Crime

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            Recurso crime de Bernadino Machado
            BR SC TJSC TRRJ-20362 · Processo · 1853
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Recurso crime realizado na cidade de Santo Antônio dos anjos de Laguna, à época sob Segunda Comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Bernadino Machado (réu);
            Joaquim Alves de Oliveira (autor).

            Resumo:
            Bernadino Machado entrou na justiça para recorrer contra a prisão de seu escravizado Lourenço, ele foi preso por ter agredido Marcos, um escravizado que pertence a Joaquim Alves de Oliveira. Segundo a justiça, Lourenço agrediu Marcos por vingança, porque Marcos deixou animais entrarem na roça de Bernadino, causando danos na plantação de milho. A agressão foi confirmada por testemunhas e por exame de corpo de delito. Após o recurso e investigações com depoimentos de testemunhas, o juiz decidiu aceitar o recurso e declarou que não havia provas suficientes para a culpa. Lourenço foi solto. Foram citados 3 escravizados no processo, ambos Lourenço e Marcos foram descritos enquanto "crioulos", apenas Florêncio foi descrito enquanto "preto".

            Partes do processo:
            juiz Guilherme Ricken;
            escrivão Francisco Claudino de Souza Medeiros;
            escrivão Vicente José de Gois Rabello;
            escrivão generoso Pereira dos Anjos Junior;
            curador Domingos Custodio de Souza;
            curador Manoel Luiz Martins;
            perito Fortunato José da Silva;
            perito Américo Antônio da Costa.

            Localidade relevante:
            Cidade de Santo Antônio dos Anjos de Laguna.

            Compõem o processo:
            Testemunhos;
            Termo de responsabilidade;
            Corpo de delito;
            Conclusão;
            Custas de selo.

            BR SC TJSC TRRJ-20353 · Processo · 1851
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Autos crime de recurso realizado na vila de Lages, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Francisco Antonio de Moraes (réu e recorrente);
            Antonio (escravizado, réu e recorrente);
            Antonio Joze Pereria Branco (recorrente);
            A Justiça (autora e recorrida).

            Resumo:
            Neste processo, os réus presos Francisco Antonio de Mores e Antonio (escravizado, descrito como “preto”), visam aplicar recurso à decisão do juiz responsável pelo julgamento de um crime de homicídio, cometido por estes réus contra o escravizado Salvador (designado como mulato). Para tal, foram anexados traslados do sumário crime referente ao ocorrido, objetivando a reavaliação do caso e absolvição dos réus.

            Durante o traslado, é revelado que o crime foi cometido através de bordoadas, causando morte instantânea. Nos depoimentos, é alegado que Salvador — descrito como um indivíduo “louco”, acometido por crises de confusão violenta — estava foragido da casa onde era escravizado e, nesse período, tentou entrar em algumas moradas da vila portando algumas armas. De acordo com a pessoa presente durante o ocorrido, os réus solicitaram que Antonio tentasse conduzir Salvador até a casa, mas é descrito que ele não aceitou as condições de submissão e o agrediu. Com isso, os suplicados atacaram Salvador, que desviou de facadas e tentou fugir, mas foi atingido por um pedaço de madeira na cabeça. Por essas circunstâncias, ainda na cópia da ação, o primeiro juiz condenou os réus a serem pronunciados ao tribunal do júri e presos na cadeia pública.

            Após nova análise do recurso e do traslado, o juiz responsável requereu sentença de absolvição dos réus com mandado de soltura, por circunstâncias como o “estado de loucura” do falecido e as armas que ele portava. Com isso, os réus foram soltos com paz de justiça e as custas da ação foram pagas pelo cofre da municipalidade de Lages. Posteriormente, o processo original de autos crime de morte ex officio foi anexado à ação.

            Atuaram no processo:
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos Junior;
            escrivão Miguel Gonçalves Franco;
            examinador e inspetor Manoel Borges de Oliveira;
            examinador Policarpo Sezar de Oliveira;
            juiz de direito Francisco Vieira da Costa;
            juiz municipal Guilherme Ricken;
            procurador e signatário major Antonio Saturnino de Souza e Oliveira;
            signatário Domingos Leite.

            Localidades relevantes:
            cadeia pública da vila de Lages;
            Capão Bonito;
            vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            segunda comarca.

            Compõem o processo:
            autos crime de morte ex officio;
            contas;
            despronúncia;
            mandado de soltura;
            procuração;
            recurso;
            sentença;
            termo de recurso;
            traslado de auto de corpo de delito direto;
            traslado de mandado de captura;
            traslado de pronúncia;
            traslado de sumário crime;
            traslado de testemunhos.

            Variação de nome:
            examinador Policarpo Cezar Branco.

            Recurso crime de José Coelho de Ávila e José Riosca
            BR SC TJSC TRRJ-10823248 · Processo · 1865
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Recurso Crime realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital, província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Doutor Promotor Público da Comarca Francisco Honorato Cidade (recorrente);
            Jose Coelho de Ávila e Jose Riosca (recorridos);
            Reginaldo, descrito como ""preto liberto"" (vítima).

            Resumo:
            O recurso crime foi realizado contra os recorridos em razão do desaparecimento de Reginaldo, descrito como ""preto liberto"". O promotor declarou que o recurso também foi realizado em função do despacho de improcedências do procedimento ex officio realizado contra os mesmos acusados.

            Reginaldo estava na casa de José Coelho d’Avila “com seus camaradas”, trabalhando de carpinteiro e desapareceu. É mencionado que Reginaldo desapareceu em outubro ou novembro de 1851, e por não haver consequência de seu desaparecimento, boatos de que Reginaldo havia sido assassinado pelo seu patrão José Coelho d’Avila, e seu camarada, José Riosca, foram criados. O promotor aponta diversas irregularidades na ação da qual os recorridos foram acusados de assassinar Reginaldo, como testemunhas não inquiridas propriamente ou não convocadas. Por esta razão, o promotor requereu que dos autos de sumário de culpa e ex officio, se desse traslado das pessoas dos ditos autos para extrair seus testemunhos.

            A primeira testemunha contou que os recorridos lhe contaram que Reginaldo havia fugido, porém a mesma notou que o cavalo que pertencia a Reginaldo ainda estava nos campos de José Coelho d’Avila. A testemunha também afirmou que o Quelemente Paulo Maria, descrito como “preto”, havia lhe contado que, na verdade, os recorridos haviam assassinado Reginaldo. Uma outra testemunha mencionou que Reginaldo foi perseguido por José Riosca a mando de José Coelho d’Avila, por ser cativo. A perseguição continou campo a dentro, no qual Reginaldo se rendeu e foi conduzido por José Riosca para fora do mato, porém se recusou a se entregar a seu patrão, onde os três tiveram uma luta física que resultou no assassinato de Reginaldo após esfaqueamento.

            Por não haver provas concretas de que os recorridos assassinaram Reginaldo, o procedimento oficial (sumário crime) foi julgado como improcedente pelo juiz Guilherme Ricken, que requereu que os mandados de prisão contra os recorridos fossem retirados.

            Em petição, o promotor apela a decisão do juiz municipal Guilherme Ricken, recorrendo ao juiz de direito da comarca, no qual solicitou que os autos, bem como os testemunhos e o despacho fossem trasladados para que pudesse extrair o conteúdo. O traslado, como solicitado anteriormente, foi anexado ao processo de sumário de culpa.

            Atuaram no processo:
            escrivão Generoso Pereira dos Anjos Júnior;
            signatário Antonio Ricken de Amorim;
            signatário Antonio Bernardino dos Santos;
            juiz municipal segundo suplente Guilherme Ricken;
            juiz municipal segundo suplente em exercício Laurentino José da Costa.

            Localidades relevantes:
            cidade de Lages (atual município de Lages);
            província de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul)
            província de São Paulo (atual estado de São Paulo);
            província de Minas Gerais (atual estado de Minas Gerais);
            localidade “Lappa”;
            localidade “Índios”;
            vila de Vacaria (atual município de Vacaria, Rio Grande do Sul);
            localidade “quarteirão dos índios”.

            Compõem o processo:
            traslado;
            petição;
            testemunhos.

            Variação de nome:
            Clemente Paulo Maria;
            vítima José Reginaldo.

            Requerimento
            BR SC TJSC TRPOA-10457877 · Processo · 1880
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes: Manoel Antônio do Amaral Cavalheiro; escravizado Mathias.

            Autoridades: escrivão João José Theodoro da Costa; juiz Manoel Cardozo Vieira de Mello.

            Requerimento
            BR SC TJSC TRPOA-10571798 · Processo · 1884
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes: Miguel Millego.

            Ex-escravizados: Rosa; Marianna (menor); Lourenço (menor).

            Autoridades: escrivão José de Miranda dos Santos; advogado José Henrique de Paiva; juiz Felisberto Elysio Bezerra Montenegro.

            Requerimento de Alexandre José Varella
            BR SC TJSC TRRJ-16656 · Processo · 1829
            Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Requerimento realizado na Comarca da Capital, à época Vila de Nossa Senhora do Desterro.

            Partes do processo: Alexandre Jozé Varella (suplicante); Antonio Pinheiro Guedes (suplicado).

            Descrição: Alexandre José Varella cobra valores gastos com a manutenção de uma casa, a alimentação e o enterro de Eugenia Rosa Xavier, que estava demente e tinha ficado viúva - seu falecido marido se chamava Anacleto Luiz Ignacio da Costa. Antonio Pinheiro Guedes é curador da herança dos falecidos. O casal possuía casas, terras, móveis, pequenas embarcações náuticas, além de duas pessoas escravizadas. Anacleto José Pereira da Silva e sua esposa Maria Rosa dos Serafins entram com uma apelação para embargar o processo, o que acaba sendo julgado por deserto.

            Escravizados: João (de nação Cabinda); Rita (de nação Cabinda), a qual está com dois filhos;

            Localidades: Ilha de Santa Catarina; Nossa Senhora do Desterro; Freguesia de São Miguel; Rua da Praia; Rio Biguaçu; Rio das Tijucas Grandes.

            Atuaram no processo:

            • Escrivão Manoel Antonio de Souza Medeiros; Escrivão/Tabelião José Manoel de Araújo Roslindo; Escrivão Amancio Jozé Ferreira;
            • Advogado/Procurador Manoel da Silva e Souza; Procurador José Joaquim Dias;
            • Depositário Agostinho de Souza Machado; Depositário José Manoel de Souza;
            • Meirinho Silverio de Jesus Maria;
            • Juiz Manoel Moreira de Souza Meirelles; Juiz José Fernandes Jorge; Juiz Antonio Joaquim de Sequeira; Juiz José Antonio da Luz; Militar; Major;
            Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
            Sumário Crime
            BR SC TJSC TRPOA-79745 · Processo · 1874
            Parte de II - Tribunal da Relação de Porto Alegre

            Partes: Maria Joaquina Coelho; Jeronimo José da Rosa; Joaquina Maria de Andrade; Marcos Pereira de Andrade; Maria Theodora; Miguel Alves de Chaves; escravizada Francisca.