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            Embargos de Adriano Joze d’Oliveira e Luiza Maria
            BR SC TJSC TRRJ-10729 · Processo · 1849-1855
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de embargo realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Adriano Joze d’Oliveira (embargante);
            Luiza Maria (embargante);
            Maximo Antonio Martins (embargado);
            Bernarda Maria (embargada).

            Hereus:
            Jacintho Jose dos Prazeres;
            Thomas Jorge.

            Resumo:
            Adriano Joze d’Oliveira e Luiza Maria abriram este processo para requerer embargo a um trabalho que estava sendo feito por Maximo Antonio Martins e Bernarda Maria. Os embargantes pretendiam parar uma demarcação que estava ocorrendo em parte dos terrenos, as quais eles haviam comprado dos herdeiros de Maria Jorge e Raimundo Martins.

            Maximo Antonio era um dos herdeiros de Raimundo Martins. Seus irmãos haviam desistido de demarcar o terreno por questão contenciosa; mas o embargado, achando-se em direito por ser inventariante, continuou a demarcação e inventário. Assim, os herdeiros de Maria Jorge compareceram a juízo para confirmar a venda dos terrenos para Adriano Joze d’Oliveira. Além disso, os autos de inventário continham, na sentença, o comprovante de que o embargante havia de fato comprado as terras.

            O embargado rebateu as acusações; representado pelo seu procurador, afirmou que foi prejudicado pelo adoecimento do demarcador da terra, motivo pelo qual não conseguiu apresentar certidão de demarcação e aviventação requeridas. Além disso, o procurador anexou documentos que mencionam uma “dechação” (deixação) das ditas terras, por parte dos herdeiros de Raimundo Martins e para Maximo Antonio Martins. Constava, ainda, que caso o embargado ganhasse o processo, ele receberia todos os direitos sobre a terra; mas que se perdesse, ele seria responsável pelo pagamento das custas.

            O processo termina com um agente da justiça requerendo que as partes se dirigissem ao cartório para dar continuidade à ação, e para que todas as custas fossem somadas.

            Atuaram no processo:
            demarcador Miguel de Basto e Silva;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão de órfãos Amancio José Ferreira;
            escrivão José Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz de paz e oficial de justiça José Thomé dos Santos;
            juiz municipal segundo suplente Candido Machado Severino;
            juiz municipal suplente Joaquim Jose Dias de Siqueira;
            juiz municipal terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            pregoeiro Hilario José da Silva;
            procurador Antonio José da Prociuncula;
            procurador Jacintho Jose Pacheco;
            procurador João Pinto de Mello;
            procurador e signatário Antonio Carlos de Carvalho;
            signatário Bernardino Antonio da Costa;
            signatário Ignacio Diniz Pereira;
            signatário Jacinto Joze Montheiro;
            signatário José Joaquim Dias;
            signatário José Maria dos Santos;

            Localidades relevantes:
            Ganchos;
            morro do Calheiro;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            auto de embargo;
            comprovante de pagamento;
            contas;
            petição;
            procuração;
            requerimentos;
            termo de obrigação;
            traslado de escritura de venda fixa;
            traslado de inventário.

            Variação de nome:
            Maçimo Antonio Martiz;
            Maximiano Antonio Martins.;
            procurador Antonio José da Porciuncula;
            Ganxos.

            Inventário de Marcelino de Aviz
            BR SC TJSC TRRJ-17309 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário autuado na comarca de São Miguel, na província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Florentina Roza de Jezus (inventariante);
            Marcelino de Aviz (inventariado).

            Resumo:
            Neste processo, deu-se o inventário de Marcelino de Aviz, inventariado pela sua viúva, Florentina Roza de Jesus. O documento está incompleto, carecendo das páginas iniciais.

            Dentre os bens avaliados e inventariados, constam imóveis como: terras; uma roça de mandioca; três roças cana (sendo duas de cana caiana, e uma de cana pequena); uma casa de pau a pique, coberta de palha; e uma casa de engenho. As propriedades imóveis eram distribuídas pelas localidades de Sítio do Inferninho e Capoeiras.

            Foram também listados um carro velho; animais de cria (um novilho, uma vaca e cinco porcos) e animais de trabalho e transporte (uma junta de bois e um cavalo); itens de montaria (um lombilho e uma sela); vestimentas; mobília; objetos para armazenamento (caixas e barricas); um forno de cobre e dois caldeirões de ferro; cargas de mercadoria (açúcar); e ferramentas de trabalho, além de uma arma de fogo (espingarda); entre outros bens.

            Por fim, havia também um homem escravizado, de nome Adão (descrito como “pardo”). Adão foi avaliado em 600.000 réis (600$000).

            Procedeu-se então ao cálculo da partilha, onde os bens passaram pela definição da meação (direito do cônjuge a 50% dos bens) e divisão entre os herdeiros; e foi também separada a décima (imposto de 10% sobre rendimentos de imóveis), destinada à Fazenda Provincial. A soma de todos os bens do inventário resultaram no montante de 2.082.633 réis (2:082$633).

            Em seguida, a inventariante moveu uma petição, onde manifestou seu interesse em pagar as custas devidas à Fazenda Provincial, a fim de poder adjudicar-se (transferir-se formalmente) todos os bens excedentes à meação.

            Por sentença, por não existirem órfãos provenientes do casal, o juiz deu a partilha e a adjudicação como procedentes, deferindo-as em favor da inventariante.

