Escravidão

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          Assassinato de Elizeo José Ribeiro do Amaral
          Processo · 1884
          Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

          Partes:
          Clara Maria de Jesus (autora);
          Elizeo José Ribeiro do Amaral, capitão (vítima).
          Antonio Carlos de Mello (réu);
          João da Silva Motta (réu);
          Antonio da Silva Motta (réu);

          Assassinato; Lages; Quarteirão do Ferrito; vítima tinha uma demanda judicial contra os réus; estrada de Passo Fundo; rio Passo Fundo; topônimo: Botucaray, província do Rio Grande do Sul.

          Candido Luis de Andrade;
          Clementino Alves de Assumpção Rocha, tenente, testemunha;
          Ignacio Moreira;
          João Antonio Gomes, testemunha;
          Joaquim Morato do Canto, tenente, testemunha;
          Joaquim Machado de Carvalho, testemunha;
          José Luis Pereira, escrivão;
          Leovigildo Pereira dos Anjos, testemunha;
          Ladislau Ribeiro do Amaral, irmão da vítima, testemunha;
          Maurício Ferreira de Mello, oficial de Justiça;
          Marcus Ribeiro de Cordoba;
          Manoel Antonio de Oliveira;
          Nazário, escravo da vítima;
          Pedro José Leite Junior, advogado.

          Auto de Arrecadação de Escravizado preso
          BR SC TJSC TRRJ-10764047 · Processo · 1844
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Auto de Arrecadação de Escravizado preso, de nome João, realizado na Vila de Lages.

          Partes do processo: João (arrecadado); Manoel da Silveira Nunes, José Nunes da Silveira, Marciano Nunes da Silveira, Anna Nunes da Silveira, herdeiros de Manoel Nunes da Silveira (receptores);

          Resumo: Neste processo é feita a arrecadação de João, escravizado de "Cachagé" (nação da Costa, com sinal de "Bichigas") que havia fugido de seus senhores, os quais eram herdeiros do falecido Manoel Nunes da Silveira, de Santo Antonio da Patrulha. Ao ser encontrado e preso na Vila de Lages, é dado inicio ao processo de arrecadação de dinheiro através da venda do escravizado, e são contatados os herdeiros proprietários do mesmo, para que o dinheiro arrecadado seja repassado a eles. Contém pregão. Além de João, é mencionado o escravizado Antonio.

          Localidades mencionadas:

          • Vila de Lages;
          • São Francisco de Paula de Cima da Serra;
          • Santo Antonio da Patrulha;
          • Porto Alegre;
          • Rio Grande do Sul.

          Atuaram no processo:

          • Escrivão Generoso Pereira dos Anjos; Escrivão Bernardino Joaquim de Moraes; Escrivão José Joaquim da Cunha Passos; Escrivão João dos Santos Paiva; Escrivão José Barboza Teles;
          • Curador João Vicente Fernandes;
          • Procurador Lauriano José Ramos;
          • Coletor Luis Gonzaga de Almeida
          • Delegado de Polícia Antonio Saturnino de Souza e Oliveira; Militar; Major;
          • Juiz Antonio Caetano Machado; Juiz João Thomaz e Silva; Juiz Antonio Jozé Pereira Lopes;
          • Juiz Corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;

          Variação de nome: São Francisco de Paula de Sima da Serra; Rio Grande de São Pedro do Sul; Província do Sul; Francelisio Adolpho Pereira Guimarães.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Auto de Inventário de João Baptista de Souza
          BR SC TJSC TRRJ-31918 · Processo · 1850-1868
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de Inventário realizados na villa de Lages, à época sob a Segunda Comarca.

          Partes:
          João Baptista de Souza (inventariado);
          João da Silva Ribeiro Junior (inventariante).

          Herdeiros:
          Julia Baptista de Souza (menor);
          Maria Baptista de Souza;
          Esmenia Baptista de Souza;
          Marcos Baptista de Souza (menor);
          Maria Magdalena (menor).

          Co-Herdeiros:
          José Lima de Cordova;
          João da Silva Ribeiro.

