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            BR SC TJSC TRRJ-77531 · Processo · 1845
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de libelo cível de reivindicação realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Borges do Amaral e Castro (autor);
            Joaquim da Costa Varella (réu).

            Resumo:
            O sargento mor e major Francisco Borges do Amaral e Castro moveu um processo de libelo civil contra o réu Joaquim da Costa Varella. A ação foi iniciada a fim de tratar uma dívida pelo mau uso da propriedade do autor.

            De acordo com seu testemunho, o autor havia viajado para a província de São Paulo e deixou sua fazenda de criar animais sob responsabilidade do réu. Além disso, o suplicante havia pedido para o suplicado tutelar seis pessoas escravizadas que viviam em sua casa.

            Quando voltou para casa, o autor notou a falta de alguns animais no terreno. Como não foi possível fazer uma conta exata da despesa, o suplicante abriu o processo inicialmente para tentar se conciliar amigavelmente com o réu, mas sem sucesso. Ao decorrer da ação, foi exposto que o réu praticou maus tratos a dois escravizados do autor, Antonio e Eufrazia, designados como "de nação" (africanos). Essas violências resultaram na morte das duas pessoas, em decorrência de espancamentos.

            Um valor foi proposto para representar a despesa, requerendo que o réu fosse citado para pagá-la junto às custas do processo. O juiz aceitou o libelo e as recomendações de ação.

            O autor desistiu do processo ao afirmar que as duas partes se conciliaram amigavelmente, sendo condenado a pagar as custas da ação iniciada. Posteriormente, o processo foi visto em correição, e foi requerido o pagamento do selo em dois documentos anexados.

            Atuaram no processo:
            coletor Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão do juízo de paz Constancio Xavier de Souza;
            escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
            juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
            juiz João Thomas e Silva;
            juiz municipal Antonio Caetano Machado;
            oficial de justiça Joze Antonio Pinheiro.

            Localidades relevantes:
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            contas;
            correição;
            documento de demarcação;
            sentença;
            termo de audiência;
            termo de desistência e composição amigável.

            BR SC TJSC TRRJ-19967 · Processo · 1849-1867
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Duarte Muniz Fogaça (falecido)
            Francisco Muniz de Moura (testamenteiro e inventariante)
            Rita Maria Amaral (inventariante e herdeira)

            Herdeiros:
            Antonio Felippe Pessoa (co-herdeiro);
            Anna do Amaral;
            Altanario Sutil de Oliveira (co-herdeiro);
            Gertrudes (menor de idade);
            Jose Pereira Machado (co-herdeiro);
            Maria do Rozario;
            Maria d’Amaral.

            Resumo:
            Neste processo, foi notificada Rita Maria Amaral, esposa do falecido Duarte Muniz Fogaça, para que no período de 48 horas comparecesse ao juízo da vila de Lages, a fim de assinar termo de inventário. No entanto, Rita, por ser uma pessoa com deficiência, não pôde assinar como inventariante. Durante o processo Rita é chamada de “paralítica”, “aleijada”, e descrita como “sem poder falar”. Em seguida, o irmão do falecido, Francisco Muniz de Moura, além de testamenteiro do casal, foi nomeado como inventariante.

            Ao decorrer do processo, o curador Manoel Cavalheiro Leitão foi impedido de prosseguir como atuante no inventário de Duarte, por ser cunhado do inventariado e irmão de Rita, esposa do falecido.

            No testamento, são citadas 8 pessoas escravizadas, inclusas como bens. 5 eram mulheres: Joanna, designada como de nação Benguela; Joaquina, Roza, Antonia e Anna, designadas como crioulas. 3 eram homens: Francisco, designado como de nação Moçambique; Francisco, designado como de nação Cabinda, e Bento, designado como crioulo. No entanto, dentre eles, Francisco (de nação Moçambique) foi dado como forro (alforriado).

            Os bens presentes no inventário do falecido foram casas, animais, roupas, utensílios, prataria, armas brancas, armas de fogo, ferramentas e meios de transporte, descritos como “carros”. Havia também dívidas ativas e passivas.

