São Miguel

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          São Miguel

            116 Descrição arquivística resultados para São Miguel

            Traslado do Inventário de Antônio Francisco de Faria
            BR SC TJSC TRRJ-53702 · Processo · 1849
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Antonio Francisco de Farias, inventariado;
            Floriana Rosa da Conceição, viúva, inventariante;

            Descrição:
            Processo foi autuado na Villa de São José, comarca do Sul da Provincia de Santa Catarina. Curiosidade: na página virtual de número 8 a vila de São José é grafada como “Sam Jose”. O texto foi escrito com tinta ferrogálica, além do papel ter sido danificado por ação de insetos, o que dificulta a leitura. Dentre os bens arrolados estão vários escravos, naturais da África (de nação) ou não. Como era costume na época fica evidente os vínculos da religião com os atos do Estado, explícito na página virtual número 46: “Anno do nascimento no nosso Senhor Jesus Christo […]”.

            Localidades:
            Vila de Santo Antonio da Patrulha, província do Rio Grande;
            Biguassu, termo da Villa de São Miguel.

            Atuaram no processo:
            Constancio José da Silva Pessoa, avaliador;
            Florencio Gomes de Castro Campos, avaliador;
            Francisco Xavier de Oliveira Camara, escrivão;
            João Antonio da Silva, herdeiro;
            João Francisco de Faria, herdeiro;
            João Francisco de Souza, juiz;
            Joaquim Lourenço de Souza Medeiros, partidores;
            José Francisco de Souza, juiz, cidadão;
            José Joaquim V., escrivão;
            Manoel de Freitas Sampaio, curador de órfãos;
            Manoel Francisco de Faria, herdeiro;
            Marcelino de Faria, herdeiro;
            Maria de Jesus, herdeira;
            Mariano Francisco de Faria, herdeiro;
            Vicente Corrêa, herdeiro.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Traslado de testamento de Anna Ignacia Constantina
            BR SC TJSC TRRJ-8854 · Processo · 1858
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de testamento realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Ignacia Constantina (testadora);
            Eufrasio de Avis (testamenteiro).

            Herdeiros:
            Alexandrina;
            Angelino Barbosa da Silva (co-herdeiro);
            Francisca;
            Ignacia;
            Jacintho Jorge (co-herdeiro);
            Jacintho Simão Alves;
            João Simão Alves;
            Joaquim Borges (co-herdeiro);
            Joze d’Oliveira (co-herdeiro);
            Maria;
            Patricio Joze Joaquim (co-herdeiro);
            Perpetua Roza de Jesus (neta);
            Policarpo Antonio Alves;
            Rita Ignacia Constantina.

            Resumo:
            Este processo se trata de um traslado de testamento requerido por Eufrasio de Avis, testamenteiro e irmão da finada Anna Ignacia Constantina. A testadora, filha de Manuel de Alves e Josefa Maria, descreve os seus últimos desejos em vida, revelando ser viúva de um casamento que deixou 8 filhos vivos e co-herdeiros.

            Anna requereu que seu enterro fosse realizado conforme as vontades de seu co-herdeiro, Angelino Barboza da Silva, e de seu filho, Policarpo Antonio Alves. Entre os bens declarados, constam uma casa, um engenho e móveis. Ainda na listagem, são citadas duas pessoas escravizadas: Antônio, descrito como “de nação” (advindo de África), e Sezaria, denominada como crioula.

            Por fim, o juiz julgou o processo por sentença e determinou que o testamenteiro arcasse com as custas da ação.

            Atuaram no processo:
            coletor Antônio Carlos de Carvalho;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão Jacintho Gonçalves da Luz;
            escrivão José Carlos do Livramento;
            juiz municipal Alexandre Eloy Azevedo Coutinho;
            juiz municipal primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            procurador de bens João Machado Santiago;
            procurador Eduardo Correia Duarte;
            promotor Francisco Gonçalves da Luz;
            signatário João Luis da Silveira Porto;
            signatário Salvador Cavalheiro.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            petição;
            recibos;
            sentença;
            taxa de herança e legados;
            termo de abertura;
            termo de juramento.

            Variação de nome:
            Primeira Comarca.

            BR SC TJSC TRRJ-10764197 · Processo · 1845
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de Carta Precatória realizado na Vila de São Miguel, na época sob a Comarca do Norte.

            Partes do processo:
            Maximiano Antonio Pereira da Silva (inventariante);
            Maria Joaquina (inventariada).

            Resumo: Feita sob requerimento de Maximiano Antonio Pereira, a fim de avaliar os bens pertencentes ao inventário de sua falecida esposa, Maria Joaquina, localizados na Vila de Lages. A precatória é enviada do Juízo de Órfãos da Vila de São Miguel para o Juízo Municipal e Órfãos da Vila de Lages. Em seu inventário constam: fazenda de criação de animais, terras, casas, vestuário, mobília, ferramentas e duas escopetas.

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos capitão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Amancio Jozé Ferreira Nunes;
            tabelião Jozé Manoel de Araujo Roslindo;
            procurador tenente Luis Gonzaga de Almeida;
            procurador Felisberto Joaquim de Amarante;
            procurador João Manoel Coelho;
            procurador José Antonio da Silva Monteiro;
            procurador Manoel Francisco de Azambuja Rangel;
            avaliador alferes Antonio Joze de Lis;
            avaliador Pedro Ribeiro Borges;
            juiz municipal de órfãos Antonio Caetano Machado;
            juiz de órfãos primeiro suplente Thomé da Rocha Linhares;
            juiz corregedor Joaquim José Henriques.

            Localidades relevantes:
            Vila de São Miguel;
            Vila de Lages;
            Vila de Laguna;
            Lava-Tudo.

            Compõem o processo:
            Traslado de Carta Precatória;
            Termo de juramento;
            Avaliação dos bens;
            Termo de encerramento;
            Prestação de contas.

            Variação de nome:
            inventariante Maximiano Antonio Pereira de Souza; inventariante Macimiano Antonio Pereira.

            Tomada de contas de testamento de Paulo Jose Pereira
            BR SC TJSC TRRJ-29355 · Processo · 1835-1837
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo realizado na vila de Lages, na época sob comarca do norte da Província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquim Jose Pereira (testador);
            Paulo Jose Pereira (testamenteiro e herdeiro);
            Matheus Jose da Silva (testamenteiro);
            Nicolau de Lis Abreo (testamenteiro e coerdeiro).

            Herdeiros:
            Umbelina Maria Pereira;
            Nicolau de Lis Abreo (coerdeiro);
            Joze (menor);
            Joaquim.

            Resumo:
            Paulo Jose Pereira foi citado para prestar contas do testamento do seu falecido pai, o capitão Joaquim José Pereira. Entre os bens listados, constavam sete escravizados, de nomes: Justina e Anna, descritas como mulatas; Felisbino, referido como Cabinda, filho de Cipriana, apontada como mulata; e Anna Catharina, descrita como crioula. São mencionadas cartas relativas aos escravizados, dispondo sobre valores que seriam destinados à liberdade de alguns. Além destes bens, foi mencionada uma fazenda localizada no distrito de Vacaria, bem como a existência de dívidas.

            O falecido acusou o procurador João Manoel Coelho de agir de má-fé, por conta da venda de alguns dos escravizados do inventário; assim, excedendo os poderes de seu cargo e acrescentando uma quantia em dinheiro nas contas.

            Em dado momento do testamento, é mencionado o falecimento do capitão Domingos Jose de Araújo Bastos.

            O promotor, ao rever os dados constantes no testamento, declarou-o nulo por faltar a assinatura do falecido testador; e solicitou que o testamenteiro juntasse a documentação necessária para dar conhecimento ao juiz da comarca.

            No processo, consta que a vila de São Miguel era a cabeça da comarca do norte.

            Atuaram no processo:
            corregedor da comarca João Gomes de Medeiros;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Jose Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz Antonio Joaquim de Siqueira;
            juiz municipal João Baptista de Barros;
            juiz ordinário alferes Antonio José Pereira;
            procurador Bernardino Antônio da Silva;
            procurador João Manoel Coelho;
            procurador João Rodrigues de Andrade;
            procurador Jose Marcelino Alves de Sá;
            procurador alferes Antonio Francisco de Medeiros;
            promotor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
            tabelião Francisco José de Santa Anna Souza.

            Localidades relevantes:
            distrito de Vacaria;
            vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            cidade de Curitiba;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            Continente do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Sul);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            procurações;
            testamento;
            termo de citação do testamenteiro;
            termo de ausência;
            termo de anulação do testamento.

            Variações de nome:
            Honbilina Maria Pereira;
            juiz municipal João Baptista de Barros;
            procurador Bernardino Antônio da Silva e Sá.

            Testamento de Florianna Rosa
            BR SC TJSC TRRJ-9974 · Processo · 1833
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca do Norte de Santa Catarina.

