Processo 10729467 - Auto de Perguntas feitas a João Corrêa de Mello

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Código de referência

BR SC TJSC TRRJ-10729467

Título

Auto de Perguntas feitas a João Corrêa de Mello

Data(s)

  • 1868-1869 (Produção)

Nível de descrição

Processo

Dimensão e suporte

56 páginas digitalizadas; papel; manuscrito.

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História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

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Âmbito e conteúdo

Auto de perguntas realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

Partes do processo:
João Gonçalo de Athayde (capataz);
João Corrêa de Mello (inspetor do quarteirão).

Resumo:
Nesta ação, foi explicado que a casa de Maria Gertrudes de Moura estava cercada por uma quadrilha de ladrões, decorrente de um assalto em andamento. Um capataz (assim como descrito no processo), vendo que a casa estava cercada, tentou ir pelo lado do quintal para ver se reconhecia algum dos ladrões. Ao tentar abrir um portão lateral, acabou chamando a atenção dos ladrões, que dispararam dois tiros em sua direção e deferiram outros ferimentos. João Gonçalo de Athayde, descrito como o capataz mencionado, disparou tiros para a mesma direção de onde os agressores atiraram. O capataz conseguiu dar uma bordoada com uma pistola e derrubou um dos ladrões. Ao examinarem o local do ocorrido, os peritos encontraram o defunto do ladrão, que faleceu devido a um tiro no peito (provavelmente disparado pelo capataz), e também possuía um ferimento na testa. Ao lado do cadáver foi encontrada uma mala que continha roupas, chumbo e pólvora. Foi descoberto que o defunto era Benedito, um escravizado, descrito como mulato, do falecido João Ramos. Além disso, foi mencionado que um dos suspeitos pelo crime possuía o nome/apelido “Manduca”, e Benedicto fazia parte de seu grupo.

Outros escravizados foram mencionados, de nomes Joaquim (descrito como africano), Sidoca e Elias. Os três foram testemunhas/informantes do caso. Foi mencionado que Elias estava na senzala durante o ocorrido. Também foi revelado que Elias e Benedicto eram irmãos, e que não se viam a muitos meses. As testemunhas ficam em dúvida se foi Gonçalo quem atirou em Benedicto, ou se ele morreu por conta dos disparos dados em Gonçalo pelos seus companheiros.

O promotor público julgou esta inquirição como improcedente, pelo processo não ser contra ninguém. Ou seja, era necessário descobrir mais informações para que o processo pudesse prosseguir. O delegado chegou à mesma conclusão e julgou a ação como improcedente, justamente por não haver convicção nos testemunhos para descobrir quem matou o escravizado Benedicto. O juiz apenas requereu o pagamento das custas do processo.

Atuaram no processo:
delegado de polícia Lourenço Dias Baptista;
escrivão José Luiz Pereira;
inspetor do quarteirão João Correia de Mello;
perito Firmino da Cunha Passos;
perito Joaquim Luiz Wolff;
promotor publico da comarca Roberto Sanford.

Localidades mencionadas:
fazenda de São João;
Guarda Mor.

Compõem o processo:
auto de perguntas.

Avaliação, seleção e eliminação

Incorporações

Sistema de arranjo

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Condições de acesso

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Idioma do material

  • português

Sistema de escrita do material

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    Instrumentos de descrição

    Instrumento de pesquisa gerado

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    Parcial

    Datas de criação, revisão, eliminação

    Metadados mínimos em 02/10/2025 por Gabriella Lima;

    Identificado em 12/03/2026 por Bruna Giovana Cândido.

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