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          Sumário crime de Jose Marcellino Alves de Sá
          BR SC TJSC TRRJ-28997 · Processo · 1843
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de sumário crime realizados na vila de Lages, à época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Jose Marcellino Alves de Sá (queixoso);
          Antonio João (réu).

          Resumo:
          O capitão Jose Marcellino Alves de Sá prestou queixa contra Antonio João, que por sua vez é designado como indígena no processo. De acordo com ele, o réu o atacou com uma faca após ser cobrado por uma dívida pendente com o autor. O queixoso afirmou que desviou da tentativa de esfaqueamento e, segundo ele, nesse momento o réu caiu no chão e se machucou com a própria faca. Ainda caído, o suplicado pegou uma espada e tentou novamente feri-lo, sem sucesso.

          Por conta dos ferimentos causados, o réu passou por um exame de corpo de delito. Os examinadores encontraram feridas em sua mão esquerda, no estômago e no peito, causadas por ferro cortante. Eles declararam que nenhuma das feridas lhe seria letal.

          Nos depoimentos, a primeira testemunha afirmou que soube do caso por meio da escravizada de um colega, designada como mulata, que lhe contou sobre uma briga entre o autor e o réu do processo. Os declarantes alegaram ter avistado João ferido, mas não presenciaram a briga, além de terem visto o queixoso dar voz de prisão ao réu.

          Em uma interrogação com o réu, ele afirmou que não se feriu sozinho, mas sim que o capitão Marcelino o agrediu fisicamente, o derrubou no chão e o esfaqueou no estômago e no peito. Ele disse ainda que o queixoso deu voz de prisão a ele, mas que ele não obedeceu por ter medo de que o capitão o matasse no caminho para a delegacia. Ao ser perguntado se ele tinha interesse em prestar parte contra Marcelino, ele afirma que sim.

          As duas partes desistiram das respectivas queixas, e ambas assinaram termo de desistência. Ao final do processo, o queixoso foi condenado a pagar as custas.

          Localidades relevantes:
          delegacia de polícia da vila de Lages;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de exame e corpo de delito direto;
          auto de qualificação;
          conta;
          correição;
          depoimentos de testemunhas;
          sentença;
          termo de desistência;
          termo de interrogação;
          termo de juramento.

          Atuaram no processo:
          delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          delegado suplente Antonio Caetano Machado;
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          escrivão do subdelegado Felisberto Olimpio Caldeira;
          examinador Ignacio Carneiro Lobo;
          examinador alferes Antonio Fellipe Pessoa;
          juiz de paz suplente Joaquim Rodrigues de Oliveira e Costa;
          signatário Jose Joaquim da Cunha Passos;
          signatário Manoel Jose de Andrade Pereira;
          signatário capitão Jose Manoel Leite.

          Sumário Crime de Jacintho
          BR SC TJSC TRRJ-44263 · 1842
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Sumário crime realizado na vila de São José, à época sob a Comarca do Sul da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          João, preto de nação (vítima);
          Luiz José de Carvalho (senhor do João);
          Jacinto, preto forro (réu).

          Resumo:
          O subdelegado abriu um processo de sumário de crime contra Jacintho, um escravizado liberto descrito como "preto", pelo assassinato de João, escravizado descrito como "preto de nação", cativo de Luís de Carvalho. Após uma investigação minuciosa e declarações de várias testemunhas, foi apurado que a vítima, João, estava no telhado da casa de Jacintho, localizada na freguesia do Abraão. Jacinto, ao perceber a presença de João, lançou um tijolo que resultou na morte de João. Durante a investigação, foi revelado que João estava armado com uma faca de cabo branco e que Jacintho acreditava que o falecido tinha a intenção de roubar. O juiz, após analisar todas as evidências e depoimentos, declarou que Jacintho agiu em legítima defesa, evitando um mal maior tanto para si quanto para seus bens. Consequentemente, o réu, Jacintho, foi absolvido das acusações. Consta no processo que o escravizado liberto Jacintho era cativo de Manoel Teixeira de Quadros, que o alforriou quando faleceu.

