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            Inventário de Antônio Furtado Garcia
            BR SC TJSC TRRJ-58571 · Processo · 1846
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes:
            Antônio Furtado Garcia (falecido);
            Maria Luiza (inventariante).

            Herdeiros (menores):
            José;
            Manoel.

            Resumo:
            O inventário do falecido Antônio Furtado Garcia foi conduzido por sua esposa, Maria Luiza. Como o finado deixou herdeiros menores, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo dos órfãos.

            Os bens inventariados foram terras, casas e mobília; além disso, foi avaliado um homem escravizado de nome Ignacio, descrito como crioulo. Após avaliado, o patrimônio passou por um processo de partilha entre os herdeiros. O processo é julgado por sentença pelo juiz, em que é requerido pagamento das custas de maneira pro rata. Alexandre Dias Ouriques, além de ter sido nomeado como avaliador, também foi designado para ser tutor dos órfãos.

            Atuaram no processo:
            avaliador Alexandre Dias Ouriques;
            avaliador Domingos Pacheco do Nascimento;
            curador geral Domingos Custódio de Souza;
            escrivão Antonio José da Silva;
            juiz de órfãos coronel Jerônimo Coelho Netto;
            partidor Antonio Gonçalves Barreiros;
            partidor João Thomaz de Oliveira Junior;
            signatário Luiz Gonçalves Barreiros.

            Localidades relevantes:
            comarca do sul;
            freguesia de Imaruí (atual município de Imaruí, Santa Catarina);
            Garopaba;
            Lagoa de Garopaba;
            vila de Santo Antônio dos Anjos de Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            descrição de bens;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de tutoria;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Freguesia de Imaruhy.

            Inventário de Antonio Ignacio Gomes
            BR SC TJSC TRRJ-18923 · Processo · 1870-1874
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventario realizado na vila de São Miguel, à época sob a Comarca de São José.

            Partes do processo:
            Antônio Ignacio Gomes (inventariado);
            Justina Ignacia (inventariante).

            Herdeiros:
            Antônio (menor);
            Maria (menor).

            Resumo:
            É feito o inventário do falecido Antônio Ignacio Gomes por parte de sua esposa viúva, Justina Ignacia. O falecido deixou herdeiros e nenhum testamento. Entre os bens inventariados constam: terras, casas, sítio, engenho de farinha, animais, prata, cobre, canoa, rancho de canoa, roça de mandioca, mobílias, ferramentas e dívidas, além de duas pessoas escravizadas de nomes: Miguel, descrito como de nação; e Rosa, descrita como crioula. Os herdeiros de menores foram tutelados pelo cidadão determinado pelo juiz, parte dos bens, em dinheiro dos herdeiros foram depositados nos cofres dos órfãos, sendo feita a venda da escravizada Rosa de forma a quitar dívidas. Após o herdeiro Antônio Ignacio Gomes ter atingido a maioridade, foi feita a requisição de que seus bens depositados deveriam lhe ser entregues. Os bens foram partilhados para os herdeiros, e dívidas foram pagas, bem como pagas as custas do processo.

            Atuaram no processo:
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão João Rodrigues Pereira;
            escrivão interino João Jorge de Campos;
            escrivão Francisco J. dos Prazeres;
            escrivão Verissimo Bento Ferreira;
            curador José Francisco Mafra;
            curador Manoel Antônio da Silva;
            tutor Manoel Antonio da Silva Mafra;
            signatário Francisco Silveira Dutra Junior;
            signatário Antonio Francisco de Medeiros;
            signatário João Carlos de Souza;
            avaliador Adolfo da Gama Lobo;
            avaliador João de Deos da Silva;
            partidor Francisco Gonçalves da Luz;
            partidor Alexandre Jorge de Campos;
            coletor João Mathias Barbosa;
            contador Alexandre Jorge de Campos;
            oficial de justiça Antonio Francisco de Medeiros;
            oficial de justiça José Victorino Coelho;
            oficial de justiça Estevão de Souza da Silva;
            oficial de justiça João da Costa Cesar;
            juiz João da Silva Ramalho Pereira;
            juiz Antônio Francisco de Medeiros;
            juiz Manoel Januario Beserra Montenegro;
            juiz Jozé Brigadiano Correa de Queiroz;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Carlos de Carvalho;
            juiz de órfãos Amancio Concesso de Cantalici.

