Partilha de Bens

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              Inventário de Joaquim Silveira de Souza
              BR SC TJSC TRRJ-8850 · Processo · 1857-1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Maria Rosa de Jesus (inventariante);
              Joaquim Silveira de Souza (falecido).

              Herdeiros:
              Aniceta Roza de Jesus;
              Anna Roza de Jesus;
              Antônio Silveira de Souza;
              Constância Roza de Jesus;
              João Silveira de Souza;
              Joaquim Silveira de Souza;
              Manoel Silveira de Souza;
              Maria Roza de Jesus.

              Resumo:
              Maria Rosa de Jesus abre um inventário para os bens de Joaquim Silveira de Souza, seu falecido marido. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo de órfãos.

              Os bens avaliados foram caixas, mobília, animais, casas e terrenos. Ainda no arrolamento, foram citadas cinco pessoas escravizadas: Joaquim, descrito como “de nação” (advindo de África); e Petronilha, Eva, Ignacia e Martinho, descritos como crioulos.

              Após avaliação, foi realizada a partilha do patrimônio e a separação de uma parte dos bens para o pagamento das dívidas passivas. O juiz julga o processo por sentença, em que requer a quitação das custas de maneira pro rata e a notificação de um parente próximo para servir de tutor dos filhos.

              Mais tarde, a inventariante abre petição para praticar seu direito de ser tutora dos filhos. Para tal função ser aprovada, a suplicante prestou juramento e renunciou ao chamado “benefício veleano”, que impedia a tutoria de mulheres viúvas a seus herdeiros.

              Durante o primeiro auto de tomada de contas, é revelado que o herdeiro João havia falecido. Os bens que pertenciam à sua legítima parte foram adjudicados; Eva, que fazia parte da herança, foi arrematada em praça pública, e o valor final da transação foi guardado no cofre.

              O processo é concluído com pedidos de licença para casamento dos herdeiros, recolhimento de algumas quantias do cofre e, por fim, um novo auto de tomada de contas.

              Atuaram no processo:
              avaliador e curador Antônio Gonçalves Franco;
              avaliador Francisco Silveira Dutra;
              avaliador João Joze Roza;
              avaliador João Victorino da Silveira;
              coletor Antônio Carlos de Carvalho;
              curador José Maria do Valle Júnior;
              escrivão ajudante do auditório eclesiástico João Luis do Livramento;
              escrivão dos órfãos João Francisco Régis;
              juiz Augusto Elisio de Castro Fonseca;
              juiz de órfãos primeiro suplente Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
              juiz de órfãos quarto suplente e partidor João Machado Santiago;
              juiz Sérgio Lopes Falcão;
              partidor Manoel Luis Cordeiro;
              presbítero secular Manoel Amâncio Barreto.

              Localidades relevantes:
              comarca da capital;
              rio Biguassú;
              travessão geral;
              vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de partilha;
              auto de praça e arrematação;
              auto de tomada de contas;
              certidão de óbito;
              contas;
              petições;
              recibos;
              sentenças;
              termo de avaliação;
              termos de juramento;
              termos de louvação.

              Variação de nome:
              comarca de São José.

              Inventário de Joaquim José de Fraga
              BR SC TJSC TRRJ-52708 · Processo · 1848 - 1854
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Autos de inventário realizados na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Anna Bernarda de Moura (inventariante);
              Joaquim José de Fraga (falecido).

              Herdeiros:
              Antonio da Costa (co-herdeiro);
              Emerenciana Rosa;
              João Machado (co-herdeiro);
              José de Fraga;
              José d’Oliveira (co-herdeiro);
              Liocadia;
              Maria;
              Manoel de Fraga;
              Marianna (ausente);
              Miguel Joaquim de Fraga.

              Resumo:
              Neste processo, Anna Bernarda de Moura, esposa do falecido Joaquim José de Fraga, foi notificada para comparecer ao juízo da vila de São José e prestar seu juramento como inventariante. Como o finado deixou uma herdeira ausente, a ação contou com a nomeação de um curador para representá-la.

              Dentre os bens avaliados, haviam utensílios de cobre e ferro, uma arma de fogo, ferramentas, mobília, uma canoa, terras, casas e um engenho de farinha. Constam também dívidas passivas deixadas pelo finado. Após avaliado, o patrimônio passou por uma partilha entre os herdeiros e pagamento aos credores. O juiz julga o processo por sentença, requerendo que as custas sejam pagas de maneira pro rata.

              Atuaram no processo:
              avaliador Antonio Pereira da Silva;
              avaliador Ignacio Joze da Silva;
              curador dos ausentes Manoel de Freitas Sampaio;
              escrivão de órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
              juiz dos órfãos suplente João Francisco de Souza;
              partidor Duarte Vieira da Cunha;
              partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros.

              Localidades relevantes:
              comarca do sul;
              freguesia da Enseada do Brito (atual bairro de Enseada do Brito, Palhoça);
              Maciambú Pequeno;
              vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de partilha;
              contas;
              correição;
              descrição e avaliação dos bens;
              sentença;
              termos de juramento.

              Inventário de Joaquim José Coelho
              BR SC TJSC TRRJ-25186 · Processo · 1851-1852
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Joaquim José Coelho (inventariado);
              Manoel Antônio Coelho (inventariante e herdeiro).

              Herdeiros:
              Alexandre José Coelho;
              Alexandra Rosa;
              Anna Francisca Coelho;
              Anna Maria d’Jesus;
              Bernardina Rosa d’Jesus;
              Francisca Rosa d’Jesus;
              Joaquim José Coelho;
              José Antonio Coelho;
              Luiza Rosa;
              Luiza Rosa;
              Manoel José Coelho;
              Maria Francisca Soares;
              Maria Joaquina;
              Maria Rosa;
              Maria Rosa;
              Miguel José Coelho.

              Resumo:
              Manoel Antônio Coelho iniciou o processo de inventário de seu falecido pai, Joaquim José Coelho. O finado, residente na freguesia da Lagoa, deixou herdeiros e não escreveu testamento.

              Entre os bens inventariados, constam um oratório com imagens, terras, casas, roças, mobília, utensílios de cobre, um engenho de farinha, animais e ferramentas. Foram inseridas no arrolamento 5 pessoas escravizadas: João, de nação Moçambique; Isabel, descrita como “de nação” (vinda de África) e também com a informação de que estaria doente; e José, Joaquim e Rosa, designados como crioulos.

              Durante o processo, o inventariante solicitou a inclusão de Maria (descrita como crioula e “crioulinha"), que estava sendo escravizada pela herdeira Maria Francisca, no arrolamento; esta havia recebido-a de “presente” de seu avô, por via da pia batismal. O suplicante também afirma que abriu o requerimento para que Maria não seja tida como “sonegada” na ação.

              O procurador de Maria Francisca afirma que, como Maria foi doada para ela, não seria necessário incluí-la no inventário. O juiz observa o traslado de doação e, após a assinatura dos demais herdeiros, o pedido do inventariante é tido como sem vigor. Algumas dívidas passivas são declaradas no processo, sendo separada parte do patrimônio para quitá-las.

              A partilha dos bens foi realizada de forma igualitária entre os herdeiros. O juiz declarou o inventário concluído, sentenciando que as custas sejam pagas de maneira pro rata e notificando um parente próximo para servir de tutor dos herdeiros órfãos.

              Atuaram no processo:
              avaliador Manoel Luis da Silveira;
              avaliador José Luiz de Saibro;
              curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
              escrivão José Maria de Souza Medeiros;
              juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
              partidor João Narciso da Silveira;
              partidor Joaquim José Varella;
              procurador Polidoro do Amaral e Silva.

              Localidades relevantes:
              caminho de El-Rei;
              cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
              freguesia da Lagoa;
              Itacoroby (atual bairro Itacorubi, Florianópolis);
              morro da lagoa.