          Atuaram no processo:
          advogado José Francisco Duarte;
          subdelegado Antônio de Souza Xavier Caldeira;
          juiz municipal João Francisco de Souza;
          juiz municipal João Francisco Cidade;
          juiz municipal de orfãos Luiz Teixeira do nascimento e Mello;
          escrivão Florêncio Gomes de Castro Campos;
          escrivão Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
          escrivão Domingos Antonio Guimarães;
          inspetor de quarteirão Antonio da Silva Cascaes.

          Localidade relevante:
          freguesia do Abraão;
          vila de São José.

          Compõem o processo:
          autos de testemunhas,
          autos de custas;
          corpo de delito;
          auto de qualificação;
          libelo crime.

          Variação de nome:
          Réu Jacinto.

          Sumário crime de Francisco Honorato Cidade
          BR SC TJSC TRRJ-10829188 · Processo · 1865
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Sumário Crime realizado na Vila de Lages, na época sob a comarca da capital, província de Santa Catarina.

          Partes:
          Francisco Honorato Cidade, promotor público da comarca (autor);
          Lucianno do Amaral (vítima);
          Albina (vítima).

          Resumo:
          Em razão do processo estar incompleto e possuir apenas duas páginas (a capa e o verso dela em branco), sabe-se apenas que foi uma ação movida pelo promotor público Francisco Honorato Cidade, na qual ele denunciou a venda de Lucianno como um escravizado, sendo ele filho de uma mulher indígena de nome Albina.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos.

          Localidades relevantes:
          cidade de Lages.

          Compõem o processo:
          capa.

          TRPOA-10723746 · 1885
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Sumário Crime na cidade de Lages, à época comarca da Capital, província de Santa Catarina.

          Partes do processo: Francisco Borges do Amaral e Castro Júnior (réu); Marcelino Jozé de Moura (réu); Manoel de Paula (réu); Francisco Borges do Amaral e Castro (réu); João Adão Freiberger (vítima).

          Escravizado: Adão, pertencente a Manuel Joaquim de Macedo.

          Resumo: A Justiça, por meio do promotor, iniciou uma investigação sobre um roubo ocorrido em uma casa pertencente ao alemão João Adão Freiberger, morador da freguesia dos Baguais. Foram levados alguns pertences, incluindo uma grande quantia em dinheiro.
          Durante a investigação, foi feito o exame de corpo de delito no local e várias testemunhas foram ouvidas. Entre elas estava o escravizado Adão, que pertencia a Manuel Joaquim de Macedo, também testemunha no caso.
          A Justiça identificou os suspeitos de nomes Francisco Borges do Amaral e Castro Júnior, Marcelino Jozé de Moura, Manoel de Paula, Francisco Borges do Amaral e Castro e os indiciaram de roubo e formação de quadrilha. Ao final do processo, o juiz declarou que se tratava de um crime de ação privada. Por isso, a denúncia foi considerada improcedente, a menos que a vítima apresentasse uma queixa formal.
          O juiz encerrou o processo e deu os autos como conclusos.

          Atuaram no processo: escrivão João Dias Baptista; escrivão José Luiz Pereira; juiz Joaquim Morato do Canto; juiz Joaquim Luiz de Carvalho; juiz Mauricio Ribeiro de Cordova; juiz Manoel Thome Freire Batalha; promotor publico José Joaquim de Cordova Passos.

          Localidades relevantes: Freguesia dos Baguais; São Pedro de Alcantara; cidade de Lages.

          Compõem o processo: auto de corpo de delito; depoimento de testemunhas.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Sumário crime de Flambiano Feliz da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-79328 · Processo · 1847-1849
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Sumário crime de queixa realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Maria Joaquina do Nascimento (queixosa);
          Flambiano Feliz da Silva (vítima);
          Manoel Lauriano (queixado);
          Alexandrina Maria, de apelido “Felicidade” (queixada).