            Localidades relevantes:
            Biguaçu;
            vila de São Miguel;
            Praia Grande;
            Areias;
            Tijuquinhas;
            Caeira.

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Termo de descrição dos bens;
            Louvação ao curador e avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Avaliação dos bens;
            Termo de renuncia dos privilegios da lei;
            Termo de tutela;
            Traslado de termo de tutela;
            Partilha dos bens;
            Pagamento aos herdeiros;
            Auto de contas;
            Sentença civel de partilha;
            Auto de praça.

            Inventário de Antonio Jose Vilella
            BR SC TJSC TRRJ-24794 · Processo · 1820
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Antonio Jose Vilella (falecido); Maria Vieira de Souza (inventariante e esposa)

            Incompleto; Serraria; freguesia de São José; juiz de fora Francisco José Nunes; escrivão Manoel Antonio de Souza; propriedades rurais; engenho de farinha; utensílios domésticos.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Antônio Ricken de Amorim
            BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-CIV-31219 · Processo · 1899
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Antônio Ricken de Amorim (falecido); Cândida Perpétua de Jesus (inventariante)

            Mobília; Animais; Terras lavradias; Casa; Traslado; Tutela; Carta precatória; Auto de partilha; Auto de praça; Contém jornal; Região Serrana; Lugar; Quarteirão do Canta Galo; Fazenda do Amola Faca; Curitibanos; Rio Grande do Sul; Deprecado; Juizo de direito e orfãos da comarca de Lages (deprecante); Juizo de direito e orfãos da comarca de Curitibanos (deprecado); Herdeiros interessados no inventário; Edital; Leilão;

            Escrivão Ernesto Baptista de Góss; Escrivão José Francisco de Carvalho; Juiz Alfredo Moreira Gomes; Juiz Eurico de Caldas Brito; Juiz Braulio Romulo Colônia; Curador Geral e Promotor Público Sebastião da Silva Furtado; Procurador José Joaquim de Cordova Passos; Tabelião Fernando Affonso de Athayde; Oficial de Justiça; Joaquim Salustiano Gonçalves; Contador Antônio José Henrique; Avaliador Antoneo RIbeiro dos Santos; Manoel Thiago de Castro;

            Variação de nome; Curitybanos; Curytibanos;

            66 Folhas.

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina
            Inventário de Athanazio Sutil de Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-29329 · Processo · 1865-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Athanazio Sutil de Oliveira (falecido);
            Anna Maria do Amaral (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio;
            Antonio Alves da Rocha Sobrinho (co-herdeiro);
            Athanazio;
            Felicia;
            Gertrudes;
            Joaquim;
            Jozé;
            Paulino;
            Pedro;
            Manoel;
            Maria;
            Maria;
            Ritta.

            Resumo:
            Anna Maria de Amaral abriu um inventário dos bens de seu finado marido, Athanazio Sutil de Oliveira; como foram deixados herdeiros menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador. Os bens avaliados foram animais, utensílios de cozinha, mobília, um castiçal, uma parte de campo de um lugar chamado “Fazenda do Raposo" e casas. Foram mencionadas três pessoas escravizadas durante o processo, de nomes Bento, Anna e Maria, designados como crioulos.

            Além disso, foi revelado que o finado havia deixado dívidas passivas. Durante as vistas, o curador dos órfãos afirma que a descrição dos bens não foi feita de acordo com as regras estabelecidas, já que os objetos não foram nomeados seguidos de seus materiais de fabricação, assim como as terras não foram seguidas de seus limites territoriais. Com isso, é requerido que parte do patrimônio passe novamente pelo processo de avaliação, e que o pagamento das dívidas seja feito com uma parte dos bens durante a partilha.

            Ao decorrer da ação, a inventariante precisou comprovar que tinha capacidade de ser a tutora dos herdeiros menores de idade. Ela abre um um auto de justificação de capacidade como justificante, sendo justificado o curador Francisco Honorato Cidade, com o objetivo de se tornar tutora dos próprios filhos, sem a necessidade de um curador. A ação foi julgada por sentença e, para tal função ser conquistada, foi requerido que Anna prestasse fiança e renunciasse aos benefícios da Lei de Veleano (que impedia a tutela de mulheres viúvas).

