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            BR SC TJSC TRRJ-47768 · Processo · 1853 - 1854
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Prestação de contas de testamento realizada na vila de Porto Belo, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Maria de Jesus (testadora);
            Florentino Correia da Silva (testamenteiro).

            Resumo:
            Neste processo, Florentino Correia da Silva é notificado a prestar contas como testamenteiro de sua falecida mãe, Anna Maria de Jesus. Entre seus últimos desejos descritos no testamento, estava o pagamento de esmola por sua alma, realizado pelo notificado.

            Ao decorrer da ação, José Jaques do Nascimento abre petição para requerer que um dos pedidos da falecida seja efetivado: ele solicita que sejam passadas certidões verbo ad verbum respectivas à Claudina, mulher escravizada, pois ela foi doada por disposição testamentária à Luiza Constantina de Jesus, neta da inventariada e esposa de José. Além disso, foi anexada uma cópia do trecho do testamento que comprova essa doação. Claudina é designada tanto como mulata como quanto parda no processo.

            Durante o processo, o promotor informa ao juiz que a prestação de contas apresentada por Florentino não pode ser aprovada, pois ele não tinha cumprido todas as disposições testamentárias. Entre as pendências, é observado que não foram realizadas a celebração da missa de corpo presente, o pagamento da décima esmola à afilhada, a entrega das terras e casas aos herdeiros, a concessão de liberdade à mulher escravizada Silveria e a doação de terrenos ao neto José Vicente Ferreira.

            É solicitado que Florentino seja citado novamente para finalizar todas as determinações; com isso, as disposições são cumpridas e os respectivos comprovantes são apresentados. Não foi anexado auto de liberdade de Silveria, ficando inconclusivo se a ação foi realizada. O juiz julga o processo por sentença e determina que o testamenteiro arque com as custas do processo.

            Atuaram no processo:
            escrivão Cypriano Ramos Muniz;
            escrivão de órfãos tabelião interino Antonio Ramos Martins;
            escrivão e tabelião Bernardino Antonio de Sena Feltro;
            juiz corregedor Guilherme Ricken;
            juiz de direito Jose Christiano Garção Stockler;
            juiz municipal José da Silva Mafra;
            oficial de justiça José Ricardo de Sousa Medeiros;
            promotor interino Antônio José Pereira;
            signatário Florindo José Dias;
            signatário João Mattos da Fonseca;
            vigário frei João da Natividade Nobre.

            Localidades relevantes:
            primeira comarca;
            Perequê;
            Tijuquinhas;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
            vila de Porto Bello (atual município de Porto Belo, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            certidão;
            contas;
            correição;
            recibos;
            sentença;
            termo de juramento;
            traslados de inventário;
            traslados de testamento.

            Variação de nome:
            Porto-Bello

            BR SC TJSC TRRJ-22599 · Processo · 1853-1855
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            José Martins Coelho (falecido);
            Maria Roza (inventariante);
            Marcellino José Martins (inventariante);

            Herdeiros:
            Anna Roza;
            Claudino José Martins;
            Domingos José Martins;
            Francisco José Martins;
            Generoza Roza;
            Joaquim José Martins;
            Manoel José Martins;
            Marcellino José Martins;
            Zeferina Roza.

            Resumo:
            Neste processo, foram inventariados os bens do falecido Jozé Martins Coelho por sua esposa, a viúva e inventariante Maria Roza. Porém, por conta da idade avançada e da saúde fragilizada, Maria nomeou seu filho e herdeiro Marcellino José Martins para auxiliá-la no inventário.

            Entre os bens descritos, constam: utensílios domésticos de cobre e ferro; ferramentas; mobília, dentre as quais um tear e um oratório com três imagens religiosas; dois animais (uma vaca com cria); uma casa, um engenho de farinha e terras. As propriedades eram situadas nas localidades de Córrego Grande (grafado no processo como “Corgo Grande”), no Cambirela do Córrego Grande, no Morro dos Pires, e na freguesia da Serra.

            Há, também, 9 escravizados: Adão, Antonio, Ignacio, Luiza, Maria, Miguel e Silvano (todos menores de idade, descritos como “crioulos”); Thomazia (sem idade informada, descrita como “doente” e “crioula”); e Francisco (idoso, descrito como “de nação africana”). Na descrição dos bens, o escrivão acidentalmente escreveu que Thomazia tinha trezentos anos de idade; confundiu-se com o valor da escravizada, de 300.000 réis (300$000).

            Os escravizados foram distribuídos entre os herdeiros no auto de partilha, com os herdeiros homens recebendo a maior fração dos bens.

            Por sentença, o juiz deu o inventário e as partilhas como procedentes; e encarregou o inventariante de prestar um juramento de tutela.

            Atuaram no processo:
            avaliador José Francisco Alves;
            avaliador Manoel Luis da Silveira;
            curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal e de órfãos suplente José Bonifacio Caldeira d’Andrada;
            partidor Joaquim José Varella;
            partidor João Narciso da Silveira;
            signatário Manoel Luis da Silveira.

            Localidades relevantes:
            Cambirela do Córrego Grande;
            Córrego Grande (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
            Morro dos Pires;
            freguesia da Serra;
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            descrição e avaliação dos bens;
            partilha de bens;
            sentença;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de juramento de curador;
            termo de juramento de inventariante;
            termo de juramento de partidores;
            termo de louvação;
            título de herdeiros.

            Variações de nome:
            Claudino José da Martins;
            Corgo Grande.

            BR SC TJSC TRRJ-21658 · Processo · 1850-1855
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Raulino Gonçalves Pereira (falecido);
            Guiomar Maria (inventariante).

            Herdeiros:
            Candida Roza;
            Floriano Gonçalves;
            Manoel Gonçalves;
            Maria Dorothea;
            Maria Roza.

            Resumo:
            Por meio deste processo foram inventariados os bens que ficaram por falecimento de Raulino Gonçalves Pereira. A justiça expediu mandado de intimação para sua viúva e cabeça de casal, Guiomar Maria, para que ela viesse ao juízo para dar início aos procedimentos de inventário, sob pena de sequestro em caso de não comparecimento. Guiomar era moradora na localidade de Saquinho da Lagoa.

            Na descrição dos bens, constaram mobília; utensílios domésticos e ferramentas; dois animais, sendo um boi de serviço e uma égua; e um engenho de aguardente, uma casa, e terras. As propriedades eram situadas no Saco Grande da Lagoa e na Tijuca do Rio Vermelho, algumas fazendo frentes com riachos e vertentes.

            Constavam também 4 escravizados, de nomes Simplicio (idoso, descrito como “africano”); Joaquina e João (menores de idade, descritos como “crioulos”); e Jacintho (menor de idade, descrito como “pardo”).

            Em seguida, a partilha distribuiu os bens entre os herdeiros. Por sentença, o juiz julgou que as partilhas foram válidas, e obrigou os interessados ao pagamento das custas do processo.

            Adiante, foi autuado um auto de tutela, em que o procurador Marcellino Machado Fagundes prestou juramento para desempenhar a função de tutor dos menores e órfãos deixados pelo inventário.

            Por fim, um auto de “contas tomadas” (prestação de contas) foi lavrado, em que foram prestadas as contas referentes aos herdeiros menores de idade.

            Atuaram no processo:
            avaliador Manoel Pereira Duarte;
            avaliador Francisco Guilherme Sodé;
            escrivão José Silveira Constante;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            juiz municipal e de órfãos suplente comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
            partidor Joaquim José Varella;
            partidor José Narciso da Silveira;
            procurador Marcellino Machado Fagundes;
            signatário Candido Gonçalves de Oliveira;
            signatário Francisco Dias de Souza Medeiros;
            signatário Francisco de Paula Lacé.

            Localidades relevantes:
            Saco Grande da Lagoa;
            Saquinho da Lagoa (atual Praia do Saquinho, bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina);
            Tijuca do Rio Vermelho;
            freguesia de São João Baptista do Rio Vermelho (atual bairro do Rio Vermelho, Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            auto de contas tomadas;
            descrição e avaliação dos bens;
            mandado de intimação;
            partilha de bens;
            procuração;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de juramento de partidores;
            termo de juramento de tutor;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            procurador Marcellino Maxado Fagundes.

            BR SC TJSC TRRJ-25193 · Processo · 1852-1863
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Florentina Rosa de Jesus (falecida);
            Ignácio Manoel Vieira (inventariante).

            Herdeiros:
            Joaquim José Alexandre;
            Candido Borges dos Santos;
            Clarinda Florentina (menor de idade);
            Constancia Florentina (menor de idade);
            Leopoldina Florentina (menor de idade);
            Manoel Ignacio Vieira (menor de idade);
            Maria Florentina (menor de idade);
            Mariana Florentina (menor de idade);
            Pedro José Alexandre (menor de idade);
            Rita Florentina (menor de idade).

            Resumo:
            Neste processo, o juízo de órfãos da cidade de Desterro expediu uma notificação para Ignácio Manoel Vieira, morador no Saco dos Limões, para que este comparecesse em juízo para proceder ao inventário de sua falecida esposa, Florentina Rosa de Jesus. Ignácio era o segundo marido de Florentina; logo, a falecida tinha também herdeiros oriundos do seu primeiro matrimônio com o finado José Alexandre de Jesus.

            Na descrição e avaliação dos bens, foram descritos utensílios domésticos e louças de prata, cobre e ferro; mobília; veículos (um carro e duas canoas); animais de serviço e criação; e mais um engenho de farinha e terras. As propriedades eram situadas nas localidades de Baixio, Saco dos Limões, e algumas faziam fronteiras com a localidade de Campos da Ressacada, com a estrada pública, com o mar, com mangues, com vertentes e com morros. Foram também listadas dívidas.

            Nos bens, constaram também dois homens escravizados, na forma seguinte: um escravizado idoso e doente, Antonio, africano, descrito como “de nação Congo”; e a metade do valor de um escravizado chamado Vicente, designado como “crioulo”.

            Julgado por sentença, o processo teve suas partilhas dadas como procedentes. O juiz permitiu aos herdeiros o direito à reclamação em caso de divergências, e condenou os interessados às custas do processo.

            Após a sentença, requerimentos foram movidos por herdeiros à medida que estes atingiam a maioridade. Eles requereram certidões de batismo, a fim de comprovar terem idade suficiente para gerir seus bens.

            Atuaram no processo:
            arcipreste Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva;
            arcipreste Macario Cesar de Alexandria e Souza;
            avaliador Antonio Francisco da Silva;
            avaliador Manoel Francisco de Mello;
            curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
            escrivão ajudante do auditório eclesiástico e arciprestal João Luis do Livramento;
            juiz de órfãos e de paz suplente Estanislau Antonio da Conceição;
            juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            oficial de justiça Antonio Pantalião do Lago;
            partidor João Narciso da Silveira;
            partidor José da Costa d’Oliveira;
            partidor Pedro Antonio da Paixão;
            signatário João Damasceno Vidal;
            signatário Peregrino Servita de São Thiago;
            vigário Manoel Alvares de Toledo.

            Localidades relevantes:
            Baixio;
            Carianos (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
            Rio do Tavares (atual bairro de Rio Tavares, Florianópolis, Santa Catarina);
            Saco dos Limões (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia da Lagoa (atual bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia da Santíssima Trindade (atual bairro da Trindade, Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            primeira comarca.

            Compõem o processo:
            certidões de batismo;
            contas;
            descrição e avaliação dos bens;
            mandado de intimação;
            requerimentos;
            sentença;
            termo de declaração;
            termo de juramento de avaliadores;
            termo de recebimento e responsabilidade;
            termos de louvação;
            título de herdeiros.

            Variações de nome:
            Florentina Rosa d’Jesus;
            Florentina Roza d’Jesus;
            Florentina Roza de Jesus;
            curador geral de órfãos Candido Gonçalves de Oliveira;
            oficial de justiça Antonio Pantaleão do Lago.

            BR SC TJSC TRRJ-54347 · Processo · 1897
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes:
            Fermino Rodrigues Moreira, autor;
            José Moreira de Barros, autor.

            Descrição:
            Processo autuado em Lages. Os suplicantes são senhores da Fazenda São João do Bom Jardim, distrito do Capão Alto e buscam a regularização dessas terras partilhadas pelos herdeiros de José Joaquim de Magalhães Menezes. As terras são divisas da Fazenda Lagoa Grande. Os autores pedem reconhecimento da posse das terras. Também há escritura de terras em Picadas do Sul, na Villa de São José.

            Atuaram no processo:
            Amancio Moreira da Silva, procurador;
            Antonio Saturino de Souza Oliveira, coletor;
            Bibiano Rodrigues Lima, tabelião;
            Carlos Shimidt Junior, agrimensor;
            Constâncio Carneiro Barbosa de Brito, escrivão;
            Egydio Francisco das Chagas, juiz;
            Ernesto Augusto Neves, testemunha;
            Emilio Bernardo Alberto Guchkow, agrimensor;
            Fernando Affonso de Athayde, tabelião;
            Florencio Thiago da Costa, testemunha;
            Francisco Xavier de Oliveira Junior, escrivão;
            Henrique José de Siqueira, procurador;
            João Floriano Corrêa,
            João de Souza Franca, coletor;
            João Sargento Xavier Neves, sargento, coletor;
            Joaquim Francisco de Assis e Passos, escrivão;
            Joaquim Raiz de Athaide, escrivão,
            José Henriques de Amorim, arbitrador;
            José Luis Pereira, major, escrivão;
            Luiz José Correa, oficial de Justiça;
            Ramiro Ribeiro de Cordova, procurador;
            Rodolpho Schimidt, arbitrador;
            Vicente Pedroso do Amaral, curador;
            Victor Antunes de Oliveira, arbitrador;
            Venancio da Silva Coelho, arbitrador.

            Untitled
            BR SC TJSC TRRJ-29029 · Processo · 1840-1862
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Traslado de Autos Civeis de Justificação realizado na Vila de Lages, na época sob a Comarca de São Miguel

            Partes do processo:
            Antonio Marianno Pimentel (suplicante);
            Fortunato Joze Barboza (suplicado)

            Resumo: É feita uma justificação por Antonio Marianno Pimentel com a intenção de justificar a sua posse de uma tropa de bestas e potros, os quais foram vendidos por Furtunato Joze Barboza. A pedido do procurador do justificante, são tomados os relatos de testemunhas para justificar sua posse dos ditos animais, com o suplicado sendo obrigado a realizar uma assinatura de juramento de alma de forma a quitar sua dívida com o suplicante.

            Atuaram no processo:
            escrivão e tabelião João Rodrigues de Andrade;
            signatário Furtunato da Silva Neves Carneiro;
            signatário Francisco Martins de Carvalho;
            signatário Francisco de Azambuja Rangel;
            coletor de rendas Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            coletor de rendas Joaquim Fernandes da Fonceca;
            procurador Bento Domingues da Costa;
            juiz municipal interino José de Souza Araújo Guimarães;
            juiz corregedor Joaquim Joze Henriques;
            juiz corregedor José Nicolau Pereira dos Santos.

            Localidades relevantes:
            Vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual cidade de Lages).

            Compõem o processo:
            Traslado;
            Petição inicial;
            Testemunhos;
            Juramento de alma;
            Tomada de contas;
            Conclusão;
            Correição;

            Variação de nome:
            suplicante Antonio Mazanno Pimentel;
            suplicado Fortunato José Barbosa;
            juiz municipal interino Joze de Souza Araújo Guimaraens.

            BR SC TJSC TRRJ-30915 · Processo · 1850
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos de medição e demarcação realizados na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Parte do processo:
            Henriques Paz de Farias (autor).

            Herdeiros (hereus) confinantes:
            Jose Candido Coimbra Xavier;
            Silverio Barbosa do Rego.

            Resumo:
            Henrique Paz de Faria abriu um pedido para que um terreno em Pecegueiros fosse demarcado e que, para isso, um demarcador do conselho municipal fosse notificado.

            O autor solicitou essa demarcação pois visava uma concessão de terrenos devolutos nos arredores da terra, onde montaria uma lavoura e, com ela, sustentaria sua família. Com isso, a demarcação e medição do local foi feita e, juntamente à duas testemunhas, o demarcador realizou marcações de madeira e de pedra, identificadas por meio de uma planta anexada no processo.

            Ao fim do processo, pelo fato de não haverem contestações das partes confinantes, o juiz julgou a ação por sentença e requereu o pagamento das custas por parte do autor. Posteriormente, o processo foi visto em correição, em que o juiz corregedor fez uma observação de que as etapas de uma demarcação não foram cumpridas integralmente.

            Atuaram no processo:
            escrivão Manoel Antonio de Azevedo;
            demarcador do conselho Henrique de Devrecker;
            juiz corregedor Joaquim Jose Henriques;
            juiz municipal e signatário Guilherme Ricken;
            procurador subtenente Luis Gonzaga de Almeida.

            Localidades relevantes:
            Matto dos Índios;
            Arroio de Pecegueiros;
            Rio dos Pecegueiros;
            Sanga Funda;
            estrada geral de Lages a Trombudo;
            vila de Lages (atual cidade de Lages, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            certidão do demarcador;
            conta;
            notificação;
            planta do terreno;
            sentença.

            Variação de nome:
            Enrique Pais de Farias;
            Henrique Paz de Faria;
            Henrique Paes de Farias;
            Arroio de Pessegueiros;
            Rio dos Pessegueiros;
            Mato dos Índios.