Escravidão

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          Requerimento de Vidal José de Oliveira Ramos
          BR SC TJSC TRRJ-10612957 · Processo · 1868
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Requerimento realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital, na província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          tenente coronel Vidal José de Oliveira Ramos (tutor);
          João José Ramos (falecido);
          José Maria Larocka (arrematante).

          Resumo:
          Trata-se de uma ação de requerimento para a arrematação de um escravizado, descrito como “cabra”, “pardo” e “crioulo”, de nome Manoel, realizada por Vidal José de Oliveira, tutor da órfã Maria, a quem o escravizado pertencia. Vidal explicou que o motivo para a arrematação do escravizado Manoel seria sua insubordinação, e que ele teria feito preparativos para fugir. O tutor pediu licença ao juízo para poder vender Manoel ao Estado, a fim de seguir para a guerra contra o Paraguai.

          Foram passados 9 pregões e 3 praças na tentativa de vender Manoel, porém não houveram lançadores. Vidal requereu novamente ao juízo que Manoel fosse vendido ao governo, visto que ninguém o arrematou. Porém, o juiz de direito Francelizio Adolpho Pereira Guimarães afirmou que os bens da órfã só poderiam ser vendidos em praça pública, conforme a lei do período.

          José Luiz Pereira e Claudiano de Oliveira Rosa foram louvados como avaliadores, para realizarem uma nova avaliação do escravizado Manoel. Os pegões e praças foram passados novamente, sob a nova avaliação do “valor” de Manoel. Na terceira praça Manoel foi arrematado por José Maria Larocka. O arrematante pagou a meia sisa, imposto de 5% sobre a compra/venda de escravizados. A arrematação foi julgada por sentença como concluída, tornando José o novo senhor de Manoel.

          No final do processo consta uma carta nominal das despesas do sustento na cadeia para com o escravizado Manoel, ele permaneceu preso por 87 dias.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão José Lins Pereira;
          juiz de órfãos primeiro suplente em exercício tenente coronel Henrique Ribeiro de Cordova;
          juiz de órfãos suplente em exercício capitão Ignacio Coelho de Avila;
          juiz de direito da comarca Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
          porteiro/pregoeiro Domingos Leite;
          signatário Constancio Carneiro Barbosa de Brito.

          Localidades mencionadas:
          Lages;
          Rua Nova.

          Compõem o processo:
          traslado de edital de praça;
          termo de juramento aos avaliadores;
          avaliação;
          meia sisa;
          carta nominal.

          Variação de nome:
          arrematante José Maria Larocca.

          Requerimento de Manoel Joaquim da Silveira
          BR SC TJSC TRRJ-9984 · Processo · 1869-1870
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Requerimento realizado na comarca de São Miguel, atual comarca de Biguaçu.

          Resumo:
          Neste requerimento, iniciado em novembro de 1869, o requerente Manoel Joaquim de Silveira desejava receber a quantia de 73.572 réis (73$572), armazenada nos cofres públicos da província de Santa Catarina. Manoel pediu para que o escrivão deprecasse o inspetor da tesouraria provincial, a fim de realizar sua demanda. Manoel, órfão, atingiu a maioridade de 21 anos de idade em 30 de junho de 1869, tornando-se portanto capaz de administrar seu patrimônio.

          O requerente era filho legítimo de Maria Roza e do finado Joaquim Silveira de Souza, e este montante em dinheiro era referente à arrematação de Eva, mulher escravizada (descrita como “crioula”). Eva era escravizada pelo seu falecido pai, e por conta de seu falecimento, Manoel herdou o direito ao valor de Eva.

          Manoel recebeu a quantia em 4 de julho de 1870, comprovado mediante a expedição de um recibo.

          Atuaram no processo:
          escrivão João Rodrigues Pereira;
          juiz de órfãos Patrício Marques Linhares;
          signatário Claudio Francisco de Campos.

          Localidades relevantes:
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          comarca de São Miguel (atual comarca de Biguaçu, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          petição;
          recibo.

          Requerimento de Justina Ignacia de Jesus
          BR SC TJSC TRRJ-19776 · Processo · 1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Requerimento realizado na vila de Lages, na época sob a Segunda Comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Justina Ignacia de Jesus (requerente).

          Resumo:
          Maria, escravizada africana de nação Cabinda, foi capturada na costa da serra de Lages, dizendo ter senhor no distrito de Vacaria. Em razão da captura, Maria foi levada para a cadeia pública, enquanto era determinado que para realização do regulamento, era necessário realizar uma avaliação da escravizada, no intuito de passar edital com prazo de 60 dias para que a pessoa que detinha a liberdade de Maria pudesse comparecer ao juízo devidamente habilitada. Caso o prazo esgotasse, a mesma seria vendida em hasta pública, e os proventos da venda (tirando as custas legais) seriam recolhidos para os cofres nacionais.

          João José Ramos reconheceu que, de fato, Maria havia uma senhora em Vacaria, de nome Justina Ignacia de Jesus. João requereu uma extensão de prazo, para que Justina pudesse obter os documentos legais para comprovar o cativeiro de Maria. O juiz Guilherme Ricken determinou uma nova data e prorrogou a praça (leilão).

          Na petição de Justina, é mencionado que Maria é de nação Uçá (Hauçá), e que havia fugido de sua propriedade a seis meses. Justina também requereu prorrogação do prazo, afirmando que os documentos ainda não foram legalizados, visto que foi necessário enviá-los para Porto Alegre para realizar tal ação.

