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            14 Descrição arquivística resultados para Brasil

            Doação de José Luis Coelho Romano
            BR SC TJSC TRRJ-8945 · Processo · 1871
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, Comarca de São José.

            Partes do processo:
            José Luiz Coelho Ramos (doante);
            Raymundo Luis Coelho Ramos (doado).

            Resumo: Doação da escritura sob a propriedade de uma pessoa escravizada de nome Roza por mortis causa do casal José Luiz Coelho Ramos - liberto e sua esposa Ignacia Francisca de Ramos para Raymundo Luiz Coelho Ramos

            Atuaram no processo:
            escrivão de orfãos João Rodrigues Pereira;
            tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            curador Carvalho.

            Localidades relevantes:
            Tijuquinhas.

            BR SC TJSC TRRJ-19592 · Processo · 1799
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Escritura de Doação de Terras de João Antônio Borges e outros na vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages, à época comarca de Paranaguá, província de Santa Catarina.

            Partes: Frei Manoel da Concepção Salgado (donatário); João Antônio Borges (doador); Maria Custódia (doador).

            Resumo: João Antônio Borges e Silva, juntamente com sua esposa Maria Custódia, residentes na vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages, realizaram a doação de uma porção de terras, consistentes em campos de criação, localizados na paragem denominada Penteado, ao religioso Frei Manoel da Concepção Salgado. Tal ato foi devidamente formalizado por meio de escritura pública e registrado em cartório, conferindo-lhe plena validade jurídica.

            Atuaram no processo: confinante João Damasceno Cordova; escrivão e tabelião Joaquim José da Silva; juiz Bento Antônio de Camargo.

            Localidades relevantes: vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lages; campos denominado Panteado; rio Pelotas; comarca de Paranaguá.

            Compõem o processo: traslado de escritura.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            BR SC TJSC TRRJ-77659 · Processo · 1848
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Vistoria e apresentação de termos realizada na Villa de Lages, na época sob a Comarca do Norte.

            Partes:
            Vicente Luiz (suplicante);
            Rita Maria (suplicante);
            Matheus José de Souza (suplicado);
            Anna Maria do Amaral (suplicada).

            Resumo:
            É requerido um auto de vistoria e de avaliação de termos para os possuidores de um rincão de campos denominado Lagoa dos Patos, localizado na Serra do Boqueirão do Capão Bonito, devido a um impasse acerca da posse dessas terras. As mesmas foram doadas por Brisilda Maria anos atrás para sua filha Rita Maria e seu esposo Vicente Luis, que venderam parte dessa terra, chamada Vacas Gordas, para Policarpo Cezar de Oliveira Branco e sua mulher. Estes fizeram uma troca entre propriedades com Matheus José de Sousa e sua mulher, Anna Maria do Amaral. No entanto, a posse das terras foi contestada pela falta de assinatura nos títulos por culpa do tabelião anterior, Camillo Justiniano, tornando o documento nulo. O suplicante então apresenta um certificado com testemunhos atestando sua posse sobre as terras.

            Agentes que atuaram:
            escrivão José Antonio de Oliveira;
            escrivão do juízo de paz Estevão Theomacio dos Santos;
            escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
            tabelião Camillo Justiniano Ruaz;
            tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
            signatário Lourenço Dias Baptista;
            signatário alferes Antonio Felippe Pessoa;
            juiz municipal Guilherme Ricken;
            juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;

            Localidades relevantes:
            Vila de Lages;
            Serra do Boqueirão;
            Quarteirão do Capão Bonito;
            Rincão de campos denominados de Lagoa dos Patos;
            Campos antigos denominados de Vacas-Gordas.

            Compõem o processo:
            Petição inicial;
            Traslado de escritura;
            Autos de exame e vistoria;
            Sentença;
            Prestação de contas;

            Inventario de Domingos José da Costa
            BR SC TJSC TRRJ-24813 · Processo · 1850
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, à época sob a Primeira Comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do Processo:
            José Vieira da Silva (falecido);
            Domingos José da Costa (inventariante).

