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            Inventário de Manoel Monteiro Cabral
            BR SC TJSC TRPOA-10622984 · Processo · 1889
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes:
            Manoel Monteiro Cabral (falecido); Marcolino Monteiro Cabral (inventariante)

            Processo restaurado a pedido do governador Irineu Bornhausen; Contém testamento; Mobília; Grande quantidade de mesas e cadeiras; Sofás; Cômodas em madeira de mogno e jacarandá; Marquesas francesas; Piano; Prataria; Louças; Talheres e castiçais de prata; Grande quantidade de Casas; Terras; Propriedades urbanas; Rua Conselheiro Jerônimo Coelho; Rua do Império; Rua Quinta; Rua Voluntário Carpes; Praça da Matriz; Passo do Gado; Rio de Tubarão; Vila de Nossa Senhora da Piedade de Tubarão; Grande quantia em dinheiro; Quantia em ações do Teatro Dramático de Laguna; Imigração; Município de Porto; Portugal; Contém carta precatória; Juízo de órfãos do termo de Laguna; Juízo de órfãos do termo de Tubarão; Freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho; Província do Rio de Janeiro;

            Escrivão José Maria Gnecco; Escrivão Manoel Baptista de Araújo; Escrivão Venâncio João de Oliveira e Silva; Tabelião Vicente de Paula Góes Rebello; Partidor João Fortunato José da Silva; Partidor Pedro Garcia da Conceição; Contador Joaquim de Souza Júnior; Curador geral Henrique do Amaral e Silva Lins; Juiz Anacleto Elias de Bittencourt; Juiz Francisco da Costa Guerra; Juiz Francisco Ferreira de Siqueira Varejão; Juiz Luiz Nery Pacheco dos Reis; Juiz Paulino José Franco de Carvalho; Padre Emiliano Mary;

            Variação de nome; Manoel Batista de Araújo; Vicente de Paula Góes Rebelo;

            201 folhas

            Tribunal da Relação de Porto Alegre
            Inventário de Manoel Rodrigues de Souza
            BR SC TJSC TRRJ-29811 · Processo · 1868-1882
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Processo de inventário realizado na Comarca de Lages.

            Partes do processo:
            Manoel Rodrigues de Souza (inventariado);
            Policarpo José de Souza (inventariante);
            Joaquim José Henriques (testamenteiro).

            Herdeiros:
            Francisco Propicio de Souza;
            Clara Maria de Souza;
            Policarpo José de Souza;
            Joaquim José de Souza;
            Ignacio Rodrigues de Souza;
            José Rodrigues de Souza;
            Maria Ignacia de Souza;
            Manoel Rodrigues de Souza Matto;
            João Rodrigues de Souza;
            Manoel (menor);
            Anna (menor);
            Antero (menor);
            Bento (menor);
            Anna (menor);
            Julio (menor).

            Resumo:
            Policarpo José de Souza deu início ao processo de inventário de seu falecido pai, Manoel Rodrigues de Souza Lima. Entre os bens descritos havia utensílios, ferramentas, mobília, espingarda, joias, ouro, prataria, grande quantidade de animais, terras, casas e dívidas. Além disso, foram descritos 19 escravizados, de nomes Balduino (descrito como preto, recebeu alforria no testamento), Manoelzinho, Henriques, Manoel Luiz, Mandú, João Lopes, Candido, Marciano, Joaquina, Rita; Eva-moça, Eva-velha, Narciza, Carolina (descrita como mulata), José (menor, e descrito como mulato), Thereza (menor, e descrita como parda), Luiz, João Antonio (descrito como preto). Consta também uma contestação acerca da terça de pagamento feita aos filhos ditos ilegítimos do testador com Maria Joaquina da Maia, os outros herdeiros diziam que Manoel e Anna não eram herdeiros necessários, e descreveram os dois menores enquanto "filhos adulterinos". Essa situação gerou um auto da reforma da partilha, porém a sentença continuou sendo contestada. Também consta um pedido para libertar os escravizados José e Thereza, que eram menores de idade e ficaram por legado para os legatários Manoel e Anna. Contém o processo de testamento do falecido a partir da página 471.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Joaquim Pinto;
            avaliador Lionel Caetano da Silva Machado;
            agente de rendas provinciais João Augusto Xavier Nunes;
            contador João Augusto Xavier Neves;
            contador João José Cerqueira Lima;
            contador José Joaquim Rodrigues de Athayde;
            curador geral Roberto Sanford;
            curador geral Lourenço Dias Baptista;
            curador geral Estacio Borges da Silva Mattos;
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de orfãos Ignacio Coelho d'Avila;
            juiz de orfãos José de Oliveira e Costa;
            juiz de orfãos Theodoro Ferreira de Souza;
            juiz de orfãos Vicente José de Oliveira Costa;
            juiz de direito Antonio Ribeiro dos Santos;
            juiz provedor Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz Vidal José de Oliveira Ramos;
            juiz Franceliso Adolpho Pereira Guimarães;
            oficial de justiça José Balthazar de Oliveira;
            procurador Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador Manoel Saturnino de Souza e Oliveira;
            procurador Joaquim José Henriques;
            procurador João Luiz de Andrade;
            tabelião José Luiz Pereira;
            tutor Antônio Pereira da Cunha e Cruz;
            tutor Domingos Thomaz de Souza;
            vigário Antonio Luiz Esteves de Carvalho.

