Desterro

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        Desterro

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          BR SC TJSC TRRJ-29355 · Processo · 1835-1837
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Processo realizado na vila de Lages, na época sob comarca do norte da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Joaquim Jose Pereira (testador);
          Paulo Jose Pereira (testamenteiro e herdeiro);
          Matheus Jose da Silva (testamenteiro);
          Nicolau de Lis Abreo (testamenteiro e coerdeiro).

          Herdeiros:
          Umbelina Maria Pereira;
          Nicolau de Lis Abreo (coerdeiro);
          Joze (menor);
          Joaquim.

          Resumo:
          Paulo Jose Pereira foi citado para prestar contas do testamento do seu falecido pai, o capitão Joaquim José Pereira. Entre os bens listados, constavam sete escravizados, de nomes: Justina e Anna, descritas como mulatas; Felisbino, referido como Cabinda, filho de Cipriana, apontada como mulata; e Anna Catharina, descrita como crioula. São mencionadas cartas relativas aos escravizados, dispondo sobre valores que seriam destinados à liberdade de alguns. Além destes bens, foi mencionada uma fazenda localizada no distrito de Vacaria, bem como a existência de dívidas.

          O falecido acusou o procurador João Manoel Coelho de agir de má-fé, por conta da venda de alguns dos escravizados do inventário; assim, excedendo os poderes de seu cargo e acrescentando uma quantia em dinheiro nas contas.

          Em dado momento do testamento, é mencionado o falecimento do capitão Domingos Jose de Araújo Bastos.

          O promotor, ao rever os dados constantes no testamento, declarou-o nulo por faltar a assinatura do falecido testador; e solicitou que o testamenteiro juntasse a documentação necessária para dar conhecimento ao juiz da comarca.

          No processo, consta que a vila de São Miguel era a cabeça da comarca do norte.

          Atuaram no processo:
          corregedor da comarca João Gomes de Medeiros;
          escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
          escrivão Jose Manoel de Araujo Roslindo;
          juiz Antonio Joaquim de Siqueira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          juiz ordinário alferes Antonio José Pereira;
          procurador Bernardino Antônio da Silva;
          procurador João Manoel Coelho;
          procurador João Rodrigues de Andrade;
          procurador Jose Marcelino Alves de Sá;
          procurador alferes Antonio Francisco de Medeiros;
          promotor Antônio Saturnino de Souza e Oliveira;
          tabelião Francisco José de Santa Anna Souza.

          Localidades relevantes:
          distrito de Vacaria;
          vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
          vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina);
          cidade de Curitiba;
          cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          Continente do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Sul);
          comarca do norte.

          Compõem o processo:
          procurações;
          testamento;
          termo de citação do testamenteiro;
          termo de ausência;
          termo de anulação do testamento.

          Variações de nome:
          Honbilina Maria Pereira;
          juiz municipal João Baptista de Barros;
          procurador Bernardino Antônio da Silva e Sá.

          BR SC TJSC TRRJ-58568 · Processo · 1844
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Contas de testamento realizadas na Vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna, na época sob a Comarca do Sul da Província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          José Cardozo Duarte (testador)
          José Cardozo Duarte (testamenteiro);
          Joanna Maria da Conceição (testamenteira);
          José Fernandes Martins (testamenteiro).

          Herdeiros:
          Agostinho José Cardozo;
          Anna;
          Emerenciana;
          Felisberto José Cardozo;
          José;
          Joaquina;
          Maria da Conceição;
          Marcelino José Cardozo;
          Manoel Thomas da Rocha (co-herdeiro)
          Poluceno José Cardozo.

          Resumo:
          Neste processo, o testamenteiro José Cardozo Duarte, em sua petição, pediu que fossem avaliadas as contas do testamento de seu falecido pai, José Cardozo Duarte, a fim de prestar suas contas do testamento.

          No testamento do falecido, foram deixadas esmolas para a igreja, para órfãos, para a sua cunhada Dezidoria Maria e para suas afilhadas de batismo. Ele também pediu missas em virtude de seu falecimento.