              Compõem o processo:
              auto de inventário;
              auto de partilha;
              contas;
              petições
              procuração;
              recibos;
              sentenças;
              termos de declaração;
              termos de louvação.

              Inventário de Joaquim do Amaral
              BR SC TJSC TRRJ-29919 · Processo · 1846
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na Vila de Lages.

              Partes do processo: Joaquim do Amaral (inventariado); Maria Francisca (inventariada).

              Resumo: Inventário de Joaquim do Amaral com sua esposa, Maria Francisca, sendo a inventariante. São listados os seguintes bens: animais, casa e dividas. Contando com herdeiras menores, o processo apresenta também a nomeação de um tutor para as herdeiras órfãs.

              Localidades mencionadas:

              • Vila de Lages;

              Atuaram no processo:

              • Escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
              • Curador João Vicente Fernandes; Religião; Padre;
              • Coletor de Rendas Luiz Gonzaga de Almeida;
              • Juiz Antonio Caetano Machado;
              • Juiz Corregedor Joaquim José Henriques; Juiz Corregedor José Nicolau Pereira dos Santos;

              Variação de nome: Joaquim Jozé Henriques; Jozé Nicolau Pereira dos Santos.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Inventário de Joaquim de Souza da Costa
              TRRJ-57236 · Processo · 1849-1896
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São José em 1849, na época parte da Segunda Comarca de Samta Catarina.

              Partes do processo:
              Joaquim de Souza da Costa (inventariada);
              Joaquina Rosa de Jesus (inventariante).

              Herdeiros:
              Maria Joaquina;
              Caetano José de Souza;
              Anna;
              Bernardina de Souza;

              Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Joaquina Rosa de Jesus. Feita a titulação dos herdeiros, fez-se a avaliação dos bens, que descreveu: utensílios domésticos, mobília, animais, terras, engenhos, casas e dívidas. Além disso, contém o registro de 8 pessoas escravizadas, de nomes: Manoel designado da nação Banguela; Antonio designado da nação Congo; Pedro e Maria designados da nação Moçambique; José, Vicente, Emerenciana e Mauricia, descritos como crioulos.
              A inventariante assinou termo em que renuncia ao direito veleano, tornando-a hábil para assumir a tutoria de seus filhos menores, assim como a guarda de suas legítimas da partilha. Passados alguns anos, ela presta contas à justiça, fazendo-se a passagem dos bens para os filhos tutelados que alcançaram a maioridade.
              Há o recibo de pagamento a João José de Castro Junior pelo curador da herança Manoel Telesphoro Machado em 1896, referente a outro inventário que envolve alguns destes bens.

              Atuaram no processo:
              avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
              avaliador Florencio Gomes de Coelho;
              curador geral Manoel de Freitas Sampaio;
              escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
              escrivão Daniel do Amaral e Silva;
              juiz corregedor João José d’Andrade Pinto;
              juiz de órfãos João Francisco de Souza;
              juiz Francisco Honorato Cidade;
              juiz Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
              juiz Joaquim Thiago da Fonseca;
              partidor Duarte Vieira da Cunha;
              partidor Joaquim Lourenço de Lima Medeiros;
              coletor João José de Castro Junior;

              Localidades relevantes:
              Vila de São José;
              Capoeiras;
              Passa Vinte;
              Potecas;
              Areias;

              Compõe o processo:
              Recibos;
              Termo de tutoria.
              Partilha de bens;
              Avaliação de bens;
              Tomada de contas;

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Inventário de Joaquim da Rosa Madruga
              BR SC TJSC TRRJ-31071 · Processo · 1850 - 1859
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Autos de inventário realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Joaquim da Rosa Madruga (falecido);
              Maria Jacinta do Amaral (inventariante).

              Herdeiros:
              Anna;
              Bento;
              Candida;
              Cathollica;
              Jose;
              Marcos;
              Maria.