            Localidades relevantes:
            Cidade de Laguna;
            Terra dos Pessegueiros;
            Terra do Mato dos Índios;
            Terra das Rocinhas;
            Macacos;
            Campos do Bairro;
            Serra do Tubarão;
            Rua da Cadeia;
            Freguesia de Nossa Senhora do Patrocínio;
            Rio Pelotas;
            Fazenda do Bom Sucesso.

            Compõem o processo:
            Descrição de bens;
            Auto de partilha;
            Termo de tutela;
            Procuração;
            Auto da reforma da partilha;
            Termo de responsabilidade;
            Termo de apelação;
            Pedido para alforria;
            Certidão de Batismo;
            Testamento;
            Termo de abertura;
            Termo de aceite;
            Conclusão.

            Variação de nome:
            Escravizada Eva-mossa.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria Angelica dos Santos
            BR SC TJSC TRRJ-30719 · Processo · 1859-1868
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Angelica dos Santos (falecida);
            Caetano Antonio Teixeira Couto (inventariante).

            Herdeiros:
            Antonio Caetano de Oliveira;
            Anna do Nascimento;
            Caetano Antonio de Oliveira;
            Francisco Caetano de Oliveira;
            Generozo Caetano de Oliveira;
            João Caetano de Oliveira (ausente);
            Joaquim Antonio de Oliveira;
            Jose Catenado de Oliveira;
            Libino José dos Santos (co-herdeiro);
            Manoel Antonio de Oliveira;
            Maria Caetana;
            Maria das Dôres (ausente e falecida);
            Miguel Antonio de Oliveira.

            Resumo:
            Caetano Antonio Teixeira Couto abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada esposa, Maria Angelica dos Santos. Como a finada deixou um herdeiro menor de idade, a ação passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador.

            Foi revelado que o herdeiro Francisco Caetano de Oliveira estava ausente da vila de Lages, residindo na vila do Príncipe (província do Paraná), sendo representado ao decorrer do processo por seu pai, Caetano. Os bens avaliados foram animais, utensílios de cozinha, ferramentas, jóias, um rosário, itens de montaria, casas, uma casa de olaria, terras e invernadas. Além disso, o inventariante declarou que o casal possuía dívidas passivas.

            Nesta ação, foram citadas 23 pessoas escravizadas, dos nomes: Manoel, descrito como de nação (africano); Albino, Clemente, Benedito, Manoel, Joaquim, Higino, Benedita, Francisca, Sebastiana, Joanna, Clara, Catharina, Veneranda, Mari, Roza, Severo, Rogerio, Româna, Benedito e Furtunato, descritos como crioulos; Maria Antonia, descrita como mulata e crioula; e Maria, na qual não teve sua etnia especificada e foi designada como não sendo “sadia”.

            Mais tarde, foi revelado que a herdeira Maria das Dôres havia falecido; a finada era moradora de Sorocaba, província de São Paulo. Em testamento anexado, em que é testamenteiro Francisco Gonçalves de Oliveira Machado, Maria fez seus últimos pedidos em vida, requerendo que uma quantia de dinheiro fosse repartida entre os “pobres” da cidade, da mesma forma com que deixou esmola para a Igreja de Santa Clara.