            Resumo:
            José Vieira da Silva realizou o inventário dos bens de Domingos José da Costa. Entre os bens listados estão roupas, utensílios de prata e ouro, móveis, ferramentas e dívidas. No entanto, não consta no inventário um escravizado de nome Januário, que era menor de idade e foi doado ao Hospital de Caridade. Atualmente, ele está sob a posse de Hipólito Antônio de Resendes, que reside na Enseada do Brito. Testemunhas confirmam a doação. Contém uma carta precatória do falecido Domingos José da Costa ao juízo de órfãos e ouvintes da vila de São José. O auto de arrecadação referente ao escravizado Ignacio que foi doado foi julgado como improcedente e foi pedido o seu retorno para a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, anexa ao Imperial Hospital de Caridade. O escravizado doado era pertencente a Domingas Ignacia, que era dona de Maria, mãe do escravizado.

            Atuaram no processo:
            advogado Eleutério Francisco de Souza;
            escrivão José Honório de Souza Medeiros;
            juiz municipal de orfãos Sérgio Lopes Falcão;
            juiz de paz Manoel Pires Ferreira;
            curador Caetano d'Araújo Figueiredo Mendonça Furtado;
            curador Cândido Gonçalves d’Oliveira;
            avaliador Ignacio Gonçalves Vieira;
            avaliador João da Costa Ortiga;
            avaliador José Silveira de Souza;
            avaliador Anastácio Silveira de Souza;
            avaliador João de Souza Freitas;
            oficial de justiça Joaquim Afonso Vieira;
            oficial de justiça Marcos Silveira de Mattos;
            pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus.

            Localidades relevantes:
            freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão,
            cidade de Desterro.
            Enseada do Brito;
            Praia de fora;

            Compõem o processo:
            procuração;
            custas de selo;
            descrição e avaliação dos bens;
            juramento ao curador;
            autos de arrecadação;

            Variação de Nome|:
            pregoeiro Lucas Roiz de Jesus;
            Enseada do Brito.

            Inventário de Joaquim José Coelho
            BR SC TJSC TRRJ-25186 · Processo · 1851-1852
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquim José Coelho (inventariado);
            Manoel Antônio Coelho (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Alexandre José Coelho;
            Alexandra Rosa;
            Anna Francisca Coelho;
            Anna Maria d’Jesus;
            Bernardina Rosa d’Jesus;
            Francisca Rosa d’Jesus;
            Joaquim José Coelho;
            José Antonio Coelho;
            Luiza Rosa;
            Luiza Rosa;
            Manoel José Coelho;
            Maria Francisca Soares;
            Maria Joaquina;
            Maria Rosa;
            Maria Rosa;
            Miguel José Coelho.

            Resumo:
            Manoel Antônio Coelho iniciou o processo de inventário de seu falecido pai, Joaquim José Coelho. O finado, residente na freguesia da Lagoa, deixou herdeiros e não escreveu testamento.

            Entre os bens inventariados, constam um oratório com imagens, terras, casas, roças, mobília, utensílios de cobre, um engenho de farinha, animais e ferramentas. Foram inseridas no arrolamento 5 pessoas escravizadas: João, de nação Moçambique; Isabel, descrita como “de nação” (vinda de África) e também com a informação de que estaria doente; e José, Joaquim e Rosa, designados como crioulos.

            Durante o processo, o inventariante solicitou a inclusão de Maria (descrita como crioula e “crioulinha"), que estava sendo escravizada pela herdeira Maria Francisca, no arrolamento; esta havia recebido-a de “presente” de seu avô, por via da pia batismal. O suplicante também afirma que abriu o requerimento para que Maria não seja tida como “sonegada” na ação.

