Partes:
José Marques (falecido); Marciano Francisco de Souza (inventariante)
Incompleto; sem capa, fl. 2 a 6; Coqueiros; testamento.
Partes:
José Marques (falecido); Marciano Francisco de Souza (inventariante)
Incompleto; sem capa, fl. 2 a 6; Coqueiros; testamento.
Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
José Joaquim do Amaral (falecido);
Jose da Lapa de Souza Coentro (inventariante e primeiro testamenteiro).
Herdeira:
Maria Candida.
Resumo:
Este processo se trata do inventário de José Joaquim do Amaral, realizado por Jose da Lapa de Souza Coentro. Foi anexado o testamento do finado, em que ele escreveu suas últimas vontades.
No documento, é revelado que o falecido era tenente do Exército em Portugal e serviu na Inglaterra, onde foi perseguido pelo governo de D. Miguel, vindo posteriormente para o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro acompanhado de Jacinta Cândida Araújo, já falecida, com quem teve três filhos: José, Maria e Jacintho, todos também falecidos. Nesse sentido, José Joaquim nomeou como herdeira universal e concedeu alforria à Maria Candida, denominada como preta.
É revelado que a escolha pelos testamenteiros se deu por serem “compadres” de Maria Candida e apadrinharem seus filhos, demonstrando as chamadas estratégicas “relações de compadrio” entre pessoas escravizadas e aqueles que detinham mais direitos na cidade.
Entre os bens declarados constam uma casa, utensílios de cozinha, castiçais, mobília, quadros e roupas de cama. Ainda no arrolamento, foi citada Maria, mulher escravizada descrita como africana.
Em um termo de declaração, o inventariante afirma que Gregório Amaral, descrito como preto, seria liberto pelo pagamento dos anos excedentes — ele havia trabalhado 3 dos 10 anos acordados com o testador, mas o valor equivalente a esses 7 anos foi pago. Com isso, Gregório conquista sua alforria.
Ao final do processo há o pagamento de dívidas e custas, assim como para o sepultamento do falecido. A ação é interrompida no juramento aos partidores, sem sentença ou auto de partilha.
Atuaram no processo:
avaliador Domingos Dias de Souza Medeiros;
avaliador José Porfírio Maxado de Araujo;
escrivão interino Leonardo Jorge de Campos;
juiz municipal e de resíduos e procurador Estanislao Antonio da Conceição;
juiz provedor Joaquim Augusto do Livramento;
oficial de justiça Rodrigues de Jesus;
partidor João Narcizo da Silveira;
partidor Manoel José de Oliveira;
procurador fiscal Sergio Lopes Falcão.
Localidades relevantes:
cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
cidade de Viseu;
comarca da capital;
reino de Portugal;
Rio de Janeiro;
rua bella do senado;
vila de Santar.
Compõem o processo:
auto de descrição e avaliação;
petições;
recibos;
termo de avaliação;
termo de declaração;
termos de juramento.
Manoel José de Oliveira (inventariante).
Mobiliário, engenho de fazer farinha, terras, casa
Juiz de Direito João Machado da Silva
Escrivão Horácio Cândido Coimbra Guimarães.
Guaiuba [ou Gaiuba], Vila Nova, Laguna, Comarca de Laguna
Tribunal de Justiça de Santa CatarinaInventario na freguesia de Santo Antônio, cidade de Desterroa, à época comarca da capital província de Santa Catarina.
Partes do processo: José Ignácio da Roza (falecido); Maria Roza de Lima (inventariante).
Herdeiros: Miguelina Roza; Roza Maria (menor); José Maria Roza (menor).
Resumo: Maria Roza de Lima fez o inventário dos bens deixados por seu marido falecido, José Ignácio da Roza, que morava na freguesia de Santo Antônio, na cidade de Desterro.
José Ignácio deixou três filhos como herdeiros, sendo que dois deles ainda eram menores de idade. Por isso, foi nomeado um tutor para cuidar dos interesses desses filhos menores. O inventário inclui também os registros das contas prestadas por esse tutor.
Os bens deixados por José Ignácio eram variados e incluíam casas, utensílios doméstico, móveis, terras localizadas em áreas de manguezal, terras às margens do rio Ratones, terras em frente à freguesia de Santo Antônio, dívidas, pessoas escravizadas, com os seguintes nomes Luiza (crioula), Felippe (crioulo), Vicente (crioulo), João (crioulo), Joaquina (crioula).
Após o levantamento de todos os bens e obrigações, eles foram divididos entre os filhos de José Ignácio, com o consentimento de todos os herdeiros.
Atuaram no processo: avaliador José Antônio de Lima Rodrigues; avaliador Anselmo Gonçalves Pereira; curador geral Marcelino Antônio Dutra; escrivão José Antônio de Souza Medeiros; juiz Sergio Lopes falcão; partidor Joao Narciso da Silveira; partidor Fagundes José Varella; procurador/tutor José Manuel de Lima.
Localidades: freguesia de Santo Antônio; rio Ratones; cidade de Desterro (atual Cidade de Florianópolis, Santa Catarina).
Compõem o processo: custas de selo; juramento do avaliador; autos de repartição; procuração; autos de prestação de contas do tutor.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroPartes:
José Francisco Pereira (falecido); Barbara Maria da Conceição (inventariante).
06 escravizados; escravidão.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroPartes:
José Francisco de Souza (Falecido)
Manoel Correia da Silva (Inventariante)
Obs: Testamento; Enseada do Brito; Rio Cubatão; sitio; 7 escravos; escravidão; doação de valores para caridade; móveis; tecidos; objetos em prata; objetos em ouro; engenho de farinha; canoas; roça de mandioca; silo de cana; alqueire de feijão; ferramentas; espada; animais; Nação de Gana; Nação de Benguela, Nação Rebola; Areias do Bras; terras,; cais; casas; São José; dívida; processo se deteriorando.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroPartes:
José Firmino de Novaes (Inventariado)
Brígida da Silva Novaes (Inventariante)
Inventario na vila de São Miguel, à época comarca do Norte da província de Santa Catarina.
Partes do processo: José Ferreira Cabral (falecido); Joanna Antônia Mafra (inventariante).
Herdeiros: Adriano Francisco Cabral; Anna Francisca; José Francisco Mafra; Francisca da Silva Mafra; Jacinto Francisco Mafra; Maria Antônia Mafra; Cândida da Silva Mafra (menor); Manoel (menor).
Resumo: Joanna Antônia Mafra fez o inventário dos bens de seu marido falecido, José Ferreira Cabral, que morava em Tijucas, na vila de São Miguel. Ele deixou filhos e netos como herdeiros. Entre os bens deixados estão casas, terras, animais, um engenho de farinha, utensílios, dívidas e pessoas escravizadas: Pedro e Anastácia (da nação Banguilla), Joaquim, Feliciano, Antônia, Germana, Eleutério e Graciano (todos crioulos). Esses bens foram divididos entre os filhos e netos, com o acordo de todos.
Atuaram no processo: avaliador Antônio José de Oliveira; avaliador Antônio Silveira de Souza; avaliador Vicente Francisco Pereira; curador José Gervásio Umbelino Oliveira; curador João Luis da Silveira Porto; escrivão Amâncio José Ferreira; juiz Joao da Silva Ramalho Pereira; juiz José Fernandes Jorge; partidor Celço Coelho de Lima; partidor Silvestre Moreira.
Localidades: Tijucas; vila de São Miguel.
Compõem o processo: juramento de curador; juramento de avaliador; juramento de partidor; autos de avaliação; autos de partição; custas de selo.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroInventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
José de Souza da Silva (falecido);
Anna Joaquina Roza (inventariante).
Herdeiros:
Eusébio José de São Carlos;
Guilherme de tal (co-herdeiro);
Joaquim de Souza da Silva;
Joaquina Rosa;
João de Souza da Silva;
João Guilherme (neto);
José Guilherme (neto);
Maria Joaquina (neta);
Manoel Guilherme (neto).
Resumo:
Anna Joaquina Roza abriu um processo de inventário após o falecimento de seu marido, José de Souza da Silva, como cabeça de casal. O finado deixou netos menores de idade, filhos de uma herdeira também já falecida com Guilherme de tal; por isso, a ação passou pelo juízo de órfãos e contou com a nomeação de um curador.
Há carta precatória da vila de São Miguel para a vila de Porto Belo, a fim de citar o herdeiro João de Souza, que não havia comparecido ao juízo e residia onde o finado deixou os seguintes bens: terrenos ao norte do rio Tijucas, roças, redes de pescaria e uma casa no arraial de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas.
Em petição anexada, foi revelado que a inventariante é madrasta dos filhos do falecido, sendo esse o 2º casamento dos dois (chamado de “segundas núpcias”). Os bens avaliados, além dos constantes na carta precatória, foram um forno de cobre, ferramentas, utensílios de cozinha, uma arma de fogo, caixas, mobília, roupa de cama, engenhos e terrenos num local denominado “Pedras”. A inventariante declara as dívidas deixadas pelo finado. No arrolamento, foram citadas duas pessoas escravizadas: Felippe, de nação Congo, e Roza, sem etnia especificada e descrita como “muito idosa”.
Ao decorrer da ação, o procurador dos herdeiros afirma que a inventariante Anna Joaquina “em tempo algum” teria se casado com o falecido, a designando como parte “incompetente” no processo. Com isso, o representante também requer que seja instituído um novo inventário, em que seja inventariante o filho mais velho do finado. São requeridos a certidão de batismo de Anna e o seu termo de casamento com o inventariado; enquanto o primeiro é anexado, o segundo documento não foi encontrado pelo arcipreste da província.
Já o procurador da viúva afirma que o casal foi casado de acordo com os costumes do Império, e que alguns sacerdotes seriam “descuidados”. Além disso, o representante também duvida das intenções dos herdeiros maiores ao abrirem essa parte da ação, adicionando ao argumento “quem pois nos há de negar a qualidade de meeira e inventariante?” (p. virtual 61). É requerido por ele que a ação siga de forma regular, contendo meação e partilha em igualdade.
O juiz entra em conformidade com a petição da viúva, declarando que “despreza” o pedido dos herdeiros. Com isso, a partilha e meação seguem de acordo com sua forma original, separando bens para a quitação das dívidas. Ao decorrer da ação, é revelado que Roza, mulher escravizada inserida no arrolamento, havia falecido; é requerido que ela seja “diluída” no monte da herança.
A inventariante declara a existência de uma chácara nos fundos de Biguaçu e alguns terrenos que não foram inseridos no arrolamento; com isso, uma nova avaliação é realizada e o auto de partilha é iniciado. O juiz julga a ação por sentença, requerendo o pagamento de maneira pro rata e a tutoria dos órfãos.
Após a sentença, alguns herdeiros abrem petição para pedir a remissão de alguns bens que foram adjudicados para o pagamento das dívidas, o que é atendido. O processo é concluído com um auto de protesto anexado, em que os herdeiros do falecido são protestantes e a viúva Anna Joaquina é protestada.
Atuaram no processo:
advogado Caetano de Araujo de Mendonça Furtado;
avaliador Augusto Cândido Varella;
avaliador Joaquim Silveira Machado;
avaliador José Romualdo de Caldas;
avaliador Manoel Teixeira Brazil;
curador dos órfãos Salvador Cavalheiro;
escrivão ajudante do auditório eclesiástico e arcipreste João Luis do Livramento;
escrivão Antonio Ramos Martins;
escrivão de órfãos João Francisco Régis;
escrivão João Maximiano dos Prazeres;
juiz de órfãos e municipal primeiro suplente Augusto Frederico Benjamim Etur;
juiz de órfãos primeiro suplente Antonio Gonçalves Franco;
oficial de justiça Antonio Silveira de Souza;
partidor José Antônio Pereira Tinoco;
partidor Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
pregoeiro dos auditórios Manoel Luiz Cordeiro;
procurador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
procurador Antônio Carlos de Carvalho;
procurador Jacintho Gonçalves da Luz;
vigário Jose Gneus.
Localidades relevantes:
cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
comarca da capital;
comarca de Nossa Senhora da Graça;
distrito de São João Baptista (atual município de São João Batista, Santa Catarina);
estabelecimento de João Doce (localidade, à época, acima das pedras de São João Baptista);
freguesia de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas (atual município de Tijucas, Santa Catarina);
Pedras (localidade, à época, ao sul do rio Tijucas Grande);
rio Tijucas Grande;
vila de Porto Belo (atual município de Porto Belo, Santa Catarina);
vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).
Compõem o processo:
auto de partilha;
autos de protesto;
carta precatória citatória;
certidão de batismo;
contas;
petições;
procurações;
réplica;
sentenças;
termo de avaliação;
termo de contraprotesto;
termo de obrigação e responsabilidade;
termos de declaração;
termos de juramento;
termos de louvação;
termos de remissão.
Variação de nome:
Biguassú;
cidade de Nossa Senhora da Graça.
Inventário realizado na vila de São Miguel, Comarca da Capital.
Partes do processo:
José de Simas e Silva (inventariado);
Anna Maria de Simas (inventariante).
Herdeiros:
José de Simas e Silva;
Candido José de Simas;
Miguel José de Simas;
João José de Simas;
Manoel José de Simas;
Maria Victoria de Simas;
Francisca de Simas;
Anna Roza de Simas.
Resumo: Inventario requerido pela esposa do falecido, sem a presença de um testamento. É feita a avaliação e a partilha dos bens, entre os quais são citados: utensílios, cobre, casa, engenho de farinha, terras e dívidas; além disso é mencionada uma pessoa escravizada de nome Antonio, descrita como crioula. Posteriormente é feito um auto de praça e arrematação de terras do falecido, de forma a pagar as custas de dívidas que o falecido deixara, além de repartir os valores entre os herdeiros.
Atuaram no processo:
escrivão dos órfãos João Francisco Regis;
tabelião Alfred Macy;
tabelião Joaquim do Amaral e Silva Ferrão;
curador Francisco Gonçalves da Luz;
curador José de Simas e Silva;
signatário João José de Simas;
avaliador Manoel de Assis;
avaliador Policarpo Francisco Regis;
partidor Manoel Joaquim da Costa Siqueira;
partidor Salvador Cavalheiro;
perito José Gonçalves dos Santos Silva;
perito Guilherme Welligton;
pregoeiro Manoel Luiz Cordeiro;
juiz de órfãos e ausentes primeiro suplente Alexandre Eloy d'Azevedo Coutinho;
juiz municipal Raymundo Borges Leal Castello Branco;
juiz municipal doutor Sergio Lopes Falcão;
juiz de órfãos Antonio Gonçalves Franco.
Localidades relevantes:
Sítio de Baixo;
cidade de Desterro (atualmente cidade de Florianópolis, Capital de Santa Catarina);
vila de São Miguel (atualmente cidade de Biguaçu);
Estados Unidos da América;
Estreito;
São José.
Compõe o processo:
Petição inicial;
Relação de herdeiros;
Juramento ao curador;
Louvação aos avaliadores;
Juramento aos avaliadores;
Avaliação de bens;
Louvação aos partidores;
Juramento aos partidores;
Partilha de bens;
Pagamentos;
Traslado de edital de praça;
Arrematação de terras;
Recibo;
Partilha de divisão do dinheiro;
Contas;
Declaração;
Juramento aos peritos;
Tradução de documentação.
Variação de nome:
avaliador Manoel Alves.