Partes: Francisco de Paula Carneiro; Manoel Bento; escravizado Pedro.
Escravidão
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Partes: Athanazio Joze de Oliveira; Francisco Honorato Cidade.
Partes do Processo:
José estevão de Carvalho (réu);
Partes do Processo:
Propicio Cardozo da Silva;
Partes do Processo:
João Manoel Affonso Barrozo de Castro;
Anna Maria Morytz Cesar;
João Pereira da Silva;
David de Goes;
Partes do Processo:
Theodoro, escravizado (réu)
Partes do Processo:
Bento José Fernandes (inventariado);
Antonio Fernandes da Silveira (inventariante);
Francisco José Fernandes (inventariante);
Vicente José Fernandes (inventariante);
João José Fernandes (inventariante);
Anna Maria Fernandes (inventariante);
Rosa Maria Fernandes (inventariante);
Partes: Manoel Muniz de Moura; Antônio Muniz de Moura; Ignacio Nunes de Lima; Francisco de Paiva Muniz.
Partes: Manoel Francisco Caetano; Bartolomeu Furtado Antunes; escravizado Joaquim.
Requerimento realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Estevão (suplicante);
Diogo Teixeira Nunes (curador do suplicante);
Flambiano Feliz da Silva (suplicado).
Resumo:
Neste requerimento, o escravizado Estevão (descrito como “crioulo”) requereu, através de seu curador Diogo Teixeira Nunes, a alforria para obter sua liberdade. Em sua petição, Estevão informa que era escravizado por Francisco Pinto de Castilho e Mello, senhor que o enviou para a cidade de Laguna por estar reduzido ao “estado de necessidade”, no intuito de “vender salário” (escravizado de ganho). Francisco queria vender Estevão para Flambiano Feliz da Silva, pela quantia de um conto e cem mil réis, quantia esta que de acordo com o suplicante, ele possuía, e queria utilizar para obter sua liberdade. O suplicado afirmou que Estevão foi recolhido à prisão por ter ocultado o fato de que ele já havia sido vendido, visto que ainda não se considerava posse do suplicado. O curador do suplicante requereu que Flambiano fosse a juízo exibir o comprovante da quantia depositada da alforria de Estevão. O delegado relatou que o escravizado ameaçou suicidar-se caso fosse obrigado a ir para a casa de Flambiano.
Foi requerido que Estevão apresentasse o valor que ele informou possuir, e caso isso não acontecesse, teria de ir para o cativeiro de seu novo senhor. A quantia não foi depositada e o curador desistiu da ação, porém, para não deixar seu curatelado desamparado, ele requereu ao juízo que fosse passado libelo para que Estevão fosse vendido a outro senhor, visto que (na opinião do curador), o escravizado temia ser mal tratado no cativeiro de Flambiano. A desistência do curador foi julgada por sentença pelo juiz municipal.
O juiz realizou um auto de perguntas, no qual perguntou a Estevão o porquê de ter fugido da casa de Flambiano, bem como quem o aconselhou a fazer isso. Estevão respondeu que tinha vontade de servir ao senhor Manoel de Souza Machado. O escravizado também respondeu outras perguntas, afirmando que não foi ele que solicitou esse requerimento para obter alforria, e também não sabe quem o fez. Além disso, informou que não possuía a dita quantia mencionada anteriormente. Estevão admitiu que foi Manoel que tinha o pressuposto do respondente servi-lo por um certo período de tempo até que lhe fosse pago mais, porém ele se arrependeu e não quis depositar o dinheiro.
Atuaram no processo:
delegado de polícia José Joaquim da Cunha Passos;
escrivão Constancio Carneiro de Souza;
juiz municipal terceiro suplente em exercício José Marcellino Alves de Sá;
signatário Manoel de Souza Machado.
Localidades mencionadas:
província de São Paulo;
vila de Laguna.
Compõem o processo:
juramento ao curador;
termo de desistência;
auto de perguntas.