            Durante o processo, foram pagas aos credores as quantias em dinheiro requeridas. Na partilha, foi efetuado pagamento a um órfão de nome João e ao forro Francisco (de nação Moçambique). Além disso, foi efetuada a partilha dos bens entre os herdeiros.

            Ademais, é nomeado como tutor da herdeira Gertrudes o curador e tio da dita órfã, Manoel Cavalheiro Leitão, que posteriormente também tornou-se o responsável pelos bens de sua irmã, mãe de Gertrudes, Rita Maria do Amaral.

            Na sequência, o curador Manoel Leitão foi substituído por outro; e, em requerimento, pediu que o atual curador enviasse, através do escrivão, uma certidão em que constasse o que teria restado de saldo na conta corrente de Maria Rita do Amaral.

            Em uma petição feita por Francisco Franco Fogaça, alforriado da família do falecido Duarte, o peticionário pediu que sua esposa Joanna (de nação Benguela) recebesse sua carta de alforria, por conta de sua idade avançada e por ter prestado serviços em sua vida inteira ao dito casal. Foi expedido pelo suplicante um pedido ao curador, para que aceitasse o valor estipulado por Francisco, a fim de que sua esposa fosse liberta, bem como seus filhos e mais outros escravizados que ainda estão em posse da família do falecido.

            Porém, o curador, em sua carta, respondeu que não havia como entregar carta de alforria pelo valor estipulado pelo suplicante, e que também a liberdade de Joanna e seus filhos deveria constar no inventário do falecido. Por não constar, a alternativa que sobrou foi a de pagar a mais do valor que foi oferecido para que assim sejam libertos.

            Assim, foi pago pelo suplicante o valor referido e, de acordo com a resposta do curador, seria expedido no dia em que a carta de alforria de sua esposa Joanna fosse enviada.

            Atuaram no processo:
            avaliador Ricardo Alves da Silva;
            avaliador Francisco Gomes da Silva Coelho;
            curador e tutor Manoel Cavalheiro Leitão;
            curador geral Ignacio Nunes;
            curador major Amancio José Ferreira;
            curador José Machado;
            curador João Antunes Sobrinho;
            escrivão geral e de órfãos Mathias Gomes da Silva;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos terceiro substituto capitão José Marcelino Alves de Sá;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            oficial de justiça Joze Antonio de Oliveira;
            procurador major Antonio Saturnino de Oliveira;
            partidor Jorge Trueter;
            partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
            procurador Vicente Eufrasio da Silva Abreu;
            signatário Antonio Vicente dos Santos;
            signatário João Luis de Andrade.

            Localidades relevantes:
            Sorocaba;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            segunda comarca.

            Compõem o processo:
            auto de tomada de contas;
            conta;
            juramento ao tutor;
            partilha;
            quitação;
            recibos;
            recibos de compra de escravizados;
            termo de juramento de inventariantes nomeados;
            testamento;
            termo de juramento aos louvadores;
            termo de juramento aos procuradores;
            termo de juramento aos partidores;
            termos de juramento aos curadores.

            Variações de nome:
            Rita Cavalheira do Amaral;
            Rita do Amaral Cavalheiros.

            BR SC TJSC TRRJ-89517 · Processo · 1852-1853
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul, à época Primeira Comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Antônio Leandro do Reis (inventariante);
            Maria Ursulla de Freitas (inventariada).

            Herdeiros:
            Reginaldo Antônio dos Reis;
            Antônio Leandro dos Reis;
            José Silvestre dos Reis;
            Joaquim Epifanio dos Reis;
            Francisco de Paula dos Reis;
            Felippe de Paula Reis;
            José Joaquim Delfino d’Oliveira (cabeça de sua mulher Guiomar Umbelina de São Bernardo).