            O procurador de Maria Francisca afirma que, como Maria foi doada para ela, não seria necessário incluí-la no inventário. O juiz observa o traslado de doação e, após a assinatura dos demais herdeiros, o pedido do inventariante é tido como sem vigor. Algumas dívidas passivas são declaradas no processo, sendo separada parte do patrimônio para quitá-las.

            A partilha dos bens foi realizada de forma igualitária entre os herdeiros. O juiz declarou o inventário concluído, sentenciando que as custas sejam pagas de maneira pro rata e notificando um parente próximo para servir de tutor dos herdeiros órfãos.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Luis da Silveira;
            avaliador José Luiz de Saibro;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão José Maria de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            procurador Polidoro do Amaral e Silva.

            Localidades relevantes:
            caminho de El-Rei;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia da Lagoa;
            Itacoroby (atual bairro Itacorubi, Florianópolis);
            morro da lagoa.

            Compõem o processo:
            auto de inventário;
            auto de partilha;
            contas;
            petições
            procuração;
            recibos;
            sentenças;
            termos de declaração;
            termos de louvação.

            Livro de notas n. 13, 1882

            Transcrição

            [Folha de rosto]
            Servirá este livro para notas do escrivão de paz da Freguesia de N. S. da Lapa do Ribeirão e vai numerado e por mim rubricado com o meu apelido = Oliveira de que uso, contendo o número de folhas constante do termo de encerramento. Secretaria da Câmara Municipal da Cidade do Desterro, 22 de agosto de 1882.
            O Presidente da Câmara Municipal
            Manoel José de Oliveira

            [Folha 1]
            Escritura de doação fixa que faz D. Elena Daissou, solteira, a seu cunhado Ignácio Gonçalves Dutra, e à mulher deste, sua irmã D. Luiza Daissou Gonçalves, como abaixo se declara.
            Saibam quantos este público instrumento de escritura de doação fixa virem, que no ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e oitenta e dois, aos dezoito dias do mês de dezembro do dito ano, nesta freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão, município da cidade do Desterro, capital da província de Santa Catarina, na casa de morada dos doados Ignácio Gonçalves Dutra e sua mulher Dona Luiza Daissou Gonçalves, no lugar denominado Costeira, desta freguesia onde eu escrivão vim a chamado da doadora Dona Elena Daissou, e sendo aí presente a mesma senhora reconhecida pelo próprio de mim escrivão e das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas, do que dou fé, perante as quais por ela doadora foi, digo, me foi dito que de sua livre e espontânea vontade, sem constrangimento de pessoa alguma, doava desde já ao seu cunhado Ignácio Gonçalves Dutra e Luiza Daissou Gonçalves os bens que ela doadora possui no distrito da freguesia da Enseada do Brito, cujos bens haver por legítima de seu falecido pai e mãe João Daissou e Felicidade Perpétua Daissou, que pelo preço de sua avaliação importaram na quantia de oitocentos e vinte e três mil e trezentos reis como consta dos inventários amigáveis que se procederam e julgados por sentença, não incluindo nesta quantia o valor de uma escrava parda de nome Joaquina, a qual deu liberdade, assim também doa pela mesma forma ao sobredito seu cunhado e irmã já referidos todos os bens que haver por herança de seu falecido irmão Thomé Bartholomeu Daissou, existentes no mesmo distrito da Enseada do Brito

            [Folha 1 verso]
            que pelo preço de sua avaliação importaram na quantia de quinhentos e oitenta e três mil setecentos e oitenta e cinco reis, isto é, a parte que pertence à doadora sujeitos ao pagamento de dez porcento à Fazenda Nacional com a condição porém de ser ela doadora vestida, sustentada e tratada em suas enfermidades pelos doados até o fim de sua vida, e finalmente dar-lhe sepultura, e no caso dela doadora sobreviver a ambos os doados, ser-lhe-á reservada a quantia de trezentos mil reis para seu tratamento até finalizar o seu tratamento, no que não terão direito algum os herdeiros dos doados, salvo que os mesmos doados sobrevivam à doadora. E por esta forma transfere aos sobreditos seu cunhado e irmã todo o domínio, direito e ação, e poderão tomar posse desde já dos referidos bens com autoridade de [ilegível] ou sem ela, e enquanto não tornarem se constituírem possuidores em nome dela. E pelos doado foi aceita a doação na forma acima estipulada e me pediram este instrumento nesta nota que lhes fiz por terem pago o selo do meu cartório em estampilhas, a qual lhes li, ratificaram e assinaram, assinando a rogo da doadora Dona Elena Daissou, por não saber ler nem escrever, por Francisco Samuel de Andrade, com as testemunhas presentes Domingos José Dias, João Gonçalves da Silva Rodrigues, reconhecidos de mim, João Baptista da Silva, escrivão que o escrevi.
            Francisco Samuel de Andrade
            Ignácio Gonçalves Dutra
            Domingos José Dias
            João Gonçalves da Silva Rodrigues

            [Folha 2]
            Escritura de troca fixa que fazem João Lopes de Aguiar e sua mulher Maria José Baptista, com D. Rolina Maria de Aguiar, como abaixo se declara.
            [uma morada de casa na rua da igreja matriz por outro morada de casa]
            [...]

            [Folha 2 verso]
            [...]
            Procuração bastante que faz a Senhora D. Carolina Antônia da Silva.
            [...]

            [Folha 3 verso]
            [...]
            Escritura de venda fixa que fazem Joaquim Martins Baptista e sua mulher D. Albina Antônia da Silva, de uma morada de casa ao Sr. João Gonçalves da Silva Rodrigues, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 4 verso]
            [...]
            Procuração bastante que faz o Senhor José Joaquim Ferreira.
            [...]

            [Folha 5]
            [...]
            Ata da eleição para um vereador da Câmara Municipal da Capital pelo 1º Distrito da província de Santa Catarina, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 6 verso]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz o Senhor Antônio José Antunes, como procurador do Senhor José Francisco Cabral e de sua mulher Joanna Ignácia do Nascimento, de (50m e 6) de terras com uma casa, ao Senhor Ignácio Antônio da Silva, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 7 verso]
            [...]
            Procuração bastante que fazem Domingos Cordeiro da Silva, Domingos Martins dos Santos e Manoel Vieira Cordeiro Sobrinho.
            [...]

            [Folha 8 verso]
            [...]
            Procuração bastante que faz a Senhora Dona Carlota Dorothea Callado Prates, como abaixo vai declarado.
            [...]

            [Folha 9]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz o Senhor Nazário Francisco Martins, de uma morada de casa de pedra com (37m) de terras ao Senhor Joaquim Estácio Ferreira Campos, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 10 verso]
            Escritura de venda fixa que faz o Senhor João Custódio de Lemos, de um escravo pardo de nome Jerônimo, de 17 anos de idade, natural desta província, ao Senhor Ignácio Antônio da Silva, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 11]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz o Senhor Francisco Martins dos Passos, de um escravo de nome Manoel, de cor parda, idade vinte e dois anos, natural desta província e solteiro, ao Senhor Francisco Samuel de Andrade, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 12]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz Dona Maria Jacinta da Silva, de uma morada de casa, a Francisco Cândido de Souza, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 13]
            Ata da eleição para deputados à Assembleia Provincial pelo primeiro Distrito da província de Santa Catarina.
            [...]

            [Folha 14]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz a Sra. Inocência Joaquina Vieira, de uma morada de casa com (72m e 6) de terras ao Sr. Virgilino Antônio Lopes, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 15 verso]
            Procuração bastante que faz Joaquim Martins Linhares.
            [...]

            [Folha 16]
            [...]
            Ata da eleição para deputados da Assembleia Provincial da Província de Santa Catarina pelo 1º Distrito em segundo escrutínio, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 17 verso]
            [...]
            Escritura de venda fixa que faz a Senhora Dona Mariana Ferreira, de um escravo de nome [Flor?], de cor preta, idade de 22 anos e natural desta freguesia, digo, desta província e solteiro, ao Senhor Marcellino Pereira da Silva, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 19]
            Procuração bastante que fazem João Pedro de Moraes e Miguel Pedro de Moraes e João de Souza Ferreira, por sua mulher Anna Maria de Moraes, Zeferina Carolina de Jesus e Constância Maria de Moraes, Maria José de Souza, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 20]
            Escritura de locação de serviços, que faz o crioulo José Vieira e o Senhor Manoel José de Siqueira, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 20 verso]
            [...]
            Procuração bastante que faz Porfírio Lopes de Aguiar.
            [...]

            [Folha 21 verso]
            [...]
            Escritura de doação fixa que faz a Senhora D. Mariana Tomásia da Silveira a Lixandrinha Maria da Conceição, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 22]
            [...]
            Procuração bastante que faz Dona Francisca Maria da Silva.
            [...]

            [Folha 23]
            Escritura de doação fixa que fazem Manoel Gonçalves Vieira e sua mulher Ignácia Maria de Jesus, a Maria Ignácia de Jesus, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 24]
            [...]
            Escritura de locação de serviço que faz o crioulo liberto Caetano e o Senhor Ignácio Antônio da Silva, como abaixo se declara.
            [...]

            [Folha 24 verso]
            [...]
            Escritura de locação de serviço que fazem Sabino Veríssimo da Silva e o crioulo liberto Camillo.
            Saibam quantos este público instrumento de escritura de locação de serviço virem, que no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo

            [Folha 25]
            Cristo de mil oitocentos e oitenta e quatro, aos dois dias do mês de junho do dito ano, nesta freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão, termo da cidade do Desterro, capital da província de Santa Catarina, compareceram no meu cartório os outorgantes deste instrumento a saber como credor Sabino Veríssimo da Silva e como devedor o crioulo liberto Camillo, ambos moradores nesta freguesia e reconhecidos de mim pelos próprios e das testemunhas adiante nomeadas e assinadas, perante as quais pelo devedor e referido crioulo Camillo foi dito que o credor Sabino Veríssimo da Silva lhe havia emprestado a quantia de duzentos mil reis para sua completa liberdade, cuja quantia lhe pagaria com sete anos de serviço, ficando o credor com obrigação de tratá-lo nas suas enfermidades. Caso o devedor queira retirar-se da casa do credor será obrigado a indenizá-lo da quantia que nessa data faltar para completo pagamento. E pelo credor foi aceito este contrato na forma acima estipulada e me pediram este instrumento nesta nota que lhes fiz por terem pago o selo proporcional em estampilhas inutilizadas por mim escrivão e fica arquivado no cartório. E sendo lido o ratificaram e assinaram, assinando a rogo do credor, digo, do devedor, por não saber ler nem escrever, João Baptista da Silva. Com as testemunhas Antônio José Antunes e Zeferino de Souza e Silva reconhecidos de mim João Lopes de Aguiar, escri-

            [Folha 25 verso]
            vão do juiz de paz interino que o escrevi.
            Sabino Veríssimo da Silva
            João Baptista da Silva
            Antônio José Antunes

            Contém este livro vinte e cinco folhas, todas numeradas e por mim rubricadas com o meu apelido = Oliveira = de que uso, e servirá para o fim indicado no termo de abertura.
            Secretaria da Câmara Municipal da Cidade do Desterro, 22 de agosto de 1882.
            O Presidente da Câmara Municipal
            Manoel José de Oliveira

            N. 40 = 2.500
            Pg. dois mil quinhentos reis de selo.
            Alfândega do Desterro, 18 de agosto de 1882.

            [Folha 26 verso]

            Contém este livro vinte e cinco folhas o qual servirá para nota do escrivão do juízo de paz da freguesia de N. S. da Lapa do Ribeirão.
            O escrivão João Baptista da Silva