          Ao decorrer do processo, a primeira testamenteira, Joanna Maria da Conceição, esposa do falecido, foi notificada para dar início às disposições testamentárias. No entanto, esta testamenteira respondeu que não poderia cumprir com essa função devido a sua idade avançada. Desse modo, o segundo testamenteiro, José Cardozo Duarte, filho do falecido, ficou responsável pelo testamento.

          Durante o processo é feita uma partilha amigável dos bens entre os herdeiros, e são apresentadas as quitações. Na conclusão do processo, o testamenteiro José Cardozo Duarte teve a tomada de contas reconhecida pelo juízo da vila de Laguna, e foi sentenciado a arcar com as custas do processo.

          Atuaram no processo:
          escrivão e tabelião Vicente José de Gois Rebello;
          juiz de direito Severo Amorim do Valle;
          juiz municipal, de capela e de resíduos Domingos José da Silva;
          juiz municipal José Rodrigues Pinheiro Cavalcanti;
          promotor de resíduos e comendador Francisco da Silva França;
          procurador Francisco Alves dos Santos;
          juiz municipal Albino José da Rosa;
          signatário Manoel Cardozo de Aguiar;
          signatário Manoel Joze Garcia;
          tesoureiro Floriano Joze de Andrade;
          tesoureiro Manoel Antonio de Mattos;
          tesoureiro Pedro Francisco da Silva;
          tesoureiro Albino Silveira;
          vigário Antonio Nunes Barreto.

          Localidades relevantes:
          freguesia de São João do Imaruí (atual município de Imaruí, Santa Catarina);
          freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa (atual bairro da Lagoa da Conceição, município de Florianópolis);
          igreja matriz da vila de Laguna;
          sítio de Costa do Siqueira;
          vila de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual município de Laguna, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          Rio de Janeiro;
          comarca do sul.

          Compõem o processo:
          contas;
          formal de partilha;
          quitações;
          recibos;
          sentença;
          termo de aceite;
          termo de juramento do testador.

          Variação de nome:
          Dezideria Maria.

          BR SC TJSC TRRJ-24823 · Processo · 1850
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a Primeira Comarca.

          Partes do processo:
          Antonio Jozé Vidal (falecido)
          Laurinda da Silva Alano (inventariante)

          Herdeiros:
          Maria da Silva Alano (menor de idade);
          João Antonio Vidal (menor de idade);
          Maria Joaquina Vidal;

          Resumo:
          Neste processo, a inventariante Laurinda da Silva Alanno foi notificada para prestar juramento como inventariante do inventário do seu falecido marido, Antonio Jozé Vidal, sob pena de sequestro dos bens. O juízo da cidade de Desterro mandou em notificação que ela teria o prazo de três dias.

          Dentre os bens avaliados haviam prataria, bens em cobre e ferro, utensílios, ferramentas, móveis e casas. Haviam também 2 pessoas escravizadas, sendo 1 homem chamado Manoel, aprendiz de alfaiate e designado como crioulo e 1 mulher chamada Rita designada como africana. Além disso, há dívidas ativas e passivas.

          Durante o processo, em requerimento há o pedido de credores para que sejam pagos da dívida que o falecido contraiu com eles. Dentre elas destaca-se a dívida com Miguel José de Brito que é comprovada por meio de recibos que o falecido enviava ao depositário Joaquim José Varella. Posteriormente foi dito que ao haver a desistência de Miguel da Ação de Execução, ele deveria pagar o dobro do valor estipulado pela inventariante.

          Sob esse viés, em um dos Autos de Praça feitos durante o processo, a escravizada Rita é arrematada por Amaro José Pereira e o valor depositado à José Varella para quitação da dívida. Outros credores recorrem à inventariante, mas ela contesta tais cobranças.

          Na partilha é feito o pagamento das dívidas e o partilhamento dos bens entre os herdeiros. É pedido ao final do processo que se paguem os selos e é notificado a tutora que zele pelo bem estar de seus filhos órfãos, além de garantir que receberão a quantia referente a herança.

