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              Ofício de Antonio Saturnino de Souza e Oliveira
              BR SC TJSC TRRJ-29361 · Processo · 1845-1867
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Autuação de uma parte realizada na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Antonio Saturnino de Souza e Oliveira (autor);
              Maria José Fernandes da Silva (requerente, justificante);
              Antonio Joaquim Fernandes (falecido, inventariado).

              Herdeiros de Antonio Joaquim Fernandes:
              Antonio (menor de idade);
              Candida (menor de idade);
              Maria Joaquina (menor de idade).

              Resumo:
              Este processo é uma “parte” (termo antigo que denota um tipo de processo administrativo, tal como ofícios), e foi realizado pelo delegado de polícia da vila de Lages, o major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira.

              O delegado foi inquirido sobre a situação da cadeia da vila de Lages, sendo perguntado se havia escravizados presos na cadeia; se eles estavam em depósito judicial; e, em caso afirmativo, foi perguntado sobre quem eram os depositários. Em resposta, o delegado respondeu que não havia escravizados recolhidos à cadeia, mas que havia sim dois escravizados em depósito judicial: a escravizada Roza, depositada em poder de Guilherme Ricken, cuja proprietária era a dona Maria José Fernandes da Silva, viúva de Antonio Joaquim Fernandes, moradora em Porto Alegre; e um escravizado chamado Antonio, depositado em poder do capitão José Manoel Leite, cujo proprietário era Izidoro Pires, morador na freguesia do Ribeirão.

              Os proprietários dos escravizados foram comunicados para recolhê-los. Porém, dona Maria José da Silva informou não ser a senhora de Roza; logo, um mandado foi expedido para Guilherme Ricken entregar a escravizada ao juízo. Izidoro Rodrigues, por outro lado, foi procurado para responder se era ou não proprietário do escravizado Antônio, a fim de também recolhê-lo em caso afirmativo.

              O nome da escravizada é frequentemente trocado, oscilando entre os nomes “Roza” e “Maria”.

              Na sequência, há um termo de qualificação da escravizada, aqui chamada de Maria. Ela é descrita como africana e “preta”. Nesse termo, ela é questionada sobre sua proveniência, alegando ser “de nação Cabinda”. Maria contou ter sido vítima de sedução (promessa enganosa) por João Teixeira Gonçalves, e que havia fugido de sua chácara em Porto Alegre há dois anos; e disse também que era escravizada de dona Maria José Fernandes da Silva. Por fim, o termo de qualificação descreve as características físicas e anatômicas do rosto e do corpo de Maria. Após a qualificação, Laurentino José da Costa é notificado para se tornar depositário da escravizada Maria.

              Um edital foi então publicado, comunicando a dona Maria José Fernandes da Silva para vir e justificar sua propriedade. Em caso de não comparecimento, a escravizada seria vendida em praça pública. Por meio de uma carta precatória, remetida pelo juízo de órfãos da vila de Lages e destinada ao juízo de órfãos de Porto Alegre, o edital foi expedido.

              Por conta da demora na comunicação, a venda da escravizada em praça pública teve início; todavia, o juízo de Porto Alegre pediu pela paralisação da venda, pois Maria José Fernandes pretendia levantar o depósito e recuperar Roza.

              Em seguida, foi apresentado um requerimento de Maria José Fernandes da Silva, representada pelo seu procurador Antonio Tavares da Silva, em que é demandada a entrega da escravizada Roza para a requerente; isso pois Maria José estava dando seguimento ao inventário de seu falecido marido Antonio Joaquim Fernandes, e a fuga da escravizada prejudicou a descrição e avaliação dos bens.

              A fuga da escravizada é melhor descrita em uma justificação que acompanha o processo. No texto de sua petição, dona Maria José alegou que Roza fugiu para a vila Lages, sendo para lá conduzida por outros escravizados que fugiram na mesma ocasião. Pelo fato de não possuir uma justificação julgada por sentença, a justificante não conseguiu recuperar a escravizada Rosa. Portanto, dona Maria José convocou o procurador fiscal para prestar testemunho e, assim, comprovar sua posse da escravizada.

              O depoimento do procurador fiscal corroborou a versão de Maria José, dizendo que Roza era mesmo de sua posse. O depoente disse que, por “desordem” da província de Rio Grande de São Pedro do Sul, a escravizada Roza fugiu, com o auxílio dos escravizados de Antonio Alves de Oliveira. O procurador também alegou que, apesar de a escravizada ter sido descrita como Maria Cabinda na província de Santa Catarina, tratava-se na verdade de Roza. Outros depoentes também confirmaram a troca do nome e a identidade da escravizada.