          Resumo:
          Este processo consiste em um sumário crime de queixa, em que é autora a dona Maria Joaquina do Nascimento e os réus Manoel Lauriano, homem indígena, e Alexandrina Maria, mulher escravizada também apelidada de “Felicidade”. O fato criminoso que deu origem à denúncia foi um tiro disparado por Manoel, contra a vítima e esposo da autora, Flambiano Feliz da Silva.

          Após um corpo de delito, foram revelados graves ferimentos produzidos pelo disparo na região do “osso sacro” (base da coluna vertebral, próximo ao cóccix). De acordo com os detalhes da ação, a vítima havia saído a cavalo em direção à casa de um vizinho, quando encontrou-se com o réu, que também estava a cavalo.

          O réu retornava da casa de seu patrão, Manoel de Moraes. Sabendo disso, a vítima convidou o réu a acompanhá-lo para visitar tal patrão, que era seu camarada, convite que foi aceito. Entretanto, enquanto a vítima parou no caminho e se agachou à beira de uma lagoa para beber água, o réu disparou-lhe um tiro de pistola por suas costas.

          Durante a ação, o queixado Manoel é denominado como “piá”, o que à época poderia designar meninos menores de idade que tinham família branca e indígena. Esse termo se relaciona ao contexto do processo, já que o réu era indígena e ainda não tinha alcançado a maioridade.

          É mencionado, em depoimentos das testemunhas, que o réu havia agido sob comando de Alexandrina Maria. Ela era escravizada pela queixosa e esposa da vítima, Maria Joaquina do Nascimento.

          Um termo de desistência foi anexado à ação, em que a autora desiste da queixa e passa a responsabilidade para a justiça, por meio de um libelo acusatório com presença do Tribunal do Júri. O réu foi sentenciado a cumprir pena de 20 anos de prisão simples, na cadeia da Capital.

          Atuaram no processo:
          curador Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
          curador José da Silva Furtado;
          escrivão Constâncio Xavier de Souza;
          escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          informante e perito José Manoel de Oliveira;
          informante e perito Manoel Caetano do Amaral;
          juiz Fermino Rodrigues Silva;
          juiz João Lourenço Dias Baptista;
          juiz municipal e delegado Guilherme Ricken;
          juiz municipal e delegado suplente Manoel Caetano do Amaral;
          procurador Joaquim Rodrigues de Oliveira;
          procurador capitão Generoso Pereira dos Anjos;
          promotor público Antônio Carlos de Carvalho;
          subdelegado José Cândido Coimbra Mayer.

          Localidades relevantes:
          cadeia da vila de Lages;
          cadeia da Capital;
          estância de Morrinhos;
          fazenda do Capão Bonito;
          quarteirão do Capão Bonito;
          quarteirão do Salto;
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de corpo de delito direto;
          auto de exame de sanidade;
          autos de qualificação;
          contas;
          contralibelo;
          interrogatórios;
          libelo crime acusatório;
          petições;
          procuração;
          sentenças;
          termo de desistência;
          termos de juramento;
          testemunhas.

          Variação de nome:
          Índio Manoel;
          Manoel Índio;
          Felicidade.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Sumário Crime de Feliz José Caetano e outros
          BR SC TJSC TRRJ-20357 · Processo · 1851
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de Sumário Crime realizado na Vila de Lages, na época sob a Segunda Comarca.

          Partes do processo:
          A Justiça (autor);
          José Elias Monteiro (vítima);
          Feliz José Caetano (réu);
          Joze Antonio Branco (réu);
          Gabriel de Lima dos Anjos (réu);
          Francisco Franco (réu);
          Silverio (réu).