            Resumo:
            O inventariante Antônio Leandro do Reis ficou responsável por fazer o inventário dos bens de sua falecida mãe, Maria Ursulla de Freitas. Contém no processo uma carta precatória citatória do juizo municipal da cidade de São Francisco dirigido ao juizo municipal da vila de comarca da província de São Paulo. A precatória foi solicitada por Joaquim Epifanio dos Reis a fim de requerer a realização do inventário e partilha dos bens de sua mãe, falecida a mais de 15 anos. A falecida deixou bens como: casas, roças, utensílios de prata; estanho; latão e cobre, mobílias, ferramentas, frascos de medida, jóias em ouro, quantia em dinheiro e dívidas. Constam entre os bens 05 escravizados, 03 deles foram descritos como "pretos crioulos", de nomes: Policarpo, Severino e Anna. Paulo foi designado como preto e de nação Caçange, e Antônia foi descrita como Mulata. Os bens foram partilhados igualmente entre seus herdeiros. O processo foi visto em correição em 1853 pelo juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler.

            Atuaram no processo:
            avaliador Domingos José d’Oliveira;
            avaliador Manoel Pereira Lima;
            escrivão João José Machado da Costa;
            escrivão ajudante José Maria Fosquini;
            juiz municipal José Maria d’Albuquerque Mello;
            juiz municipal Joaquim Gomes Mendonça;
            juiz corregedor Jozé Christiano Garção Stockler;
            partidor Antônio Pinheiro Ribas;
            partidor Leandro José da Costa Machado;
            procurador João Pereira Liberato;
            signatário Luis Soares de Oliveira.

            Localidades relevantes:
            Vila de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier;
            Vila de Porto Belo;
            Província de São Paulo;
            São João Baptista;
            Comarca de Santos.

            Compõem o processo:
            carta precatória citatória;
            juramento de avaliador;
            descrição dos bens;
            termo de responsabilidade;
            juramento de partidor;
            auto de partilha;
            procuração.

            Variação de nome:
            Nação Cassange;
            herdeiro Joaquim Ephifano dos Reis.

            BR SC TJSC TRRJ-29027 · Processo · 1841
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Vila de Lages

            Partes do processo:
            José da Silva Furtado (Inventariado);
            Joaquina Maria do Espirito Santo (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio;
            Catolico;
            Felisbina Maria da S.;
            João Florencio da Silva Camara;
            José Antunes Rebello;
            Lucianno Ferreira Porto;
            Manoel;
            Maria Antonia;
            Theodorio da Silva Furtado;

            Resumo:
            O inventário de José da Silva Furtado foi realizado por sua esposa, Joaquina Maria do Espírito Santo, sem testamento e com a realização de uma partilha amigável. Exemplo de alguns bens arrolados: grande volume de gado (equinos, bovinos e ovinos), vários escravos, utensílios de prata, um “ferro de engomar”, “campos e matos da cadeia e enxovia” e casas. Pelos bens o inventariante parece ter sido grande fazendeiro da região, com negócios com o litoral, com destaque para seis pessoas escravizadas, quatro de “nação”, trazidos da África, com os nomes Antonio, João, Joaquina e Gertrudes, e dois crioulos, chamados Francisco e Anna. Há indicação de que o inventariado era devoto de “Nossa Senhora Aparecida”, como indicado na folha digital n. 37.

            Localidades Relevantes :
            Província de São Paulo;
            Fazenda do Limoeiro.

            Atuaram no processo:
            escrivão de órfãos Generozo Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos capitão José Jacinto de Oliveira;
            juiz de órfãos alferes João Thomas e Silva;
            signatário Manoel Francisco de Azambuja Rangel;
            signatário José Antunes Rebello;
            signatário Joaquim Rodrigues e Costa;
            signatário Guilherme Ricken
            curador geral major Joaquim Fernandes da Fonseca;
            avaliador Ignácio Antonio de Lima;
            partidor José Joaquim da Cunha Passos;
            partidor alferes Luis Gonzaga de Almeida;
            coletor Joaquim Fernandes da Fonseca;
            fiador tenente Ignácio Antunes Lima.