          Atuaram no processo:
          avaliador Joaquim José Varella;
          avaliador Francisco Pereira Fernandes;
          curador geral de órfãos José Agostinho Alves d’Araujo;
          coletor José Manoel de Souza;
          depositário Joaquim Joze Varella ;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão Francisco de Paula da Silveira;
          juiz municipal de órfãos José Rodrigues Pinheiro Cavalcante;
          juiz municipal de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          oficial de justiça Antonio José Pacheco;
          pregoeiro Manoel do Nascimento Gomes;
          partidor João Francisco Cidade;
          partidor João Narciso da Silveira;
          tesoureiro da administração provincial Francisco de Paula da Silveira

          Localidades relevantes:
          Desterro (atual município de Florianópolis);
          Rua Áurea (atual Rua dos Ilhéus, Florianópolis);
          Rua do Espírito Santo (atual Rua Padre Miguelinho, Florianópolis);

          Compõem o processo:
          Auto de juramento a inventariante;
          Autos de praça;
          Contas;
          Juramento aos avaliadores;
          Juramento aos partidores;
          Pregões;
          Recibos;
          Termo de louvação;
          Termo de arrematação;
          Traslado;

          Variação de nome:
          Laurinda da Silva Alanno.

          BR SC TJSC TRRJ-25172 · Processo · 1851
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro

          Partes:
          Silverio Antonio da Silveira (inventariado);
          Joaquina Maria da Silva (inventariante).

          Herdeiros:
          Vicente José da Silva;
          José Antonio da Silveira;
          Zeferino Antonio da Silveira;
          Luis Antonio da Silveira;
          Luiza Joaquina Stuart Vieira;
          Francisca Joaquina Vieira;
          Anna Joaquina;
          Claudina Joaquina;
          Leocadia Joaquina;
          Silverio Antonio da Silva.

          Descrição:
          O inventário de Siverio Antonio da Silveira foi conduzido por sua esposa, Joaquina Maria da Silva. Ele não deixou testamento, e a partilha foi feita de forma amigável. Entre os bens inventariados, destacam-se terras, prataria, tacho de cobre, ferramentas, utensílios, objetos, mobílias, casas e dívidas. No final do processo constam pregões acerca dos bens arrematados que foram mencionados na autuação de uma precatória.

          Atuaram no processo:
          juiz municipal Sergio Lopes Falcão;
          juiz de paz João Maria da Cunha Lisboa;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão Bernardino Pereira Pinto;
          tabelião João Antonio Lopes Gondim;
          avaliador e coletor José Antonio de Lima Rodrigues;
          avaliador e escrivão Anselmo Gonçalves Ribeiro;
          curador dos órfãos Candido Gonçalves de Oliveira;
          advogado e procurador Polidor do Amaral e Silva;
          procurador José Maria do Valle;
          coletor José Antonio de Lima Rodrigues;
          pregoeiro Liandro Francisco da Silva;
          pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus;
          signatário Francisco da Cunha Silveira;
          signatário Antonio do Valle Heitor.

          Localidades relevantes:
          Freguesia de Santo Antonio;
          Província do Rio Grande;
          Rio de Janeiro;
          Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades;
          São Francisco de Paula de Canasvieira.

          Compõem o processo:
          Título de herdeiros;
          Procuração;
          Juramento aos avaliadores;
          Avaliação dos bens;
          Pagamentos;
          Termo de abstenção;
          Auto de praça;
          Traslado;
          Autuação de precatória.

          Variação de nome:
          Maria Joaquina da Silva.

          BR SC TJSC TRRJ-25185 · Processo · 1851
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário na cidade de Desterro, à época primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo: Manoel Ignacio d'Oliveira (falecido); Cândida Capistrano Oliveira (inventariante).

          Herdeiros: Antônio Joaquim d'Oliveira; Maria Magdaline d'Oliveira; Carlota Amália d'Oliveira; Antônio Ignacio d'Oliveira; João Capistrano d'Oliveira.

          Resumo: Cândida Capistrano Oliveira fez o inventário de seu falecido marido Manoel Ignacio d'Oliveira, morador da cidade de Desterro, Ilha de Santa Catarina. O falecido deixou cinco filhos herdeiros. Dos bens inventariados constam casas, terras, utensílios, dividas e escravizados de nome Manoel e Leopoldina. A inventariante faleceu antes do termino do inventario. Os bens foras partilhados entre os herdeiros.

          Atuaram no processo: avaliador Eleutério Francisco de Souza; avaliador Tristão José Morina; escrivão José Nunes de Souza Medeiros; fiador João Francisco Barreto; juiz Agostinho leitão d'Almeida; juiz Francisco Duarte Silva; partidor João Narciso d'Oliveira; José da Costa de Oliveira.

