de São Paulo e deixou sua fazenda de criar animais sob responsabilidade do réu. Além disso, o suplicante havia pedido para o suplicado tutelar seis pessoas escravizadas que viviam em sua casa.

          Quando voltou para casa, o autor notou a falta de alguns animais no terreno. Como não foi possível fazer uma conta exata da despesa, o suplicante abriu o processo inicialmente para tentar se conciliar amigavelmente com o réu, mas sem sucesso. Ao decorrer da ação, foi exposto que o réu praticou maus tratos a dois escravizados do autor, Antonio e Eufrazia, designados como "de nação" (africanos). Essas violências resultaram na morte das duas pessoas, em decorrência de espancamentos.

          Um valor foi proposto para representar a despesa, requerendo que o réu fosse citado para pagá-la junto às custas do processo. O juiz aceitou o libelo e as recomendações de ação.

          O autor desistiu do processo ao afirmar que as duas partes se conciliaram amigavelmente, sendo condenado a pagar as custas da ação iniciada. Posteriormente, o processo foi visto em correição, e foi requerido o pagamento do selo em dois documentos anexados.

          Atuaram no processo:
          coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão do juízo de paz Constancio Xavier de Souza;
          escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
          juiz João Thomas e Silva;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          oficial de justiça Joze Antonio Pinheiro.

          Localidades relevantes:
          província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          contas;
          correição;
          documento de demarcação;
          sentença;
          termo de audiência;
          termo de desistência e composição amigável.

          Libelo Cível de Joanna
          BR SC TJSC TRRJ-45807 · Processo · 1845
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Libelo Cível realizado na Vila de São José, na época sob a Comarca do Sul da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joanna (autora);
          Joaquim de Souza da Costa (réu).

          Resumo:
          Neste processo, a autora Joanna, designada como ""preta forra"" e de nação Benguela, em seu requerimento pede liberdade por sua filha Rita ,designada como crioula, por ela ser menor de idade e também disputa sua guarda com o réu Joaquim de Souza da Costa, designado como “preto”.

          Durante o processo o procurador da autora, Eleutherio Francisco de Souza por meio de um termo de substabelecimento passa seus poderes para Apolinario da Silva.

          Além disso, ocorre que na delação de vinte dias a autora não pôde apresentar suas provas, sendo assim pedido por ela uma segunda delação para que ela possa as apresentar.

          Segundo as testemunhas, Joanna teria sido escravizada por Joaquim Ferreira e que o réu Joaquim de Souza teria pedido dinheiro emprestado para pagar a liberdade da autora. No entanto, ao ser liberta não havia recebido sua carta de alforria. Desse modo, Joanna vai para a residência de João Antonio d’Azevedo e lhe presta serviços para conseguir pagar a emissão do documento. Joanna estava grávida e próxima de dar à luz quando começou a prestar esses serviços.

          Ademais, as testemunhas não sabem ao certo se Joanna teve seu parto na casa do réu ou na casa de João d’Azevedo, mas afirmam que a criança teria sido vendida por João a Joaquim de Souza. Afirmam também que a criança havia sido batizada e apadrinhada por um casal de escravizados cujos nomes não são citados no depoimento.

          De acordo com o depoimento de João Antonio d’Azevedo a autora teria lhe pedido para que a comprasse e que ele havia concordado, tendo pego a obrigação documental com José Antonio Garcia. Ele afirma também ter vendido a filha de Joanna para o réu, o qual era escravizado por Jacinto Garcia. E que Joaquim de Souza teria mandado uma quantia em dinheiro para que Joanna fosse libertada. Ele alega também que Joanna teria saído de sua residência e por isso vendeu a sua filha. As testemunhas alegam que o réu é um homem bom e de boa fé.

          A autora em seu requerimento chama o réu e João Antonio d’Azevedo para uma audiencia em que se conciliem e libertem sua filha, pois a venda da mesma foi feita de modo ilegal. É decidido pelo juiz a conversão da conciliação em sentença, o réu aceita a conciliação e é decretada a liberdade da filha da autora, bem como cobrado um valor específico para indenizar Joanna.

          O procurador do réu apresenta suas disposições, justificando os motivos pelo qual não aceita a sentença feita. Em resposta, na conclusão e sentença fica decretada a liberdade da filha da autora e é rebatida todas as acusações do procurador do réu, bem como apresentadas provas para garantir que Joanna e sua filha Rita são consideradas livres.

