Sumário de Culpa

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              Sumário Crime
              BR SC TJSC TRRJ-19989 · Processo · 1847
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Partes: João José de Bairros; Francisco da Cruz; Maria de Bairros.

              Autoridades: escrivão Mathias Gomes da Silva; procurador Estevão Malaquias Paes de Figueiredo; juiz Guilherme Ricken; juiz Antônio Caetano Machado; juiz José Nicolau Pereira dos Santos; juiz Joaquim José Henriques.

              Sumário de culpa de Antonio Manoel de Almeida
              BR SC TJSC TRRJ-79636 · Processo · 1863
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Sumário de culpa ex officio realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              A Justiça (autora);
              Antonio Manoel de Almeida (réu);
              José José de Sima Rosa (vítima).

              Resumo:
              A justiça da cidade de Lages denunciou Antonio Manoel de Almeida por ter disparado com uma arma de fogo contra o ofendido José “de tal” (mais tarde, chamado de José de Sima Rosa).

              Testemunhas foram chamadas para depôr, onde mais detalhes do crime foram revelados; esta ação contou com informantes — pessoas presentes no momento do crime —, além de duas pessoas escravizadas por Gregório Ferreira Maciel, dos nomes Paulo e José, que não tiveram suas etnias especificadas em um primeiro momento.

              A partir dos depoimentos, foi declarado que o crime ocorreu no lugar denominado Pessegueiros, no “quarteirão dos índios”, e que o motivo de ter disparado contra o ofendido foi por ele querer se ausentar para Faxinal Preto com o objetivo de cuidar de sua mula que estava “cansada”, sem antes finalizar o contrato de trabalho que cumpria com o réu.;

              O ferimento foi grave, atingindo seu braço, ainda que o ofendido estivesse lúcido. Nesta ação de testemunhos, José foi apelidado como Baiano. Durante alguns depoimentos, o réu contestou as informações.

              Em depoimento, o réu disse não saber como a arma de fogo disparou e que não tinha a intenção de ferir, apenas aterrorizar; além disso, também negou outras afirmações em relação à motivação de seu crime, como pretender matar outros após atirar no ofendido. O juiz julgou a ação procedente e requereu a prisão do réu, assim como o pagamento das custas.

              Após a sentença, foi iniciado um auto de libelo crime, que tem como anexo a ação de corpo delito; os peritos analisaram os danos causados pelo tiro no corpo — como a imobilidade de dois de seus dedos na mão direita, causada pela impacto da bala no braço —, assim como os dados materiais já que o ofendido necessitou de trinta dias fora do serviço. O réu foi pronunciado e os jurados foram sorteados para o Tribunal do Júri, em seguida.

              Durante o segundo interrogatório do réu, ele permaneceu alegando sua inocência, declarando que não tinha intenção de disparar. Em conformidade com a decisão do júri, o réu foi absolvido da acusação; sendo assim, o juiz requereu o alvará de soltura e o pagamento das custas da ação pela municipalidade.

              Atuaram no processo:
              carcereiro Domingos Leite;
              escrivão interino Generoso Pereira dos Anjos;
              escrivão interino Polidoro José dos Santos;
              juiz de direito Joaquim Jose Henriques;
              juiz municipal e delegado de polícia José Nicolau Pereira dos Santos;
              oficial de justiça Antonio Pereira dos Santos;
              perito Basilio Teixeira de Lacerda Pinto;
              perito João de Castro Neves;
              promotor público Antonio Ricken de Amorim;
              signatário Constancio Carneiro Barbosa de Brito;
              signatário Moyses da Silva Furtado.

              Localidades relevantes:
              cidade de Lages;
              comarca de São José;
              Faxinal Preto;
              Pessegueiros;
              quarteirão dos Índios.

              Compõem o processo:
              auto de corpo delito;
              auto de qualificação;
              contas;
              libelo crime;
              petições;
              sentença;
              termo de assentada;
              termo de juramento;
              termo de remessa;
              termo de reunião;
              termo de sorteio;
              termo de verificação.

              Variação de nome:
              comarca de Lages.

              Sumário de Culpa de Francisco
              BR SC TJSC TRRJ-86773 · Processo · 1868
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Sumário de culpa realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              escravizado Francisco (réu);
              A Justiça (autora);
              escravizada Felicia (vítima).

              Resumo:
              Neste processo, o promotor público João da Costa Mello Junior acusa Francisco de homicídio contra Felicia, uma menina de dois anos de idade. Tanto o réu quanto a vítima eram pessoas escravizadas designadas como crioulas, sendo escravizadas por Candido Machado Severino.

              A partir das perguntas realizadas para os peritos no auto de corpo de delito, foi revelado que o falecimento da vítima foi causado por uma arma de fogo disparada em sua cabeça. Além disso, Candido foi intimado a comparecer no inquérito das testemunhas como curador de Francisco, para representá-lo ao decorrer da ação; entre os depoentes, foram chamados Luis e Laurentino, designados como crioulos, atuando como “informantes” porque estavam presentes no momento do crime.

              O inspetor Joze Antonio da Costa, ao descrever o crime, disse que Francisco teria disparado uma bala de espingarda acidentalmente em Felicia, após a arma ter falhado enquanto mirava em um coqueiro; a vítima estava observando o réu através da porta da cozinha quando foi baleada.

              Como mencionado em depoimento, o crime ocorreu no sítio de “Biguassú”, pertencente ao curador, sendo mencionado o sepultamento de Felicia no cemitério da Igreja Matriz da vila de São Miguel. Durante esta ação, as testemunhas concordaram que o disparo tinha sido realizado de maneira acidental — citado, também, que a vítima era sobrinha do réu —, e não houve nenhuma contestação por parte do curador.

              O subdelegado julgou a ação como procedente, estando o réu sujeito à prisão, e Candido à condenação ao pagamento das custas. Entretanto, não foi possível concluir se o réu era culpado do crime pelo tempo determinado por lei, já que houve demora de uma testemunha para comparecer ao depoimento.

              Após a sentença, foi dado início a uma ação de libelo. O réu foi pronunciado pela justiça, nesta ação representada pelo promotor público João da Costa Mello Junior. Foi afirmado que Francisco teria “pouco cuidado” no manuseio da arma, em um ambiente na qual a estava portando, já que muitas pessoas, adultas e de menoridade, estavam presentes no sítio. Até o julgamento do Tribunal do Júri, a ação deveria ter continuidade com o réu em prisão por cinco a quinze dias, requerido pelo juiz.

              Em seguida, foram chamadas testemunhas para compor o julgamento, assim como o depoimento do réu. Por fim, através da decisão do júri, o réu foi absolvido da acusação, requerendo o alvará de soltura e o pagamento das custas da ação por parte de Candido.

              Atuaram no processo:
              escrivão do juízo municipal Antonio Francisco de Medeiros;
              escrivão Lucio Hypolito de Camargo;
              inspetor Joze Antonio da Costa;
              juiz de direito interino Joaquim Augusto do Livramento;
              juiz de direito Manoel Vieira Tosta;
              juiz municipal interino capitão Eduardo José d’Amaral;
              oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
              oficial de justiça Antonio Silveira de Sousa;
              perito Alexandre Eloy d’Asevedo Coitinho;
              perito Salvador Cavalheiro;
              promotor público João da Costa Mello Junior;
              promotor público Joze Francisco Mafra;
              signatário Antonio Carlos de Carvalho;
              subdelegado de polícia primeiro suplente tenente Francisco Gonçalves de Luz.

              Localidades relevantes:
              Alto Biguassú;
              comarca da capital;
              sítio de Biguassú;
              vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de acusação;
              auto de corpo de delito;
              contas;
              cópia do edital;
              libelo;
              sentenças;
              termo de apresentação;
              termo de juramento;
              termos de comparecimento.

              Variação de nome:
              comarca de São Miguel;
              fazenda de Biguassú.