            Caetano declarou possuir mais terras na província do Paraná, em que foi requerido a abertura de uma carta precatória para proceder à avaliação. Os bens foram repartidos em igualdade e o juiz julgou a ação por sentença, em que requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata pelos herdeiros.

            Atuaram no processo:
            avaliador Clementino Alves da Assumpção e Rocha;
            avaliador Diogo Teixeira Nunes;
            curador alferes Antonio Ricken de Amorim;
            escrivão ajudante do juízo municipal e ouvidoria da capela e resíduos tenente coronel Joaquim Pereira de Castro Vasconcellos;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            juiz de órfãos José Nicolau Pereira dos Santos;
            juiz de órfãos primeiro suplente capitão Henrique Ribeiro de Cordova;
            juiz municipal João Feliciano da Costa Ferreira;
            partidor Antonio Rodrigues Lima;
            partidor capitão José Manoel Leite;
            procurador alferes José Joaquim da Cunha Passos;
            procurador e coletor das rendas nacionais major Antonio Saturnino de Sousa e Oliveira;
            signatário Anacleto Dias Baptista;
            tabelião Constancio Xavier de Sousa;
            tabelião João Dominique Garcia;
            tabelião Procopio Luis Leitão Freire.

            Localidades relevantes:
            Boa Vista;
            cidade de Curitiba;
            comarca de São José;
            Fazenda do Butiá;
            Guarda Mor;
            Palmeira;
            Papagaios;
            povoação dos Curitibanos (atual município de Curitibanos, Santa Catarina);
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            província do Paraná (atual estado do Paraná);
            Sorocaba;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            vila do Principe (atual município da Lapa, Paraná).

            Compõem o processo:
            alimpação da partilha;
            auto de partilha;
            avaliação dos bens;
            contas;
            correições;
            petição;
            procurações;
            sentenças;
            termo de louvação;
            termo de substabelecimento;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            comarca de Lages;
            Maria das Dores Teixeira dos Santos.

            Inventário de Maria Cardozo de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-58445 · Processo · 1847-1854
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Cardozo de Jesus (inventariada);
            Graciana Gomes da Rocha (inventariante e herdeira).

            Herdeiros:
            Antonia Maria de Jesus (neta);
            Antonio Gomes da Rocha (neto);
            Joze Antonio (neto);
            José Gomes da Rocha (neto);
            Manoel de Castro (co-herdeiro);
            Maria Ignacia de Jesus (neta).

            Resumo:
            Graciana Gomes da Rocha abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Cardozo de Jesus. Em testamento anexado, suas últimas vontades e declarações foram escritas: é revelado que a finada fazia parte da Irmandade das Almas de Laguna, declarando também seus vínculos religiosos com a Igreja Católica, como na frase “Em nome da Santíssima Trindade, Padre, Filho e Espírito Santo, em quem eu firmemente creio, […] como boa e fiel cathólica […]”.

            Além disso, a falecida declara no documento que deixaria liberto o casal Manoel e Juliana, por meio de carta de alforria. Como a finada deixou herdeiros que residiam na vila de Santo Antonio da Patrulha, foi expedida uma carta precatória para citá-los, a fim de comparecerem no processo de avaliação e partilha do patrimônio.

            Os bens descritos foram uma canoa e terrenos no lugar denominado Ponta Rasa; ao decorrer da descrição, é citado que uma das terras fazia divisa com as casas de Maria e Manoel Gomes, pessoas libertas designadas como pretas. Além disso, foram inventariadas quatro pessoas escravizadas: Antonio, Zeferino, Maria e João, descritos como crioulos.

            Após avaliados, os bens passaram por um processo de partilha, em que parte do patrimônio foi separada para o pagamento do imposto chamado “terça”. O processo é julgado por sentença, e o juiz requer o pagamento das custas da ação por parte dos interessados.

            Atuaram no processo:
            avaliador João José Nunes,;
            avaliador Manoel Luiz da Silva;
            escrivão do juizo municipal Vicente José de Gois Rebello;
            escrivão João Mariano dos Prazeres;
            juiz Gaspar José Mendes Braga;
            juiz municipal Jeronimo Coelho Netto;
            juiz municipal suplente Albino José da Rosa;
            oficial de justiça Francisco Ignácio de Mendonça;
            partidor Albino Jose da Rosa;
            partidor Antonio Gonçalves Barreiro;;
            procurador Floriano Joze de Andrade;
            procurador João Thomas de Oliveira Junior;
            signatário Benedicto de Souza Martins;
            signatário Manoel Domingues;
            signatário Zeferino José Nogueira da Silva;
            tabelião José Barbosa Telles.

            Localidades relevantes:
            cidade de Santo Antônio da Patrulha;
            cidade de Santo Antonio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
            comarca do sul;
            distrito de Ponta Rasa;
            fazenda do Padre;
            freguesia de Imaruhi;
            freguesia de Santa Anna;
            província de Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            rio do Lino.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória citatória;
            colação de bens;
            contas;
            correição;
            descrição e avaliação dos bens;
            petições;
            procurações;
            sentença;
            termo de substabelecimento;
            termos de declaração;
            termos de responsabilidade;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Graciana Cardosa (inventariante e herdeira).

            Inventário de Maria Clara de Jesus
            BR SC TJSC TRRJ-76672 · Processo · 1819
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventario na vila de Nossa Senhora do Desterro, à época comarca de São Pedro do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

            Partes do Processo: Roldão de Jesus [Rachadel] (inventariante e irmão); Maria Clara de Jesus (falecida).

            Herdeiro: Francisco Manoel (descrito como pardo e forro).

            Resumo: Roldão de Jesus fez o inventário dos bens de sua irmã falecida, Maria Clara de Jesus. Ela morava na pradaria de Barreiros, na freguesia de São José, na vila de Nossa Senhora do Desterro, e deixou um testamento. Entre os bens listados no inventário estão: uma casa, objetos de prata, dinheiro, utensílios, móveis, roupas, dívidas e uma mulher escravizada chamada Luiza.

            Atuaram no processo: avaliador Joao Vieira da Rosa; avaliador Jeronimo dos Santos; escrivão Felix Antônio de Proença e Quintanilha; escrivão Joao Francisco Cidade; juiz Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva; partidor José Joaquim Bernardes de Moraes; partidor José Francisco de Paula Avelino.

            Localidades: pradaria de Barreiros; freguesia de São José; vila de Nossa Senhora do Desterro; Ilha de santa Catarina.

            Compõem o processo: traslado de testamento; custas de selo.

            Comarca da Ilha de Santa Catarina; Barreiros; freguesia de São José; audiência na casa da falecida Dona Maria Clara de Jesus; juiz de fora Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva (nascido no Piauí, formado no curso de Leis da Universidade de Coimbra, foi precursor do teatro catarinense, promovendo peças por ele escritas nos salões de sua residência. Depois de atuar na Ilha de Santa Catarina, foi promovido a desembargador na Relação da província Cisplatina e mais tarde, desembargador na Relação do Rio de Janeiro. Como escritor e poeta, publicou: Ode pindárica e congratulatória ao Príncipe, à Pátria e à Academia pela restauração do Governo Legítimo (Coimbra, 1808); Narração das marchas feitas pelo corpo acadêmico, desde 21 de março, quando saiu de Coimbra, até 12 de maio, sua entrada no Porto (Coimbra, 1809) e Os sucessos da restauração do Porto (Coimbra, 1812). De retorno ao Brasil, publicou: O patriotismo acadêmico (Rio de Janeiro, 1812); O pranto americano (Rio de Janeiro, 1812); O amigo do rei e da nação (Rio de Janeiro, 1821); As saudosas cinzas do Sr. João de Castro Mello, Visconde de Castro (1821); Considerações sobre a legislação civil e criminal do Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1837); Heroídes de Olímpia e Herculano (Rio de Janeiro, 1840); Defesa de João Guilherme Ratcliff; escrivão João Francisco Cidade; testamento; parte dos bens ao pardo forro Francisco Manoel, morador do Estreito; Maria Clara era filha do capitão Antônio Rodrigues Rachadel (a quem pertencia uma antiga fazenda localizada em Barreiros, onde em 1778 se aquartelou o coronel Francisco Antonio da Veiga Cabral e foi negociada a entrega da Ilha de Santa Catarina, tomada pelos espanhóis em 1777) e de Maria Clara de Jesus; casa; cunhado Manoel José Ramos; ex-escravizada Josefa; pardo forro Francisco Manoel; Elias José Rachadel (irmão de Maria Clara) escrivão Felix Antônio de Proença e Quintanilha.

            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Inventário de Maria de Souza Texeira
            BR SC TJSC TRPOA-29091 · Processo · 1876
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes
            Maria de Sousa Texeira; Alferes José Maria Domingues Arruda

            Maria Joaquina Xavier; Capitão Romão Xavier Mariano; Anna Domingues de Arruda Vieira; Felicia Domingues de Arruda Vieira; Tenente Antonio Luiz Vieira; Maria Thereza de Arruda; Tenente João Domingues de Arruda; Alferes José Maria Domingues de Arruda (filho solteiro e inventariante); Fazenda da Boa Vista; juiz Herculano Maynarte Franco; escrivão João José Theodoro da Costa; casa com paredes de pedra; taipas de pedra; rio Lavatudo; escravos; escravos libertos; animais; prataria; tecidos;.

            Inventário de Maria Fernandes de Rosario
            BR SC TJSC TRRJ-49128 · Processo · 1851 - 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de São Francisco do Sul, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Fernandes do Rosario (falecida);
            Dionisio Martins Soares (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Resumo:
            Dionisio Martins Soares requereu a abertura de um processo de inventário dos bens de sua falecida esposa, Maria Fernandes do Rosário, que deixou testamento e não tinha herdeiros forçados; com isso, seu marido foi o único a receber os bens. Por meio do testamento anexado, é revelado que a finada organizou os detalhes de seu funeral, com o pedido de ser sepultada na Igreja de Nossa Senhora da Graça, acompanhada da Irmandade do Santíssimo Sacramento, em que foi separada uma quantia de dinheiro para essa instituição.

            Integraram a ação 12 pessoas escravizadas: Francisca, Leonor, Joaquim e Antonio, de nação Benguela; José, de nação Moçambique; Manoel, de nação Congo; e Antonia, Maria, Gracianna, João, Marianno e Josepha, designados como crioulos. Durante o testamento, a falecida requereu que os escravizados Antonio, Francisca, Josepha, Guilhermina, Francisco e Florencio fossem libertos após sua morte, pertencendo a eles metade de sua terra –– contudo, na condição de que continuassem a serviço de seu marido.

            Os bens inventariados foram moedas de ouro, cem patacões (moedas de 960 réis), um conjunto de jóias, botões de prata, utensílios de cozinha, uma quantia em dinheiro, fornos de cobre, selas, caixas, material de pesca, uma mesa, canoas, alqueire de farinha de mandioca, um sítio, uma casa, um engenho de farinha e roças de mandioca. Além disso, constam dívidas ativas; durante a listagem das pendências, há citação de uma dívida deixada com Andre, homem liberto descrito como preto.

            Após avaliado, o patrimônio passou por um processo de partilha para o herdeiro, em que a repartição das terras e seis pessoas escravizadas foram destinados ao pagamento das pendências citadas. O processo foi julgado por sentença, e o juiz demandou o pagamento das custas da ação por parte do inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Antônio Pereira Maia;
            avaliador Salvador Antonio Alves Maia;
            coletor das rendas provinciais Manoel José d’Oliveira;
            coletor interino Francisco Mathias de Carvalho;
            escrivão ajudante Bernardino Antonio de Sena Feltro Junior;
            escrivão e tabelião João José Machado da Costa;
            juiz municipal João Nepomoceno Xavier de Mendonça;
            juiz municipal primeiro substituto major Joaquim José d’Oliveira Cercal;
            partidor Francisco Germano de Arruda;
            partidor João Jose Gomes Leal;
            signatário Antonio Machado Pereira;
            signatário Salvador Jose dos Anjos.

            Localidades relevantes:
            cidade de São Francisco do Sul;
            primeira comarca;
            rio Monte de Trigo;
            rua de São José;
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de alimpação da partilha;
            contas;
            correição;
            petição;
            sentença;
            termo de louvação;
            termo de partilha;
            termo de remessa;
            termos de encerramento;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Maria Fernandes de Rosario;
            Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco Xavier do Sul;
            Rio de São Francisco;
            São Francisco.