              Resumo:
              Neste processo, a viúva Maria Jacinta do Amaral realizou o inventário de seu falecido esposo, Joaquim da Rosa Madruga. Como o casal tinha somente filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador para os órfãos.

              Os bens inventariados foram terrenos, animais, ferramentas, objetos de prata e ouro, utensílios de cozinha, mobília e roupas de cama. Além dos bens, constam no processo dois homens escravizados, de nomes Francisco (descrito como mulato) e Mathias (africano, descrito como "de nação").

              Os bens de raiz passaram por uma inspeção da Fazenda Pública para verificar sua legitimidade, que foi confirmada. Após avaliados, os bens passaram por um processo de meação para a cabeça do casal, e de partilha para os herdeiros.

              O processo foi julgado por sentença, em que a viúva foi notificada para assinar o termo de tutoria dos herdeiros, abdicar-se do benefício veleiano e para pagar as custas.

              Atuaram no processo:
              avaliador Jose Pereira de Jesus;
              avaliador alferes Henrique Ribeiro de Cordova;
              curador geral dos órfãos Claudiano de Oliveira Rosa;
              escrivão de órfãos Miguel Gonçalves Franco;
              juiz de órfãos Guilherme Ricken;
              partidor Jorge Trueter;
              partidor Mathias Gomes da Silva;
              signatário alferes Jose Joaquim da Cunha Passos;
              signatário major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira.

              Localidades relevantes:
              fazenda dos Três Morrinhos;
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              correição;
              partilha;
              sentença;
              termo de fiança e responsabilidade;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              termo de louvação;
              termo de renúncia ao benefício veleiano;
              termo de tutoria;
              título dos herdeiros.

              Variação de nome:
              Maria Jacintha do Amaral.

              Inventário de João Vieira da Silva
              BR SC TJSC TRRJ-11031 · Processo · 1853-1858
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes:
              João Vieira da Silva (inventariado);
              Anna Ignácia do Sacramento (inventariante).

              Herdeiros:
              Anna Rosa do Sacramento;
              Blucênia Rosa do Sacramento;
              Custodio de Souza Baptista (co-herdeiro);
              Feliciano Vieira da Silva;
              José Vieira da Silva;
              Manoel Vieira da Silva;
              Marcelina Rosa do Sacramento;
              Maria Rosa do Sacramento.

              Resumo:
              O inventário de João Vieira da Silva foi conduzido por sua mulher, Anna Ignácia do Sacramento. Sem deixar testamento, o processo seguiu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados, destacam-se: forno de cobre, objetos, animais, terras, casas e engenhos de fazer farinha. É descrito no processo um homem escravizado de nome Antonio, descrito como “de nação” (africano).

              Contém uma carta precatória ao juízo dos órfãos da cidade de Santo Antonio dos Anjos de Laguna, a fim de notificar herdeiros que residiam no local para acompanhar o processo de partilha. O juiz julga o processo por sentença, em que requer pagamento das custas por proporção e notifica um dos parentes mais próximos, para assinar termo de tutoria dos herdeiros menores de idade.

              Atuaram no processo:
              avaliador e signatário João José d’Araújo;
              avaliador Miguel Francisco Pereira;
              advogado Manoel de Freitas Sampaio;
              advogado e signatário Domingos Custodio de Souza;
              curador, advogado e signatário Manoel do Nascimento Ramos;
              juiz de direito da comarca João José d’Andrade Pinto;
              juiz de órfão Francisco Honorato Cidade;
              juiz de órfãos Francisco José de Souza Lopes;
              juiz de órfãos João Francisco de Souza
              juiz de órfãos Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
              juiz de órfãos Manoel da Silva Mafra;
              juiz Frederico Affonso de Barros;
              escrivão David do Amaral e Silva;
              escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
              oficial de justiça Domingos Jozé da Silva;
              oficial de justiça Manoel Francisco do Livramento Mendes Lino;
              partidor João Climaco Zurarte;
              partidor Manoel Lourenço de Souza Silva;
              pregoeiro Joaquim Affonço Pereira;
              procurador João Xavier Neves;
              procurador Custodio de Souza Baptista;
              tabelião Vicente José de Gois Rebello;
              tutor Manoel Vieira da Silva.

