Escravidão

Área de elementos

Taxonomia

Código

Nota(s) de âmbito

    Nota(s) de fonte(s)

      Nota(s) de exibição

        Termos equivalentes

        Escravidão

          Termos associados

          2742 Descrição arquivística resultados para Escravidão

          2738 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
          BR SC TJSC TRRJ-58567 · Processo · 1844
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamento realizadas na vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Albino José da Rosa (testamenteiro);
          Joaquim Ignacio da Silveira Menezes (testador).

          Resumo:
          Albino José da Rosa abre o processo para realizar uma prestação de contas restantes do testamento, referentes ao finado Joaquim Ignacio da Silveira Menezes. No documento anexado, o falecido ditou suas últimas vontades, como a encomendação de missas pela sua alma. Além disso, é mencionado um escravizado, descrito como crioulo e de nome José, no qual o testador determinou sua alforria. O processo é concluído com sentença, em que o juiz requer pagamento das custas por parte do testamenteiro.

          Atuaram no processo:
          escrivão e tabelião Vicente José de Gois Rebello;
          escrivão Manoel Joaquim da Costa;
          juiz de direito e corregedor Severo Amorim do Valle;
          promotor comendador Francisco da Silva França.

          Localidades relevantes:
          comarca do sul;
          São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina).

          compõem o processo:
          contas;
          petições;
          sentença;
          termo de aceite;
          traslado de testamento.

          Contas de testamento de Joaquim de Pontes Correia
          BR SC TJSC TRRJ-19985 · Processo · 1846
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamento realizadas na vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquim de Pontes Correia (testador);
          Manoel Rodrigues de Souza (testamenteiro);
          João Baptista de Souza (testamenteiro);
          Manoel Ignacio da Silveira (testamenteiro);
          Aurelio Antonio Martins (testamenteiro).

          Herdeiros:
          Adrianna;
          Candida Maria;
          Francisco (menor de idade);
          Maria;
          Paula;
          Rita.

          Resumo:
          Neste processo, o testamenteiro Manoel Rodrigues de Souza, em requerimento, pediu para que a Tesouraria da vila de Lages mandasse, por meio de certidão, as quitações e recibos do testamento de Joaquim de Pontes Correia, o testador presente no processo. O testamenteiro justificou o pedido pelo fato de que as quitações presentes em sua casa foram queimadas durante invasões na vila de Lages, ocorridas no ano de 1838. Ele também diz que não sabe ao certo se foram incendiadas por rebeldes, vindos da província do Sul, ou pela “Reação” (tropas da monarquia do Império brasileiro).

          Durante o processo, foi apresentado um traslado do testamento, que data de 1834. Nele, o testador apresentou seus bens: casas, terras, animais, utensílios, ferramentas, itens de prata e ferro, e um homem escravizado de nome Antonio. Além disso, também nomeou seus herdeiros e citou o nome de pessoas que deviam a ele, bem como as dívidas que o testador também possuía.

          Além do que foi apresentado no traslado de testamento, no mesmo ano ocorreu a desistência do terceiro testamenteiro, Manoel Ignacio da Silveira, por estar enfermo e não ter como prosseguir no andamento da testamentaria. Desse modo, Aurelio Antonio Martins foi nomeado como testamenteiro em seu lugar, em razão da ausência dos outros dois testamenteiros que foram nomeados.

          No entanto, tal nomeação foi contestada pelo juízo municipal, e o juiz de paz Liandro da Costa foi requisitado a notificar o primeiro testamenteiro para a verificação de sua desistência e repasse do testamento à mão de Aurelio. Desse modo, o primeiro testamenteiro, em seu termo de aceite, assumiu a responsabilidade do testamento de Joaquim, ficando assim sob as penas da lei.

          Ao decorrer do processo, os credores aos quais o testador devia pediram, em seus requerimentos, que fossem pagos. O processo terminou sem objeções por parte do promotor, mas o juiz não declarou sentença.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          juiz de paz e tenente coronel Liandro da Costa;
          juiz municipal José Jacinto de Oliveira;
          juiz de órfãos João Thomas e Silva;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          procurador especial Generoso Pereira dos Anjos Junior;
          promotor Guilherme Rickens;
          signatário Diziderio Vas França;
          tabelião Mathias Gomes da Silva;
          tabelião Manoel Gomes de Souza;
          tabelião João Rodrigues de Andrade.

          Localidades relevantes:
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          petições;
          recibos;
          termo de abertura;
          termos de aceite;
          termo de desistência;
          traslado de testamento.

          Contas de Testamento de João Francisco Mina
          BR SC TJSC TRRJ-89105 · Processo · 1868-1870
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamento realizada em São Sebastião de Tyjucas, na época sob a Comarca de São Miguel.

          Partes do processo:
          João Francisco Mina (falecido);
          Jozé Pereira Soares (testamenteiro).

          Herdeiros:
          Joaquim (falecido);
          João;
          Claudina;
          Adriano;
          Maria;
          Joanna ""Congo"";
          Belmira;
          Luiza,

          Resumo: O processo se trata das contas do testamento do falecido João Francisco ""Mina"" — nomeação por conta de ser originário da Costa da nação africana de ""Mina"" — e ex-escravizado pertencente a Francisco de Lemos Regello e dona Maria Theresa de Jesus, porém já era liberto durante a confecção de seu testamento. O falecido fora casado com Claudina, outra ex-escrava já falecida no momento da escrita de seu testamento, com a qual teve 6 filhos, três deles estando libertos e três ainda cativos. Seus filhos eram: Joaquim (já falecido), João e Claudina, os três libertos; Adriano, escravizado de Serafim Machado Coelho; Maria, escravizada de José Vicente Coelho Gomes; Luiza, escravizada de Polidorio Linhares. Além de seus 6 filhos herdeiros, mais três afiliadas suas são inclusas em seu testamento, sendo a ""agregada"" Joanna, originária do Congo, Belmira e Luiza. Para seus herdeiros foram deixados: sítio, casa, terras, quantias de dinheiro, tecidos, mobília e utensilios, além de uma escravizada de nome Margarida, a qual deverá ser liberta após seu falecimento.

          Atuaram no processo:
          escrivão interino e tabelião interino Guilherme Augusto Varella;
          escrivão Francisco José dos Prazeres;
          signatário Antonio José do P.;
          signatário Celço Coelho de Lemos;
          segundo testamenteiro Manoel José de Araujo Roslindo;
          terceiro testamenteiro Ipoleto José Pereira;
          promotor Luiz Antonio Vieira;
          vigário padre José Maria Gnecco;
          oficial de justiça Manoel Pinto da Silva;
          oficial de justiça Francisco das Chagas Vaz;
          juiz municipal e orfãos Luiz Francisco de Souza Conceição;
          juiz provedor de capelas tenente José Luis Tiburcio Junior;
          juiz corregedor Francellino Pinto da Silva;
          juiz corregedor Manoel Vieira Tosta.

          Localidades relevantes:
          villa de São Miguel (atualmente compõe parte da cidade de Biguaçu);
          rio do Inferninho;
          Morretes.

          Compõe o processo:
          Petição inicial;
          Traslado de testamento;
          Auto de contas;
          Contas de funeral;
          Declarações;
          Auto de sequestro;
          Auto de tomada de contas;
          Contas.

          Contas de Testamento de Genoveva Maria de Barcellos
          BR SC TJSC TRRJ-85465 · Processo · 1867-1869
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de Testamento realizada na Capital, na época chamada da cidade de Desterro, da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Genoveva Maria de Barcellos (testamentada);
          José Antonio de Souza (testamenteiro).

          Resumo: O processo trata-se de das contas do testamento realizado após a morte da testamentada Genoveva Maria de Barcellos. Em seu testamento são citados múltiplos bens, orações e doações a serem prestadas. Entre os bens avaliados constam: mobília, ferramentas, utensílios, animais, oratório, terras, casa e engenho de cana de açúcar. Por fim também é mencionado uma pessoa escravizada de nome Silvestre.

          Boa parte do processo têm como seu enfoque a requisição de múltiplos escravizados que foram libertos após a morte da testamentada. Entre estes são nomeados: Domingos, Jacintho, Damasio, Alexandre, Gonçalo, Jacob, Manoel, João, Maria, Roza, Maria José e Maria (a qual é descrita como ""muda""). Eles requerem que sejam verificados e sejam feitos os repasses dos bens que lhes foram deixados, entre os quais constam fornos e animais.

          Atuaram no processo:
          escrivão Leonardo Jorge de Campos;
          escrivão e signatário José Rodrigues da Silva Junior;
          signatário Lidio Francisco de Souza;
          signatário João Luiz do Livramento;
          curador Alexandre Ernesto de Oliveira;
          avaliador major Francisco da Costa Pereira;
          avaliador Antonio Pinheiro Ribas;
          vigário Jozé Miranda do Nascimento;
          procurador João Vicente Nobrega Dutra;
          procurador geral Camillo Jozé de Souza;
          promotor advogado Candido Gonçalves de Oliveira;
          juiz das capelas e resíduos primeiro substituto major Affonso d'Albuquerque e Mello;
          juiz provedor de capelas e resíduos terceiro suplente Patricio Marques Linhares.

          Localidades mencionadas:
          cidade do Desterro (atualmente conhecida como Florianópolis, Capital de Santa Catarina);
          freguesia do Ribeirão;
          freguesia do Pântano do Sul;
          freguesia da Lagoa.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Testamento;
          Declarações;
          Repasses;
          Contas.

          Contas de Testamento de Francisca Clara de Jesus
          BR SC TJSC TRRJ-24969 · Processo · 1853
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamento realizadas em Desterro, na época sob a Primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Francisca Clara de Jesus (falecida);
          Antonio Silveira Alves (testamenteiro).

          Resumo:
          Filha legítima de Manoel Silveira Alves e Anna Clara de Jesus, Francisca nomeou para ser seu primeiro testamenteiro Antonio Silveira Alves, seu irmão, que nesta ação prestou contas de sua função como testamenteiro. Antonio informou que as disposições da testamentaria foram cumpridas, portanto a prestação de contas foi devidamente realizada, assim afirmou o promotor dos resíduos, e o juiz julgou o processo por sentença.

          No corpo do processo consta o testamento de Francisca, no qual ela dispôs suas últimas vontades, como doação de dinheiro para o hospital da caridade, bem como deixou liberta a escravizada Lucrécia e seu filho José (ele foi descrito como “aleijado”). Ela deixou determinadas quantias de dinheiro para a Catharina, mulher africana descrita como “preta”, e outros herdeiros/legatários. Além disso, Francisca deixou “esmola” para cada um de seus escravizados.

          Atuaram no processo:
          juiz municipal suplente e comendador Agostinho Leitão de Almeida;
          promotor dos resíduos Francisco José de Oliveira;
          signatário Cândido Gonçalo de Oliveira;
          secretário Anastácio Silveira de Souza;
          signatário Alexandre Correia de Mello;
          signatário José de Oliveira Bastos;
          signatário Francisco Antonio de Lima;
          tabelião/escrivão João Antonio Lopes Gondim.

          Localidades mencionadas:
          Desterro (atual Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia da Lagoa (bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
          Mampituba (município do estado do Rio Grande do Sul).

          Compõem o processo:
          testamento;
          termo de aceite.

          Variação de nome:
          tabelião João Antonio Lopes Goudim.