          Localidades relevantes: cidade de Desterro; Ilha de Santa Catarina.

          Compõem o processo: juramento do inventariante; autos de inventario, custas de selo.

          BR SC TJSC TRRJ-25193 · Processo · 1852-1863
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Florentina Rosa de Jesus (falecida);
          Ignácio Manoel Vieira (inventariante).

          Herdeiros:
          Joaquim José Alexandre;
          Candido Borges dos Santos;
          Clarinda Florentina (menor de idade);
          Constancia Florentina (menor de idade);
          Leopoldina Florentina (menor de idade);
          Manoel Ignacio Vieira (menor de idade);
          Maria Florentina (menor de idade);
          Mariana Florentina (menor de idade);
          Pedro José Alexandre (menor de idade);
          Rita Florentina (menor de idade).

          Resumo:
          Neste processo, o juízo de órfãos da cidade de Desterro expediu uma notificação para Ignácio Manoel Vieira, morador no Saco dos Limões, para que este comparecesse em juízo para proceder ao inventário de sua falecida esposa, Florentina Rosa de Jesus. Ignácio era o segundo marido de Florentina; logo, a falecida tinha também herdeiros oriundos do seu primeiro matrimônio com o finado José Alexandre de Jesus.

          Na descrição e avaliação dos bens, foram descritos utensílios domésticos e louças de prata, cobre e ferro; mobília; veículos (um carro e duas canoas); animais de serviço e criação; e mais um engenho de farinha e terras. As propriedades eram situadas nas localidades de Baixio, Saco dos Limões, e algumas faziam fronteiras com a localidade de Campos da Ressacada, com a estrada pública, com o mar, com mangues, com vertentes e com morros. Foram também listadas dívidas.

          Nos bens, constaram também dois homens escravizados, na forma seguinte: um escravizado idoso e doente, Antonio, africano, descrito como “de nação Congo”; e a metade do valor de um escravizado chamado Vicente, designado como “crioulo”.

          Julgado por sentença, o processo teve suas partilhas dadas como procedentes. O juiz permitiu aos herdeiros o direito à reclamação em caso de divergências, e condenou os interessados às custas do processo.

          Após a sentença, requerimentos foram movidos por herdeiros à medida que estes atingiam a maioridade. Eles requereram certidões de batismo, a fim de comprovar terem idade suficiente para gerir seus bens.

          Atuaram no processo:
          arcipreste Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva;
          arcipreste Macario Cesar de Alexandria e Souza;
          avaliador Antonio Francisco da Silva;
          avaliador Manoel Francisco de Mello;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
          escrivão ajudante do auditório eclesiástico e arciprestal João Luis do Livramento;
          juiz de órfãos e de paz suplente Estanislau Antonio da Conceição;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          oficial de justiça Antonio Pantalião do Lago;
          partidor João Narciso da Silveira;
          partidor José da Costa d’Oliveira;
          partidor Pedro Antonio da Paixão;
          signatário João Damasceno Vidal;
          signatário Peregrino Servita de São Thiago;
          vigário Manoel Alvares de Toledo.

          Localidades relevantes:
          Baixio;
          Carianos (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
          Rio do Tavares (atual bairro de Rio Tavares, Florianópolis, Santa Catarina);
          Saco dos Limões (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia da Lagoa (atual bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia de Nossa Senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          freguesia da Santíssima Trindade (atual bairro da Trindade, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca.

          Compõem o processo:
          certidões de batismo;
          contas;
          descrição e avaliação dos bens;
          mandado de intimação;
          requerimentos;
          sentença;
          termo de declaração;
          termo de juramento de avaliadores;
          termo de recebimento e responsabilidade;
          termos de louvação;
          título de herdeiros.

          Variações de nome:
          Florentina Rosa d’Jesus;
          Florentina Roza d’Jesus;
          Florentina Roza de Jesus;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves de Oliveira;
          oficial de justiça Antonio Pantaleão do Lago.

          BR SC TJSC TRRJ-24813 · Processo · 1850
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, à época sob a Primeira Comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do Processo:
          José Vieira da Silva (falecido);
          Domingos José da Costa (inventariante).