              Por fim, o juiz aprovou o conteúdo da petição inicial, consolidado pelos depoimentos das testemunhas. A justificante Maria José teve seu pedido atendido, e ficou encarregada de arcar com as custas do processo.

              Atuaram no processo:
              escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
              escrivão ajudante Silvestre Feliciano de Almeida;
              escrivão de ausentes, de órfãos e da provedoria dos resíduos e capelas Francisco Jacques Nicós;
              escrivão interino de órfãos João Antunes da Cunha Filho;
              escrivão interino de órfãos João Theodoro de Mello Souza B.;
              delegado de polícia major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
              depositário Guilherme Ricken;
              depositário capitão José Manoel Leite;
              depositário e signatário Laurentino José da Costa;
              juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
              juiz municipal, de órfãos e de ausentes suplente capitão Manoel Jose da Camara;
              juiz de órfãos Jacintho da Silva Lima;
              juiz de órfãos tenente Anastacio Gonçalves de Araujo;
              oficial de justiça Joze Antonio Pinheiro;
              procurador Antonio Tavares da Silva;
              procurador fiscal da Fazenda Pública João Rodrigues Fagundes;
              solicitador João Bemdito dos Santos;
              tabelião Pedro Nolasco Pereira da Cunha.

              Localidades relevantes:
              cadeia da vila de Lages;
              freguesia do Ribeirão (atual bairro de Ribeirão da Ilha, Florianópolis, Santa Catarina);
              freguesia de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
              cidade de Nossa Senhora Mãe de Deus de Porto Alegre (atual município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul);
              província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
              comarca do norte.

              Compõem o processo:
              autos cíveis de justificação;
              carta precatória;
              contas;
              correição;
              editais;
              mandado de entrega de depósito;
              procuração;
              termo de qualificação;
              termo de responsabilidade;
              termos de depósito;
              testemunhos.

              Variações de nome:
              solicitador João Bendito dos Santos;
              solicitador João Benedito dos Santos;
              juiz municipal Antonio Caetano Machado;
              cidade de Nossa Senhora Mai de Deus de Porto Alegre;
              província do Rio Grande de Sam Pedro do Sul.

              Petição de Maria José de Souza
              BR SC TJSC TRPOA-20453 · Processo · 1884
              Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

              Partes:

              Anna Bernardina da Silva Ponção (requerente);
              Constança Maria da Silva (requerente);
              Francisco José da Costa (requerente);
              Francisco Bernardino de Souza (requerente);
              Ignes Maria Paição Costa (requerente);
              João Evangelista da Silva (requerente);
              Justina Cândida da Costa (requerente);
              Maria José de Souza (requerente);
              Rita Luiza de Cássia da Silva Ponção (finada).
              Virgilio José de Souza (requerente).

              Desterro; herança de terrenos e de casa, esta na Rua do Brigadeiro Bitancurt; imposto sobre a décima parte; alguns dos herdeiros desistem da ação.

              Variação de nome da finada: “Rita de Cassia Luiza da Silva Prição”.

              Felisberto Montenegro, juiz;
              Jorge de Campos, escrivão;
              Joaquim Ignácio A. Furtado, curador geral;
              Joaquim Tavares da Costa Miranda, juiz;
              Leonardo Jorge de Campos
              Sérgio Nolasco de Oliveira, procurador fiscal.

              Tribunal da Relação de Porto Alegre
              Petição de tutela de Joaquim Fernandes Capella
              BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

              Partes:
              Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
              Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
              Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

              Resumo:
              Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

              Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

              No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

              Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

              Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

              Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

              Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

              Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

              Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

              Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

              Atuaram no processo:
              administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
              avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
              avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
              curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
              escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
              escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
              juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
              signatário Antonio Schneider;
              signatário José Marcellino da Silva;

              Localidades relevantes:
              rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
              cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
              primeira comarca da província de Santa Catarina.

              Compõem o processo:
              certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
              petição;
              recibos;
              sentença;
              termo de avaliação;
              termo de louvação de avaliadores;
              termo de juramento de curador;
              termo de juramento de tutor;
              testamento.

              Variação de nome:
              Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
              Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

              Requerimento
              BR SC TJSC TRPOA-10458577 · Processo · 1880
              Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

              Partes: Matheus José de Souza; escravizado Joaquim.

              Autoridade: escrivão João José Theodoro da Costa; juiz Manoel Cardozo Vieira de Mello.