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          Arrematação de bens de Vicente Coelho Ramos
          BR SC TJSC TRRJ-69281 · Processo · 1842
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Arrematação de bens realizada em Biguaçu, à época Vila de São Miguel, então sob a Comarca do Norte.

          Partes do processo: Vicente Coelho Ramos (falecido); Celso Coelho de Lemos (testamenteiro, inventariante e depositário).

          Resumo: Os bens pertencentes ao espólio de Vicente Coelho Ramos foram apregoados para quitar dívidas deixadas pelo falecido. Dentre suas posses havia terras e dois escravizados: Eleuterio, descrito como mulato, e José, descrito como escravizado africano, de nação Congo. O escravizado Eleuterio foi arrematado por Policarpo Francisco Regis, e o escravizado José por Salvador Cavalheiro. Contém recibos referentes às compras dos escravizados.

          Localidade: Tijuquinhas; Beira-mar de Tijuquinhas.

          Atuaram no processo:
          Juiz Thomé da Rocha Linhares;
          Juiz João da Silva Ramalho Pereira;
          Escrivão Amancio José Pereira;
          Pregoeiro Hilario José da Silva.

          Variação de nome: Celço Coelho de Lemos.

          Arrematação de Ignacio Jose Moreira
          BR SC TJSC TRRJ-78553 · Processo · 1848
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de arrematação realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquina Roza d’Aguiar (suplicante);
          Ignacio Jose Moreira (falecido).

          Resumo:
          A viúva Joaquina Roza d’Aguiar abriu um processo de arrematação dos bens de seu falecido esposo, Ignacio Jose Moreira. Ela objetivava utilizar o valor dos lances para pagar seus credores, com quem tinha pendentes algumas dívidas que o falecido havia deixado.

          Os bens citados foram animais, utensílios e ferramentas, prataria, vestimentas, louças e objetos de armazenamento (canastras). Constam duas pessoas escravizadas, de nomes Joaquim e Luiza.

          Dois autos de arrematação anteriores foram anexados ao processo, com alguns lançamentos revelados. A ação passou por algumas correições, em que o juiz corregedor declarou a falta de formalidades necessárias, como a declaração de dívida por parte dos credores.

          Atuaram no processo:
          coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          depositário tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          juiz corregedor Joaquim Jose Henriques;
          juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
          juiz municipal primeiro suplente José Joaquim da Cunha Passos;
          juiz municipal segundo suplente Laurentino José da Costa;
          juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
          pregoeiro dos auditórios Jose Antonio de Oliveira;

          Localidades relevantes:
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          autos de arrematação;
          autos de avaliação e arrematação;
          bilhete de praça;
          contas;
          correição;
          edital;
          pregões;
          termo de depósito;
          revalidação;
          sentenças.

          Auto de Arrecadação de Escravizado preso
          BR SC TJSC TRRJ-10764047 · Processo · 1844
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de Arrecadação de Escravizado preso, de nome João, realizado na Vila de Lages.

          Partes do processo: João (arrecadado); Manoel da Silveira Nunes, José Nunes da Silveira, Marciano Nunes da Silveira, Anna Nunes da Silveira, herdeiros de Manoel Nunes da Silveira (receptores);

          Resumo: Neste processo é feita a arrecadação de João, escravizado de "Cachagé" (nação da Costa, com sinal de "Bichigas") que havia fugido de seus senhores, os quais eram herdeiros do falecido Manoel Nunes da Silveira, de Santo Antonio da Patrulha. Ao ser encontrado e preso na Vila de Lages, é dado inicio ao processo de arrecadação de dinheiro através da venda do escravizado, e são contatados os herdeiros proprietários do mesmo, para que o dinheiro arrecadado seja repassado a eles. Contém pregão. Além de João, é mencionado o escravizado Antonio.

          Localidades mencionadas:

          • Vila de Lages;
          • São Francisco de Paula de Cima da Serra;
          • Santo Antonio da Patrulha;
          • Porto Alegre;
          • Rio Grande do Sul.

