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              Inventário de Maria Angelica dos Santos
              BR SC TJSC TRRJ-30719 · Processo · 1859-1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Maria Angelica dos Santos (falecida);
              Caetano Antonio Teixeira Couto (inventariante).

              Herdeiros:
              Antonio Caetano de Oliveira;
              Anna do Nascimento;
              Caetano Antonio de Oliveira;
              Francisco Caetano de Oliveira;
              Generozo Caetano de Oliveira;
              João Caetano de Oliveira (ausente);
              Joaquim Antonio de Oliveira;
              Jose Catenado de Oliveira;
              Libino José dos Santos (co-herdeiro);
              Manoel Antonio de Oliveira;
              Maria Caetana;
              Maria das Dôres (ausente e falecida);
              Miguel Antonio de Oliveira.

              Resumo:
              Caetano Antonio Teixeira Couto abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Maria Angelica dos Santos. Como a finada deixou um herdeiro menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador.

              Foi revelado que o herdeiro Francisco Caetano de Oliveira estava ausente da vila de Lages, residindo na vila do Príncipe (província do Paraná), sendo representado ao decorrer do processo por seu pai, Caetano. Os bens avaliados foram animais, utensílios de cozinha, ferramentas, jóias, um rosário, itens de montaria, casas, uma casa de olaria, terras e invernadas. Além disso, o inventariante declarou que o casal possuía dívidas passivas.

              Nesta ação, foram citadas 23 pessoas escravizadas, dos nomes: Manoel, descrito como de nação (africano); Albino, Clemente, Benedito, Manoel, Joaquim, Higino, Benedita, Francisca, Sebastiana, Joanna, Clara, Catharina, Veneranda, Mari, Roza, Severo, Rogerio, Româna, Benedito e Furtunato, descritos como crioulos; Maria Antonia, descrita como mulata e crioula; e Maria, na qual não teve sua etnia especificada e foi designada como não sendo “sadia”.

              Mais tarde, foi revelado que a herdeira Maria das Dôres havia falecido; a finada era moradora de Sorocaba, província de São Paulo. Em testamento anexado, em que é testamenteiro Francisco Gonçalves de Oliveira Machado, Maria fez seus últimos pedidos em vida, requerendo que uma quantia de dinheiro fosse repartida entre os “pobres” da cidade, da mesma forma com que deixou esmola para a Igreja de Santa Clara.

              Caetano declarou possuir mais terras na província do Paraná, em que foi requerido a abertura de uma carta precatória para proceder à avaliação. Os bens foram repartidos em igualdade e o juiz julgou a ação por sentença, em que requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata pelos herdeiros.

              Atuaram no processo:
              avaliador Clementino Alves da Assumpção e Rocha;
              avaliador Diogo Teixeira Nunes;
              curador alferes Antonio Ricken de Amorim;
              escrivão ajudante do juízo municipal e ouvidoria da capela e resíduos tenente coronel Joaquim Pereira de Castro Vasconcellos;
              escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
              juiz de órfãos José Nicolau Pereira dos Santos;
              juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
              juiz municipal João Feliciano da Costa Ferreira;
              partidor Antonio Rodrigues Lima;
              partidor capitão José Manoel Leite;
              procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
              procurador e coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
              signatário Anacleto Dias Baptista;
              tabelião Constancio Xavier de Sousa;
              tabelião João Dominique Garcia;
              tabelião Procopio Luis Leitão Freire.

              Localidades relevantes:
              Boa Vista;
              cidade de Curitiba;
              comarca de São José;
              Fazenda do Butiá;
              Guarda Mor;
              Palmeira;
              Papagaios;
              povoação dos Curitibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
              província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
              província do Paraná (atual estado do Paraná);
              Sorocaba;
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
              vila do Principe (atual município da Lapa, Paraná).

              Compõem o processo:
              alimpação da partilha;
              auto de partilha;
              avaliação dos bens;
              contas;
              correições;
              petição;
              procurações;
              sentenças;
              termo de louvação;
              termo de substabelecimento;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              traslado de testamento.