            Nome das partes:

            • Florianna Rosa (testadora)
            • Cypriano Coelho Rodrigues (testamenteiro);
            • Elias Vieira (testamenteiro);
            • José Luís Alves (testamenteiro);
            • Nicolau Vieira (testamenteiro).

            Resumo:

            • Nesse testamento, é testadora Florianna Rosa, e são testadores o major Cipriano Coelho Rodrigues, Elias Vieira, e José Luís.
            • A testadora declarou 2 escravizados, de nomes Joaquim e Maria; aos quais garante liberdade após sua morte, citando a Lei do Ventre Livre. Ela não declarou outros bens, alegando que os herdeiros já tinham conhecimento das outras propriedades da testadora. Cypriano Coelho Rodrigues não aceitou o cargo de testamenteiro por conta de seus afazeres; José Luís Alves também recusou, por motivo de problemas de saúde. Durante o processo, Nicolau Vieira foi também nomeado como testamenteiro.
            • Pela recusa geral dos testamenteiros, o processo termina solicitando a nomeação de novos testamenteiros.

            Localidades:

            • Villa de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
            • Cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina);
            • Ilha de Santa Catarina.

            Atuaram neste processo:

            • Escrivão Amâncio José Ferreira;
            • Escrivão José Ferreira;
            • Escrivão/signatário/tabelião Francisco de Paula Lacé;
            • Juiz/coronel Henrique de Azevedo Leão Coutinho;
            • Signatário Julião Jorge Gonçalves.

            Variação de nome:

            • Cipriano Coelho Rodrigues;
            • Floriana Rosa.
            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Sumário de Culpa de Joaquim
            BR SC TJSC TRRJ-81961 · Processo · 1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Sumário de culpa realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

            Partes:
            Maria Joana Terres Aroche (autora);
            Eva (vítima);
            Joaquim, escravizado por Marcelino de Faria (réu).

            Resumo:
            Maria Joana Terres Aroche, autora desta ação, denunciou o escravizado Joaquim, descrito como crioulo, por ter agredido fisicamente sua escravizada Eva, também descrita como crioula, deixando ferimentos em sua cabeça. Foi constatado no corpo de delito que havia duas “brechas” acima da testa de Eva, outros ferimentos na barriga, na mão esquerda e uma contusão no osso do rosto, abaixo do olho. O corpo de delito foi julgado como procedente pelo delegado de polícia José Francisco Mafra.

            Consta uma carta precatória requisitória ao fim desta queixa, expedida pelo juízo da delegacia de polícia da vila de São Miguel dirigida ao juízo da delegacia de polícia da cidade e termo de São José. O conteúdo da carta é referente a agressão de Joaquim para com Eva, explicando com mais detalhes como essa situação aconteceu e, que após o fato, Joaquim fugiu em uma canoa furtada para retornar a casa de seu senhor. Foi deprecado na carta a necessidade de capturar o réu e o levar para a cadeia. As diligências da precatória foram cumpridas.

            Maria Joana Terres Aroche, decidiu perdoar Joaquim como um “ato de misericórdia e humanidade” e desistiu da queixa. Além disso, o promotor deu vista dos autos e disse que, em vista da desistência, o juiz deveria dar a ação como perempta. A desistência foi julgada por sentença e o juiz requereu o pagamento das custas do processo.

            Atuaram no processo:
            delegado de polícia e juiz José Francisco Mafra;
            delegado de polícia João Antônio de Jesus e Mello
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão Leonardo Jorge de Campos;
            escrivão João Francisco Regis;
            perito Joze Luiz Alves de Brito e Castro;
            perito Joaquim Libanio da Silva Pereira;
            promotor público da comarca José Maria do Valle Junior;

            Localidades relevantes:
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            cidade de São José;
            Barreiros.

            Compõem o processo:
            auto de corpo de delito;
            termo de juramento;
            termo de desistência e perdão;
            carta precatória requisitória.

            Sumário de Culpa de Francisco
            BR SC TJSC TRRJ-86773 · Processo · 1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Sumário de culpa realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            escravizado Francisco (réu);
            A Justiça (autora);
            escravizada Felicia (vítima).

            Resumo:
            Neste processo, o promotor público João da Costa Mello Junior acusa Francisco de homicídio contra Felicia, uma menina de dois anos de idade. Tanto o réu quanto a vítima eram pessoas escravizadas designadas como crioulas, sendo escravizadas por Candido Machado Severino.

            A partir das perguntas realizadas para os peritos no auto de corpo de delito, foi revelado que o falecimento da vítima foi causado por uma arma de fogo disparada em sua cabeça. Além disso, Candido foi intimado a comparecer no inquérito das testemunhas como curador de Francisco, para representá-lo ao decorrer da ação; entre os depoentes, foram chamados Luis e Laurentino, designados como crioulos, atuando como “informantes” porque estavam presentes no momento do crime.