          A contadoria da fazenda da província em Porto Alegre reconheceu o pagamento da meia sisa (imposto de 5% sobre a compra/venda de escravizados) referente a dita escravizada, reconhecendo que Maria era, de fato, cativa de Justina.

          Atuaram no processo:
          avaliador Manoel Delfes da Cruz;
          avaliador João Antunes Sobrinho;
          coletor interino Claudiano de Oliveira Roza;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos junior;
          juiz de órfãos Guilherme Ricken;
          procurador Manoel Fialho de Vargas.

          Localidades mencionadas:
          Lages;
          Vacaria;
          Rio Grande do Sul.

          Compõem o processo:
          termo de louvação;
          termo de juramento aos louvados;
          avaliação;
          edital;
          procuração.

          Requerimento de José Manoel de Oliveira Branco
          BR SC TJSC TRPOA-31231 · Processo · 1883
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          José Manoel de Oliveira Branco (requerente);

          Auto de arbitramento; Escravidão; Alforria; Pecúlio; Idade avançada; Incapacidade física; 01 Escravizado; João; Alforria condicional; Prestação de 6 anos pelo escravizado; Avaliação de serviço do escravizado;

          Escrivão José Luis Pereira; Juiz Manoel Cardozo Vieira de Mello; Juiz Joaquim Fiuza de Carvalho; Curador Braulio Roulo Colonia;

          12 Folhas.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Requerimento de José Francisco Martins
          BR SC TJSC TRPOA-21333 · Processo · 1880
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          José Francisco Martins (requerente)

          A Fazenda Nacional; Escravidão; 02 Escravizados; João; Wenceslau; Alforria; Fundo de emancipação; Freguesia da Santíssima Trindade;

          Escrivão Fernando Gomes Caldeira de Andrada; Tabelião Leonardo Jorge de Campos; Procurador Fiscal Manoel Ferreira de Mello; Procurador José Cypriano Pereira; Juiz Antônio Augusto da Costa Barradas;

          15 Folhas.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Requerimento de Francisco d'Assis Costa
          BR SC TJSC TRPOA-20442 · Processo · 1884
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          Francisco de Assis Costa (tutor);
          André Wendhausen (tutor);
          Clube Abolicionista (requerente);
          Maria da Anunciação (menor tutelada);
          Adelaide (menor tutelada).

          Desterro; nomeação de tutores; escravidão; compra de alforria por parte do Clube Abolicionista; liberdade.

          Antônio Thomé da Silva, escrivão;
          Felisberto Elysio Bezerra Montenegro, juiz;
          José Henrique de Paiva.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Requerimento de Francisco
          BR SC TJSC TRPOA-85242 · Processo · 1883
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Requerimento de Francisco
          Partes:
          Francisco (requerente);
          José Agostinho de Maria, Vice Cônsul da Itália da “agenzia consolare d’Italia: Santa Catharina” (requerido).

          Escravidão; escravo liberto; arrecadação de bens; leis da Itália; vila de Tubarão;
          José Bertoncini (italiano falecido).
          Museu; exposição.

          Em Tubarão, no sul de Santa Catarina, Francisco, homem negro submetido à escravidão, pediu ao juiz da comarca de Desterro o reconhecimento de sua liberdade, com fundamento nas leis do Reino da Itália. Após a morte de seu senhor, o italiano José Bertoncini, o vice-cônsul José Agostinho Demaria recolheu os bens do falecido e levou Francisco para Desterro. Considerando-o parte do espólio, o vice-cônsul estabeleceu um valor para sua libertação. O juiz, porém, negou o requerimento de Francisco, o que o levou a fugir. Pouco depois, o vice-cônsul encontrou um documento entre os papéis de Bertoncini. O escrito comprovava que Francisco havia sido escravizado, e trazido do continente africano, após a proibição do tráfico, em 1831, o que lhe assegurava o direito à liberdade. Com a nomeação do curador José Delfino dos Santos e a confirmação judicial da ilegalidade de sua situação, Francisco teve finalmente sua liberdade reconhecida.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre
          Requerimento de Felisberto Bonassis
          BR SC TJSC TRPOA-21205 · Processo · 1884
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          Felisberto Bonnassis (autor);
          Eugênia, (parda tutelada).

          Autor discute a tutela de Eugênia; autor era proprietário de loja de alfaiate na Rua do Senado, esquina com a Rua Trajano; Desterro; Rua do Senado; Rua Trajano; Desterro; Freguesia do Ribeirão; registro de “livro de matrícula de filhos de escravos” na folha digital n. 19.

          Affonso de Albuquerque Mello;
          Carlos V, antigo proprietário de Domingas;
          Domingas, escrava forra, mãe de Eugênia;
          Felisberto Elysio Montenegro, juiz;
          Gama d’Eça, tutor e tenente coronel;
          Gustavo Richard, tutor;
          José de Miranda Santos, escrivão;
          José Henrique de Paiva, advogado;
          José Martin do Nascimento;
          José de Miranda Santos, escrivão;
          Maria Ignácia Dutra.
          Manoel Martins Dutra;
          Rosa Casemira Vianna;
          Ricardo Joaquim da Silva Paranhos, escrivão.

          Tribunal da Relação de Porto Alegre