            Posteriormente, foi anexado um segundo auto de justificação, desta vez por parte do justificante Antonio Rodrigues Borges. Ele alega que havia comprado Anna, mulher escravizada, quando o finado estava enfermo, e já havia pago parte do custo; Athanasio faleceu sem lhe passar escritura pública e a quantia paga não foi reembolsada. Foram anexados recibos de pagamentos para o falecido, assim como testemunhas que afirmaram a transação entre o justificante e o finado. Por fim, o juiz julga a justificação como improcedente, requerendo que Antonio pague as custas da ação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Bento Ribeiro de Cordova;
            avaliador Firmino de Cunha Passos;
            curador geral dos órfãos alferes Antonio Ricken de Amorin;
            curador geral dos órfãos Francisco Honorato Cidade;
            escrivão dos órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz de órfãos segundo suplente Laurentino Jose da Costa;
            partidor Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
            partidor João Luis de Andrade;
            procurador major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
            signatário Francisco Borges do Amaral e Castro.

            Localidades relevantes:
            cidade de Lages;
            comarca da capital;
            fazenda do Raposo;
            freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio dos Baguais (atual município de Campo Belo do Sul, Santa Catarina);
            praça do Tanque;
            rua direita.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            auto de justificação;
            auto de justificação de capacidade;
            contas;
            correições;
            petições;
            procuração;
            recibos;
            sentenças;
            termo de declaração;
            termo de fiança;
            termo de louvação;
            termo de renúncia;
            termo de responsabilidade;
            termo de tutoria;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Atanasio;
            Athanario;
            Benefício Veleano;
            Benefício Vellano;
            comarca de Lages.

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-22598 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário de Augusto Cesar de Jesus, realizado na cidade do Desterro, na época sob a Primeira Comarca

            Partes do processo:
            Padre João Antonio de Carvalho (inventariado);
            Augusto Cesar de Jesus (inventariante);

            Herdeiros:
            Anna Maria Joaquina de Jesus (casada com o inventariante);

            Resumo:
            Pedido da Anna Maria para ser reconhecida como inventariante, por ser a única herdeira e primeira testamenteira do falecido padre. Domingos José de Carvalho pede para ser o inventariante e que o processo de inventário fique em Desterro, sendo que o testamento foi registrado e aberto nesta cidade, e o mesmo é morador no local.

            Apresenta-se o testamento deixado pelo falecido. Nele, o padre João afirma ser natural de Portugal, da Freguesia de Santa Marta do Pinho. Institui como herdeira universal a crioula livre Anna Joaquina, de todos seus bens, por “efeito da amizade que lhe tenho, em razão de a haver criado”. Determina como primeiro tutor Domingos José e o segundo Thomas dos Santos, caso ele falecesse antes da herdeira completar os vinte e cinco anos. Fica também a escravizada Anna, crioula, cativa da herdeira, na condição que a herdeira não a venda, sendo que após o falecimento da mesma a escravizada ficará forra e livre, servindo este auto como título de liberdade.

            Há uma ação precatória em que o Juizo Municipal e de Órfãos da cidade do Desterro comunica ao Juizo Municipal e de Órfãos do Termo de Porto Bello, informa a intenção de Domingos José de Carvalho atuar como inventariante do inventário do falecido padre, mantendo o processo na cidade do Desterro. Após resolvido o assunto da precatória, é feita a arrecadação dos bens, sendo nomeado o cidadão Jozé Antonio da Silva como depositário. Demonstra-se a relação dos bens arrecadados, sendo estes: Vestimenta; Móveis; Livros; Utensílios; Ferramentas; Louça;

            Após traslados demonstrando o processo de arrecadação e consequente depósito dos bens, é enviado um requerimento por Antonio Cesar pedindo licença para se casar com a herdeira Anna Maria Joaquina, permitindo que o inventário passe para sua responsabilidade. Os bens são avaliados, sendo os mesmos já declarados na arrecadação de bens, com adição de uma dívida requerida por Thomas dos Santos. O Fabriqueiro João Mariano dos Prazeres envia um requerimento pedindo que fossem pagas as custas do funeral do padre. A última pendência no inventário foi uma quantia de aproximadamente 581 mil réis em moeda corrente entre outros bens que estavam em Porto Alegre na mão de José Pinto Gomes, sendo o valor recebido em Desterro em 1855.