              Localidades relevantes:
              Barra Velha;
              cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
              Cobra Grande;
              distrito de Macacú;
              freguesia da Senhora da Piedade do Tubarão (atual município de Tubarão, Santa Catarina);
              freguesia de São Joaquim de Garopava (atual município de Garopaba, Santa Catarina);
              Lagoa de Macacú;
              praia de Siriú;
              Siriú;
              vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de partilha;
              avaliação dos bens;
              cartas precatórias citatórias;
              contas;
              correições;
              petições;
              procurações;
              sentença;
              termos de declaração;
              termos de juramento;
              título dos herdeiros.

              Variação de nome:
              Anna Maria da Conceição;
              Lucênia Rosa do Sacramento;
              São Joaquim de Garopaba.

              Inventário de João Vicente dos Santos
              BR SC TJSC TRRJ-29685 · Processo · 1854 - 1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              João Vicente dos Santos (inventariado);
              Firmina Maria da Silva (inventariante).

              Herdeiro:
              Francisco (menor).

              Resumo:
              Firmina Maria da Silva abriu um inventário dos bens de seu falecido marido, João Vicente dos Santos. Ele deixou um herdeiro e faleceu sem testamento.

              Dentre os bens avaliados, constam terras, campos, animais e mobília. A viúva declarou as dívidas deixadas pelo falecido. Ainda na avaliação, foram citadas 3 pessoas escravizadas: Mariana (de 2 anos) e Benedito (de 2 meses), descritos como crioulos; e Rosa, que não teve sua etnia especificada. Após isso, foi aberto um processo de partilha entre a viúva e seu filho.

              Como o herdeiro Francisco era menor de idade, a viúva Firmina requereu o direito de atuar na tutoria de seu filho, sem a necessidade de nomear um representante externo. Para isso, foram citadas testemunhas que afirmaram que ela era uma mulher honesta e capaz de cuidar do filho. O juiz aceitou os depoimentos e concedeu a ela o direito de tutelar o menor, por meio de sentença.

              Cinco anos após a primeira sentença, um auto de tomada de contas é aberto. No documento, é revelado que a inventariante havia se casado novamente, sendo João Antonio de Souza o padrasto do filho menor de idade. Com isso, é determinado que ele seja nomeado como novo tutor do herdeiro. Diante disso, o juiz ordenou que ele fizesse o juramento e, em seguida, prestasse contas dos bens do menor.

              Mais tarde, Francisco José dos Santos, já adulto, entrou com um pedido para ser reconhecido como maior de idade e poder administrar seus próprios bens. Testemunhas confirmaram que ele já era maior e tinha capacidade para cuidar de seus bens. O juiz então reconheceu sua maioridade e lhe deu esse direito.

              Atuaram no processo:
              avaliador Francisco Propicio de Souza;
              avaliador Matheus José de Souza e Oliveira;
              curador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
              escrivão de órfãos vitalício Generoso Pereira dos Anjos Junior;
              escrivão José Luiz Pereira;
              juiz de órfãos Guilherme Ricken;
              juiz Henrique Ribeiro de Cordova;
              juiz Joaquim José Henriques;
              partidor e escrivão da correição Generoso Pereira dos Anjos;
              partidor Antonio Ricken de Amorim.

              Localidades relevantes:
              distrito dos Campos;
              freguesia de São João dos Campos (atual município de Campos Novos, Santa Catarina);
              segunda comarca;
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de justificação;
              auto de partilha;
              auto de tomada de contas;
              autos de justificação de maior idade;
              contas;
              correições;
              petições;
              sentenças;
              termos de juramento;
              termos de louvação.