          Atuaram no processo:

          • Escrivão Generoso Pereira dos Anjos; Escrivão Bernardino Joaquim de Moraes; Escrivão José Joaquim da Cunha Passos; Escrivão João dos Santos Paiva; Escrivão José Barboza Teles;
          • Curador João Vicente Fernandes;
          • Procurador Lauriano José Ramos;
          • Coletor Luis Gonzaga de Almeida
          • Delegado de Polícia Antonio Saturnino de Souza e Oliveira; Militar; Major;
          • Juiz Antonio Caetano Machado; Juiz João Thomaz e Silva; Juiz Antonio Jozé Pereira Lopes;
          • Juiz Corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;

          Variação de nome: São Francisco de Paula de Sima da Serra; Rio Grande de São Pedro do Sul; Província do Sul; Francelisio Adolpho Pereira Guimarães.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Auto de Inventário de Felício José de Fraga
          BR SC TJSC TRRJ-18425 · Processo · 1853-1863
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na villa de São Miguel, na época chamada da Comarca do Norte da Província de Santa Catarina, e no decorrer do processo se chama a Primeira Comarca da Província de Santa Catarina.

          Partes:
          Felicio José de Fraga (inventariado);
          Joaquim da Silva Ramalho Mellado (inventariante).

          Herdeiros:
          Maria Joaquina de Jesus;
          Eufrazia Rosa de Jesus;
          Anna Constantina, herdeira;
          Joaquina (menor);
          Isidora Constantina de Jesus (menor);
          Felicia (menor);
          Perpetua (menor).

          Co-Herdeiros:
          Victorino Antonio;
          Eufrazino da Silva.

          Resumo: Após o falecimento de Felício José de Fragam se é iniciado o auto de inventário, com avaliação e partilha dos bens do mesmo. A esposa do finado já havia falecido anteriormente, com o inventário ficando a cargo de seus testamenteiros; O inventário conta com herdeiros maiores e menores. Entre os bens avaliados constam: utensílios, mobília, ferramentas, ferro, cobre, prata, ouro, "carros", canoas, engenhos de mandioca; engenhos de cana; engenhos de farinha; animais, arma de fogo, roças, terras, sítio, dividas ativas e passivas, além de múltiplas pessoas escravizadas.

          São citadas 17 pessoas escravizadas, de nomes: Cressencia, descrita como parda; Adão, Anna, Antonio, Candido, Custódia, Eva, Francisca, Gracianna, Joaquina, Jozé, Justina, Luiza, Maria, Rufino e Theodoro, todos descritos como "crioulos"; e João, descrito como originário de nação Monjollo.

          O processo segue com a realização da avaliação e partilha dos bens, havendo o pagamento e cobrança de dívidas e aos agentes da justiça. Posteriormente são anexados diferentes processos, entre os quais incluem um "Alvará de licença para casamento"; "Autos de apreensão e arrecadação" dos bens do falecido; "Autos de suspeição" instituído ao juiz por conflitos referentes a herança, sendo este seguido por um abitramento; Sendo ao fim seguido por um "Auto de justificação" requerido pelo procurador Joaquim José Dias de Siqueira, alegando irregularidades referentes ao processo de inventário dos bens do falecido Felício. Todos os autos são dados como conclusos, com as custas sendo devidamente pagas.