            Agiram no processo:
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão João Antonio Lopes Goudim;
            procurador Policarpo Antonio e Silva;
            escrivão de órfãos Antonio Ramos Martins;
            delegado do procurador fiscal Luiz Francisco de Souza e Conceição;
            procurador fiscal Eleuterio Francisco de Souza;
            juiz de órfãos quarto suplente Major João Correia Rebello;
            avaliador Tristão José Moreira;
            avaliador Manoel Antonio Caminha;
            procurador Antonio Mancio da Costa;
            procurador Polidor do Amaral e Silva;
            juiz primeiro suplente Augusto Frederico Benjamin Etur;

            Localidades relevantes:
            Freguesia de São Sebastião da Foz das Tijucas Grandes, hoje parte de Tijucas;
            Vila de Porto Bello;
            Portugal;
            Freguesia de Santa Martha do Pinho, hoje a localidade de Santa Marta do Pinhal;
            Vila de São Miguel;
            Porto Alegre;

            Compõem o processo:
            testamento;
            ação precatória;
            termo de abertura;
            traslado de arrecadação de bens;

            Variação de nome:
            Freguesia das Tijucas Grandes;

            Inventário de Bernardina Maria Rosa
            BR SC TJSC TRRJ-83865 · Processo · 1869-1874
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São José, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Justino José Leite (falecido).
            Bernardina Maria Rosa (inventariante).

            Herdeiros:
            Caetano Justino Leite;
            Camillo Justino Leite;
            Francisco Justino Leite;
            João Justino Leite;
            José Justino Leite;
            Julia Bernardina;
            Manoel Justino Leite;
            Maria Bernardina.

            Resumo:
            Bernardina Maria Rosa abriu um processo de inventário pelos bens de seu finado marido, Justino José Leite. Como o finado deixou filhos menores de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação do curador. Para Bernardina ser nomeada tutora de seus filhos, ela precisou renunciar ao chamado benefício da Lei de Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas.

            O curador nomeado não pôde comparecer à ação, já que estava de licença no Rio de Janeiro, e Manoel Joaquim Teixeira foi louvado como o novo curador dos órfãos. Foi feita uma petição pela inventariante, declarando não conseguir acudir às despesas tanto do processo de inventário quanto às domésticas; com isso, ela requereu a venda de Rita, mulher escravizada designada como crioula.

            Através de um traslado de relação e avaliação, o patrimônio arrolado foi um forno de cobre, utensílios de cozinha, mobília, itens de armazenamento (caixas e baús), casas, um automóvel chamado de “carro”, terras, animais e engenhos de fazer farinha. A inventariante declarou que o casal possuía dívidas ativas e passivas. Nesta ação, além de Rita, citada na petição de Bernardina, foram mencionadas outras pessoas escravizadas: Sabino, Belmiro (de 2 anos de idade, em que foi dito estar “doente de uma perna”), Liandra, Mariana e Luisa, descritos como crioulos; e Joaquina e Rodolpho, designados como pardos.

            Bernardina realizou o pagamento das custas do funeral de Justino. Por meio de seu procurador, foram requeridos os bens e pessoas escravizadas para constituírem a meação da inventariante. Além disso, também foi pedido que Belmiro e Sabino fossem arrematados e recolhidos no cofre dos menores João e Manoel, sendo entregue o valor como herança assim que chegassem à maioridade.

            Os bens foram repartidos com igualdade entre os herdeiros, e parte do patrimônio foi separado para o pagamento das dívidas. A ação foi julgada por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas do processo e a assinatura de um “termo de obrigação e responsabilidade” pela tutora.

            Atuaram no processo:
            avaliador Basilio Albino Ramos;
            avaliador Miguel Vieira da Cunha;
            curador Manoel Joaquim Teixeira;
            curador geral dos órfãos João Climaco Zuzarte;
            escrivão Amancio Antonio Silva;
            escrivão ajudante Joaquim Xavier de Oliveira Camera;
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camera;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Francisco da Silva Ramos;
            juiz de órfãos suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento Mello;
            oficial de justiça Joaquim Affonso Pereira;
            partidor Constancio José da Silva Pessoa Junior;
            partidor José Lourenço da Silva Ramos;
            procurador e signatário Manoel Joaquim da Rosa;
            signatário João Justino Leite.

            Localidades relevantes:
            cidade de São José;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital;
            distrito de Picadas do Sul (atual bairro de Picadas do Sul, São José);
            estrada pública;
            estrada real;
            Forquilhas;
            Passavinte;
            Passos;
            Praia comprida;
            Ribeirão;
            Rio de Janeiro;
            rio Imaruhy;
            rua da Valla.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            avaliação dos bens;
            contas;
            petições;
            procuração;
            recibos;
            selo;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de renúncia;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de relação e avaliação dos bens.