          Resumo: Neste processo são feitos os autos de sumário crime de 4 diferentes réus, acusados todos de serem cúmplices na tentativa de homicídio e agressão a José Elias Monteiro, por parte de seu escravizado, Silverio. O crime original é narrado através de testemunhos, no qual se tratou da tentativa de homicídio efetuada por Silverio contra seu senhor, na qual ele desferiu diversos golpes de machado na cabeça do mesmo, causando-lhe múltiplos ferimentos graves, após o ataque feito, Silverio realiza o furto de diversos bens e roupas de seu senhor, além de uma alta quantia de ouro. Com base nos relatos de testemunhas são então acusados os réus Feliz José Caetano, Joze Antonio Branco, Gabriel de Lima dos Anjos e, posteriormente, Francisco Franco, entre os quais um deles é descrito como aleijado (com deficiência). É afirmado que o réu Feliz José Caetano, abordou o escravizado Silverio afirmando ter feito ferimentos mortais em seu proprietário, com o réu tentando negociar 02 cavalos com o escravizado. Dado a vistoria na casa do réu em busca do escravizado, foram encontrados também vestimentas, ouro e pistola pertencentes à vítima. Seguindo as investigações foram encontrados mais bens da vítima sob mãos do outro réu Joze Antonio Branco. Silverio foi encontrado na propriedade de Gabriel de Lima dos Anjos, acusado por abrigar o foragido. Em contrapartida, no depoimento da vítima, foi apenas acusado Silverio como culpado pelos ferimentos e roubo, mas tendo-os distribuídos entre os outros réus e Francisco Franco em acordo prévio. Houve a condenação dos réus, e absolvição de Gabriel de Lima dos Santos e Joze Antonio Branco.

          Atuaram no processo:
          escrivão interino Generoso Pereira dos Anjos Junior;
          signatário Antonio Ricken de Amorim;
          signatário Jorge Xavier de Vasconcellos;
          signatário Joze Coelho de Avilla;
          signatário Antonio Rodrigues de Lima;
          porteiro e signatário Domingos Leite;
          procurador defensor Antonio Saturnino de Ramos de Oliveira;
          promotor Fernando Machado Vieira;
          promotor Frederico Xavier de Souza;
          oficial de justiça Gregorio Antonio;
          juiz municipal e delegado Guilherme Ricken;
          juiz de direito doutor Francisco Vieira da Costa.

          Localidades relevantes:
          Quarteirão dos Curitibanos;
          Cachorros;
          Rio dos Cachorros;
          Curitiba.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Testemunhos;
          Interrogatório;
          Libelo acusatório;
          Sentença;
          Conclusão;
          Tomada de contas.

          Variação de nome:
          Felix José Caetano;
          Caxorros;
          Coritiba.

          Sumário Crime de David de Goys
          BR SC TJSC TRPOA-30649 · Processo · 1884
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Sumário Crime na cidade de Lages, à época comarca da Capital, província de Santa Catarina.

          Partes do processo: David de Goys (réu); Joana Maria da Conceição (ex-escravizada, vítima).

          Resumo: A justiça por seu promotor da cidade de Lages indiciou David de Goys por tentativa de homicídio contra Joana Maria da Conceição, mulher parda e ex-escravizada. O crime ocorreu na residência de Luiza Maria Olga.
          Segundo as investigações, David teria invadido o quarto de Joana e a atacado com uma arma cortante, causando ferimentos graves, conforme laudo dos peritos.
          O delegado ouviu diversas testemunhas, que apresentaram suas versões sobre o ocorrido.
          Com a conclusão do inquérito, foi expedido mandado de prisão contra o acusado.

          Atuaram no processo: delegado Joaquim Morato do Canto; escrivão José Luiz Pereira; escrivão Joaquim Rodrigues de Athayde; juiz Maurício Ribeiro de Cordova; oficial de justiça Antônio Carlos do Amaral; oficial de justiça Mauricio Fiuza de Mello; perito João Manoel Affonso Barrozo de Castro; oficial de justiça Joaquim Bernardo de Souza Brito; perito João Bernardino da Silva; promotor público José Joaquim de Cordova Passos; subdelegado Antônio Amâncio Muniz.

          Localidades relevantes: cidade de Lages; comarca da Capital.

          Compõem o processo: auto de corpo de delito; libelo crime; rol de testemunhas.