              Variação de nome:
              comarca de Lages;
              Maria das Dores Teixeira dos Santos.

              Inventário de Antonio do Amaral Gurgel
              BR SC TJSC TRRJ-31513 · Processo · 1861-1864
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Partes do Processo:
              Antônia do Amaral Grugel (inventariado);
              Manoel do Amaral Grugel (inventariante);Inventário realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Antonio do Amaral Gurgel (falecido);
              Manoel do Amaral Gurgel (inventariante, herdeiro instituído e testamenteiro).

              Resumo:
              Manoel do Amaral Grugel abriu um processo de inventário pelos bens de seu finado irmão, Antonio do Amaral Gurgel. Junto à ação, foi anexado o traslado de testamento do falecido, em que são descritos seus últimos desejos em vida; entre eles, está a doação de uma quantia em dinheiro para alfaias da Igreja Matriz e o Hospital da Caridade “da capital” (neste caso, referenciando o Hospital da Caridade no centro de Florianópolis). Além disso, o finado separou seus bens entre diferentes legatários e declarou suas dívidas.

              Ao decorrer do testamento, Antonio requereu a alforria de 12 pessoas escravizadas: Joanna e seus filhos, de nomes Paulo e João; Albina; Rita, Francisco, Luisa, Pascoa e Aninha, designados como mulatos; Roberto, João Moçambique e Auto. Foi requerido que João, Albina, Roberto, Auto, Luisa Pascoa e Aninha estivessem a “serviço” dos legatários por um período de tempo até serem alforriados.

              Os bens avaliados foram animais, mobília, ferramentas, um par de canastras, casas, uma casa com moinho de trigo, terras e parte de terras chamadas de “campos da Fazenda Cruz de Malta”. Nesta ação, além das pessoas escravizadas mencionadas nos testamentos e alforrias, são citadas: João, Salvador, Joaquim, Emiliana, Luciano, Anna, Galdino, Maria, Anna e Maria, sem descrição; e Antonio e Dorval, designados como mulatos.

              Durante a partilha, parte dos bens foi separada para o pagamento da Fazenda Nacional aos legatários. A ação foi julgada por sentença, em que foram consideradas pagas as custas do processo pelo inventariante. Por via de petição, Manoel afirma que ele deveria ficar isento de pagar a décima parte dos serviços das pessoas escravizadas alforriadas condicionalmente, requerendo que o agente das rendas abata esse valor; o pedido do suplicante foi aceito.

              Mais tarde, foram aplicadas taxas às heranças e legados. Além disso, foram adjudicados os bens separados para o pagamento da décima da herança para Manoel.

              Atuaram no processo:
              agente das rendas provinciais Diogo Teixeira Nunes;
              avaliador Antonio Jose Candido;
              avaliador e procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
              coletor das rendas gerais e signatário major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
              escrivão de órfãos interino Generoso Pereira dos Anjos;
              escrivão de órfãos interino Theodorico José Corrêa;
              juiz municipal provedor de capelas servidas e órfãos José Nicolau Pereira dos Santos;
              partidor João de Castro Nunes;
              partidor Modesto Ferreira de Araújo;
              tabelião interino e promotor Antonio Ricken de Amorim.

              Localidades relevantes:
              cidade da capital;
              cidade de Lages;
              comarca de São José;
              fazenda da Cruz da Malta;
              freguesia de Palmeira;
              praça da Matriz;
              província do Paraná;
              rio Amola Faca;
              rua Direita;
              rua da Matriz;
              segunda comarca.

              Compõem o processo:
              auto de alimpação de partilha;
              auto de partilha;
              contas;
              correições;
              petições;
              procuração;
              recibos;
              sentenças;
              taxa de heranças e legados;
              termo de louvação;
              termo de quitação;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              traslado de testamento.

              Variação de nome:
              Antonio do Amaral Grugel;
              comarca de Lages;
              Manoel do Amaral Grugel;
              vila de Lages.