            Variação de nome:
            Bermiro;
            Bernardina Maria Risa;
            comarca de São José;
            estrada da Forquilha;
            Lei de Veleiano;
            Lei de Vellano;
            Rodolfo.

            Inventário de Bernardino de Lene
            BR SC TJSC TRRJ-24971 · Processo · 1851 - 1857
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário na cidade de Desterro, na época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            Bernardino de Lene (falecido);
            Manoel Bernardes de Souza (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio Bernardes;
            Anna Bernardes;
            Manoel Antonio de Souza;
            Luiza Bernardes;
            Maria Luiza;
            Manoel de Santa Anna;
            Jezuino Policarpo Pereira Gomes;
            Salustiano Bernardes de Souza;
            José Bernardes;
            Francisco da Silva Vargas.

            Resumo:
            Neste processo, Manoel Bernardes de Souza, filho do falecido Bernardino de Lene, entrou com um pedido de partilha de bens. Ele justifica que sua mãe, Florinda Roza, por ter oitenta anos e estar doente, não estaria em condições de atuar como inventariante.

            Havia, entre os bens do falecido, bens em ouro, prata, cobre e ferro; utensílios, móveis, animais, veículos, um engenho de açúcar, um engenho de farinha, uma roça de canas, uma olaria para fabricação de tijolos, terras, casas, e também dívidas ativas. Havia também um homem idoso e de saúde debilitada, de nome Francisco, escravizado.

            Durante o processo o inventariante alegou ter apresentado todos os bens do inventário, tomando responsabilidade em caso de esquecimento ou omissão de informações. O inventariante foi designado como tutor dos menores Manoel e José.

            Localidades relevantes:
            Estrada de Santo Antônio;
            Freguesia de Santo Antônio;
            Ressacada;
            Rio Vermelho;
            Vargem de Ratones;
            Vargem de Santo Antônio;

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            correição;
            juramento de tutor;
            juramento dos avaliadores;
            tabela de valores da partilha;
            termo de louvação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Francisco Machado;
            avaliador Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Agostinho Leitão d’Almeida;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narciso de Silveira;
            partidor José da Costa Oliveira;
            signatário José Nunes da Silva.

            Variação de nome:
            Anselmo Gomes Ribeiro;
            Bernardino de Lenne.

            Inventário de Brandina dos Prazeres e Silva
            BR SC TJSC TRRJ-19974 · Processo · 1847-1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Brandina dos Prazeres e Silva (falecida);
            Manoel Ribeiro da Silva (inventariante e herdeiro).

            Herdeira:
            Maria.

            Resumo:
            Manoel Ribeiro da Silva abriu um inventário dos bens de sua finada esposa, Brandina dos Prazeres e Silva. A finada havia deixado uma herdeira menor de idade e, com isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e pela nomeação de um curador.

            Os bens avaliados foram casas, animais, jóias, utensílios de cozinha, estribos de prata, um chapeado, um peitoral, itens de montaria, armas de fogo, ferramentas, ferro de plaina, um compasso, um forno de cobre, caixas, móveis, cangalhas, uma quantia de dinheiro, uma receita de fazendas e terras no local denominado “fazenda do escurinho”.

            Foram mencionadas 10 pessoas escravizadas na avaliação, de nomes: Domingos, Custodio, Sebastião, Luis, Agostinho, Joaquina, que faziam parte da herança paterna da finada; e Manoel Lucas, José, Eva e Lionor, descritos como “crioulos de casa”. Também foram citadas dívidas ativas e passivas, incluindo a Evaristo, homem escravizado.

            Mais tarde, o inventariante nomeou um procurador para representá-lo no decorrer da ação. Manoel, por via de petição, informou que estaria se deslocando à “província do sul”, por um período de seis meses, e requereu o direito à assinatura do termo de tutoria para sua filha menor. A partilha foi feita em igualdade e o processo foi julgado por sentença, em que o juiz requer o pagamento das custas por parte do inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador e procurador alferes Henrique Ribeiro de Cordova;
            avaliador capitão José da Silva Ribeiro;
            coletor tenente Luis Gonsaga de Almeida;
            curador geral Antonio do Amaral Grugel;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos Antonio Caetano Machado Junior;
            juiz de órfãos Guilherme Ricken;
            partidor Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            partidor Lionel Cetano Machado;
            procurador Jose Joaquim da Cunha Passos;
            procurador Luiz Gonzaga de Almeida;
            tabelião Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            capão da Taquara;
            comarca do norte;
            fazenda do Escurinho;
            Pelotinhas;
            província do sul;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            avaliação e partilha dos bens;
            contas;
            correição;
            petições;
            procuração;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de louvação;
            termos de juramento.