            Compõe o processo:
            Auto de inventário;
            Título de herdeiros;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação de bens;
            Termo de fiança;
            Termo de tutor.

            Untitled
            BR SC TJSC TRRJ-19972 · Processo · 1849
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Lages, na época sob a Comarca do Norte

            Partes do processo:
            Maria Joaquina de Athaide (inventariada);
            Antônio Correia França (inventariante).

            Herdeiros:
            Marianna;
            Felicidade;
            Generosa;
            Maria;
            Joaquina;
            Francisco;
            Lucianno.

            Resumo: O inventário foi realizado por Antônio Correia França, viúvo do falecida, sem deixar testamento, procedendo em uma partilha amigável e deixando herdeiros. Entre os bens inventariados estão animais, prataria, móveis, rincão de terras, parte de terras na Vila de Castro e dívidas. Consta no processo um conflito entre dois inventariantes. Além disso, foram descritas no processo duas pessoas escravizadas, de nomes Manoel e Luis.

            Localidades relevantes:
            Vila de Castro;
            província de São Paulo.

            Atuaram no processo:
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            escrivão Antônio Vicente dos Santos Cordeiro;
            escrivão Manoel Antônio de Azevedo;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            avaliador capitão José Manoel leite;
            avaliador Mariano Cardoso Monteiro;
            signatário Lourenço Dias Baptista;
            coletor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira.
            coletor tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            curador geral Claudianno de Oliveira Rosa;
            partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
            partidor Jorge Trueter;

            Compõem o processo:
            Auto de inventário;
            Sequestro de bens.

            Variação de nome:
            Maria Joaquina D’Athaides;
            Antônio Corrêa França.

            Untitled
            BR SC TJSC TRRJ-24819 · Processo · 1850 - 1852
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Caetano Soares (falecido);
            Custodea Francisca Soares (falecida);
            Francisco Caetano Soares (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio de Camara Soares;
            Felizarda Amalia Soares (ausente);
            Laurentino Caetano Soares;
            João Caetano Soares (ausente);
            João Pereira Cordio (co-herdeiro);
            Jose Custodio Soares;
            Samuel Esteves Soares (ausente).

            Resumo:
            Francisco Caetano Soares abre um processo de inventário após o falecimento de seus pais, Francisco Caetano Soares e Custodea Francisca Soares. Como o casal deixou filhos menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador.

            No início da ação, os filhos que não residiam em Desterro foram notificados para estarem presentes no inventário; dentre os locais de residência dos ausentes, é citado um local incerto em "uma província do norte". Os bens inventariados foram mobílias, caixas, uma moenda de cana, utensílios de cozinha, um ferro de engomar roupa, casas, terrenos e um engenho de fazer farinha. São citadas dívidas ativas e passivas deixadas pelos falecidos. Constam na ação duas pessoas escravizadas: Joanna, de nação Benguela, e Maria, de nação Angola.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para pagamento das dívidas. Mais tarde, o herdeiro Antonio de Camara Soares abre uma petição requerendo revisão do pagamento de sua legítima parte, por desarranjos criados sobre um terreno que dividiu com João Caetano Soares e as suas divisas. Com isso, uma vistoria e uma demarcação das terras em questão foram realizadas, seguidas de um auto de emenda da partilha anterior.

            O juiz julga a ação por sentença, requerendo que os acréscimos da petição e demarcação fossem pagos pelas partes interessadas, além de pedir ao herdeiro João Caetano Soares que assinasse termo de tutoria para os bens dos filhos menores e ausentes.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio José Feliciano;
            avaliador Benigno Bento;
            avaliador Francisco Pereira;
            avaliador Umbelino José Serpa;
            curador Candido Gonçalves d’Oliveira;
            demarcador Carlos Schlappal;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos suplente e comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            signatário Augusto da Silva Machado;
            signatário João Alberto Pinto;
            signatário Pedro Antonio de Paixão.