          Atuaram no processo:
          escrivão Joaquim Francisco d’Assiz e Passos;
          escrivão de Paz Domingos Antonio Guimarães;
          curador Manoel de Freitas Sampaio;
          curador Marcelino Soares de Sousa;
          juiz municipal e órfãos suplente Luiz Ferreira do Nascimento Mello;
          juiz municipal suplente João Francisco de Souza;
          juiz de paz José da Silva Ramos;
          oficial de justiça Manoel Ignacio Borges;
          oficial de justiça Affonso Pereira;
          procurador Mariano José Coelho;
          procurador Eleutherio Francisco de Souza;
          procurador Marianno José Coelho;
          pregoeiro Joaquim Afonso Pereira;
          reverendo vigário Bernardo da Cunha Bruchado;
          signatário e procurador Apolinario da Silva;
          signatário José Ventura da Silva;

          Localidades relevantes:
          Barreiros;
          Distrito de Rossado (atual bairro de Roçado);
          Picadas do Norte;
          Província do Sul;

          Compõem o processo:
          Juramento ao curador;
          Publicação;
          Termo de substabelecimento;
          Termo de obrigação;

          Variação de nome:
          Joanna Benguela;
          pregoeiro Joaquim Afonço Pereira.

          Libelo cível de João Ignacio Rachadel
          BR SC TJSC TRRJ-58245 · Processo
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Ação de libelo cível realizada na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João Ignacio Rachadel (autor);
          Antonio Pereira de Carvalho (réu).

          Resumo:
          João Ignacio Rachadel abriu um libelo cível para tratar de dívidas pendentes, nas quais Antonio Pereira de Carvalho é o devedor. A esposa do autor herdou de seu falecido pai um crédito com o réu; mas, mesmo após o prazo de pagamento vencer, o suplicado ainda não havia pago a quantia prometida.

          Ao decorrer do processo, o procurador do réu negou a existência da dívida pedida, alegando que ela já havia sido satisfeita por meio de serviços que o suplicado prestou à família do autor, ao trabalhar como agente de negócios e cirurgião assistente do falecido, quando ele esteve enfermo. Além disso, foi afirmado que o valor e o tempo gastos nesses auxílios transformaram o falecido em devedor do réu, superando o valor devido pelo réu. Foi mencionado um homem escravizado, descrito como “preto velho”, que também auxiliava com os cuidados do doente.

          Em contraposição por parte do procurador do autor, é questionado se o réu realmente era cirurgião, ou se era apenas “um simples curandeiro”. Também foi alegado que o suplicado não tinha título escrito, nem testemunhas para comprovar a existência de dívidas provenientes dos materiais usados nos cuidados.

          Após réplica e tréplica da reconvenção, o autor desistiu de dar continuidade à ação. Foi assinado um termo de desistência com a parte interessada, e o juiz julgou o processo por sentença, requerendo pagamento das custas e dízimas para o autor.

          Atuaram no processo:
          coletor Gaspar Xavier e Neves;
          escrivão David do Amaral e Silva;
          escrivão de órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
          escrivão de paz Duarte Vieira da Cunha;
          escrivão e tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos;
          juiz Francisco Honorato Cidade;
          juiz municipal João Francisco de Souza;
          oficial de justiça Domingos José da Silva;
          pregoeiro Joaquim Affonço Pereira;
          procurador Bernardo Joze Pereira;
          procurador Domingos Antonio Guimaraens;
          procurador Manoel de Freitas Sampaio;
          procurador Manoel do Nascimento Ramos.

          Localidades relevantes:
          Barreiros (atual bairro do município de São José);
          Serraria (atual bairro do município de São José);
          freguesia de Vila Nova;
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
          cidade de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
          segunda comarca.

          Compõem o processo:
          certidão do formal de partilha;
          contas;
          correição;
          declaração;
          procurações;
          reconvenção;
          réplica;
          réplica à reconvenção;
          requerimento de audiência;
          termo de desistência;
          termo de obrigação;
          termo de substabelecimento;
          tréplica.

          Variações de nome:
          João Ignacio Raxadel;
          freguesia de Villa Nova.

          Libelo cível de João Luis do Livramento
          BR SC TJSC TRRJ-86311 · Processo · 1835
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Libelo cível feito na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Major João Luis do Livramento (autor);
          Antonio Gonçalves Franco (réu);
          Felisberto Ferreira Borges (réu);
          Ignacio José de Carvalho (réu);
          Antônio José dos Reis (embargante);
          Joaquina Pepetua de Fraga (testamenteira, inventariante, embargada e falecida);
          José Dias de Siqueira (testador, inventariado e falecido).

          Resumo:
          Neste libelo cível, o major João Luis do Livramento pediu aos herdeiros da falecida Joaquina Perpetua de Fraga o pagamento de uma dívida de que ele era credor, na quantia de 458.077 réis.
          João foi testamenteiro do reverendo vigário José Dias de Siqueira, e com isso arcou com algumas despesas, como o funeral e transporte. Joaquina foi inventariante dos bens deste mesmo reverendo vigário, cujo inventário acabou por não incluir as despesas de João do Livramento.
          Com o falecimento de Joaquina, o libelo foi feito para que esta dívida da então inventariante fosse paga. Ao longo do processo, são mencionados trechos do inventário do padre, aparecendo bens como utensílios, quantias em dinheiro, e 02 escravizados, de nomes Alexandre (designado como pardo); e Joanna (designada como crioula).
          Há, no processo, um auto de embargos em que é embargante Antônio José dos Reis, em favor de seus filhos menores, Antônio e Leopoldina, e é embargada a inventariante Joaquina Perpetua de Fraga. O embargante buscou incluir, na herança dos menores, o pagamento referente ao valor dos dois escravizados, que haviam sido libertos por testamento. O embargo é julgado em favor da embargada, e o embargante foi condenado a pagar as custas. Consta, também, uma lista dívidas remanescentes do inventário de Joaquina Perpetua de Fraga.

          Localidades mencionadas:
          freguesia de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

          Atuaram no processo:
          avaliador Francisco Antonio de Betancourt;
          avaliador Francisco da Costa Freire;
          avaliador Francisco Gonçalves Ulhôa;
          avaliador e alferes José Manoel de Sousa;
          curador Ignacio José de Carvalho;
          curador de órfãos Tristão Telles Cortes;
          curador de órfãos e solicitador João José da Câmara;
          escrivão Amancio José Ferreira;
          escrivão de órfãos Manoel Antonio de Souza Medeiros;
          juiz Vicente Francisco Pereira;
          juiz e major Antônio Luiz do Livramento;
          juiz de fora e juiz de órfãos Antonio Joaquim de Siqueira;
          juiz de fora, juiz de órfãos e major Anacleto José Pereira da Silva;
          juiz de órfãos e capitão João de Amorim Pereira;
          juiz de paz Domingos de Souza Pereira;
          meirinho Antonio Silveira de Souza;
          meirinho e porteiro Antonio Silveira de Souza;
          partidor Luis de Sousa Medeiros;
          partidor José de Sousa Freitas;
          procurador especial José Joaquim Dias;
          tabelião Francisco de Paula Lacé.

          Compõem o processo:
          Libelo;
          Contas;
          Embargos;
          Procurações;
          Recibos;

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Libelo Cível de Joaquim José Henriques
          BR SC TJSC TRRJ-10828775 · Processo · 1864
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Libelo Cível de Joaquim José Henriques, realizado em 1864 em Lages, à época parte da Comarca da Capital

          Partes:
          Joaquim José Henriques (autor);
          João Ferreira da Maia (réu).