            Variação de nome:
            Brandina dos Praseres e Silva.

            Inventário de Camillo José de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-84002 · Processo · 1852 - 1857
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Camillo José de Souza (falecido);
            Joaquina Caetana (inventariante).

            Herdeiros:
            Anna Caetana de Souza;
            Anna (neta);
            Antonio José de Souza;
            Caetana Joaquina de Souza;
            Caetana (neta);
            Candida Carlota de Souza;
            Claudino Vieira da Rosa (co-herdeiro);
            Firmiano Vieira da Rosa (co-herdeiro);
            Hiomar Silveira de Souza (co-herdeiro);
            Joaquim Camillo de Souza;
            José Camillo de Souza;
            Josefina Rosa de Souza;
            Justino Camillo de Souza;
            Maria Joaquina de Souza;
            Maria (neta);
            Thomaz Camillo de Souza.

            Resumo:
            Joaquina Caetana abre um processo de inventário após o falecimento de seu marido, Camillo José de Souza. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo dos órfãos. Os bens inventariados foram ferramentas, utensílios de cozinha, um forno de cobre, um alambique, uma espingarda, mobílias, caixas, um meio de transporte descrito como carro, pedras de atafona, equipamentos de montaria, roças, animais, terrenos, casas, engenhos de farinha e cana, uma olaria e telhas.

            Constam no inventário sete pessoas escravizadas: Felisbino, descrito como pardo; Manoel, Adão, João e Vicente, designados como crioulos; Domingos, de nação Moçambique; e Joanna, descrita como de nação (africana). Além disso, é citado na ação um homem chamado Mathias, descrito como preto forro e vizinho de uma das terras inventariadas. São anexadas dívidas ativas e passivas deixadas pelo falecido. Com isso, alguns herdeiros e co-herdeiros foram citados para confirmar ou se opor à existência dessas pendências, por meio de termos de declaração.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para a quitação das dívidas. Alguns herdeiros receberam reposição em dinheiro, para equilibrar a divisão. Ao decorrer da ação, é anexada uma petição em que a inventariante afirma ter capacidade suficiente para ser tutora de seus filhos menores, administrando seus respectivos bens. Para tal função ser conquistada, a inventariante assina um termo de renúncia ao Benefício Veleano, que impedia a tutela de mulheres viúvas aos seus filhos. O processo foi julgado por sentença, e o juiz requereu o pagamento das custas por parte dos interessados.

            Mais tarde, o processo passou por correição, em que o juiz corregedor aponta irregularidades na fiscalização dos bens partilhados. É afirmado que o juiz da ação negligenciou a cobrança de dívidas pertencentes aos órfãos. Após isso, uma segunda sentença é anexada, condenando a inventariante ao pagamento das custas e concluindo que a herdeira Candida só receberia seus bens quando completasse a maioridade, ou acompanhada de marido.

            Atuaram no processo:
            avaliador Laurindo Antonio de Medeiros;
            avaliador Zefirino Antonio de Castro;
            curador Manoel da Silva Mafra;
            curador Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão David do Amaral e Silva;
            escrivão dos órfãos Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            juiz de órfãos Francisco Honorato Cidade;
            juiz de órfãos João Francisco de Souza;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Luis Ferreira do Nascimento e Mello;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            signatário Francisco da Silva Coelho;
            signatário João Marcos da Costa Cardozo;
            signatário Joaquim Francisco d’Assis e Passos;
            signatário José Ventura da Silva;
            tesoureiro Laurentino Eloz de Medeiros.

            Localidades relevantes:
            estrada do Catinga;
            freguesia de São Pedro d’Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
            rio Maruim;
            rua do Passeio (atual rua Esteves Júnior, Florianópolis);
            segunda comarca;
            Sertão;
            Sertão do Maruim;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            auto de tomada de contas;
            contas;
            correições;
            descrição e avaliação dos bens;
            notificações;
            petições;
            recibos;
            sentenças;
            termo de avaliação;
            termo de renúncia;
            termos de declaração;
            termos de juramento.