            Localidades relevantes:
            Caputera;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            Estreito (atual bairro Estreito, de Florianópolis);
            Itacoroby (atual bairro Itacorubi, de Florianópolis);
            primeira comarca;
            província de São Paulo (atuais estados de São Paulo e Paraná);
            província do sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua da Praia de Fora.

            Compõem o processo:
            auto de emenda da partilha;
            auto de exame e vistoria;
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            petição;
            sentenças;
            termo de tutoria;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            BR SC TJSC TRRJ-10920 · Processo · 1846 - 1847
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Justificação realizada na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Antonia Pereira (justificante);
            Antonio Pereira de Carvalho (justificante);
            Bernardina Pereira (justificante);
            Constantino Gonçalves dos Reis (justificante);
            Constança Pereira (justificante);
            Carlota Pereira (justificante);
            Escolastica Pereira (justificante);
            Gabriel Gonçalves Pereira (justificante);
            José Gonçalves dos Reis (justificante);
            José Pedro dos Santos Fraga (justificante);
            Liandro Gonçalves Pereira (justificante);
            Matildes Pereira (justificante);
            Maximiana Pereira (justificante);
            Maria Pereira do Amorim (justificante);
            Pedro dos Santos Fraga (justificante);
            Propicia Pereira (justificante);
            Venancio dos Santos Fraga (justificante);
            Zeferina Pereira (justificante);
            Alexandre Gonçalves da Luz (justificado e curador);
            Felisberto Gonçalves Pereira (justificado).

            Resumo:
            Neste processo, é feito o pedido de criação do inventário de Felisberto Gonçalves Pereira, por estar ausente há mais de 30 anos, sem dar notícias à sua família; além disso, não deixou herdeiros e não era casado. O justificado viajou à província do Sul entre os anos de 1811 e 1812 para participar da Primeira Campanha Cisplatina, que ocorreu no vice-reino espanhol do Rio da Prata, região da Cisplatina (atual Uruguai).

            Como o justificado se encontrava ausente, os justificantes abrem o processo a fim de terem acesso a bens provenientes da herança dos seus falecidos pais, comprovando seus parentescos com ele por meio de documentações. Durante a ação, é apresentada a sua certidão de batismo, revelando que Felisberto era natural da vila de Iguape, bispado de São Paulo. Além disso, um curador é nomeado para representar o ausente ao decorrer da justificação.

            Em traslado do inventário e partilha dos falecidos pais, é revelado que o bem adjudicado foi uma casa edificada na rua do Príncipe. Além disso, constam na legítima parte do justificado duas pessoas escravizadas: Thomaz, descrito como mulato, e Agostinho, designado como de menor e crioulo. O processo contou com testemunhas, que corroboram com o fato do justificado ter ido à província do Sul, ter falecido sem matrimônio ou herdeiros e possuir parentesco com os justificantes. Além disso, é revelado que Felisberto fazia parte da primeira linha do batalhão da província de Santa Catarina.

            O processo é julgado por sentença, em que o juiz ordena a entrega provisória do patrimônio, afirmando que, caso o ausente apareça, não sofra míngua no capital de seus bens; além disso, o agente requer pagamento das custas de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            coletor das rendas nacionais Antonio Ignacio Pereira;
            curador do ausente Alexandre Gonçalves da Luz;
            curador dos menores e procurador Antonio Pereira de Carvalho;
            escrivão de órfãos e ausentes Amancio José Ferreira;
            escrivão eclesiastico Joaquim Caetano da Silva;
            escrivão e tabelião Francisco de Paula Lacé;
            escrivão Manoel Antonio de Souza;
            juiz José Luis Coelho Ramos;
            juiz municipal e curador Antonio de Souza e Cunha;
            juiz municipal e de órfãos quarto suplente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
            partidor Jacintho José Pacheco dos Santos;
            partidor Mathias Gomes da Silva;
            procurador Pedro dos Santos Fraga.