            O inspetor Joze Antonio da Costa, ao descrever o crime, disse que Francisco teria disparado uma bala de espingarda acidentalmente em Felicia, após a arma ter falhado enquanto mirava em um coqueiro; a vítima estava observando o réu através da porta da cozinha quando foi baleada.

            Como mencionado em depoimento, o crime ocorreu no sítio de “Biguassú”, pertencente ao curador, sendo mencionado o sepultamento de Felicia no cemitério da Igreja Matriz da vila de São Miguel. Durante esta ação, as testemunhas concordaram que o disparo tinha sido realizado de maneira acidental — citado, também, que a vítima era sobrinha do réu —, e não houve nenhuma contestação por parte do curador.

            O subdelegado julgou a ação como procedente, estando o réu sujeito à prisão, e Candido à condenação ao pagamento das custas. Entretanto, não foi possível concluir se o réu era culpado do crime pelo tempo determinado por lei, já que houve demora de uma testemunha para comparecer ao depoimento.

            Após a sentença, foi dado início a uma ação de libelo. O réu foi pronunciado pela justiça, nesta ação representada pelo promotor público João da Costa Mello Junior. Foi afirmado que Francisco teria “pouco cuidado” no manuseio da arma, em um ambiente na qual a estava portando, já que muitas pessoas, adultas e de menoridade, estavam presentes no sítio. Até o julgamento do Tribunal do Júri, a ação deveria ter continuidade com o réu em prisão por cinco a quinze dias, requerido pelo juiz.

            Em seguida, foram chamadas testemunhas para compor o julgamento, assim como o depoimento do réu. Por fim, através da decisão do júri, o réu foi absolvido da acusação, requerendo o alvará de soltura e o pagamento das custas da ação por parte de Candido.

            Atuaram no processo:
            escrivão do juízo municipal Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão Lucio Hypolito de Camargo;
            inspetor Joze Antonio da Costa;
            juiz de direito interino Joaquim Augusto do Livramento;
            juiz de direito Manoel Vieira Tosta;
            juiz municipal interino capitão Eduardo José d’Amaral;
            oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
            perito Alexandre Eloy d’Asevedo Coitinho;
            perito Salvador Cavalheiro;
            promotor público João da Costa Mello Junior;
            promotor público Joze Francisco Mafra;
            signatário Antonio Carlos de Carvalho;
            subdelegado de polícia primeiro suplente tenente Francisco Gonçalves de Luz.

            Localidades relevantes:
            Alto Biguassú;
            comarca da capital;
            sítio de Biguassú;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de acusação;
            auto de corpo de delito;
            contas;
            cópia do edital;
            libelo;
            sentenças;
            termo de apresentação;
            termo de juramento;
            termos de comparecimento.

            Variação de nome:
            comarca de São Miguel;
            fazenda de Biguassú.

            Requerimento de Alexandre Gonçalves da Luz
            BR SC TJSC TRRJ-18386 · Processo · 1834
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Justificação realizada na Vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Alexandre Gonçalves da Luz (justificante);
            Celço Coelho de Lemos (justificado/testamenteiro);
            Vicente Coelho Ramos (testador/falecido).

            Resumo:
            Nesta justificação, denominada como autos de requerimento de certeza de dívida, Alexandre Gonçalves da Luz abriu o requerimento para tratar de dívidas deixadas pelo falecido Vicente Coelho Ramos, tio do justificado Celço Coelho de Lemos, provenientes de empréstimos de dinheiro e de produtos de sua venda que não foram pagos em vida.
            No processo, constam testemunhas que corroboram com os fatos apresentados, afirmando que o justificante negociou seus produtos com boa-fé, e que já presenciaram o justificado buscar objetos na venda sem levar dinheiro para pagá-los. O justificante solicitou que alguns dos bens inventariados fossem separados para o pagamento dos débitos e custas do processo.
            O processo foi concluído com uma sentença favorável ao justificante, com o representante do devedor condenado a pagar pelo valor dos bens.

            Localidades mencionadas:
            Vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina).

            Atuaram no processo:
            escrivão Jozé Joaquim da Costa;
            escrivão de órfãos Amancio José Ferreira;
            juiz/capitão João de Amorim Pereira;
            juiz/coronel Henrique de Azevedo Lião Coutinho;
            oficial de justiça Cipriano Pereira de Simas.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro