Desterro

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        Desterro

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          BR SC TJSC TRRJ-22401 · Processo · 1853-1854
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de pobreza realizado na cidade do Desterro, capital da Província de Santa Catarina, na época sob a primeira comarca de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          A Justiça (requerente);
          Marcellina Rosa de Jesus (falecida);
          Pedro José de Goveia (requerido).

          Herdeiros:
          Emerenciana Rosa de Jesus;
          Raphael José da Goveita (falecido);
          Maria Rosa de Jesus;
          Pedro José de Goveia;
          Francisco José de Goveia (falecido).

          Resumo:
          Processo realizado por Pedro José de Goveia, viúvo e cabeça de casal, de sua falecida esposa, Marcellina Rosa de Jesus. O juiz responsável pelo caso notificou Pedro José para prestar juramento e declarar os bens de sua falecida mulher.

          Como bens, foram declarados animais, terras localizadas na freguesia da Lagoa, e dívidas passivas. Um avaliador foi nomeado para avaliar os itens declarados. Durante o processo, foi realizada a partilha de bens entre os herdeiros, e os partidores pediram para nivelar as parcelas de dinheiro partilhada entre os filhos e o viúvo.

          Ao final do processo, o juiz julgou a partilha por sentença, e os interessados foram encarregados de pagar as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          escrivão José Honorio de Sousa Medeiros;
          juiz municipal de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          avaliador Alexandre Correa de Mello;
          avaliador Thomé Machado Vieira;
          partidor João Narcizo da Silveira;
          signatário Domingos Dias de Sousa Medeiros;
          juiz corredor Guilherme Ricken.

          Localidades relevantes:
          Carvoeira;
          caminho da Carvoeira;
          caminho da freguesia da Lagoa;
          freguesia da Lagoa;
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          rua da Praia de Fora (atual praça Lauro Müller, Florianópolis);
          rio Tavares;
          primeira comarca.

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          despesas;
          juramento do inventariante;
          juramento ao partidor;
          mandado;
          relação e avaliação dos bens;
          sentença;
          tabela da partilha.

          Variação de nome:
          rio do Tavares.

          BR SC TJSC TRRJ-24992 · Processo · 1831-1832
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de embargo realizados na cidade de Desterro, na época sob a comarca da Ilha de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquina Rosa de Jesus (embargante);
          Pedro Thomas Torrentes (embargado).

          Resumo:
          Nestes autos de embargo, movidos pela embargante Joaquina Rosa de Jesus contra o capitão de bandeiras Pedro Thomas Torrentes, a autora procurou impedir que fosse feita a venda de João, menor de idade escravizado e designado como “crioulo”. João foi vendido ocultamente pelo marido da embargante, João Martins.

          Joaquina Rosa de Jesus alega que havia comprado João com seu próprio dinheiro, e que portanto a venda do garoto escravizado era ilegítima. Além disso, ela alegou que João Martins tratava de modo “desumano” a ela embargante, aos seus filhos, e ao escravizado, toda vez que ele “aportava” naquela localidade.

          O marido de Joaquina vendeu o escravizado João para Nicoláo Cesareti, que por sua vez vendeu a Pedro Thomas Torrentes. Porém, a embargante procurou embargar uma carta com uma quantia em dinheiro de 125.000 réis (125$000), referente ao pagamento do escravizado, que foi remetida para seu marido em Montevidéu, enquanto este comandava um brigue escuna.

          Em seguida, o irmão da embargante, João de Espindola Novais, prestou juramento para representar sua irmã Joaquina, que estava doente e de cama. O processo segue para as testemunhas, com dois depoimentos colhidos. Ambos corroboraram com o que disse a embargante, dizendo que o João Martins vendeu o garoto escravizado de modo oculto; porém, nada falaram sobre os maus-tratos domésticos.

          Contudo, o processo termina inconclusivamente, sem emissão de sentença nem desfecho confirmado.

          Atuaram no processo:
          escrivão Domingos Dias de Souza Medeiros;
          juiz de fora major Anacleto Jose Pereira da Silva;
          meirinho geral Silverio de Jesus Maria.

          Localidades relevantes:
          Barra do Aririú (atual bairro no município de Palhoça, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          comarca da Ilha de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          denúncia;
          mandado de intimação;
          testemunhas.

          Variações de nome:
          Nicoláo Cesaretti;
          Nicoláo Cezareti;
          Nicoláo Cezaretti.

          BR SC TJSC TRRJ-22603 · Processo · 1853-1854
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Petição para nomear tutor realizada na cidade do Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes:
          Joaquim Fernandes Capella (inventariante; testamenteiro; suplicante);
          Rita Joaquina de Jezus (inventariada; testadora; falecida);
          Fermina Maria Rita de Jezus (menor; tutelada).

          Resumo:
          Neste processo, Joaquim Fernandes Capella compareceu no juízo municipal de órfãos em virtude do falecimento de Ritta de Jezus, ex-escravizada liberta, descrita como “preta”. Rita faleceu no dia 24 de maio de 1853.

          Durante o leito de morte de Rita, a qual se encontrava em delicado estado de saúde, Joaquim realizava o seu testamento. Porém, devido à demora do escrivão em realizar os procedimentos, Rita faleceu antes da conclusão do testamento. Rita deixou dois filhos, de nomes Chrispim (escravizado por Joaquim) e Fermina, livre, tendo entre 7 e 8 anos de idade, descrita como “crioula”; estes foram designados por Ritta como seus legítimos herdeiros.

          No testamento de Rita, constava também uma escravizada de nome Simôa, descrita como “velha”; além de “[...] insignificantes trastes e roupas que de nada servem e de que ninguém se pode utilizar, por causa da moléstia que padecia e de que morreu [Ritta]” (página 3 da digitalização).

          Sobraram, também, dívidas pendentes no nome da falecida: Ritta devia 100.000 réis (1000$000) ao credor Pedro Kiefer, tinha pendências referentes ao aluguel da casa que habitava, e também devia a um “preto velho” que prestava tratamentos médicos à falecida. Rita vivia na Rua do Vigário, em uma casa locada por Estanisláo Antonio da Conceição. O suplicante, Joaquim, havia pago os valores referentes ao enterro de Rita, ao aluguel e aos honorários do “preto velho”; e fez um acordo com Kiefer, em que Joaquim pagaria a soma total ao longo de 6 meses. O caixão foi providenciado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.

          Por conta do falecimento de Rita, Joaquim veio requerer a nomeação de tutor para Fermina; e pediu autorização para alugar a escravizada Simôa. Simôa tinha uma dívida, e através de seus serviços a Joaquim, pagaria o montante.

          Em seguida, consta o testamento de Rita. Nele, ela diz ser africana, natural da Costa da África. Rita também declara professar a fé católica, e declara ser senhora da escravizada Simôa. Após o curto testamento, encontram-se diversos recibos referentes às despesas do velório e dos pagamentos que figuraram no testamento.

          Depois disso, procedeu-se à tutela, e o suplicante Joaquim Fernandes Capella foi nomeado para o cargo. Antes de poder executar a tutela, porém, Joaquim submeteu-se a uma nova avaliação da escravizada Simôa. Os dois avaliadores nomeados para levantar o preço de Simôa julgaram que seu valor configurava 300.000 réis (300$000).

          Adiante, Joaquim apresenta-se como inventariante de Rita; e a fim de realizar os procedimentos do inventário, compareceu em juízo no intuito de arrematar Simôa, a fim de quitar dívidas com o valor de sua arrematação.

          Na sequência, em um ofício datado de 3 de fevereiro de 1854, consta que faleceu Fermina, a única filha livre de Rita. Ela havia sido sepultada em 16 de outubro de 1853, no cemitério público da cidade de Desterro.

          Na sentença, por fim, o juiz sentenciou o suplicante a pagar um ônus referente à herança.

          Atuaram no processo:
          administrador de cemitério público João de Deos Castilho;
          avaliador Antonio Ferreira Cardoso Guimaraens;
          avaliador Jose Porfirio Machado de Araujo;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão eclesiástico João Antonio da Conceição;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          signatário Antonio Schneider;
          signatário José Marcellino da Silva;

          Localidades relevantes:
          rua do Vigário (atual rua Fernando Machado, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Compõem o processo:
          certidão de óbito de Fermina Maria Rita de Jezus;
          petição;
          recibos;
          sentença;
          termo de avaliação;
          termo de louvação de avaliadores;
          termo de juramento de curador;
          termo de juramento de tutor;
          testamento.

          Variação de nome:
          Joaquim Francisco Capela (testamenteiro; suplicante);
          Ritta Joaquina de Jezus (testadora; falecida).

          BR SC TJSC TRPOA-37954 · Processo · 1878
          Part of II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Processo crime na cidade de Desterro, à época comarca da capital, Província de Santa Catarina

          Partes do processo: Honório Teixeira Coimbra (vítima); Honorato, escravo de Sérgio Lopes Falcão (réu).

          Escravizado: Honorato (crioulo).

          Resumo: Honório Teixeira Coimbra, morador da cidade de Desterro, fez uma denúncia na Justiça da capital contra o escravizado Honorato, que pertencia a Sérgio Lopes Falcão. Segundo Honório, Honorato aproveitou que seu dono e a família estavam ausentes, passando uma temporada na freguesia de São Miguel, e invadiu a casa do vizinho pela janela da cozinha.
          Moradores viram a invasão e avisaram a polícia, que prendeu Honorato em flagrante. Foi aberto um inquérito para investigar o caso, com exame de corpo de delito, depoimentos de testemunhas e o interrogatório do próprio acusado.
          O delegado determinou a prisão de Honorato, mas a sentença acabou sendo suspensa.

          Atuaram no processo: chefe de policia João Narciso da Silveira; escrivão José Antunes Pereira; escrivão Manuel Vieira de Sousa; escrivão Leonardo Jorge Campos; promotor Joaquim Augusto e Livramento.

          Localidades relevantes: cidade de Desterro; comarca da Capital.

          Compõem o processo: rol de testemunhas; depoimentos; corpo de delito.

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          BR SC TJSC TRPOA-21193 · Processo · 1883
          Part of II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Parte:
          Nicolau de Ávila dos Santos (requerente).

          Licença para venda de bens; Topônimo: Sertão da Freguesia da Santíssima Trindade; Desterro.

          Felisberto Elysio Bezerra Montenegro, juiz;
          João Narciso da Silveira;
          José de Miranda dos Santos, escrivão;
          Joaquim Augusto do Livramento, curador geral;
          Joaquim Tavares da Costa Miranda, juiz;
          Joaquim Martins;
          José de Miranda Santos, escrivão;
          Luis Carlos de Saldanha e Sousa;
          Manoel Enio José Bernardes;
          Manoel Luis da Silveira;
          Marcelino José Bernardes;
          Theodoro Maria da Silveira;
          Vidal Pedro de Moraes, escrivão.

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