            Localidades relevantes:
            bispado de São Paulo;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            igreja matriz de São José;
            província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rua do Príncipe (atual rua Conselheiro Mafra, Florianópolis);
            vila de Iguape (atual município de Iguape, São Paulo);
            vila de Paranaguá (atual município de Paranaguá, Paraná);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            certidão de batismo;
            contas;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termo de substabelecimento;
            termos de juramento;
            testemunhos;
            traslado de inventário e partilha.

            BR SC TJSC TRRJ-30898 · Processo · 1852
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Lages, na época sob a Segunda Comarca.

            Partes do processo:
            Balthazar Joaquim de Oliveira (inventariado);
            José Jacintho de Oliveira (inventariante/herdeiro).

            Herdeiros:
            Joaquim Balthazar de Oliveira;
            Antônio Cândido de Oliveira;
            Joaquim Rodrigues de Oliveira;
            Anna Jozefa do Amaral;
            Francisco Chagas de Oliveira;
            Generozo José de Oliveira;
            Florisbella.

            Resumo:
            O inventário de Balthazar Joaquim de Oliveira foi realizado por José Jacintho de Oliveira, seu filho, que o fez sem deixar testamento e procedeu com uma partilha amigável. Entre os bens inventariados, estavam uma casa, animais, terras, um moinho de mão e dívidas. Dentre os credores do inventariado, encontrava-se um escravizado de nome Antônio. Ao final do processo de inventário, foi lavrado um auto de tomada de contas ao tutor, que era o próprio inventariante, e, por meio desse auto, ele prestou fiança aos bens de sua tutelada, de nome Florisbella. Também consta um auto de arrendamento de duas parcelas de terra nas Costas do Caveiras. Os herdeiros se apresentaram ausentes e, estando em outra província, foi dado andamento ao inventário sem a revelia deles, dando procedência aos pregões e autos de praça.

            Localidades Relevantes:
            Segunda Comarca;
            Rio Grande de São Pedro do Sul (atual Rio Grande do Sul);
            Distrito de Alegrette;
            Vila da Cruz Alta;
            Província de São Paulo;
            Costa do Caveiras;
            Rio Pardo.

            Atuaram no processo:
            Escrivão de Órfãos Generozo Pereira dos Anjos Júnior;
            Escrivão de correição e Partidor Capitão Generozo Pereira dos Anjos;
            Juiz de municipal de Órfão Guilherme Ricken;
            Juiz de Órfãos segundo suplente Lourenço Dias Baptista;
            Juiz de direito em correição Joaquim José Henriques;
            Curador de Órfãos Matheus José de Souza;
            Signatário Anacleto Dias Baptista;
            Avaliador José Pereira de Jesus;
            Avaliador Manoel de Souza Machado Ferreira;
            Pregoeiro público Domingos Leite;
            Partidor Antônio Ricken de Amorim.

            Variação de nome:
            Província do Sul;
            José Jacinto de Oliveira;
            Francisco Xagas de Oliveira.

            Compõe o processo:
            Auto de inventário;
            Termo de juramento aos herdeiros;
            Partilha de bens;
            Termo de tutela;
            Autos de tomada de contas ao tutor;
            Autos de arrendamento de terras.

            Untitled
            BR SC TJSC TRRJ-30719 · Processo · 1859-1868
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Angelica dos Santos (falecida);
            Caetano Antonio Teixeira Couto (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio Caetano de Oliveira;
            Anna do Nascimento;
            Caetano Antonio de Oliveira;
            Francisco Caetano de Oliveira;
            Generozo Caetano de Oliveira;
            João Caetano de Oliveira (ausente);
            Joaquim Antonio de Oliveira;
            Jose Catenado de Oliveira;
            Libino José dos Santos (co-herdeiro);
            Manoel Antonio de Oliveira;
            Maria Caetana;
            Maria das Dôres (ausente e falecida);
            Miguel Antonio de Oliveira.

            Resumo:
            Caetano Antonio Teixeira Couto abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Maria Angelica dos Santos. Como a finada deixou um herdeiro menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador.