          Resumo: Inventário realizado após a morte de João Bapstista de Souza, com seu genro João da Silva Ribeiro Junior atuando como seu inventariante. É iniciada a nomeação do curador de órfãos, sendo primeiramente nomeado Claudiano de Oliveira Rosa, o qual é posteriormente substituído pelo major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira. É anexado ao processo um auto de atestado de óbito do falecido pai do inventariante, de forma a confirmar informações e dados do mesmo para prosseguir-se com o inventário. Em meio ao atestado de óbito constam informações acerca de movimentações de tropas ao extremo-sul do Brasil na fronteira com o Uruguai; é atestado que o pai do inventariante, Manoel Pereira Soares haveria falecido em 1818, em meio a uma Guerra de Campanha no povo de São Carlos, como é atestado pelo juízo eclesiástico de São Borja. Posteriormente se segue com o inventário, havendo a avaliação e partilha dos bens, entre os quais são citados: ferramentas, utensílios, mobilia, cobre, ferro, ouro, joias, armas de fogo (espingardas e trabuco), arma branca (espada), armadura (peitoral), vestimentas, grande quantidade de animais, terras, casas e dívidas. Além disso também são citadas 23 pessoas escravizadas: Luis, Benedicto, João Alfaiate, Francisco, Manoel (menor), Sipriano (menor), Benedicto (menor), Justinianno (menor), João (menor), Gracianna (menor) e Germana (menor), todos descritos como crioulos; Carolina, Benedita, Florencio (menor) e Antonia (menor), todos descritos como mulatos; Mathias, Joaquina, Candido e Joaquim (menor), todos descritos como de Nação (de origem africana); Manoel Carpinteiro e João, ambos descritos como originários da nação Congo; Manoel, descrito como de nação Moçambique, e Fernando, descrito como de nação Monjollo. Constam também diversos traslados de escritura de propriedades e cópias de compra e venda de terrenos. Por fim, é feita a partilha de todos os bens, com o processo sendo concluso ao final com pagamentos à Fazenda Nacional.

          Atuaram no processo:
          escrivão do auditorio eclesiastico Domingos Jozé da Silveira;
          escrivão eclesiastico João Rodrigues de Andrade;
          escrivão interino e tabelião Miguel Gonçalves Franco;
          tabelião Mathias Gomes da Silva;
          tabelião Generoso Pereira dos Anjos;
          signatário Henrique José da Silveira;
          depositário interino Henrique Ribeiro de Cordova;
          depositária Constança Maria de Souza;
          procurador José Joaquim da Cunha Passos;
          curador de órfãos Claudiano de Oliveira Rosa;
          curador dos órfãos e procurador e coletor de rendas major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          coletor de rendas tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          avaliador Vidal Jozé de Oliveira Ramos;
          avaliador José Antunes Lima;
          partidor Mathias Gomes da Silva;
          partidor Jozé Pereira de Jezus;
          juiz Guilherme Ricken;
          reverendo vigario e juiz das justificações João Pedro Gay;
          juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
          juiz corregedor Henrique Ribeiro de Cordova.

          Localidades relevantes:
          Comarca das Missões;
          villa de São Francisco de Borja;
          provincia de Rio Grande de São Pedro do Sul;
          fazenda de São João;
          Pelotinhas;
          Invernada de Pelotas;
          Costa da Serra.

          Compõem o processo:
          Petição inicial;
          Juramento ao inventariante;
          Título de herdeiros;
          Habilitação de herdeiros;
          Juramento ao curador geral;
          Auto de justificação de óbito;
          Juramento ao justificante;
          Testemunhos;
          Habilitação aos herdeiros;
          Termo de louvação;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação dos bens;
          Declarações;
          Procurações;
          Traslado de escritura de venda de terras;
          Escritura de troca;
          Contas e dividas;
          Autos de justificação de dividas;
          Juramento aos partidores;
          Partilha dos bens.

          Autos crime da agregada Maria
          BR SC TJSC TRRJ-29346 · Processo · 1845-1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          A Justiça (autora);
          Maria (vítima);
          Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja (réu);
          Candido Dazio Machado (réu);
          Anastacio de Tal (réu).

          Resumo:
          Este processo se inicia com o homicídio de Maria, mulher indígena descrita na ação como “catequizada”, por ter sido agregada do padre João Vicente Fernandes. O termo “agregado” remonta a um tipo de registro utilizado no Brasil escravista para definir pessoas que, apesar de juridicamente livres, tinham suas vivências marcadas pela condição colonial de trabalho nas terras de senhores.

          No auto de corpo de delito, é revelado que seu corpo foi encontrado no fundo de um itaimbé (morro alto), com marcas de perdigoto (chumbo utilizado em armas de caça) e sangue, que também estava no topo do morro. Só foi possível identificá-la pelo vestido azul listrado que ela usava, e roupas que estavam espalhadas no local do crime.

          Em depoimentos, um homem escravizado de nome Luiz é citado; ele desceu o itaimbé para examinar o porquê de algumas aves estarem sobrevoando a área, e foi o primeiro a se deparar com o cadáver de Maria. De acordo com as testemunhas, Maria teria fugido da vila com dois homens escravizados, durante uma comitiva militar sob comando de Joaquim Fernandes, que ia em direção a Porto Alegre. Além disso, é mencionado que a vítima se comunicava e mantinha redes de relações com outros indivíduos escravizados, trabalhando na cozinha e distribuindo comida para pessoas que, de acordo com a descrição, “estavam no mato” — dentre estas, os chamados Munderé, Francisco (descrito como “de Nação”) e Joze.

          Ainda durante inquirição, uma testemunha alega que os homens Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja, Candido Dazio Machado e Anastacio de Tal ofenderam Maria, e que alguns dias depois afirmaram ir até o Passo do Constante — local do crime — para “irem atrás de uma égua”. Após esse depoimento, foi anexado um auto de queixa crime em que os citados tornaram-se réus.

          Dentro da queixa crime anexada, é afirmado que os réus seduziram Maria, Joze e Francisco, para irem a campos estranhos em suas companhias — contrariando a versão de que eles teriam fugido. Os autores queixaram-se do furto e ocultamento das pessoas escravizadas, afirmando que sabiam, por ouvir dizer, que os réus foram vistos levando dois homens negros à freguesia de Vacaria a cavalo, já sem a presença da vítima, para vendê-los.

          14 anos após o início do processo, o escravizado Joze voltou à vila de Lages e afirmou que esteve em poder do réu Joaquim Azambuja durante esse período. É revelado que Maria conseguiu fugir do furto e, para não serem delatados pelo crime, os réus a mataram. Com isso, os agravantes levaram à pronúncia dos suplicados. Os últimos documentos do processo revelam a nomeação do réu Joaquim Fernandes da Fonseca Azambuja ao cargo da escrivania eclesiástica. Portanto, a ação termina de modo inconclusivo e sem sentença sobre os crimes cometidos por ele.

          Atuaram no processo:
          curador geral reverendo João Vicente Fernandes;
          delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão Affonso de Araujo e Silva;
          escrivão Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
          escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão e promotor público Antonio Ricken de Amorim;
          escrivão e tabelião Constancio Xavier de Souza;
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          inspetor do quarteirão Tiburcio Pinto Carneiro;
          juiz de paz Joaquim Rodrigues de Oliveira;
          juiz municipal José Nicolau Pereira dos Santos;
          juiz municipal capitão José Marcelino Alvez de Sá;
          juiz municipal suplente Henrique Ribeiro de Cordova;
          oficial de justiça Gregorio Antonio;
          padre Juliano de Faria Lobato;
          procurador Ignacio Coelho d’Avila;
          procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
          promotor público João Francisco de Souza;
          promotor público Roberto Sanford;
          signatário Joaquim Dias de Moraes;
          tenente Anastacio Gonçalves de Araujo;
          tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          tenente Manoel Firmanno.

          Localidades relevantes:
          Capirú;
          cidade de Porto Alegre;
          Cima da Serra;
          freguesia de Vacaria;
          passo da Guarda;
          passo de Pelotas;
          passo de Santa Vitória;
          passo do Constante;
          Potreiro;
          quarteirão de Pelotinhas;
          rio Lava-Tudo;
          vila de Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Passo Fundo (atual município de Passo Fundo, Rio Grande do Sul).
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          agravo;
          auto de corpo de delito direto;
          auto de queixa crime;
          carta precatória;
          citação;
          contas;
          diligência;
          inquirições;
          libelo crime acusatório;
          mandado de captura;
          notificações;
          procuração;
          pronúncia;
          termo de declaração;
          termo de desistência;
          termos de juramento.

          Variação de nome:
          Monderé;
          Sima da Serra;
          Rio Lavatudo.

          Autos crime de Floriano Joze Cardenas
          BR SC TJSC TRRJ-29003 · Processo · 1844 - 1861
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos crimes de queixa realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Floriano Joze Cardenas (queixoso);
          Daniel Schutel (réu).

          Resumo:
          Floriano Joze Cardenas abre um processo para queixar-se de alguns danos e prejuízos causados a sua propriedade. Ele aponta Daniel Schutel, estrangeiro norte americano, como um dos culpados pelo crime; o delito ocorreu enquanto o queixoso estava em viagem para a província do sul e, quando voltou a Lages, se deparou com o arrombamento de sua loja e o furto de alguns objetos.

          Em depoimento, o réu afirma que cometeu o ato a mando de Felisberto Olimpio Caldeira e Manoel Joze de Andrade Pereira, sendo acompanhado por eles até a loja do queixoso. No local, os culpados retiraram um balcão, tábuas e uma porta. Mais tarde, Luiz Gonzaga d’Almeida e um homem escravizado não nomeado são apontados como cúmplices.

          O local passou por auto de corpo de delito, em que os peritos constataram a falta de portas, portaladas, janelas, tábuas, forros e armações da venda. O processo contou com testemunhas, que confirmaram o fato; eles afirmam que o réu os contou pessoalmente que havia retirado os objetos da casa. Ao decorrer da ação, o delegado se coloca como suspeito no caso, por ser próximo de uma das partes do processo, e com isso ela é passada para o seu suplente.

          A queixa é julgada improcedente pelo delegado suplente, por falta de provas. Mais tarde, o juiz da correição afirma que o responsável pelo formador da culpa foi errôneo ao tentar reconhecer se o réu agiu com má fé ou conhecimento do mal, declarando que essa decisão não era de sua alçada. Além disso, o corregedor requer que se proceda a ação com formalidade e inquirição de testemunhas, multando o formador da sentença inicial. O processo é finalizado com pedido de pagamento do selo para a coletoria das rendas provinciais.

          Atuaram no processo:
          coletor e delegado major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          delegado primeiro suplente Antonio Caetano Machado;
          escrivão da coletoria Estacio Borges da Silva Mattos;
          escrivão do cível Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          juiz de direito em correição Joaquim Jose Henriques;
          juiz municipal José Nicolau Pereira;
          perito Joaquim Dias de Moraes;
          perito Mariano Cardoso Monteiro;
          procurador capitão Hipolito Machado Dias;
          procurador Miguel Ferreira Braga;
          signatário Joze Fabiano de Campos.

          Localidades relevantes:
          América do Norte;
          pátio da matriz;
          província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina)
          vila de Mancefield.

          Compõem o processo:
          auto de corpo de delito direto;
          auto de qualificação;
          contas;
          correição;
          inquisição;
          petição;
          procuração;
          réplica;
          sentença;
          termo de declaração;
          termos de juramento;
          testemunhas.

          Variação de nome:
          vila de Mansfield.

          Autos de Entrega de Bens de Joaquina Rosa d’Aguiar
          BR SC TJSC TRRJ-79781 · Processo · 1847 - 1869
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de entrega de bens realizados na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquina Rosa d’Aguiar (suplicante);
          Ignácio José Moreira (falecido);
          Americo Ribeiro Gomes (credor suplicado);
          Caldeira de Mello (credor suplicado);
          Flambiano Feliz da Silva (credor suplicado);
          Joaquim Henriques de Oliveira (credor suplicado);
          Joaquim José Ribeiro do Amaral (credor suplicado);
          João Antonio Pereira Alves (credor suplicado);
          João Moreira (credor suplicado);
          João Xavier Neves (credor suplicado);
          José Neckel (credor suplicado);
          Jorge Trueter (credor suplicado);
          Lourenço Walterich (credor suplicado);
          Manoel José Teixeira (credor suplicado).

          Resumo:
          Joaquina Rosa d’Aguiar dá início ao processo de entrega de bens após o falecimento de seu marido, Ignácio José Moreira, na província do Sul. A ação foi aberta a fim de saldar dívidas deixadas pelo finado, em que a suplicante afirma a impossibilidade de liquidar os bens, por sua situação de desamparo financeiro. Com isso, é solicitado que todo o patrimônio fosse depositado e que o produto fosse repartido por rateio entre os credores notificados.

          Uma relação de bens é anexada, em que constam uma morada de casa e animais; além disso, são incluídas no documento duas pessoas escravizadas, de nome Joaquim e Luiza, descritas como idosas. Parte dos bens encontrava-se localizada em Cruz Alta, fazendo-se necessário passar carta precatória para o envio destes à vila de Lages. Ao decorrer do processo, os credores anexaram comprovante das dívidas que o finado deixou pendente, assim como alguns títulos de créditos assinados por ele.