            Porém, em seguida, o procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho, que representou a inventariante Florentina durante o processo, apresentou uma petição para embargar a sentença do inventário.

            O embargante, Alexandre Coutinho, afirmou que a sentença era fundada em falsa causa, pois que na verdade havia, sim, órfãos do casal. Além disso, apontou irregularidades, à medida que o inventário deveria ter procedido sob o juízo de órfãos ao invés do juízo municipal. Coutinho também disse que, depois de ter começado a autuação do inventário, faleceu Barnabé Ignacio de Aviz, irmão "germano" (legítimo, verdadeiro) do falecido Marcelino de Aviz. Barnabé deixou órfãos; logo, estes deveriam ter sido incluídos no rol de herdeiros e nas partilhas de bens. Dessa forma, Alexandre Coutinho peticionou pela anulação da sentença, bem como sugeriu a autuação de um novo inventário.

            A matéria dos embargos foi julgada como procedente, por conta da incompetência do juízo que autuou o inventário. Assim, o juiz ordenou a nulidade da sentença, e exigiu a devolução dos autos ao cartório do juízo de órfãos; donde seria autuado um novo inventário correspondente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel da Rocha Linhares;
            avaliador e escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            coletor provincial Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão Salvador Miguel de Souza;
            juiz municipal José Maria do Valle Júnior;
            juiz municipal suplente Joze da Silva Ramalho Pereira;
            juiz municipal 1º suplente Antonio Gonçalves Franco;
            partidor Bento de Mello Barretto;
            procurador Alexandre Eloy d’Azevedo Coutinho.

            Localidades relevantes:
            Capoeiras (atual bairro em São José, Santa Catarina);
            Sítio do Inferninho (situado na vila de São Miguel).

            Compõem o processo:
            cálculo da partilha;
            contas;
            embargos de sentença;
            recibo de taxa de heranças e legados;
            recibos;
            termo de avaliação;
            termo de juramento.

            Variações de nome:
            Marcelino de Avis;
            Marcellino de Avis;
            Marcellino de Aviz;
            partidor Bento de Mello Barreto.

            Libelo cível de João Luis do Livramento
            BR SC TJSC TRRJ-86311 · Processo · 1835
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Libelo cível feito na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Major João Luis do Livramento (autor);
            Antonio Gonçalves Franco (réu);
            Felisberto Ferreira Borges (réu);
            Ignacio José de Carvalho (réu);
            Antônio José dos Reis (embargante);
            Joaquina Pepetua de Fraga (testamenteira, inventariante, embargada e falecida);
            José Dias de Siqueira (testador, inventariado e falecido).

            Resumo:
            Neste libelo cível, o major João Luis do Livramento pediu aos herdeiros da falecida Joaquina Perpetua de Fraga o pagamento de uma dívida de que ele era credor, na quantia de 458.077 réis.
            João foi testamenteiro do reverendo vigário José Dias de Siqueira, e com isso arcou com algumas despesas, como o funeral e transporte. Joaquina foi inventariante dos bens deste mesmo reverendo vigário, cujo inventário acabou por não incluir as despesas de João do Livramento.
            Com o falecimento de Joaquina, o libelo foi feito para que esta dívida da então inventariante fosse paga. Ao longo do processo, são mencionados trechos do inventário do padre, aparecendo bens como utensílios, quantias em dinheiro, e 02 escravizados, de nomes Alexandre (designado como pardo); e Joanna (designada como crioula).
            Há, no processo, um auto de embargos em que é embargante Antônio José dos Reis, em favor de seus filhos menores, Antônio e Leopoldina, e é embargada a inventariante Joaquina Perpetua de Fraga. O embargante buscou incluir, na herança dos menores, o pagamento referente ao valor dos dois escravizados, que haviam sido libertos por testamento. O embargo é julgado em favor da embargada, e o embargante foi condenado a pagar as custas. Consta, também, uma lista dívidas remanescentes do inventário de Joaquina Perpetua de Fraga.

            Localidades mencionadas:
            freguesia de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual cidade de Biguaçu, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual cidade de Florianópolis, Santa Catarina).

            Atuaram no processo:
            avaliador Francisco Antonio de Betancourt;
            avaliador Francisco da Costa Freire;
            avaliador Francisco Gonçalves Ulhôa;
            avaliador e alferes José Manoel de Sousa;
            curador Ignacio José de Carvalho;
            curador de órfãos Tristão Telles Cortes;
            curador de órfãos e solicitador João José da Câmara;
            escrivão Amancio José Ferreira;
            escrivão de órfãos Manoel Antonio de Souza Medeiros;
            juiz Vicente Francisco Pereira;
            juiz e major Antônio Luiz do Livramento;
            juiz de fora e juiz de órfãos Antonio Joaquim de Siqueira;
            juiz de fora, juiz de órfãos e major Anacleto José Pereira da Silva;
            juiz de órfãos e capitão João de Amorim Pereira;
            juiz de paz Domingos de Souza Pereira;
            meirinho Antonio Silveira de Souza;
            meirinho e porteiro Antonio Silveira de Souza;
            partidor Luis de Sousa Medeiros;
            partidor José de Sousa Freitas;
            procurador especial José Joaquim Dias;
            tabelião Francisco de Paula Lacé.

            Compõem o processo:
            Libelo;
            Contas;
            Embargos;
            Procurações;
            Recibos;

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro