Corpo de delito realizado na vila de Lages, na época sob a comarca de São José, província de Santa Catarina.
Partes:
João Pereira Soares, castelhano (possível réu)
Paulo Granier (dono da caixa);
escravizada Leocádia (encontrou a caixa);
Flambiano Feliz da Silva (senhor da escravizada Leocádia).
Resumo:
Nesta ação, foi realizado um auto de corpo de delito em uma caixa encontrada pela escravizada Leocádia, descrita como “preta”, que achou o objeto no chão no caminho que traçava para buscar água. Por não ver nada em sua volta, retornou para casa com a caixa e a entregou ao seu senhor, Flambiano Feliz da Silva, que levou a caixa ao delegado. O delegado descobriu que a caixa pertencia a Paulo Granier, e que ela havia sido roubada na casa do teatro a poucos dias. O castelhano João Pereira Soares foi avistado pernoitando no local onde a caixa foi encontrada, tornando ele um possível responsável pelo roubo.
A compreensão do processo foi comprometida, visto que o mesmo encontra-se incompleto e sem capa.
Atuaram no processo:
carcereiro Domingos Leite;
delegado José Joaquim da Cunha Passos;
delegado de polícia José Nicolau Pereira dos Santos
escrivão Constancio Xavier de Souza;
escrivão Generoso Pereira dos Anjos;
juiz corregedor Joaquim José Henriques;
perito Paulo Lopes de Haro;
perito Elias Borges Vieira;
promotor público Antonio Ricken de Amorim.
Localidades mencionadas:
Lages;
localidade denominada “Vassouras”.
Compõem o processo:
corpo de delito;
juramento aos peritos.