          Durante a ação, é revelado que o falecido teria sido vítima de um homicídio com autoria de Felicidade, mulher escravizada. São anexados autos cíveis de arrecadação de ausentes, em que os bens do falecido, localizados em Cruz Alta, foram arrolados. Dentre o patrimônio, constam animais, quantias em ouro, uma pistola de pedra, patacões (moedas de 960 réis), vestimentas e equipamentos de montaria; além disso, é citado um homem escravizado de nome Manoel, designado como crioulo. Felicidade, descrita como preta, também foi incluída na relação e, como estava presa pelo ocorrido, sua incorporação na arrecadação foi requerida por meio de mandado.

          Um traslado que continha autos de justificação é anexado, em que é justificante Flambiano Feliz da Silva e justificada a herança do finado Ignácio. Nele, é revelado que o suplicante requereu um procurador para representar Felicidade, citada neste documento como sendo de sua posse, e não do falecido. Flambiano afirma que essa representação seria necessária para defendê-lá da cumplicidade do crime cometido contra o falecido, em que Manoel, descrito como indígena, é apontado como principal culpado pelos ferimentos. Além disso, o suplicante e as testemunhas dos autos afirmam que alguns bens incluídos na relação, como uma mula e uma pistola de pedra, foram somente emprestados para o falecido.

          A justificação de Flambiano foi aceita e, com isso, os bens e as pessoas escravizadas de sua posse foram retirados do espólio do falecido. A partir desse momento, são anexados os títulos de crédito necessários para a avaliação das pendências, dando-se início aos editais para a repartição do patrimônio e pagamento aos credores. Com o produto da arrematação, uma quantia em reposição e o restante abatido das despesas do processo, os credores foram pagos por rateio, com igualdade de divisão. O processo foi concluído e julgado por sentença, em que a divisão é tida como procedente pelo juiz.

          Atuaram no processo:
          avaliador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
          avaliador Claudiano de Oliveira Rosa;
          delegado e juiz de órfãos Antônio Gomes Pinheiro Machado;
          depositário Joaquim Floriano de Toledo Junior;
          depositário e procurador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          escrivão do juízo de paz João Faustino de Oliveira;
          escrivão do juízo geral e tabelião Mathias Gomes da Silva;
          escrivão do juízo municipal Manoel Lucas Annes;
          escrivão Jozé Clemente da Silva;
          escrivão vitalício de órfãos Francisco Teixeira de Almeida;
          juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
          oficial de Justiça Diniz Dias;
          oficial de justiça Gregorio Antonio;
          partidor Antonio Ricken do Amorim;
          partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
          procurador Constancio de Souza;
          procurador e signatário Jorge Trueter;
          procurador tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          signatário Domingos Leite;
          signatário Generoso Pereira dos Anjos;
          signatário João da Silva Ribeiro;
          signatário João Francisco de Souza;
          signatário Luis Jose de Oliveira Franco;
          signatário Manoel Caetano do Amaral;
          subdelegado de justiça Manoel de Azevedo Penna.

          Localidades relevantes:
          aldeia de Viamão (atual município de Viamão, Rio Grande do Sul);
          aldeia dos Anjos (atual município de Gravataí, Rio Grande do Sul);
          colônia de São Pedro de Alcântara (atual município de São Pedro de Alcântara, Santa Catarina);
          comarca do norte;
          distrito de Botucarahy (atual cerro do Botucaraí, localizado no município de Candelária, Rio Grande do Sul);
          fazenda do Capão Bonito (atual município de Capão Bonito, São Paulo);
          província de São Paulo (atuais estados do Paraná e São Paulo);
          província do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila do Espírito Santo da Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de Paranaguá (atual município de Paranaguá, Paraná);
          vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          arrolamento de bens;
          auto de deprecado;
          autos cíveis de arrecadação de ausentes;
          autos de justificação cível;
          avaliações;
          bilhetes de praça;
          carta de edictos;
          carta precatória;
          contas;
          correição;
          editais;
          mandado;
          petições;
          procurações;
          recibos;
          sentença;
          termo de entrega;
          termo de levantamento;
          termos de declaração;
          termos de depósito;
          termos de juramento;
          títulos de crédito;
          traslado de autos de justificação;
          traslado de edital.

          Variação de nome:
          Flabiano Feliz da Silva;
          José Nekell (credor suplicado);
          distrito de Butucarahi.

          BR SC TJSC TRRJ-30919 · Processo · 1850-1863
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Autos de inventário e partilha realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Antonio Rodrigues de Andrade (falecido);
          Vituriana Maria de Jesus (inventariante).

          Herdeiros:
          Angelica Maria de Jesus;
          Balbina Rodrigues de Andrade;
          Catharina Ribeiro de Andrade;
          Felicidade (neta);
          Fortunata (neta);
          Floriano Rodrigues de Andrade;
          Generoso Alves Guimarães (co-herdeiro);
          João de Chaves Almeida (co-herdeiro);
          Joaquim de Marafigo (co-herdeiro);
          Joaquim Henriques de Oliveira (co-herdeiro);
          Joaquim (neto);
          Manoel Esmerio (co-herdeiro);
          Manoel (neto);
          Manuela (neta);
          Maria Ribeiro do Espírito Santo (neta);
          Marinha (neta);
          Maurício José Pedro da Silva (co-herdeiro);
          Salvador (neto);
          Silverio (neto);
          Ventura (neta).

          Resumo:
          Vituriana Maria de Jesus abre um processo de inventário após o falecimento de seu marido, Antonio Rodrigues de Andrade, que não deixou testamento. Como o finado tinha herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador.

          Os bens inventariados foram mobília, utensílios de cozinha, ferramentas, vestimentas, equipamentos de montaria, animais, campos e casas. São citadas dívidas ativas deixadas pelo finado. Constam no inventário 6 pessoas escravizadas: Catharina, Manoel, Dionizio e Anna, designados como crioulos; João, sem descrição; e Candida, descrita como “de nação” (africana).

          Ao decorrer do processo, alguns co-herdeiros e herdeiros homens são notificados para declararem seus dotes. Dentre os bens, destacam-se animais, prataria, uma quantia em dinheiro, utensílios de cozinha, mobília e armas de fogo; além disso, são citadas as pessoas escravizadas de nomes Maria, Domingos, Maria (designada como “da Costa”), Antonio, Miguel e Luiza — também há menção a dois casais de escravizados, mas eles não são nomeados.

          A inventariante abre petição para requerer o envio de cartas precatórias, a fim de notificar os herdeiros que residem em outros lugares. Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha entre os herdeiros, em que parte do patrimônio foi separada para o pagamento das dívidas, meias sizas e custas da coletoria. O processo foi julgado por sentença, em que é requerido o pagamento das custas de maneira pro rata.

          Atuaram no processo:
          avaliador Antonio Ricken de Amorim;
          avaliador Henrique Ribeiro de Cordova;
          coletor das rendas nacionais Luis Gonzaga de Almeida;
          coletor José Antonio de Souza Monteiro;
          curador Claudiano de Oliveira Rosa;
          curador Lucianno Palhano;
          escrivão e tabelião Manoel Antonio de Azevedo;
          escrivão Mathias Gomes da Silva;
          escrivão Miguel Gonçalves Franco;
          juiz corregedor Joaquim José Henriques;
          juiz municipal e de órfãos Guilherme Ricken;
          partidor Francisco Gomes da Silva Coelho;
          partidor Jorge Trueder;
          procurador Antonio Felippe Pessoa;
          procurador alferes Antonio Felippe Lisboa;
          procurador José da Silva Furtado;
          procurador major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          procurador Tristão Augusto de Godoes;
          tabelião Camillo Justiniano Ruas.

          Localidades relevantes:
          fazenda de Santo Antonio;
          freguesia de Nossa Senhora da Oliveira da Vacaria (atual município de Vacaria, Rio Grande do Sul);
          rio São Mathias;
          rio Pelotas;
          segunda comarca;
          província de São Pedro do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila de Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          auto de partilha;
          cartas precatórias;
          contas;
          correição;
          descrição e avaliação dos bens;
          escrituras de compra e venda;
          petições;
          procurações;
          recibos;
          sentença;
          termos de declaração;
          termos de juramento.

          Variação de nome:
          Victoriana Maria de Jesus (inventariante).

          Carta precatória requisitória de Bernardino Jose Loppes
          BR SC TJSC TRRJ-78557 · Processo · 1835
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Carta precatória requisitória realizada na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

          São partes do processo:
          Bernardino Jose Loppes (autor);
          Segundo (réu);
          José Antonio da Silva Castro (réu);
          Bento Antonio (réu).

          Resumo:
          Nesta carta precatória requisitória, é deprecante o juízo de paz da vila do Espírito Santo da Cruz Alta, e é deprecado o juízo de paz da vila de Lages.

          O processo contido na carta precatória trata de uma denúncia feita pelo reverendo vigário Bernardino Jose Loppes, tesoureiro da Igreja do Espírito Santo, a igreja matriz da vila de Cruz Alta. Ele descreve que, há seis meses da data autuação de sua denúncia, a igreja em que presta seus serviços foi arrombada e saqueada por ladrões, que levaram diversas artigos religiosos, confeccionados em ouro, prata e outros materiais. O denunciante acusou um homem chamado Segundo (descrito como pardo "balviano") de ter sido quem arrombou as portas da igreja; e acusou José Antonio da Silva Castro e Bento Antonio (descrito como crioulo, preto e forro) de terem efetuado o roubo, e de terem levado os artefatos roubados.

          O autor da denúncia afirmou que José Antonio da Silva Castro e Bento Antonio trabalharam para a igreja como armadores de um evento religioso; e tendo o fato criminoso acontecido depois do evento, ambos os armadores foram presos na vila de Cruz Alta. Entretanto, as peças levadas da igreja não foram encontradas, e sem provas conectando-os ao crime, os dois presos foram soltos.

          De acordo com o denunciante, mais tarde, esses mesmos dois réus que foram presos seguiram a estrada da Vacaria até chegarem em Lages. Lá, foram encontrados na posse de itens que batiam com a descrição dos artefatos roubados da igreja; e foram novamente presos na vila de Lages. O autor da denúncia especulou que alguns dos bens já haviam sido vendidos, perdidos ou danificados ao longo da viagem dos réus para Lages.

          Os artigos religiosos roubados constavam em uma "custódia" (também chamada de "ostensório" — é um artefato religioso, geralmente feito de ouro, usado pela igreja católica durante liturgias), três cálices, duas "patenas" (pratos usados para hóstias e para cobrir os cálices no catolicismo), uma caixa, um "frontal" (tecido que cobre o altar) com franjas de prata, e mais dois acessórios do frontal.

          São mencionados depoimentos de testemunhas, que não constam no corpo documental deste processo; mas, na sentença, o juiz atestou que elas corroboram a denúncia do vigário, tornando-a procedente e pronunciando os réus culpados pelos crimes de arrombamento e roubo. Posteriormente, pelo mau estado da cadeia da vila de Lages, foram transferidos para a capital da província de Santa Catarina.

          Localidades relevantes:
          cadeia da vila de Lages;
          comarca de Missoins;
          comarca do norte;
          província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
          vila do Espírito Santo da Cruz Alta (atual município de Cruz Alta, Rio Grande do Sul);
          vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          correição;
          denúncia;
          despacho com descrição dos bens roubados;
          mandado de prisão e livramento;
          mandado de levantamento;
          procuração.

          Atuaram no processo:
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão do juízo de paz Camillo Justiniano Ruas;
          depositário João Rodrigues de Andrade;
          juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
          juiz municipal Jose Jacinto de Oliveira;
          juiz de paz Francisco das Chagas do Amaral Fontoura;
          juiz de paz João Guilherme Catelam.

          Variações de nome:
          Bernardino Jose Lopes;
          Bernardino Joze Lopes;
          depositário João Roiz de Andrade;
          comarca de Missões;
          juiz de paz João Guilherme Catelan.

          Embargos de Custódia Cândida da Silva
          BR SC TJSC TRRJ-23930 · Processo · 1857
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Partes:
          Custódia Cândida da Silveira Schutel (autora);
          João Strambio Schutel (autor);
          Antônio Ciolina (réu);
          Felicidade Candida da Silveira (réu).

          Translado. Réu, “forasteiro”, teria se apossado de alguns bens e fugido para a Itália; Incompleto; Desterro; província do Rio Grande do Sul; vila de São Miguel, comarca da Capital; terras em “Biguassu”; trecho para exposição sobre escravidão na folha digital n. 16, ao descrever bens a serem arrolados: “Huma escrava de nome Eva com uma cria femea. Huma junta de bois [...]”; Morada de Casa na Rua do Ouvidor avaliada em 2.000$000 (dois contos de réis); Tribunal da Corte do Rio de Janeiro;

          Adão, escravo, criolo;
          Antonio Carlos de Carvalho, procurador dos autores, coletor;
          Antonio Francisco de Medeiros, escrivão;
          Antonio Gonçalves Campos, escrivão;
          Antonio Gonçalves Franco, juiz;
          Antonio Silveira de Souza, oficial de justiça;
          Carlos Weinand;
          David do Amaral Silva, testemunha;
          Eva, escrava, parda;
          Francisco, preto;
          Francisco Duarte Silva, comendador;
          Francisco Gonçalves da Luz;
          Faustina Roza;
          Jacintho Gonçalvez da Luz;
          Joaquim Luiz do Livramento, capitão, doutor;
          João José Roza;
          João Francisco Regis, escrivão;
          José Luis Alves;
          Joaquim do Amaral Silva F.;
          Lucas Rodrigues de Jesus, oficial de justiça;
          Manoel Luiz Cordeiro, carcereiro;
          Pedro, preto, escravo de nação;
          Silvano José da Silveira;
          Vidal Pedro de Moraes, escrivão.

          Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
          Inventário de Anna Maria de Jesus
          BR SC TJSC TRRJ-31935 · Processo · 1846-1867
          Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário e Arrematação realizados na vila de Lages.

          Partes do processo:
          Anna Maria de Jesus (inventariado);
          Henrique Paes de Farias (inventariante);
          alferes Ignacio da Silva Ribeiro (inventariante).

          Herdeiros:
          Henrique Paes de Farias;
          Antonia Maria do Nascimento;
          João;
          Florinda;
          Custodia;
          Constancia;
          Catharina;
          Felicidade;
          Eufrazia;
          Manoel (falecido);
          Maria (falecida).

          Co-herdeiros:
          Joaquina;
          Francisco da Silva;
          Felis de Campos;
          João Xavier;
          Vasco Joaquim Avarante;
          Ignacio da Silva Ribeiro;
          Antonia Mathiaz.

          Resumo: Inventário requerido pelos filhos da falecida Anna Maria de Jesus, com o seu filho Henrique Paes de Farias e seu genro Ignacio da Silva Ribeiro atuando como inventariantes. No inventário são citados entre os bens: animais, estoque de plantio de milho e feijão, ferramentas, utensílios domésticos e uma quantia em dinheiro. Além disso, há o registro de uma pessoa escravizada, de nome Miguel, do qual foi arrematado devido a erros na documentação de compra e venda, com sua arrematação estando anexada ao final do inventário. Contém também uma procuração feita contra o tesoureiro provincial a requerimento da herdeira Antonia Maria do Nascimento, ausente no momento da partilha e a qual afirma não haverem sido repartidos certos bens menores. O processo passa por uma correção posterior, no qual são verificadas as irregularidades acerca do valor de compra e venda do escravizado Miguel, e a sua arrematação, com o inventariante sendo questionado acerca das divergências.

          Atuaram no processo:
          signatário Fabricio José da Silveira;
          escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
          curador geral padre João Vicente Fernandes;
          louvador José Candido Coimbra Maÿer;
          louvador Joaquim da Costa Moreira;
          partidor Claudiano de Oliveira Rosa;
          partidor José Joaquim da Cunha Paes;
          procurador Mathias Gomes da Silva;
          procurador Domingos Francisco Gil;
          coletor de rendas tenente Luiz Gonzaga de Almeida;
          coletor de rendas Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
          agente de rendas Diogo Teixeira Nunes;
          pregoeiro Jozé Antonio de Oliveira;
          juiz de órfãos Antonio Caetano Machado;
          juiz de órfãos segundo suplente Guilherme Ricken;
          juiz corregedor Francelizio Adolpho Pereira Guimarães;
          juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
          juiz corregedor José Nicolau Pereira dos Santos.

          Localidades relevantes:
          Rio Grande do Sul;
          local denominado "Avarginha".

          Compõe o processo:
          Petição inicial;
          Relação de herdeiros;
          Termo de louvação;
          Requisição de comprovantes de compra e venda de escravizado;
          Partilha;
          Custos;
          Procuração;
          Requisição de certidão;
          Autos de arrematação;
          Pregão.