Biguaçu

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            370 Descrição arquivística resultados para Biguaçu

            Ação de Crédito de Catharina Maria de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-76472 · Processo · 1822
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Ação de Crédito da vila de Nossa Senhora do Desterro, à época comarca da ilha de Santa Catarina da província de Santa Catarina.

            Partes do Processo: Catharina Maria de Jesus (autora); Luiz Setúbal (réu).

            Resumo: Catharina Maria de Jesus, moradora da localidade de Biguaçu, freguesia de São Miguel, vila Nossa senhora do Desterro, através de seu advogado, solicitou uma audiência com o juiz para que o réu Luiz Setúbal comparecesse e pagasse suas dívidas. Após das várias citações, o réu não compareceu. O juiz então ordenou que os bens do réu fossem embargados e pregoados. Após o primeiro e segundo pregão, a dívida foi paga. O juiz declarou o processo concluído.

            Atuaram no processo: advogado José Joaquim Fernandes de Moraes; escrivão Francisco Antônio de Freitas; escrivão João Francisco Cidade; juiz Francisco José Nunes; porteiro Manoel José de Simas.

            Localidades relevantes: vila de Nossa Senhora do Desterro; freguesia de São Miguel, localidade de Biguaçu.

            Compõem o processo: carta citação de audiência.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Ação de força nova de José Silveira de Sousa e outros
            BR SC TJSC TRRJ-18271 · Processo · 1844
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Ação de força nova realizada na vila de São Miguel, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Francisca dos Santos (autora);
            Jacintho José Pacheco dos Santos (autor);
            José de Sousa (autor);
            Maria Nunes da Trindade (autora);
            Eugênia Rosa da Conceição (ré);
            Victorino da Rocha Linhares (réu).

            Resumo:
            Neste processo, são suplicantes Anna Francisca dos Santos, Jacintho José Pacheco dos Santos, José de Sousa e Maria Nunes da Trindade, os quais alegaram possuir e estar em posse pacífica de algumas terras devolutas, localizadas no lugar denominado como "Inferninho", que fazia divisa com um rio de mesmo nome. O réu Victorino da Rocha Linhares e sua mulher, Eugênia Rosa da Conceição, também moradores da região, invadiram, esbulharam e usurparam as terras.

            Diante disso, os autores pediram para que os acusados fossem citados para responderem judicialmente. Entretanto, o primeiro juiz Thomé da Rocha Linhares, e o juiz suplente Claudio Pereira Xavier, foram acusados de suspeição de parentesco com o réu. Em seguida, foi chamado o terceiro juiz, Antonio de Sousa Cunha, que alegou estar doente e, por isso, impossibilitado de julgar o processo. Em seguida, recorreram ao 4º juiz, Henriques Costa, cuja suspeição foi contestada por ser casado com a prima de 2º grau do réu. Por fim, solicita-se ao segundo substituo do juiz municipal que dê procedência ao caso.

            O final do processo é inconclusivo, sem a tomada de uma decisão definitiva.

            Localidades relevantes:
            rio do Inferninho;
            Inferninho;
            Tijuquinhas do Sul.

            Compõem o processo:
            contas;
            procurações;
            termo de audiência;
            termos de despachos e requerimentos.

            Atuaram no processo:
            escrivão José Manoel Araújo;
            escrivão de capelas, de resíduos e tabelião Amancio Jose Ferreira;
            escrivão do juízo de paz Antonio Carlos de Carvalho;
            oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
            pregoeiro dos auditores Hilario José da Silva;
            juiz municipal Thomé da Rocha Linhares;
            juiz municipal Antonio de Sousa Cunha;
            juiz municipal Henriques Costa;
            juiz municipal suplente e escrivão Manoel Joaquim Henrique da Costa;
            juiz de paz Alexandre José Varella;
            suplente Claudio Pereira Xavier;
            2º vereador e 2º substituto do juiz municipal Jacob Pereira dos Santos.

            Variação de nome:
            escrivão José Manoel de Araujo.

            Ação de Libelo Cível de João Machado de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-83693 · Processo · 1864
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Ação de Libelo realizada na vila de São Miguel, na época sob a Comarca de São José, província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            João Machado de Souza (autor);
            Cypriano da Cunha (réu).

            Resumo:
            Nesta ação, João Machado de Souza quis citar seu cunhado, Cypriano da Cunha, para no juízo falar nos termos de uma ação de libelo cível, referente a nulidade de uma escritura de venda de uma escravizada, de nome Joanna, descrita como “parda"", feita pela mulher do suplicante ao dito Cypriano, e de reivindicação sobre Joanna e suas filhas Maria, Luiza, Sebastiana e Elena, todas descritas como “pardas”.

            Contém no processo certidões de batismo da escravizada Maria, filha de Joana. Ela foi apadrinhada por Jeremias, escravizado por Francisco da Cunha, e Eufrásia, escravizada por Claudino Farias. Sebastiana foi apadrinhada pelos escravizados Domingos e Luiza.

            O suplicante declarou que Joana e suas filhas estavam sendo maltratadas por sua esposa, Maria Rosa, e seu cunhado, Cypriano. João explica que a mesma esposa havia tentado se separar dele, e por consequência dessa vontade, acabou saindo de sua companhia, levando Joana, e não retornando até então. Ambos estavam separados a anos (porém não judicialmente). João afirma que Elena, filha de Joanna, foi batizada como escravizada de Cypriano, ação que ele contestava por ser o dono de Joana, e, por consequência, dono de suas filhas. O suplicante requereu o retorno das escravizadas para o seu poder, visto que Maria Rosa estaria tentando “alienar algumas destas crias” (conforme escrito no documento). Ambos a esposa e o cunhado se negaram a devolver as escravizadas. O suplicante também deixou explícito que sua esposa poderia retornar se quisesse. Os oficiais de justiça informaram que apenas três escravizadas foram apreendidas e entregues ao suplicante, sendo elas Joana, Luiza e Sebastiana, e faltaram duas: Maria e Elena.

            Ao passar o documento de compra da escravizada Joana, Cypriano conseguiu obter do delegado de polícia de São José um mandado para tirar do poder de João as escravizadas apreendidas. No libelo cível, João afirma que uma delas foi retirada a forças, sob o uso de força armada

            Por ser o “dono legítimo"" de Joanna e suas filhas, João contestou a escritura de venda de Joanna, visto que ele permitiu que Joana acompanhasse Maria Rosa quando eles se separaram, porém não passou autorização para que Elena fosse vendida. João requereu que o suplicado, pelo meio conciliatório, abrisse mão das escravizadas devido a contestação da venda pelo João, porém Cypriano recusou a via conciliatória. O juiz louvou os dois como não conciliados.

            No libelo cível de nulidade escritura de venda e reivindicação, foi explicado que, por razão da morte dos pais da mulher de João, ele ficou como cabeça do casal no processo de inventário, tendo sido partilhado os bens do extinto casal (seu sogro e sogra) ficou com o suplicante a dita escravizada, a mesma Joanna que ele permitiu que fosse embora com sua mulher. Joana cresceu e teve cinco filhas, que ficaram em sua companhia. João afirmou que a escritura de venda da escravizada Joanna era além de nula, simulada, visto que, judicialmente, João e Maria não estavam separados, e não houve a separação dos bens, portanto ele era o legítimo senhor das escravizadas.

            João requereu que fosse passada uma precatória para o juízo municipal da capital, informando primeiramente da situação ilegal da escritura, bem como requerendo que a escravizada Maria, filha de Joana, que estava em posse do procurador Eleutério, não fosse entregue para Cypriano. João buscou também embargar o mesmo. No requerimento realizado pelo procurador de João, o objetivo era que Cypriano fosse condenado nas custas, devendo pagar uma quantia determinada pelo valor do dano causado ao suplicante. Os embargos foram julgados como provados e o embargado foi condenado a pagar as custas ao embargante.

            Cypriano pediu vista na ação para que ele pudesse contrariar o libelo, bem como passou procuração designando o doutor Joaquim Augusto do Livramento como seu procurador. O réu acusou sua contrariedade ao libelo, afirmando que quando comprou Joanna, João e Maria já estavam separados a mais de 12 anos, e o inventário dos falecidos pais de Maria que o determinou como cabeça do casal também aconteceu depois de anos de separação. Ele também apontou que o suplicante vendeu bens de raiz que ficaram do inventário sem o consentimento de Maria. Cypriano apontou diversas inconsistências nos argumentos de João, e defendeu a sua escritura de venda, afirmando que a mesma era real e não forjada. O suplicante respondeu e negou as alegações feitas por Cypriano.

            Atuaram no processo:
            coletor Antonio Ignacio Pereira;
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            escrivão do auditório eclesiástico João Luis do Livramento;
            escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            escrivão Antonio Ramalho da Silva Xavier Almeida Coelho;
            juiz municipal segundo substituto em exercício Francisco Silveira Dutra;
            juiz municipal primeiro em exercício Antônio Gonçalves Franco;
            oficial de justiça do juiz municipal Francisco José de Souza;
            oficial de justiça do juiz de paz Antonio Faustino Dias;
            oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
            procurador Salvador Cavalheiro;
            procurador Eleutério Francisco de Souza;
            procurador doutor Joaquim Augusto do Livramento;
            tabelião Antônio Francisco de Medeiros;
            vigário João Tabora da Silva Braga;
            vigário Manoel Amancio Barreto.

            Localidades mencionadas:
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            Biguaçu;
            Estreito;
            São José;
            Fundos;
            São Francisco.

            Compõem o processo:
            procuração;
            certidão de batismo de escravizado;
            auto de apreensão;
            termo de responsabilidade;
            termo de audiência e oferecimento do libelo.

            Variação de nome:
            escravizada Helena;
            esposa Maria Joaquina.

            Ação de Obrigação de José Antônio dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-80884 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de exibição de sua obrigação realizado na Vila de São Miguel, na época sob a Primeira Comarca.

            Partes do processo:
            José Antonio dos Santos (autor);
            Antonio Ramalho da Silva Xavier (réu).

            Resumo: O autor José Antônio dos Santos menciona que possuía uma dívida com Joaquim Silveira, o qual deixou encarregado de resolver dita cobrança o réu Antonio Ramalho da Silva Xavier. Como pagamento da dívida, foram dados animais, prata e carne. O autor, em um ato de conciliação com o réu, exige que o mesmo apresente o comprovante da dívida que foi paga, além de uma devolução em dinheiro por um valor a mais cobrado de um animal. Ao final do processo, Antonio Ramalho da Silva Xavier alega que devolverá o valor solicitado somente se o autor apresentar o documento de avaliação feito por José Caetano Costa e José Teixeira. Desta forma, o réu não aceitou a conciliação, e José Antônio dos Santos solicitou ao juiz que o caso fosse levado a um processo judicial, o que foi aceito.

            Atuaram no processo:
            escrivão interino e tabelião Antônio Francisco de Medeiros;
            escrivão do juízo de paz Alexandre Gonçalves da Luz;
            pregoeiro dos auditores Hylario Joze da Silva;
            procurador Joze Antonio dos Santos;
            procurador e signatário Luiz Antonio Gomes;
            oficial de justiça Jozé Thomé dos Santos;
            juiz municipal terceiro suplente Luiz Coelho Machado;
            juiz Jose Francisco Mafra.

            Localidades relevantes:
            Villa de São Miguel (atual Biguaçu);
            Tijuquinhas.

            Compõem o processo:
            Procuração.

            Variação de nome:
            Antonio Ramalho da Silva;
            Antonio Ramalho da Silva Chavier.

            Alistamento Eleitoral de Benjamim Augusto Palermo
            BR SC TJSC TJSC-AJ-10678939 · Processo · 1910
            Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

            Partes:
            Benjamim Augusto Palermo (requerente)

            Profissão Farmacêutico; contém certidão de casamento; imigração; Itália; Freguesia de Santo Amaro de Cubatão, município de Palhoça; sem capa; incompleto.

            Escrivão Alfredo Magno da Silva Porto; tabelião Thomaz C. de Souza; comissário de polícia Otto M.

            Variação de nome: Tomaz C. de Souza

            Tribunal de Justiça de Santa Catarina