          Resumo:
          José Vieira da Silva realizou o inventário dos bens de Domingos José da Costa. Entre os bens listados estão roupas, utensílios de prata e ouro, móveis, ferramentas e dívidas. No entanto, não consta no inventário um escravizado de nome Januário, que era menor de idade e foi doado ao Hospital de Caridade. Atualmente, ele está sob a posse de Hipólito Antônio de Resendes, que reside na Enseada do Brito. Testemunhas confirmam a doação. Contém uma carta precatória do falecido Domingos José da Costa ao juízo de órfãos e ouvintes da vila de São José. O auto de arrecadação referente ao escravizado Ignacio que foi doado foi julgado como improcedente e foi pedido o seu retorno para a Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, anexa ao Imperial Hospital de Caridade. O escravizado doado era pertencente a Domingas Ignacia, que era dona de Maria, mãe do escravizado.

          Atuaram no processo:
          advogado Eleutério Francisco de Souza;
          escrivão José Honório de Souza Medeiros;
          juiz municipal de orfãos Sérgio Lopes Falcão;
          juiz de paz Manoel Pires Ferreira;
          curador Caetano d'Araújo Figueiredo Mendonça Furtado;
          curador Cândido Gonçalves d’Oliveira;
          avaliador Ignacio Gonçalves Vieira;
          avaliador João da Costa Ortiga;
          avaliador José Silveira de Souza;
          avaliador Anastácio Silveira de Souza;
          avaliador João de Souza Freitas;
          oficial de justiça Joaquim Afonso Vieira;
          oficial de justiça Marcos Silveira de Mattos;
          pregoeiro Lucas Rodrigues de Jesus.

          Localidades relevantes:
          freguesia de Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão,
          cidade de Desterro.
          Enseada do Brito;
          Praia de fora;

          Compõem o processo:
          procuração;
          custas de selo;
          descrição e avaliação dos bens;
          juramento ao curador;
          autos de arrecadação;

          Variação de Nome|:
          pregoeiro Lucas Roiz de Jesus;
          Enseada do Brito.

          BR SC TJSC TRRJ-21658 · Processo · 1850-1855
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          Raulino Gonçalves Pereira (falecido);
          Guiomar Maria (inventariante).

          Herdeiros:
          Candida Roza;
          Floriano Gonçalves;
          Manoel Gonçalves;
          Maria Dorothea;
          Maria Roza.

          Resumo:
          Por meio deste processo foram inventariados os bens que ficaram por falecimento de Raulino Gonçalves Pereira. A justiça expediu mandado de intimação para sua viúva e cabeça de casal, Guiomar Maria, para que ela viesse ao juízo para dar início aos procedimentos de inventário, sob pena de sequestro em caso de não comparecimento. Guiomar era moradora na localidade de Saquinho da Lagoa.

          Na descrição dos bens, constaram mobília; utensílios domésticos e ferramentas; dois animais, sendo um boi de serviço e uma égua; e um engenho de aguardente, uma casa, e terras. As propriedades eram situadas no Saco Grande da Lagoa e na Tijuca do Rio Vermelho, algumas fazendo frentes com riachos e vertentes.

          Constavam também 4 escravizados, de nomes Simplicio (idoso, descrito como “africano”); Joaquina e João (menores de idade, descritos como “crioulos”); e Jacintho (menor de idade, descrito como “pardo”).

          Em seguida, a partilha distribuiu os bens entre os herdeiros. Por sentença, o juiz julgou que as partilhas foram válidas, e obrigou os interessados ao pagamento das custas do processo.

          Adiante, foi autuado um auto de tutela, em que o procurador Marcellino Machado Fagundes prestou juramento para desempenhar a função de tutor dos menores e órfãos deixados pelo inventário.

          Por fim, um auto de “contas tomadas” (prestação de contas) foi lavrado, em que foram prestadas as contas referentes aos herdeiros menores de idade.

          Atuaram no processo:
          avaliador Manoel Pereira Duarte;
          avaliador Francisco Guilherme Sodé;
          escrivão José Silveira Constante;
          escrivão de órfãos José Honorio de Souza Medeiros;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          juiz municipal e de órfãos suplente comendador Agostinho Leitão d’Almeida;
          partidor Joaquim José Varella;
          partidor José Narciso da Silveira;
          procurador Marcellino Machado Fagundes;
          signatário Candido Gonçalves de Oliveira;
          signatário Francisco Dias de Souza Medeiros;
          signatário Francisco de Paula Lacé.

          Localidades relevantes:
          Saco Grande da Lagoa;
          Saquinho da Lagoa (atual Praia do Saquinho, bairro da Lagoa da Conceição, Florianópolis, Santa Catarina);
          Tijuca do Rio Vermelho;
          freguesia de São João Baptista do Rio Vermelho (atual bairro do Rio Vermelho, Florianópolis, Santa Catarina);
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
          primeira comarca.

          Compõem o processo:
          auto de contas tomadas;
          descrição e avaliação dos bens;
          mandado de intimação;
          partilha de bens;
          procuração;
          termo de juramento de avaliadores;
          termo de juramento de partidores;
          termo de juramento de tutor;
          termos de louvação.

          Variação de nome:
          procurador Marcellino Maxado Fagundes.

          BR SC TJSC TRRJ-22599 · Processo · 1853-1855
          Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

          Inventário realizado na cidade de Desterro, na época sob a primeira comarca da província de Santa Catarina.

          Partes do processo:
          José Martins Coelho (falecido);
          Maria Roza (inventariante);
          Marcellino José Martins (inventariante);

          Herdeiros:
          Anna Roza;
          Claudino José Martins;
          Domingos José Martins;
          Francisco José Martins;
          Generoza Roza;
          Joaquim José Martins;
          Manoel José Martins;
          Marcellino José Martins;
          Zeferina Roza.

          Resumo:
          Neste processo, foram inventariados os bens do falecido Jozé Martins Coelho por sua esposa, a viúva e inventariante Maria Roza. Porém, por conta da idade avançada e da saúde fragilizada, Maria nomeou seu filho e herdeiro Marcellino José Martins para auxiliá-la no inventário.

          Entre os bens descritos, constam: utensílios domésticos de cobre e ferro; ferramentas; mobília, dentre as quais um tear e um oratório com três imagens religiosas; dois animais (uma vaca com cria); uma casa, um engenho de farinha e terras. As propriedades eram situadas nas localidades de Córrego Grande (grafado no processo como “Corgo Grande”), no Cambirela do Córrego Grande, no Morro dos Pires, e na freguesia da Serra.

          Há, também, 9 escravizados: Adão, Antonio, Ignacio, Luiza, Maria, Miguel e Silvano (todos menores de idade, descritos como “crioulos”); Thomazia (sem idade informada, descrita como “doente” e “crioula”); e Francisco (idoso, descrito como “de nação africana”). Na descrição dos bens, o escrivão acidentalmente escreveu que Thomazia tinha trezentos anos de idade; confundiu-se com o valor da escravizada, de 300.000 réis (300$000).

          Os escravizados foram distribuídos entre os herdeiros no auto de partilha, com os herdeiros homens recebendo a maior fração dos bens.

          Por sentença, o juiz deu o inventário e as partilhas como procedentes; e encarregou o inventariante de prestar um juramento de tutela.

          Atuaram no processo:
          avaliador José Francisco Alves;
          avaliador Manoel Luis da Silveira;
          curador geral de órfãos Candido Gonçalves d’Oliveira;
          escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
          juiz municipal e de órfãos Sergio Lopes Falcão;
          juiz municipal e de órfãos suplente José Bonifacio Caldeira d’Andrada;
          partidor Joaquim José Varella;
          partidor João Narciso da Silveira;
          signatário Manoel Luis da Silveira.

          Localidades relevantes:
          Cambirela do Córrego Grande;
          Córrego Grande (atual bairro em Florianópolis, Santa Catarina);
          Morro dos Pires;
          freguesia da Serra;
          cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina).

          Compõem o processo:
          descrição e avaliação dos bens;
          partilha de bens;
          sentença;
          termo de juramento de avaliadores;
          termo de juramento de curador;
          termo de juramento de inventariante;
          termo de juramento de partidores;
          termo de louvação;
          título de herdeiros.

          Variações de nome:
          Claudino José da Martins;
          Corgo Grande.