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            Ação de força nova de José Silveira de Sousa e outros
            BR SC TJSC TRRJ-18271 · Processo · 1844
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Ação de força nova realizada na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Francisca dos Santos (autora);
            Jacintho José Pacheco dos Santos (autor);
            José de Sousa (autor);
            Maria Nunes da Trindade (autora);
            Eugênia Rosa da Conceição (ré);
            Victorino da Rocha Linhares (réu).

            Resumo:
            Neste processo, são suplicantes Anna Francisca dos Santos, Jacintho José Pacheco dos Santos, José de Sousa e Maria Nunes da Trindade, os quais alegaram possuir e estar em posse pacífica de algumas terras devolutas, localizadas no lugar denominado como "Inferninho", que fazia divisa com um rio de mesmo nome. O réu Victorino da Rocha Linhares e sua mulher, Eugênia Rosa da Conceição, também moradores da região, invadiram, esbulharam e usurparam as terras.

            Diante disso, os autores pediram para que os acusados fossem citados para responderem judicialmente. Entretanto, o primeiro juiz Thomé da Rocha Linhares, e o juiz suplente Claudio Pereira Xavier, foram acusados de suspeição de parentesco com o réu. Em seguida, foi chamado o terceiro juiz, Antonio de Sousa Cunha, que alegou estar doente e, por isso, impossibilitado de julgar o processo. Em seguida, recorreram ao 4º juiz, Henriques Costa, cuja suspeição foi contestada por ser casado com a prima de 2º grau do réu. Por fim, solicita-se ao segundo substituo do juiz municipal que dê procedência ao caso.

            O final do processo é inconclusivo, sem a tomada de uma decisão definitiva.

            Localidades relevantes:
            rio do Inferninho;
            Inferninho;
            Tijuquinhas do Sul.

            Compõem o processo:
            contas;
            procurações;
            termo de audiência;
            termos de despachos e requerimentos.

            Atuaram no processo:
            escrivão José Manoel Araújo;
            escrivão de capelas, de resíduos e tabelião Amancio Jose Ferreira;
            escrivão do juízo de paz Antonio Carlos de Carvalho;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
            pregoeiro dos auditores Hilario José da Silva;
            juiz municipal Thomé da Rocha Linhares;
            juiz municipal Antonio de Sousa Cunha;
            juiz municipal Henriques Costa;
            juiz municipal suplente e escrivão Manoel Joaquim Henrique da Costa;
            juiz de paz Alexandre José Varella;
            suplente Claudio Pereira Xavier;
            2º vereador e 2º substituto do juiz municipal Jacob Pereira dos Santos.

            Variação de nome:
            escrivão José Manoel de Araujo.

            Arrematação de Ignacio Jose Moreira
            BR SC TJSC TRRJ-78553 · Processo · 1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de arrematação realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquina Roza d’Aguiar (suplicante);
            Ignacio Jose Moreira (falecido).

            Resumo:
            A viúva Joaquina Roza d’Aguiar abriu um processo de arrematação dos bens de seu falecido esposo, Ignacio Jose Moreira. Ela objetivava utilizar o valor dos lances para pagar seus credores, com quem tinha pendentes algumas dívidas que o falecido havia deixado.

            Os bens citados foram animais, utensílios e ferramentas, prataria, vestimentas, louças e objetos de armazenamento (canastras). Constam duas pessoas escravizadas, de nomes Joaquim e Luiza.

            Dois autos de arrematação anteriores foram anexados ao processo, com alguns lançamentos revelados. A ação passou por algumas correições, em que o juiz corregedor declarou a falta de formalidades necessárias, como a declaração de dívida por parte dos credores.

            Atuaram no processo:
            coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            depositário tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            juiz corregedor Joaquim Jose Henriques;
            juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz municipal primeiro suplente José Joaquim da Cunha Passos;
            juiz municipal segundo suplente Laurentino José da Costa;
            juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
            pregoeiro dos auditórios Jose Antonio de Oliveira;

            Localidades relevantes:
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            comarca do norte.

            Compõem o processo:
            autos de arrematação;
            autos de avaliação e arrematação;
            bilhete de praça;
            contas;
            correição;
            edital;
            pregões;
            termo de depósito;
            revalidação;
            sentenças.

            Auto de apreensão de bens de Nicolau Born
            BR SC TJSC TRRJ-19984 · Processo · 1846-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Auto de apreensão de bens realizado na Vila de Lages, Comarca do Norte.

            Partes: Nicolau Born (devedor);
            Maria Zimmermann (inventariante).

            Resumo: Nicolau Born, imigrante alemão, estava devendo para a justiça e teve seus bens apreendidos para o pagamento das suas dívidas a partir de sua viúva, entre seus bens estão: vestuário, utensílios pessoais, de escrita, alimentação, higiene, perucas, jóias e 01 animal.

            Atuaram no processo:
            curador geral Padro João Vicente Fernandes;
            escrivão de orfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão Joaquim Francisco d'Assis e Passos;
            escrivão Mathias Gomes da Silva;
            juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
            juiz Guilherme Ricken;
            juiz de orfãos Antonio Caetano Machado;
            tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            procurador Lourenço Waltrich;
            procurador Jorge Trueter;
            vice-consulado da Rússia, Roberto de Trompowsky.

            Localidades relevantes:
            Desterro;
            São Pedro de Alcântra.

            Contém no processo:
            Auto de arrematação;
            Edital;
            Termo de deposito;
            Termo de juramento;
            Partilha de bens;
            Preção;
            Procuração;
            Recibos.

            Variação de nome:
            Maria Zimerman.

            Auto de Arrecadação de Escravizado preso
            BR SC TJSC TRRJ-10764047 · Processo · 1844
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Auto de Arrecadação de Escravizado preso, de nome João, realizado na Vila de Lages.

            Partes do processo: João (arrecadado); Manoel da Silveira Nunes, José Nunes da Silveira, Marciano Nunes da Silveira, Anna Nunes da Silveira, herdeiros de Manoel Nunes da Silveira (receptores);

            Resumo: Neste processo é feita a arrecadação de João, escravizado de "Cachagé" (nação da Costa, com sinal de "Bichigas") que havia fugido de seus senhores, os quais eram herdeiros do falecido Manoel Nunes da Silveira, de Santo Antonio da Patrulha. Ao ser encontrado e preso na Vila de Lages, é dado inicio ao processo de arrecadação de dinheiro através da venda do escravizado, e são contatados os herdeiros proprietários do mesmo, para que o dinheiro arrecadado seja repassado a eles. Contém pregão. Além de João, é mencionado o escravizado Antonio.

            Localidades mencionadas:

            • Vila de Lages;
            • São Francisco de Paula de Cima da Serra;
            • Santo Antonio da Patrulha;
            • Porto Alegre;
            • Rio Grande do Sul.

            Atuaram no processo:

            • Escrivão Generoso Pereira dos Anjos; Escrivão Bernardino Joaquim de Moraes; Escrivão José Joaquim da Cunha Passos; Escrivão João dos Santos Paiva; Escrivão José Barboza Teles;
            • Curador João Vicente Fernandes;
            • Procurador Lauriano José Ramos;
            • Coletor Luis Gonzaga de Almeida
            • Delegado de Polícia Antonio Saturnino de Souza e Oliveira; Militar; Major;
            • Juiz Antonio Caetano Machado; Juiz João Thomaz e Silva; Juiz Antonio Jozé Pereira Lopes;
            • Juiz Corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;

            Variação de nome: São Francisco de Paula de Sima da Serra; Rio Grande de São Pedro do Sul; Província do Sul; Francelisio Adolpho Pereira Guimarães.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Autos de Entrega de Bens de Joaquina Rosa d’Aguiar
            BR SC TJSC TRRJ-79781 · Processo · 1847 - 1869
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de entrega de bens realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquina Rosa d’Aguiar (suplicante);
            Ignácio José Moreira (falecido);
            Americo Ribeiro Gomes (credor suplicado);
            Caldeira de Mello (credor suplicado);
            Flambiano Feliz da Silva (credor suplicado);
            Joaquim Henriques de Oliveira (credor suplicado);
            Joaquim José Ribeiro do Amaral (credor suplicado);
            João Antonio Pereira Alves (credor suplicado);
            João Moreira (credor suplicado);
            João Xavier Neves (credor suplicado);
            José Neckel (credor suplicado);
            Jorge Trueter (credor suplicado);
            Lourenço Walterich (credor suplicado);
            Manoel José Teixeira (credor suplicado).

            Resumo:
            Joaquina Rosa d’Aguiar dá início ao processo de entrega de bens após o falecimento de seu marido, Ignácio José Moreira, na província do Sul. A ação foi aberta a fim de saldar dívidas deixadas pelo finado, em que a suplicante afirma a impossibilidade de liquidar os bens, por sua situação de desamparo financeiro. Com isso, é solicitado que todo o patrimônio fosse depositado e que o produto fosse repartido por rateio entre os credores notificados.

            Uma relação de bens é anexada, em que constam uma morada de casa e animais; além disso, são incluídas no documento duas pessoas escravizadas, de nome Joaquim e Luiza, descritas como idosas. Parte dos bens encontrava-se localizada em Cruz Alta, fazendo-se necessário passar carta precatória para o envio destes à vila de Lages. Ao decorrer do processo, os credores anexaram comprovante das dívidas que o finado deixou pendente, assim como alguns títulos de créditos assinados por ele.

            Durante a ação, é revelado que o falecido teria sido vítima de um homicídio com autoria de Felicidade, mulher escravizada. São anexados autos cíveis de arrecadação de ausentes, em que os bens do falecido, localizados em Cruz Alta, foram arrolados. Dentre o patrimônio, constam animais, quantias em ouro, uma pistola de pedra, patacões (moedas de 960 réis), vestimentas e equipamentos de montaria; além disso, é citado um homem escravizado de nome Manoel, designado como crioulo. Felicidade, descrita como preta, também foi incluída na relação e, como estava presa pelo ocorrido, sua incorporação na arrecadação foi requerida por meio de mandado.

            Um traslado que continha autos de justificação é anexado, em que é justificante Flambiano Feliz da Silva e justificada a herança do finado Ignácio. Nele, é revelado que o suplicante requereu um procurador para representar Felicidade, citada neste documento como sendo de sua posse, e não do falecido. Flambiano afirma que essa representação seria necessária para defendê-lá da cumplicidade do crime cometido contra o falecido, em que Manoel, descrito como indígena, é apontado como principal culpado pelos ferimentos. Além disso, o suplicante e as testemunhas dos autos afirmam que alguns bens incluídos na relação, como uma mula e uma pistola de pedra, foram somente emprestados para o falecido.

            A justificação de Flambiano foi aceita e, com isso, os bens e as pessoas escravizadas de sua posse foram retirados do espólio do falecido. A partir desse momento, são anexados os títulos de crédito necessários para a avaliação das pendências, dando-se início aos editais para a repartição do patrimônio e pagamento aos credores. Com o produto da arrematação, uma quantia em reposição e o restante abatido das despesas do processo, os credores foram pagos por rateio, com igualdade de divisão. O processo foi concluído e julgado por sentença, em que a divisão é tida como procedente pelo juiz.

            Atuaram no processo:
            avaliador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
            avaliador Claudiano de Oliveira Rosa;
            delegado e juiz de órfãos Antônio Gomes Pinheiro Machado;
            depositário Joaquim Floriano de Toledo Junior;
            depositário e procurador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            escrivão do juízo de paz João Faustino de Oliveira;
            escrivão do juízo geral e tabelião Mathias Gomes da Silva;
            escrivão do juízo municipal Manoel Lucas Annes;
            escrivão Jozé Clemente da Silva;
            escrivão vitalício de órfãos Francisco Teixeira de Almeida;
            juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
            oficial de Justiça Diniz Dias;
            oficial de justiça Gregorio Antonio;
            partidor Antonio Ricken do Amorim;
            partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
            procurador Constancio de Souza;
            procurador e signatário Jorge Trueter;
            procurador tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            signatário Domingos Leite;
            signatário Generoso Pereira dos Anjos;
            signatário João da Silva Ribeiro;
            signatário João Francisco de Souza;
            signatário Luis Jose de Oliveira Franco;
            signatário Manoel Caetano do Amaral;
            subdelegado de justiça Manoel de Azevedo Penna.

            Localidades relevantes:
            aldeia de Viamão (atual município de Viamão, Rio Grande do Sul);
            aldeia dos Anjos (atual município de Gravataí, Rio Grande do Sul);
            colônia de São Pedro de Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
            comarca do norte;
            distrito de Botucarahy (atual cerro do Botucaraí, localizado no município de Candelária, Rio Grande do Sul);
            fazenda do Capão Bonito (atual município de Capão Bonito, São Paulo);
            província de São Paulo (atuais estados do Paraná e São Paulo);
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            vila do Espírito Santo da Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila de Paranaguá (atual município de Paranaguá, Paraná);
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            arrolamento de bens;
            auto de deprecado;
            autos cíveis de arrecadação de ausentes;
            autos de justificação cível;
            avaliações;
            bilhetes de praça;
            carta de edictos;
            carta precatória;
            contas;
            correição;
            editais;
            mandado;
            petições;
            procurações;
            recibos;
            sentença;
            termo de entrega;
            termo de levantamento;
            termos de declaração;
            termos de depósito;
            termos de juramento;
            títulos de crédito;
            traslado de autos de justificação;
            traslado de edital.

            Variação de nome:
            Flabiano Feliz da Silva;
            José Nekell (credor suplicado);
            distrito de Butucarahi.

            Autos de inventário de Anna Joaquina da Conceição
            BR SC TJSC TRRJ-18250 · Processo · 1844-1845
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Joaquina da Conceição (falecida);
            Manoel Jose do Nascimento (inventariante, herdeiro instituído e testamenteiro).

            Resumo:
            Foi aberto um processo de inventário dos bens da finada Anna Joaquina da Conceição, pelo seu irmão e testamenteiro Manoel Jose do Nascimento. Foi anexada à ação um traslado de testamento, constando que a finada não possuía nenhum herdeiro forçado, sendo Manoel o único destinatário; durante o documento, foram separados bens para contemplar os familiares da finada, assim como foi separada uma esmola para o Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz — capela onde ela requereu ser sepultada.

            Além disso, a testadora deixa bens à Dionízia, afilhada da falecida e descrita como crioula, e à Felícia, menina escravizada designada como “crioulinha”. Na conclusão deste pedido, foi nomeado o curador Manoel do Couto para representar Felicia durante a ação.

            Os bens inventariados foram casas, jóias, utensílios de cozinha, móveis, caixas e um casco de baú. Mesmo sendo destinatária de alguns bens, Felicia ainda é incluída na avaliação. Foram mencionadas dívidas passivas deixadas pela falecida. Após avaliados, os bens passaram pelo processo de partilha em igualdade, em que o juiz requereu o pagamento da taxa de herança com a adjudicação de parte do patrimônio. O processo foi julgado por sentença, e foi determinado pelo juiz o pagamento das custas da ação pelo inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador capitão Francisco Pereira da Costa;
            avaliador tenente Joaquim da Silva Ramalho Mellado;
            coletor da fazenda pública Antonio Ignacio Pereira;
            curador Manoel do Couto;
            escrivão Amancio Jose Ferreira;
            escrivão e partidor Antonio Carlos de Carvalho;
            escrivão José Joaquim da Costa;
            escrivão e tabelião José Manoel de Araujo Roslindo;
            juiz municipal e de órfãos Thome da Rocha Linhares;
            partidor José Joaquim Dias.

            Localidades relevantes:
            comarca do norte;
            rua da praia;
            rua de cima;
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            petições;
            recibos;
            sentença;
            termo de louvação;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Biguassu;
            José Manoel de Araujo Roslindo;
            Manoel do Coito;
            Manoel Jozé do Nascimento.

            Autos de Inventário de Joaquim Marcelino dos Reis
            BR SC TJSC TRRJ-29011 · Processo · 1844 - 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de inventário realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquim Marcelino dos Reis (falecido);
            Maria Rosa Rodriguez (inventariante e herdeira).

            Herdeiro:
            Isrrael.

            Resumo:
            Maria Rosa Rodriguez abriu um processo de inventário dos bens de seu falecido marido, Joaquim Marcelino dos Reis. O finado não deixou testamento, e como teve um filho menor de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e contou com a nomeação de um curador.

            Entre os bens avaliados constaram animais, mobília, ferramentas, terrenos e utensílios de cozinha. Foi revelado ao decorrer do processo que a inventariante possuía dívidas e, após isso, os bens foram partilhados; parte do patrimônio foi separada para o pagamento das pendências. O juiz julgou o processo por sentença, em que requereu o pagamento das custas e a assinatura do termo de tutela por parte de um parente idôneo, para o herdeiro menor de idade e a respectiva proteção de seus bens.

            Atuaram no processo:
            avaliador Placido Fernandes;
            avaliador Antonio Sipriano dos Reis;
            coletor e tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
            curador geral padre João Vicente Fernandez;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão de órfãos João Manoel da Cruz;
            juiz municipal e órfãos primeiro suplente alferes João Thomas e Silva;
            juiz municipal e órfãos Antonio Caetano Machado;
            partidor e signatário Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            partidor Lionel Caetano Machado;
            signatário Jose Marcelino Alves de Sá;
            signatário Lourenço Dias Baptista;
            signatário Mathias Gomes da Silva.

            Localidades relevantes:
            comarca do norte;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            avaliação dos bens;
            contas;
            correição;
            petições;
            sentença;
            partilha;
            termo de louvação;
            termo de tutela;
            termos de declaração;
            termos de juramento.

            Autos de medição e demarcação de Lorenso Walterich
            BR SC TJSC TRRJ-10296143 · Processo · 1850 - 1861
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de medição e demarcação judicial realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Parte do processo:
            Lorenso Walterich (autor);
            Herdeiros de Jozé Coelho de Avila (réus).

            Herdeiros e hereus confinantes:
            Anna Pereira;
            Claudianno de Oliveira Roza;
            Ignacio Coelho de Avila;
            Joaquim Coelho de Avila;
            Joaquim da Costa Moreira;
            Jose Coelho de Avila;
            Joze de Soiza Quadros;
            Manoel Francisco de Soiza;
            Maria dos Santos.

            Resumo:
            Lorenso Walterich moveu um pedido de demarcação de seus campos e terras, obtidos de uma venda realizada por Joaquim Rodrigues de Sampaio e sua mulher. Ele requereu a medição para sanar dúvidas sobre as divisas do terreno. Para tal, citou os herdeiros e hereus confinantes, possuidores das terras vizinhas, para participarem da ação.

            No processo foi anexada uma carta de sentença cível de vistoria, que foi realizada entre os vendedores do terreno e os confinantes Joaquim Coelho de Avila e Maria dos Santos, anteriormente a essa ação. Esta vistoria tratou da divisão dos campos: ficou estabelecida entre o Rio Piçarrão e um pinheiro em Capoeira. Além disso, consta na ação o traslado de venda fixa dos campos para o autor. Esses documentos, emitidos em 1844 e 1845, foram autuados sob a comarca do norte da província de Santa Catarina; porém, no processo de 1850, passaram a ser autuados pela recém-criada segunda comarca da província.

            Após analisados os documentos, um demarcador geômetra foi nomeado; e os vizinhos do autor foram citados para comparecer e testemunhar as demarcações. Diante das testemunhas, as divisas do terreno foram estabelecidas. O marco feito anteriormente com um pinheiro foi deixado, cravando uma marcação adicional para uma divisão mais visível. A pedido do suplicante, um tombo foi planejado em sua memória e de seus sucessores.

            Uma planta dos terrenos com as novas demarcações e medições foi realizada. As partes encontraram-se satisfeitas com os marcos e o juiz julgou a ação por sentença, requerendo que o autor pagasse as custas dos autos e da demarcação.

            Localidades relevantes:
            Capoeira;
            arroio de Piçarrão;
            estrada geral de Lages a Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            estrada velha;
            fazenda dos Índios;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            comarca do norte;
            segunda comarca.

            Compõem o processo:
            autos de demarcações;
            carta de sentença cível de vistoria;
            contas;
            correição;
            planta dos terrenos;
            sentença;
            termo de declaração do demarcador;
            termo de juramento;
            traslado da escritura de venda.

            Atuaram no processo:
            ajudante do demarcador geômetra Antonio Ricken de Amorim;
            demarcador geômetra Henrique Devrecker;
            escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
            escrivão Manoel Antonio de Azevedo;
            juiz municipal Antonio Caetano Machado;
            juiz municipal Guilherme Ricken;
            oficial de justiça Gregorio Antonio;
            signatário Carcianno Jose Ferreira;
            signatário Laurentino Joze da Costa;
            signatário major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira.

            Variação de nome:
            arroio de Pissarrão;
            Lourenço Valderick;
            Lourenço Walterich.

            BR SC TJSC TRRJ-29020 · Processo · 1843-1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de sequestro de bens realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            A Justiça (autora);
            Luiz Gonzaga de Almeida (suplicado);
            Joaquim Fernandes da Fonseca (falecido).

            Resumo:
            Após o falecimento do major Joaquim Fernandes da Fonseca, a justiça de Lages abre um processo de apreensão de seus bens. Dentre o patrimônio, destacam-se prataria, um par de dragonas, utensílios de cozinha, mobília, navalhas, um item chamado de “balança romana”, acessórios de ouro, animais, equipamentos de montaria, casas e quantias em dinheiro (como doblas e onças espanholas).

            São citadas no arrolamento 5 pessoas escravizadas: Antonio, que tinha o ofício de carpinteiro; Antonio, menor de idade, designado como “muleque”; Francisco e José, descritos como “de nação”; e Genoveva, mulher idosa. Constam dívidas ativas deixadas pelo finado, assim como outras pendências com credores ao longo do processo, que abrem autos de justificação cível para serem reembolsados.

            Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas foram inseridos em um processo de arrematação. Nos leilões realizados, o arrematador ou lançador que vencesse a disputa recebia um ramo verde do pregoeiro, como sinal de vitória do lance (vide página virtual de número 59).

            Ao decorrer do processo, Genoveva abre petição para exercer o direito de obter sua própria liberdade, com base nos valores da avaliação; para isso, a quantia foi depositada no cofre da arrecadação. O juiz determina que a ação é procedente e, com isso, uma carta de liberdade é expedida.

            Na página 178 do processo, é citado que um coletor precisou se ausentar de seu cargo para ir à capital da província de Santa Catarina, que se achava ameaçada por “rebeldes da província do Rio Grande do Sul” – o que se relaciona, à época, com a Revolução Farroupilha. O juiz julga o processo por sentença, em que requer o pagamento das custas e gratificação do juízo pelos bens apreendidos.

            Mais tarde, a viúva de Joaquim Fernandes da Fonseca, Inocencia Julia de Menezes, abre petição representada por um procurador, em que afirma ser habilitada para receber todos os bens do casal; para isso, ela apresenta documentos como uma sentença cível de justificação de casamento. Uma carta precatória é expedida para a adjudicação de todos os bens arrecadados anteriormente, e o processo termina com as entregas aos herdeiros.

            Atuaram no processo:
            avaliador alferes Innocencio José de Souza;
            avaliador e procurador major Antonio Saturino de Souza e Oliveira;
            coletor interino e procurador alferes Luis Gonzaga de Almeida;
            coletor Joaquim Fernandes da Fonseca;
            curador geral e depositário João Vicente Fernandes;
            depositário Alexandre Ignácio da Silveira;
            depositário Guilherme Ricken;
            depositário Joaquim G. Batalha;
            depositário major Marcos Antonio da Silva Mafra;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão José Honório de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Antonio Caetano Machado;
            pregoeiro de auditório José de Araújo Braga;
            procurador Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja;
            procurador Manoel Caetano do Amaral.

            Localidades relevantes:
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca do norte;
            freguesia de Santo Amaro;
            largo da matriz;
            província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            quarteirão dos Curitibanos;
            rio Pardo;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            autos de justificação cível;
            carta precatória;
            contas;
            correição;
            editais de praça;
            petições;
            pregões;
            procurações;
            quitação;
            recibos;
            sentenças;
            termo de louvação;
            termos de depósito;
            termos de juramento.