          Variação de nome: David de Goes; David Goss.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          BR SC TJSC TRRJ-10908 · Processo · 1869
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Sumário crime realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Pedro José de Oliveira (autor);
          Luiz José de Oliveira (autor);
          José da Rocha e Souza (autor);
          Vicente José de Oliveira (vítima);
          Custódia Santa do Sacramento (ré);
          Marcellino de Souza Sarmento (réu).

          Resumo:
          Os autores abrem o processo de sumário crime em decorrência do homicídio cometido contra Vicente José de Oliveira, pai e sogro dos queixosos. São apontados como culpados Custódia do Sacramento, sua esposa, e Marcellino Sarmento.

          É afirmado que o réu haveria travado amizades com a vítima, a fim de se aproximar de sua esposa e entrar em sua casa. A ré, de trinta anos, é acusada de ter envenenado seu marido com veneno fornecido por Marcellino, de quarenta anos, com quem pretendia se casar.

          Ao decorrer do processo, são citadas testemunhas informantes, e 6 delas eram pessoas escravizadas: Raphael, Mariana, Thereza, Adão e Pedro, descritos como crioulos; e Manoel, designado como pardo.

          Dentre os depoimentos, algumas testemunhas afirmaram que os réus estavam “amancebados”. Além disso, o informante Adão revela que o réu entregou a ele um embrulho, pedindo que fosse repassado para a ré de modo discreto. O veneno teria sido colocado em uma gemada, e foi comprado em Biguaçu; alguns depoimentos apontam para o fato do réu ter realizado a compra de veneno para ratos, em uma botica.

          Após a inquirição de testemunhas, foi expedido um mandado de prisão para os réus na cadeia pública. Em interrogatório, o réu afirmou que estava em sua casa no momento do crime, além de alegar que as testemunhas citadas seriam suas inimigas, depondo contra sua pessoa. Um auto de justificação é aberto, em que os justificantes são os réus; no documento, a ré afirma que o falecido sofria de “moléstias crônicas” do estômago, afirmando que sua morte teria acontecido de forma casual.

          O juiz requer um corpo de delito, interrompido pelo fato de não haver a possibilidade de examinar ocularmente o falecido. Com isso, os autos são julgados improcedentes por falta de provas e contradições das testemunhas. Mais tarde, é aberto um recurso crime por parte da promotoria pública de São José; o documento afirma a necessidade de pronunciar os réus e levar o caso ao Tribunal do Júri, antes da sentença final.

          É revelado que o caso havia passado por dificuldades, como o adoecimento de testemunhas e demora nas respostas às cartas precatórias. Com isso, prevaleceu a sentença que afirmou a não possibilidade de acusar os réus no momento, faltando bases para o pleno conhecimento do crime. O processo é finalizado com a não pronúncia dos réus, em que o juiz requer que sejam passados os seus respectivos alvarás de soltura da cadeia pública.

          Atuaram no processo:
          carcereiro João da Costa Cesar;
          credor Arnaldo Alfredo Slachelen;
          escrivão do juízo municipal Antonio Francisco de Medeiros;
          escrivão Nicolau Antonio Deschamps;
          juiz Manoel da Rocha Linhares;
          juiz municipal Domiciano Barbosa da Silva;
          juiz municipal quinto suplente tenente José Martins d’Avis;
          oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
          oficial de justiça José Victorino Coelho;
          oficial de justiça Sebastião Xavier de Souza;
          procurador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
          procurador Antonio Joaquim de Vargas;
          procurador Antonio Marques da Silva;
          promotor público José Francisco Mafra.

          Localidades relevantes:
          colônia de São Pedro de Alcantara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
          comarca da capital;
          distrito de Baguaes;
          Lages;
          praia de Bento Francisco;
          Tijucas Grande;
          rio do Farias;
          São José;
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de justificação;
          auto de prisão;
          autos de qualificação;
          carta precatória;
          contas;
          corpo de delito;
          inquirição de testemunhas;
          interrogatório;
          petições;
          procurações;
          recurso crime;
          sentenças;
          termos de juramento.

          Variação de nome:
          Biguassú.