Escravidão

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          Petição de tutela de Joaquim Fernandes Capella
          BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
          Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
          Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

          Resumo:
          Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

          Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

          No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

          Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

          Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

          Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

          Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

          Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

          Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

          Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

          Atuaram no processo:
          administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
          avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
          avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          signatário Antonio Schneider;
          signatário José Marcellino da Silva;

          Localidades relevantes:
          rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
          petição;
          recibos;
          sentença;
          termo de avaliação;
          termo de louvação de avaliadores;
          termo de juramento de curador;
          termo de juramento de tutor;
          testamento.

          Variação de nome:
          Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
          Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

          Petição de Manoel Antonio da Silveira
          BR SC TJSC TRRJ-82905 · Processo · 1867-1868
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição realizada na cidade de São José.

          Partes do processo:
          Maria d’Assumpção do Senhor(?) (falecida);
          Manoel Antonio da Silveira;
          Damazio Antonio de Espindola.

          Resumo: Petição para avaliação de pagamento de direitos da partilha de Maria d’ Assumpção do Senhor, que concede uma quantia em dinheiro para seus herdeiros e divisão de bens para: o preto liberto Francisco de Mattos, Maria de Tal - casada com Damazio Antonio de Espindola - e sua filha Leonicida e Manoel Antonio da Silveira. Tais bens são terras, utensílios domésticos, mobília e casa.

          Atuaram no processo:
          escrivão Manoel Ferreira de Costa;
          juiz José Silveira de Souza Fagundes;
          juiz José Francisco Barroso;

          Localidades relevantes:
          Serra dos Cavalos;
          Freguesia da Enseada de Brito.

          Petição de Bernardino Antonio da Silva e Sá
          BR SC TJSC TRRJ-30508 · Processo · 1862
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição realizada em Lages, na Comarca de Lages.

          Partes do processo:
          Bernardino Antonio da Silva e Sá (autor);
          Eleutério (réu);
          Policarpo Francisco (proprietário de Eleutério).

          Resumo: Autuação de petição feita pelo major Bernardino Antonio da Silva e Sá, na qual ele requer que sejam feitas perguntas ao réu, Eleutério, escravizado pardo de Policarpo Francisco, morador de São Miguel. As perguntas são feitas para confirmar que a ida de Eleutério atrás de Bernardino e sua tropa não ocorreu por meio de ilusões, enganações ou algo do tipo. Eleutério então afirma que o motivo de seu motivo para ir a encontro do suplicante de forma a retirar a pele de um animal, a pedido de um fazendeiro das proximidades.

          Atuaram no processo:
          escrivão interino Generoso Pereira dos Anjos;
          signatário Domingos Leite;
          juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos.

          Localidades relevantes:
          villa de Lages;
          freguesia de São Miguel;
          Bom Retiro;
          Canôas.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Auto de perguntas.

          Petição de Arrecadação dos bens de Serafim Fernandes
          BR SC TJSC TRRJ-24811 · Processo · 1847-1853
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição de Arrecadação realizada na Capital, na época conhecida como cidade de Desterro.

          Partes do processo:
          Serafim Fernandez (suplicante);
          Candido Gonçalves d’Oliveira (suplicado).

          Resumo: Petição para arrecadação de bens do ausente/falecido Serafim Fernandez, nele contendo uma morada de casas e uma pessoa escravizada de nome Joaquina, descrita como Africana. Bens esses administrados por seu procurador, Domingos José Alves. O intento por trás da arrecadação do valor da escravizada seria para repassar o valor para a fazenda nacional. É feita a avaliação e a preparação para a arrecadação da escravizada, porém com o procurador suplicante assinando um termo de desistência, sendo posteriormente mencionada uma menor recém-nascida não nomeada, a qual é descrita como ""parda"".

          Atuaram no processo:
          escrivão dos órfãos Jozé Honorio de Souza Medeiros;
          tabelião Francisco de Paula Lacé;
          tabelião João Antonio Lopes Gondim;
          signatário João Alberto Pinto;
          solicitador dos feitos da fazenda nacional Candido Gonçalves d'Oliveira;
          procurador Domingos José Alves;
          procurador Eleutherio Francisco de Souza;
          procurador João de Araujo Boeno;
          procurador fiscal Polidoro d’Amaral e Silva;
          curador dos órfãos e ausentes João Silveira de Souza;
          avaliador Tristão José Moreira;
          avaliador João Maria Sallazar;
          avaliador Joaquim Alvares da Silva;
          avaliador Antonio Luis Cabral;
          avaliador José Porfirio Machado de Araujo;
          juiz municipal Sérgio Lopes Falcão;
          juiz municipal e de órfãos suplente comendador Agostinho Leitão de Almeida;
          juiz doutor Jozé Feliciano de Proenssa.

          Localidades relevantes:
          rua de Iguape
          beco de Iguape;
          Rio Grande do Sul;
          capital do Porto;
          Pernambuco;
          Montevidéo.

          Compõe o processo:
          Petição;
          Procuração;
          Audiencia;
          Louvação aos avaliadores;
          Juramentos aos avaliadores;
          Avaliação de bens;
          Pagamento de fiança;
          Atestado de falsidade na procuração;
          Termo de desistenia;
          Conclusão.

          Petição
          BR SC TJSC TRPOA-31033 · Processo · 1884
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes: José Luís Tibúrcio; Antônio Joaquim da Silva; João Cypriano; escravizado Bernardo.

          Autoridades: escrivão José Luiz Pereira; oficial de justiça Mauricio Ferreira de Mello; juiz Mauricio Ribeiro de Cordova.