            Inventario de Maria Ignacia
            BR SC TJSC TRRJ-77476 · Processo · 1849
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Ignacia (inventariada);
            Joaquim Ferreira de Souza (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Antonio Ferreira da Cunha;
            Antonio José de Farias (co-herdeiro);
            Antonio Rodrigues (co-herdeiro);
            Anna Bernadina (neta);
            Anna Francisca (neta);
            Candida Paula do Espirito Santo (neta);
            Diniciana (neta);
            Emerenciana Francisca (neta);
            Fernando Antonio de Medeiros (co-herdeiro);
            Filicidade Rosa (neta);
            Francisca Maria (neta);
            Francisco Duarte da Silva (co-herdeiro);
            Inocencio Ferreira da Cunha (neto);
            Izabel Francisca (neta);
            José Ferreira da Cunha (neto);
            Manoel Ferreira da Cunha;
            Maria Francisca (neta);
            Maria Madalena de Jesus (neta);
            Mariano Antonio da Silva (neto);
            Martinho Ferreira da Cunha (neto);
            Severino Antonio de Castro;
            Vicente Ferreira (neto).

            Resumo:
            Joaquim Ferreira de Souza abre um processo de inventário após o falecimento de Maria Ignacia. Como a finada deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador e passou pelo juízo dos órfãos. Os traslados de seu testamento e seu codicilo são anexados na ação e, dentre suas últimas declarações, destacam-se: a cobrança por uma dívida proveniente da compra de uma mulher escravizada (não nomeada) designada como crioula, e o pedido para a inclusão de Luis, homem escravizado também descrito como crioulo, na posterior partilha entre os herdeiros — o que foi concedido.

            Ao decorrer do processo, uma carta precatória é enviada ao juízo de órfãos de Desterro para citar os herdeiros ausentes, a fim de comparecerem na partilha. Os bens inventariados foram utensílios de cozinha, terras situadas entre as regiões da Ponta do Maruhi e da Estrada Pública, ferramentas, mobília e casas. Após avaliados, os bens foram partilhados com igualdade entre os herdeiros. A ação foi julgada por sentença, em que o juiz requer o pagamento das custas e do selo para o inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador Constancio José da Silva Pessoa;
            avaliador Florencio Gomes de Castro Campos;
            curador dos órfãos Manoel de Freitas Sampaio;
            escrivão do juízo de órfãos Francisco Xavier de Oliveira Camara;
            escrivão do juízo de órfãos José Honório de Souza Medeiros;
            juiz Agostinho Leitão de Almeida;
            juiz municipal e de órfãos suplente João Francisco de Souza;
            partidor Duarte Vieira da Cunha;
            partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            procurador Joaquim Ferreira da Silva;
            signatário Jacob Vieira da Roza;
            tabelião Joaquim Francisco de Assis e Passos.

            Localidades relevantes:
            comarca do sul;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            Cubatão;
            estrada pública;
            freguesia da Serra;
            ponta de Maruhi;
            província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
            vila de São José (atual município de São José, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilhas;
            carta precatória;
            contas;
            petições;
            procuração;
            termos de juramento;
            traslado de codicilo;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Joaquim Ferreira da Silva (inventariante).

            Inventário de Maria Ignacia Linhares
            BR SC TJSC TRRJ-9646 · Processo · 1860-1867
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Ignácia Linhares (inventariada);
            Francisco José de Simas (inventariante, testamenteiro e herdeiro).

            Herdeiros:
            Alexandre José de Bitencurt;
            Cypriana Maria de Simas;
            Francisco José Monteiro (neto ausente);
            Fortunata Maria de Jesus;
            Guilherme José Monteiro (neto);
            Henrique Caetano (co-herdeiro);
            Ignacia Maria de Jesus;
            Jacinto José Monteiro;
            Jacintha Maria de Simas (neta);
            Joaquina Rosa de Lima;
            José Jacintho Monteiro (co-herdeiro);
            Justino José Monteiro (neto menor);
            Manoel José de Simas;
            Nicacio José Monteiro (neto);
            Seraphim José Monteiro (neto);
            Thereza Maria de Jesus.

            Resumo:
            Francisco José de Simas abre um processo de inventário após o falecimento de sua mãe, Maria Ignacia Linhares. Como a finada deixou herdeiros menores de idade e ausentes, a ação contou com a nomeação de um curador.

            É realizado um traslado de testamento, contendo as últimas vontades e declarações da falecida, que faz menção ao imperador: “[…] termo da villa de São Miguel por Sua Majestade Imperial Senhor Dom Pedro Segundo a quem Deos Guarde […]”. No documento, a finada distribui quantias em dinheiro e permite que seus netos construam casas em seus terrenos.

            No transcorrer da ação há carta precatória elaborada para citação, então chamada de “Carta precatoria, citatória e rogatória de diligencia”. O documento foi escrito na vila de São Miguel e enviado para a vila de Porto Belo, com o objetivo de citar os herdeiros que residiam fora do local de andamento do processo.

            Os bens inventariados foram quantias de prata, fornos de cobre, utensílios de cozinha, mobília, animais, um oratório com imagens, casas, engenhos de farinha e terras. Constam na ação 9 pessoas escravizadas: Manoel, Pascoal, José, Maria e Helena, designados como crioulos; Pedro e Gonçalo, descritos como “de nação” (advindos de algum porto africano); Maria, não descrita no processo; e Roza, designada como parda.

            Após avaliados, os bens e as pessoas escravizadas passaram por um processo de partilha entre os herdeiros. O juiz julga a ação por sentença, em que requer o pagamento das custas pro rata e notifica José Jacintho Monteiro para assinar termo de obrigação, referente aos bens de seu filho ausente.

            Atuaram no processo:
            avaliador Jacintho Gonçalves da Luz;
            avaliador Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
            curador Bento de Mello Barreto;
            curador dos órfãos e ausentes José Antonio Pereira Tinoco;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
            escrivão Antonio Ramos Martins;
            escrivão de órfãos João Francisco Regis;
            escrivão e tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
            partidor Isidoro José Pereira;
            partidor José Francisco Mafra;

            Localidades relevantes:
            Canto dos Ganchos;
            freguesia de São João Baptista;
            Morretes;
            província do Rio Grande do Sul;
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina);
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            Zimbros.

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            carta precatória;
            contas;
            correições;
            petição;
            sentença;
            termo de obrigação;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslado de testamento.

            Variação de nome:
            Joze Jacinto Monteiro.

            Inventário de Maria Joana de Oliveira
            BR SC TJSC TRRJ-58564 · Processo · 1843-1844
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Maria Joanna de Oliveira (falecida);
            Marianna Angelica de Jesus (inventariante, herdeira e testamenteira).

            Resumo:
            Neste processo, Marianna Angelica de Jesus inventariou os bens de sua falecida irmã e madrinha, Maria Joanna de Oliveira.

            Em seu testamento, a testadora Maria Joanna instituiu sua irmã Marianna Angelica como sua primeira testamenteira e herdeira universal. Além disso, a falecida informou ser uma irmã da Irmandade de Nossa Senhora das Dores, e também da Irmandade das Almas da vila de Laguna.

            Como parte da sua última vontade, Maria Joanna pediu para ser sepultada vestindo um hábito roxo, e encomendou missas aos seus finados pais. A falecida destinou sua terça parte da herança para esmolas, destinadas às missas encomendadas; e qualquer quantia que sobrasse deveria ser destinada à irmã.

            Dentre os bens que Maria Joanna declarou possuir, constavam uma casa na rua da Igreja, na vila de Laguna, e a mobília que lá havia. Os móveis são descritos como “pobres”. Além dos bens, a falecida deixou dívidas pendentes.

            A partilha foi julgada por sentença, e a herdeira ficou obrigada a arcar com as custas do processo.

            Localidades relevantes:
            rua da Igreja (rua na vila de Laguna);
            vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
            comarca do sul.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Joze de Medeiros;
            avaliador Florianno Joze de Andrade;
            coletor de rendas provinciais comendador Francisco da Silva França;
            escrevente Izidoro Alves da Cruz;
            escrivão Vicente José de Gois Rebello;
            juiz municipal Americo Antonio da Costa;
            juiz municipal Jeronimo Coelho Netto;
            tabelião Bernardo Nunes da Silva.

            Compõem o processo:
            contas;
            notificação;
            partilha;
            sentença;
            termo de aceite;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de juramento de inventariante;
            termo de louvação;
            traslado de testamento.

            Variações de nome:
            Antonio José de Medeiros;
            Florianno José de Andrade.