            Foi revelado que o herdeiro Francisco Caetano de Oliveira estava ausente da vila de Lages, residindo na vila do Príncipe (província do Paraná), sendo representado ao decorrer do processo por seu pai, Caetano. Os bens avaliados foram animais, utensílios de cozinha, ferramentas, jóias, um rosário, itens de montaria, casas, uma casa de olaria, terras e invernadas. Além disso, o inventariante declarou que o casal possuía dívidas passivas.

            Nesta ação, foram citadas 23 pessoas escravizadas, dos nomes: Manoel, descrito como de nação (africano); Albino, Clemente, Benedito, Manoel, Joaquim, Higino, Benedita, Francisca, Sebastiana, Joanna, Clara, Catharina, Veneranda, Mari, Roza, Severo, Rogerio, Româna, Benedito e Furtunato, descritos como crioulos; Maria Antonia, descrita como mulata e crioula; e Maria, na qual não teve sua etnia especificada e foi designada como não sendo “sadia”.

            Mais tarde, foi revelado que a herdeira Maria das Dôres havia falecido; a finada era moradora de Sorocaba, província de São Paulo. Em testamento anexado, em que é testamenteiro Francisco Gonçalves de Oliveira Machado, Maria fez seus últimos pedidos em vida, requerendo que uma quantia de dinheiro fosse repartida entre os “pobres” da cidade, da mesma forma com que deixou esmola para a Igreja de Santa Clara.

            Caetano declarou possuir mais terras na província do Paraná, em que foi requerido a abertura de uma carta precatória para proceder à avaliação. Os bens foram repartidos em igualdade e o juiz julgou a ação por sentença, em que requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata pelos herdeiros.

            Atuaram no processo:
            avaliador Clementino Alves da Assumpção e Rocha;
            avaliador Diogo Teixeira Nunes;
            curador alferes Antonio Ricken de Amorim;
            escrivão ajudante do juízo municipal e ouvidoria da capela e resíduos tenente coronel Joaquim Pereira de Castro Vasconcellos;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos José Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz municipal João Feliciano da Costa Ferreira;
            partidor Antonio Rodrigues Lima;
            partidor capitão José Manoel Leite;
            procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
            procurador e coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
            signatário Anacleto Dias Baptista;
            tabelião Constancio Xavier de Sousa;
            tabelião João Dominique Garcia;
            tabelião Procopio Luis Leitão Freire.

            Localidades relevantes:
            Boa Vista;
            cidade de Curitiba;
            comarca de São José;
            Fazenda do Butiá;
            Guarda Mor;
            Palmeira;
            Papagaios;
            povoação dos Curitibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            província do Paraná (atual estado do Paraná);
            Sorocaba;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila do Principe (atual município da Lapa, Paraná).

            Compõem o processo:
            alimpação da partilha;
            auto de partilha;
            avaliação dos bens;
            contas;
            correições;
            petição;
            procurações;
            sentenças;
            termo de louvação;
            termo de substabelecimento;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            comarca de Lages;
            Maria das Dores Teixeira dos Santos.

            Partes:
            Batista José Silveira de Souza (requerente).

            Traslado; cobrança no valor de 148$000 (cento e quarenta e oito mil réis); justificação; escravidão; captura de escravo fugido; Vila de Lages, ora comarca Norte da Provincia de Santa Catarina, ora comarca de Desterro; São Paulo.

            Antonio Caetano Machado, juiz;
            Claro Gonçalves Torrés;
            Generoso Pereira dos Anjos, capitão, casado, natural de São Paulo;
            João B. do Rego;
            João de Deos Munis;
            José de Araujo Braga, pregoeiro público;
            José Fernandes;
            José Manoel Leite, capitão;
            José Silveira de Souza;
            João Vicente Fernandes, reverendo, vigário, padre;
            Lourenço Dias Baptista, tabelião;
            Manoel, escravo fugido de Claro Gonçalves Torres;
            Matias Gomes da Silva, tabelião.

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