          Atuaram no processo:
          escrivão Amancio José Ferreira;
          escrivão João José Vieira N.;
          escrivão interino João Francisco Regis;
          escrivão interino Luiz Antonio Gomes;
          escrivão eclesiástico João Luiz do Livramento;
          tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
          tabelião José Manoel de Araújo Roslindo;
          signatário Francisco Gonçalves da Luz;
          signatário Joaquim Silvanio Pereira;
          signatário Domingos Dias da Silveira;
          primeiro testamenteiro Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
          segundo testamenteiro Alexandre José Varella;
          terceiro testamenteiro Vicente Rodrigues Pereira;
          tutor Albano Luiz de Souza;
          curador João Antonio Guimarães;
          curador doutor José Maria do Valle Junior;
          avaliador João de Deos da Silva;
          avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
          partidor Manoel Joaquim da Costa Junior;
          partidor Jacintho José Pacheco dos Santos;
          vigário Joaquim Serrano;
          oficial de justiça Paulino Jozé de Mello;
          procurador Joaquim José Dias de Siqueira;
          procurador Jozé Severiano da Silva;
          procurador Luiz Antonio Gomes;
          procurador Salvador Cavalheiro;
          procurador advogado Manoel do Nascimento Ramos;
          coletor de rendas Antonio Carlos de Carvalho;
          juiz Joaquim da Rocha Linhares;
          juiz doutor Sergio Lopes Falcão;
          juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
          juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
          juiz de órfãos terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
          juiz arbitro Candido Machado Severino;
          juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler.

          Localidades mencionadas:
          São Miguel (atualmente parte da cidade de Biguaçu);
          Desterro;
          Tijuca Grande;
          Tijuquinhas;
          Praia Grande;
          Porto Bello;
          freguesia de Penha;
          "fazenda do Jordão".

          Compõem o processo:
          Traslado de testamento;
          Relação de herdeiros;
          Juramento ao curador;
          Termo de responsabilidade;
          Termo de louvação dos avaliadores;
          Juramento aos avaliadores;
          Custas, despesas e dívidas;
          Recibos;
          Declarações;
          Juramento;
          Auto de partilha;
          Exordia de partilha;
          Pagamentos;
          Tutela;
          Alvará de licença para casamento;
          Autos de apreensão e arrecadação;
          Autos de "suspeição";
          Arbitramento;
          Termo de desistencia;
          Procuração;
          Autos de justificação.
          Testemunhos.

          Variação de nome:
          escravizada Faustina (crioula);
          escravizado Rofino (crioulo);
          localidade Tyjucas Grandes;
          localidade Tyjuquinhas:
          localidade "Retiro do Jordão";

          Autos crime da agregada Maria
          BR SC TJSC TRRJ-29346 · Processo · 1845-1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          A Justiça (autora);
          Maria (vítima);
          Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja (réu);
          Candido Dazio Machado (réu);
          Anastacio de Tal (réu).

          Resumo:
          Este processo se inicia com o homicídio de Maria, mulher indígena descrita na ação como “catequizada”, por ter sido agregada do padre João Vicente Fernandes. O termo “agregado” remonta a um tipo de registro utilizado no Brasil escravista para definir pessoas que, apesar de juridicamente livres, tinham suas vivências marcadas pela condição colonial de trabalho nas terras de senhores.

          No auto de corpo de delito, é revelado que seu corpo foi encontrado no fundo de um itaimbé (morro alto), com marcas de perdigoto (chumbo utilizado em armas de caça) e sangue, que também estava no topo do morro. Só foi possível identificá-la pelo vestido azul listrado que ela usava, e roupas que estavam espalhadas no local do crime.

          Em depoimentos, um homem escravizado de nome Luiz é citado; ele desceu o itaimbé para examinar o porquê de algumas aves estarem sobrevoando a área, e foi o primeiro a se deparar com o cadáver de Maria. De acordo com as testemunhas, Maria teria fugido da vila com dois homens escravizados, durante uma comitiva militar sob comando de Joaquim Fernandes, que ia em direção a Porto Alegre. Além disso, é mencionado que a vítima se comunicava e mantinha redes de relações com outros indivíduos escravizados, trabalhando na cozinha e distribuindo comida para pessoas que, de acordo com a descrição, “estavam no mato” — dentre estas, os chamados Munderé, Francisco (descrito como “de Nação”) e Joze.

          Ainda durante inquirição, uma testemunha alega que os homens Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja, Candido Dazio Machado e Anastacio de Tal ofenderam Maria, e que alguns dias depois afirmaram ir até o Passo do Constante — local do crime — para “irem atrás de uma égua”. Após esse depoimento, foi anexado um auto de queixa crime em que os citados tornaram-se réus.

          Dentro da queixa crime anexada, é afirmado que os réus seduziram Maria, Joze e Francisco, para irem a campos estranhos em suas companhias — contrariando a versão de que eles teriam fugido. Os autores queixaram-se do furto e ocultamento das pessoas escravizadas, afirmando que sabiam, por ouvir dizer, que os réus foram vistos levando dois homens negros à freguesia de Vacaria a cavalo, já sem a presença da vítima, para vendê-los.

          14 anos após o início do processo, o escravizado Joze voltou à vila de Lages e afirmou que esteve em poder do réu Joaquim Azambuja durante esse período. É revelado que Maria conseguiu fugir do furto e, para não serem delatados pelo crime, os réus a mataram. Com isso, os agravantes levaram à pronúncia dos suplicados. Os últimos documentos do processo revelam a nomeação do réu Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja ao cargo da escrivania eclesiástica. Portanto, a ação termina de modo inconclusivo e sem sentença sobre os crimes cometidos por ele.

          Atuaram no processo:
          curador geral reverendo João Vicente Fernandes;
          delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão Affonso de Araujo e Silva;
          escrivão Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
          escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão e promotor público Antonio Ricken de Amorim;
          escrivão e tabelião Constancio Xavier de Souza;
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          inspetor do quarteirão Tiburcio Pinto Carneiro;
          juiz de paz Joaquim Rodrigues de Oliveira;
          juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
          juiz municipal capitão José Marcelino Alvez de Sá;
          juiz municipal suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
          oficial de justiça Gregorio Antonio;
          padre Juliano de Faria Lobato;
          procurador Ignacio Coelho d’Avila;
          procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
          promotor público João Francisco de Souza;
          promotor público Roberto Sanford;
          signatário Joaquim Dias de Moraes;
          tenente Anastacio Gonçalves de Araujo;
          tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          tenente Manoel Firmanno.

          Localidades relevantes:
          Capirú;
          cidade de Porto Alegre;
          Cima da Serra;
          freguesia de Vacaria;
          passo da Guarda;
          passo de Pelotas;
          passo de Santa Vitória;
          passo do Constante;
          Potreiro;
          quarteirão de Pelotinhas;
          rio Lava-Tudo;
          vila de Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Passo Fundo (atual município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul).
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          agravo;
          auto de corpo de delito direto;
          auto de queixa crime;
          carta precatória;
          citação;
          contas;
          diligência;
          inquirições;
          libelo crime acusatório;
          mandado de captura;
          notificações;
          procuração;
          pronúncia;
          termo de declaração;
          termo de desistência;
          termos de juramento.

          Variação de nome:
          Monderé;
          Sima da Serra;
          Rio Lavatudo.

          Autos crime de Floriano Joze Cardenas
          BR SC TJSC TRRJ-29003 · Processo · 1844 - 1861
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes de queixa realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Floriano Joze Cardenas (queixoso);
          Daniel Schutel (réu).

          Resumo:
          Floriano Joze Cardenas abre um processo para queixar-se de alguns danos e prejuízos causados a sua propriedade. Ele aponta Daniel Schutel, estrangeiro norte americano, como um dos culpados pelo crime; o delito ocorreu enquanto o queixoso estava em viagem para a província do sul e, quando voltou a Lages, se deparou com o arrombamento de sua loja e o furto de alguns objetos.

          Em depoimento, o réu afirma que cometeu o ato a mando de Felisberto Olimpio Caldeira e Manoel Joze de Andrade Pereira, sendo acompanhado por eles até a loja do queixoso. No local, os culpados retiraram um balcão, tábuas e uma porta. Mais tarde, Luiz Gonzaga d’Almeida e um homem escravizado não nomeado são apontados como cúmplices.

          O local passou por auto de corpo de delito, em que os peritos constataram a falta de portas, portaladas, janelas, tábuas, forros e armações da venda. O processo contou com testemunhas, que confirmaram o fato; eles afirmam que o réu os contou pessoalmente que havia retirado os objetos da casa. Ao decorrer da ação, o delegado se coloca como suspeito no caso, por ser próximo de uma das partes do processo, e com isso ela é passada para o seu suplente.

          A queixa é julgada improcedente pelo delegado suplente, por falta de provas. Mais tarde, o juiz da correição afirma que o responsável pelo formador da culpa foi errôneo ao tentar reconhecer se o réu agiu com má fé ou conhecimento do mal, declarando que essa decisão não era de sua alçada. Além disso, o corregedor requer que se proceda a ação com formalidade e inquirição de testemunhas, multando o formador da sentença inicial. O processo é finalizado com pedido de pagamento do selo para a coletoria das rendas provinciais.

          Atuaram no processo:
          coletor e delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          delegado primeiro suplente Antonio Caetano Machado;
          escrivão da coletoria Estacio Borges da Silva Mattos;
          escrivão do cível Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          juiz de direito em correição Joaquim Jose Henriques;
          juiz municipal José Nicolau Pereira;
          perito Joaquim Dias de Moraes;
          perito Mariano Cardoso Monteiro;
          procurador capitão Hipolito Machado Dias;
          procurador Miguel Ferreira Braga;
          signatário Joze Fabiano de Campos.

          Localidades relevantes:
          América do Norte;
          pátio da matriz;
          província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina)
          vila de Mancefield.

          Compõem o processo:
          auto de corpo de delito direto;
          auto de qualificação;
          contas;
          correição;
          inquisição;
          petição;
          procuração;
          réplica;
          sentença;
          termo de declaração;
          termos de juramento;
          testemunhas.

          Variação de nome:
          vila de Mansfield.

          Autos Crimes de João Teixeira Gonsalves e outros
          BR SC TJSC TRRJ-28983 · Processo · 1845
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes realizado na vila de Lages, na época sob a Comarca do Norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          A Justiça (autora);
          João Teixeira Gonsalves (réu);
          Manoel Teixeira Gonsalves (réu);
          Serafim Joze da Silva (réu).

          Resumo:
          Este processo se inicia com mandado para escolta de uma comitiva que estava indo em direção à província de São Paulo. Nela, estavam presentes os réus citados João Teixeira Gonsalves, Manoel Teixeira Gonsalves e Serafim Joze da Silva. A comitiva havia roubado três pessoas escravizadas – João, descrito como de nação Angola; e Roza e Luiz, descritos como “de nação” (africanos) – de Porto Alegre e fugido com mulheres e crianças. Eles estavam escondidos em um lugar denominado Curisco no momento da escolta e, de acordo com a justiça, pretendiam vender as pessoas roubadas quando chegassem ao destino. O processo contou com testemunhas. Durante a inquirição há depoimentos que se contradizem na questão de roubo ou não das pessoas escravizadas, e um dos suplicados afirma que eles eram libertos. Além disso, os escravizados afirmaram que os réus apresentaram uma nova proposta de trabalho para eles, sem seus senhores por perto, e que viram-se seduzidos pela sugestão. Ao decorrer do processo, é analisado que o crime de furto e sedução contou com circunstâncias agravantes, por ter sido premeditado. Com isso, os suplicados foram pronunciados ao Tribunal do Júri. Por unanimidade, foi determinado que houve furto das três pessoas, assim como o fato de que elas não eram libertas e foram manipuladas a estarem presentes na comitiva para São Paulo. Com isso, o juiz condena os réus à prisão com trabalho e a pagarem as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          chefe de polícia Manoel José de Freitas Travassos;
          defensor e signatário Amancio José Ferreira;
          delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão da delegacia Francisco Jose Pereira da Costa Medeiros;
          escrivão dos órfãos Generoso Pereira dos Anjos
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          inspetor do quarteirão Francisco Antonio das Neves;
          juiz municipal coronel Jeronimo Coelho Nilto;
          juiz municipal primeiro suplente alferes João Thomaz e Silva;
          juiz municipal Antonio Caetano Machado;
          promotor público Jacintho Jose Pacheco de Santos;
          signatário alferes Matheus Jose de Sousa;
          signatário Guilherme Ricken.

          Localidades relevantes:
          comarca do norte;
          Curisco;
          freguesia de Vacaria (atual município de Vacaria, Rio Grande do Sul);
          Porto Alegre;
          província de São Paulo (atual estado de São Paulo e parte do estado do Paraná);
          quarteirão dos Coritibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de qualificação;
          carta citatória;
          contas;
          inquirição de testemunhas;
          libelo crime acusatório;
          ofício;
          passaporte;
          pronúncia;
          sentença;
          termo de declaração;
          termo de juramento.

          Autos de Arrematação de Anna Ignacio Constantina
          BR SC TJSC TRRJ-86466 · Processo · 1839
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de arrematação realizados na Villa de São Miguel, Comarca do Norte.

          Partes do Processo:
          Anna Ignacia Constantina (autor);
          Simão Alves (suplicado)

          Resumo: Processo de arrematação de dois escravizados de nomes Joaquim e Manoel, ambos de nação Moçambique, por requerimento de Anna Joaquina Constancia, com a justificativa de realizar o pagamento de dívidas que deixou seu falecido marido, Simão Alves. É então feita diferentes praças para a venda dos escravizados e uma citação de alguns bens já vendidos para o pagamento das ditas dívidas.

          Atuaram no Processo:
          escrivão de orfãos e procurador Amancio José Ferreira;
          pregoeiro Antonio Machado Severino;
          pregoeiro Mario José da Silva;
          pregoeiro dos auditorios Ilario José da Silva;
          juiz dos orfãos José Joaquim Dias.

          Localidades Relevantes:
          Villa de São Miguel;
          Povoação dos Ganxos;
          Tijucas;

          Compõem o Processo:
          Auto de praça;
          Termo de arrematação;

          Variação de Nome:
          autora Anna Joaquina Constantina;

          Autos de Entrega de Bens de Joaquina Rosa d’Aguiar
          BR SC TJSC TRRJ-79781 · Processo · 1847 - 1869
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de entrega de bens realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquina Rosa d’Aguiar (suplicante);
          Ignácio José Moreira (falecido);
          Americo Ribeiro Gomes (credor suplicado);
          Caldeira de Mello (credor suplicado);
          Flambiano Feliz da Silva (credor suplicado);
          Joaquim Henriques de Oliveira (credor suplicado);
          Joaquim José Ribeiro do Amaral (credor suplicado);
          João Antonio Pereira Alves (credor suplicado);
          João Moreira (credor suplicado);
          João Xavier Neves (credor suplicado);
          José Neckel (credor suplicado);
          Jorge Trueter (credor suplicado);
          Lourenço Walterich (credor suplicado);
          Manoel José Teixeira (credor suplicado).

          Resumo:
          Joaquina Rosa d’Aguiar dá início ao processo de entrega de bens após o falecimento de seu marido, Ignácio José Moreira, na província do Sul. A ação foi aberta a fim de saldar dívidas deixadas pelo finado, em que a suplicante afirma a impossibilidade de liquidar os bens, por sua situação de desamparo financeiro. Com isso, é solicitado que todo o patrimônio fosse depositado e que o produto fosse repartido por rateio entre os credores notificados.

          Uma relação de bens é anexada, em que constam uma morada de casa e animais; além disso, são incluídas no documento duas pessoas escravizadas, de nome Joaquim e Luiza, descritas como idosas. Parte dos bens encontrava-se localizada em Cruz Alta, fazendo-se necessário passar carta precatória para o envio destes à vila de Lages. Ao decorrer do processo, os credores anexaram comprovante das dívidas que o finado deixou pendente, assim como alguns títulos de créditos assinados por ele.

          Durante a ação, é revelado que o falecido teria sido vítima de um homicídio com autoria de Felicidade, mulher escravizada. São anexados autos cíveis de arrecadação de ausentes, em que os bens do falecido, localizados em Cruz Alta, foram arrolados. Dentre o patrimônio, constam animais, quantias em ouro, uma pistola de pedra, patacões (moedas de 960 réis), vestimentas e equipamentos de montaria; além disso, é citado um homem escravizado de nome Manoel, designado como crioulo. Felicidade, descrita como preta, também foi incluída na relação e, como estava presa pelo ocorrido, sua incorporação na arrecadação foi requerida por meio de mandado.

          Um traslado que continha autos de justificação é anexado, em que é justificante Flambiano Feliz da Silva e justificada a herança do finado Ignácio. Nele, é revelado que o suplicante requereu um procurador para representar Felicidade, citada neste documento como sendo de sua posse, e não do falecido. Flambiano afirma que essa representação seria necessária para defendê-lá da cumplicidade do crime cometido contra o falecido, em que Manoel, descrito como indígena, é apontado como principal culpado pelos ferimentos. Além disso, o suplicante e as testemunhas dos autos afirmam que alguns bens incluídos na relação, como uma mula e uma pistola de pedra, foram somente emprestados para o falecido.

          A justificação de Flambiano foi aceita e, com isso, os bens e as pessoas escravizadas de sua posse foram retirados do espólio do falecido. A partir desse momento, são anexados os títulos de crédito necessários para a avaliação das pendências, dando-se início aos editais para a repartição do patrimônio e pagamento aos credores. Com o produto da arrematação, uma quantia em reposição e o restante abatido das despesas do processo, os credores foram pagos por rateio, com igualdade de divisão. O processo foi concluído e julgado por sentença, em que a divisão é tida como procedente pelo juiz.

          Atuaram no processo:
          avaliador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
          avaliador Claudiano de Oliveira Rosa;
          delegado e juiz de órfãos Antônio Gomes Pinheiro Machado;
          depositário Joaquim Floriano de Toledo Junior;
          depositário e procurador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão do juízo de paz João Faustino de Oliveira;
          escrivão do juízo geral e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          escrivão do juízo municipal Manoel Lucas Annes;
          escrivão Jozé Clemente da Silva;
          escrivão vitalício de órfãos Francisco Teixeira de Almeida;
          juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
          oficial de Justiça Diniz Dias;
          oficial de justiça Gregorio Antonio;
          partidor Antonio Ricken do Amorim;
          partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
          procurador Constancio de Souza;
          procurador e signatário Jorge Trueter;
          procurador tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          signatário Domingos Leite;
          signatário Generoso Pereira dos Anjos;
          signatário João da Silva Ribeiro;
          signatário João Francisco de Souza;
          signatário Luis Jose de Oliveira Franco;
          signatário Manoel Caetano do Amaral;
          subdelegado de justiça Manoel de Azevedo Penna.

          Localidades relevantes:
          aldeia de Viamão (atual município de Viamão, Rio Grande do Sul);
          aldeia dos Anjos (atual município de Gravataí, Rio Grande do Sul);
          colônia de São Pedro de Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
          comarca do norte;
          distrito de Botucarahy (atual cerro do Botucaraí, localizado no município de Candelária, Rio Grande do Sul);
          fazenda do Capão Bonito (atual município de Capão Bonito, São Paulo);
          província de São Paulo (atuais estados do Paraná e São Paulo);
          província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila do Espírito Santo da Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Paranaguá (atual município de Paranaguá, Paraná);
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          arrolamento de bens;
          auto de deprecado;
          autos cíveis de arrecadação de ausentes;
          autos de justificação cível;
          avaliações;
          bilhetes de praça;
          carta de edictos;
          carta precatória;
          contas;
          correição;
          editais;
          mandado;
          petições;
          procurações;
          recibos;
          sentença;
          termo de entrega;
          termo de levantamento;
          termos de declaração;
          termos de depósito;
          termos de juramento;
          títulos de crédito;
          traslado de autos de justificação;
          traslado de edital.

          Variação de nome:
          Flabiano Feliz da Silva;
          José Nekell (credor suplicado);
          distrito de Butucarahi.