Herança

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              BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-41797 · Processo · 1904
              Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

              Partes:
              Maria Villain; Leandro Maes; Antonio Miranda; Luiz Fernandes; Alexandre Justino Regis; Luisa Eugenia Lebon Regis.

              Agravo n. 81; Superior Tribunal de Justiça de Santa Catarina; Desembargador Manoel Cavalcanti de Arruda Câmara; escrivão Estanislao Tristão Monteiro; juiz Antonio Wanderley Navarro Pereira; terras em Ilhota; posseiros; contrato de sociedade traduzido do francês; Bélgica; colônia; Gustavo Lebon; Augusto Lebon; Affonso Thomaz; Maximiliano Milcamps; João Baptista Villain; Bruges; João Baptista Budens; Francisco José Martins; Marcos Konder; Samuel Heusi;

              Tribunal de Justiça de Santa Catarina
              BR SC TJSC TRRJ-58027 · Processo · 1849 - 1854
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Ação sumária de depósito realizada na vila de São José, na época sob a segunda comarca da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              José Lourenço de Medeiros (autor);
              Constancia Bernardina da Silva (autora);
              José Ignacio Bernardino da Silva (réu);
              Anna Candida da Silva Costa (ré).

              Herdeiros:
              João de Andrade;
              Francisco Ignacio Bernardino.

              Resumo:
              Neste processo, o casal José Lourenço de Medeiros e Constancia Bernardina da Silva requer que os réus José Ignacio Bernardino da Silva e Anna Candida da Silva Costa compareçam a uma primeira audiência acerca de uma ação sumária de depósito.

              Em uma petição feita pelos autores, é dito que Constancia e seu irmão Francisco Ignacio Bernardino foram nomeados herdeiros dos bens de seu tio ausente, João de Andrade, após o falecimento de seus avós, pois não haveria irmãos vivos e ele não tinha herdeiros. No entanto, o réu José Ignacio, como depositário nomeado desses bens, ficou com toda a herança de João. Na época, o réu era viúvo de Ignacia Maria de Andrade, irmã do falecido e mãe da autora.

              Por isso, Constancia abre uma petição e requer que o valor dos bens não recebidos sejam depositados e pagos pelo réu. O processo contou com testemunhas; de acordo com os depoimentos, Constancia e seu irmão são os parentes mais próximos do ausente, e são capacitados para receber a legítima parte dos bens do ausente. Desse modo, um auto de habilitação é iniciado para os dois autores.

              Em um termo de audiência extraordinária, o juiz de paz considera o pedido dos autores legítimo e lavra os documentos apresentados por eles; é também apontado neste termo que os réus não compareceram à conciliação. Ao decorrer do processo, é apresentada uma contestação realizada pelo procurador dos réus, sendo apontados 8 motivos que tornariam o pedido dos autores nulo; dentre eles, há a afirmação de que a habilitação para outros herdeiros só poderia ser necessária se o inventário do ausente fosse dado pelo juízo de órfãos, o que não ocorreu, pois a ação correu pela Ouvidoria e reconheceu o réu como único herdeiro.

              Ao final do processo, os autores assinam um termo de desistência da ação sumária de depósito, e ficam responsáveis pelo pagamento das custas do processo.

              Atuaram no processo:
              escrivão e tabelião do público judicial Joaquim Francisco d’Assiz e Passos;
              escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
              escrivão Manoel José de Bitancourt Soares;
              escrivão Polidoro d’Amaral e Silva;
              juiz de paz João de Bitancourt Correia de Carvalho;
              juiz municipal João Francisco de Souza;
              oficial de justiça Domingos Joze da Silva;
              oficial de justiça José da Costa Seara;
              oficial de justiça Manoel de Sousa Medeiros;
              ouvidor geral e corregedor Agostinho de Souza Loureiro;
              procurador e advogado Polidoro d’Amaral e Silva;
              procurador Manoel de Freitas Sampaio;
              procurador Manoel do Nascimento Ramos;
              signatário Marianno Antonio da Silva;
              vigário Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro.

              Localidades relevantes:
              cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
              comarca do sul;
              Cubatão;
              freguesia de Nossa Senhora do Rosário da Enseada do Brito (atual bairro Enseada do Brito, Palhoça);
              Praia de fora;
              província do Rio Grande do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
              vila de São José (atual município de Sâo José, Santa Catarina).

              Compõem o processo:
              auto de depósito;
              contas;
              documentos;
              mandado;
              petições;
              procurações;
              requerimento de audiência;
              termo de habilitação;
              termo de audiência extraordinária;
              termo de desistência;
              termo de obrigação.

              BR SC TJSC TJSC-AJ-DC-CIV-4936 · Processo · 1908
              Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

              Partes:
              Emiliano de Oliveira Ramos (autor); Felisberto Lins de Córdova (autor); Aureliano Ribeiro da Silva (autor); João Galdino Ribeiro da Silva (autor); Vidal Ribeiro da Silva (autor); Ivo Ribeiro da Silva (autor); Hortencio da Silva Rosa (réu); Manoel Ribeiro da Silva (réu).

              Anulação de testamento; herança; prevenção de reivindicação de bens; Leocádia Damasceno de Córdova; Apelação cível n. 151 e 171.

              Tribunal de Justiça de Santa Catarina
              BR SC TJSC TJSC-AJ-10295523 · Processo · 1899
              Parte de III - Tribunal de Justiça de Santa Catarina

              Partes:
              Emiliano de Oliveira Ramos; Felisberto Lins de Cordova; Aureliano Ribeiro da Silva; João Galdino Ribeiro da Silva; Vidal Ribeiro da Silva; Ivo Ribeiro da Silva; Hortencia da Silva Rosa; Manoel Ribeiro da Silva

              Escrivão Fernando Affonso d'Athayde; Capão Alto; juiz Alfredo Moreira Gomes; advogado Thiago de Castro; grande propriedade; animais de montaria e gado; tabelião José Luiz Pereira; incompleto.

              Arbitragem de Vintena de Laurentino Correia de Mello
              BR SC TJSC TRRJ-83086 · Processo · 1867
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Arbitragem de Vintena realizada na cidade de São José, na época sob a Comarca da capital, província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Laurentino Correia de Mello (testamenteiro);
              João de Espíndola Bitencurt (finado).

              Resumo:
              Nesta ação, Laurentino Correia de Mello, testamenteiro de seu falecido avô, requer o devido pagamento (“prêmio”) dos trabalhos de prestação de contas referentes a sua posição de testamenteiro. A “Vintena”, relativa a quantia do prêmio que o suplicante deveria receber, foi protestada pelo mesmo. Os autos anexados no processo comprovam que Laurentino foi indicado para ser testamenteiro e assinou termo de aceite relativo à função.

              O juiz julgou o processo por sentença e afirmou que o testamenteiro deveria receber 5% do valor líquido da terça do testador, do qual seria deduzido o valor da dita vintena.

              Atuaram no processo:
              juiz de capelas e resíduos Joaquim da Silva Ramalho;
              escrivão Manoel Ferreira da Costa Siara;
              escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Câmara;
              signatário José Pedro Conrado.

              Localidades mencionadas:
              São José;
              freguesia de Santo Amaro do Cubatão.

              Compõem o processo:
              petição;
              testamento;
              termo de aceite.

              Auto de pobreza de Maria Gertrudes
              BR SC TJSC TRRJ-12134 · Processo · 1847
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Auto de pobreza realizado na vila de São José, na época sob a comarca do sul da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Nicolao Born (falecido);
              Maria Gertrudes (requerente e inventariante).

              Herdeiro:
              João Born (menor).

              Resumo:
              Maria Gertrudes, viúva de Nicolao Born e responsável pelo inventário dos bens deixados por ele, morador da vila São José, pediu ao juiz que fosse concedido um auto de pobreza. Ela fez esse pedido para não precisar pagar o valor do selo exigido no processo.

              Nicolao deixou um filho menor de idade como herdeiro. Entre os bens deixados estão: terras, casas, móveis, utensílios domésticos e também dívidas.

              O pai de Nicolao informou que parte das terras foi vendida sem autorização judicial, com o objetivo de pagar dívidas e as despesas do funeral.

              Depois de analisar todos os bens e a situação do inventário, o juiz decidiu que seriam cobradas as custas fazendárias, ou seja, os valores devidos ao Estado pelo andamento do processo.

              Atuaram no processo:
              curador Manoel de Freitas Sampaio;
              escrivão Francisco Xavier de Oliveira;
              juiz Domingo José da Costa Sobrinho;
              juiz João Francisco de Souza;
              partidor Joaquim Lourenço de Souza Medeiros.

              Localidades relevantes:
              vila de São José (atual município em Santa Catarina);
              comarca do sul da província de Santa Catarina.

              Compõem o processo:
              recibo de pagamento de custas;
              termo de juramento de curador;
              termo de juramento de partidor.

              Tribunal da Relação do Rio de Janeiro
              Auto de quitação de Manoel Ribeiro da Silva
              BR SC TJSC TRRJ-32117 · Processo · 1842
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Auto dequitação realizado na vila de Lages, na época sob a comarca do norte da província de Santa Catarina.

              Partes do processo:
              Manoel Ribeiro da Silva (herdeiro);
              João Baptista de Sousa (tutor).

              Resumo:
              Neste processo, com o título de “autos de quitação que dá Manoel Ribeiro da Silva seu tutor João Baptista de Sousa”, Manoel Ribeiro da Silva apresenta que recebeu, diante de duas testemunhas, por meio de seu tutor João Baptista de Sousa, todos os bens que lhe pertenciam como herança do seu falecido pai, que tinha o mesmo nome que seu filho.

              Segundo o curador, o herdeiro foi emancipado por matrimônio. O escrivão menciona que o auto de inventário original foi estragado durante a “invasão dos rebeldes”, referindo-se à Revolução Farroupilha.

              Ao final do processo, o juiz geral major Joaquim Fernandes da Fonceca declara julgar a sentença da quitação e que as custas do processo devem ser pagas pelas partes envolvidas.

              Localidade relevante:
              vila de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina).

              Compõe o processo:
              correição;
              sentença;
              termo de quitação.

              Atuaram no processo:
              escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
              curador geral major Joaquim Fernandes da Fonceca;
              juiz corregedor Joaquim Jose Henriques;
              juiz de órfãos e alferes João Thomas Silva.

              Auto de requerimento para inventário de Liberata Nunes
              BR SC TJSC TRRJ-57851 · Processo · 1869-1870
              Parte de I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

              Inventário realizado na cidade de Laguna, na época sob a comarca de Santo Antônio dos Anjos da província de Santa Catarina

              Partes do processo:
              Liberata Nunes (falecida);
              Manoel Antonio de Mattos (inventariante).

              Herdeiros:
              Maria Liberata.

              Resumo:
              O viúvo Manoel Antonio de Mattos conduziu o inventário de sua falecida mulher, Liberata Nunes. Consta no processo o testamento da finada, no qual ela dispôs suas últimas vontades. Filha legítima de Antonio Nunes e Marianna Antonia de Jesus, Liberata nomeou Manoel, seu marido, para ser seu testamenteiro. Liberata deixou “metade livre” o escravizado Antonio, descrito como “crioulo”, bem como lhe deixou duas braças de “chões” (terras). Os outros bens a finada destinou a Maria, que foi sua companheira e lhe prestou serviços durante sua vida. Na avaliação dos bens para a realização do inventário foi constatado que ficaram pelo falecimento da inventariada uma morada de casa e algumas braças de terras. Manoel declarou que devido a insignificância do monte de Liberata não fazia sentido prosseguir com os últimos termos do inventário, visto que aumentaria as custas que ele teria que pagar ao fim da ação. O processo foi julgado por sentença e o juiz requereu o pagamento das custas do processo.

              Atuaram no processo:
              administrador da mesa de rendas provinciais Jerônimo Coelho Neto;
              avaliador Custódio José de Bessa;
              avaliador Francisco Fernandes Martins;
              escrivão Vicente de Paulo Goss Rebello;
              juiz municipal primeiro suplente João Pacheco dos Reys;
              juiz municipal e provedor de capelas e resíduos suplente Americo Antonio da Costa;
              juiz municipal terceiro suplente João de Souza Dutra;
              signatário Domingos Custódio de Souza;
              signatário Antonio Francisco de Araujo;
              signatário José Joaquim Cardoso;
              signatário tenente Joaquim José Mendes Braga.

              Localidades mencionadas:
              Laguna;
              Rua da Igreja.

              Compõem o processo:
              auto de inventário e juramento ao viúvo inventariante;
              testamento;
              termo de abertura;
              termo de aceite;
              termo de conclusão;
              termo de louvação de avaliadores;
              termo de juramento;
              taxa de herança e legados.