          Descrição:
          Libelo cível feito pelo bacharel Joaquim José Henriques contra João Ferreira da Maia. Nele, alega-se que o réu é devedor de uma quantia inicial de 1$500:000 réis, que juntando-se juros e atrasos, chega a quantia de 2$500:000. Como hipoteca ficaram duas escravizadas, uma de nome Brízida e a outra Luisa. O autor pede o ressarcimento da dívida, e após intimações dos oficiais de justiça a conciliação é dada como não realizada.
          Com a não conciliação, pede-se uma justificação de ausência para a cobrança da dívida, argumentando com as tentativas para resolver o caso e a ausência do réu, que se retirou para o Rio Grande do Sul. Testemunhas chegam a ser ouvidas sobre a situação, com uma delas declarando que ele está “ocupado no negócio da erva-mate”. A tentativa de conseguir uma audiência com o réu através de um edital se repete algumas vezes, sempre seguida de testemunhos que confirmam a existência da dívida e a ausência do réu.
          A coletoria da Fazenda Nacional passa um mandado que o réu pague as custas da “dízima de Chancelaria”. Em 1868 o juiz corregedor define o processo como “nulo e tumultuário” porque o autor não requereu e o juiz não cedeu um curador para o autor. O corregedor condena o bacharel Joaquim José a pagar as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          juiz municipal segundo suplente Laurentino José da Costa;
          juiz de paz Anacleto Dias Baptista;
          escrivão Generoso Pereira dos Anos;
          escrivão interino Polidoro Jose dos Santos;
          escrivão Constancio Carneiro Barboza de Brito;
          tabelião Theodorico Jozé Corrêa;
          escrivão João de Castro Nunes;
          oficial de justiça Caciano Joze Francisco;
          oficial de justiça Antonio Pereira dos Santos;6
          procurador Estacio Borges da Silva Mattos;
          procurador Antonio Ricken de Amorim;
          coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;

          Localidades relevantes:
          Cidade de Lages;
          Amola-faca;

          Compõem o processo:
          Procuração;
          Termo de responsabilidade;
          Auto de justificação;
          Edital;
          Audiência;
          Correição;

          Libelo cível de José Pereira de Medeiros
          BR SC TJSC TRRJ-53479 · Processo · 1853
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Libelo cível realizado na vila de São José, na época sob a Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          José Pereira de Medeiros, testamenteiro do finado Manoel Antonio da Cruz (autor);
          Severina Rosa de Jesus (réu).

          Resumo: Este libelo realizado em São José em 1853 é referente a uma suposta dívida da ré Severina Rosa de Jesus com o autor José Pereira de Medeiros. Severina, parda liberta e ex-escravizada de Manoel Antonio da Cruz, recebeu no testamento de seu ex-senhor, falecido em 1839, o legado de 2:744$163 réis, que deveria ser pago ao longo de cinco anos após a conclusão do inventário. O processo não apresenta um traslado deste testamento para esclarecer todos os detalhes deste legado, mas assume-se que Manoel da Cruz esperava que Severina fosse suprida com “dinheiro e mantimentos”.
          O testamenteiro e inventariante José Pereira de Medeiros, irmão do falecido, manteve o acordo, inclusive auxiliando Severina com valores necessários para a compra do escravizado Antonio de nação Benguela, que pertencia a Manoel da Cruz, e para o abono da liberdade do escravizado Joaquim, que passou a morar e trabalhar com ela. Entretanto, José alega que Severina ainda deve a décima de sua herança, a sisa dos escravizados comprados, e o valor excedente ao do legado pedido por Severina a José. Inicia-se então um processo de produção de testemunhas ao longo de alguns anos.
          Severina alega dificuldade de encontrar defesa na vila de São José, porque dos dois advogados residentes na vila, um defende o autor e o outro, Manoel de Freitas de Sampaio. se recusa a defendê-la. Domingos Guimarães, que ela consegue que a represente, eventualmente abandona a causa, ficando Apolinario da Silva finalmente como seu procurador. A defesa de Severina alega que este processo é ilegítimo por já haver uma ação em segunda instância, com o mesmo assunto, no Tribunal da Relação. De qualquer forma, ouve-se diversas testemunhas, sendo estes comerciantes que venderam bens para Severina, vizinhos que assinaram recibos ou ajudaram com carregamento de mercadoria, e parentes de Manoel Antonio da Cruz. O processo, embora completo, não apresenta uma sentença ou conclusão do juizado responsável.

          Atuaram no processo:
          oficial de justiça Joaquim Affonso Pereira;
          juiz municipal João Francisco de Souza;
          juiz municipal Francisco Honorato Cidade;
          juiz municipal segundo suplente Frederico Affonso de Barros;
          advogado Manoel do Nascimento Ramos;
          escrivão Duarte Vieira da Cunha;
          escrivão Daniel do Amaral e Silva;
          escrivão Francisco Xavier de Oliveira Câmara;
          procurador Domingos Antonio Guimarães;
          procurador Apolinario da Silva.

          Localidades relevantes:
          Segunda Comarca;
          Vila de São José;
          Aririu;
          Imaruí;
          Laguna.

          Compõem o processo:
          Procuração;
          Recibos;
          Termos de juramento;
          Termo de audiência.