Partes do Processo:
Marcelina Rosa dos Santos (inventariada);
João Pereira dos Santos (inventariante);
Poder Judiciário de Santa Catarina
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Partes:
Marcellino Silveira Cardozo (falecido); Maria Laurinda dos Santos (inventariante)
Auto de pobreza; Terras; Casa; Jóias; Dívidas; Engenho de Farinha; Mobília; Freguesia do Rio Vermelho; Freguesia de São João Batista; Inventário tem relação com inventário de Maria Thereza;
Escrivão José de Miranda Santos; Escrivão Manoel Antonio do Nascimento; Juiz Affonso de Albuquerque;
13 Folhas.
Tribunal da Relação de Porto AlegreInventario na cidade de Desterro, à época primeira comarca da província de Santa Catarina
Partes do processo: Marciano Caetano da Silva (falecido); Pascoa Maria de Jesus (inventariante).
Herdeiros: Maria (menor); Alfredo (menor); Cândida (menor).
Resumo: Páscoa Maria de Jesus fez o inventário dos bens do seu marido falecido, Marciano Caetano da Silva, que morava na cidade de Desterro e trabalhava como mercador tanto em Desterro quanto no Rio de Janeiro. Ele deixou três filhos menores de idade como herdeiros. Entre os bens listados no inventário estão: uma mulher escravizada chamada Mariana (nação Cabinda), uma quantia em dinheiro guardada em conta, dívidas com credores nas cidades de Desterro e Rio de Janeiro, além de dívidas com o tesouro da província.
Atuaram no processo: advogado Custódio Francisco de Souza; avaliador Tristão José Moreira; avaliador Gregório Teixeira Couto; avaliador Antônio Rodrigues da Silva; curador Candido Gonçalves d’Oliveira ; escrivão José Antônio de Souza Medeiros; juiz Sergio Lopes Falcão; partidor Caetano Araújo Figueiredo Mendonça Furtado; partidor Francisco Duarte Silva; procurador Luís do Livramento; procurador Eleutério Francisco de Souza.
Localidades relevantes: cidade de Desterro; cidade do Rio de Janeiro.
Compõem o processo: custas de selo; juramento de curador; autos de avaliação; imposto sobre loja e escravidão; relação de prestação de contas; procuração; recibo de pagamento a credores.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroLuiz Antônio e Silva (testamenteiro e inventariante).
Escravos, mobiliário, utensílios domésticos
Juiz de órfãos Guilherme Ricken.
Juiz suplente em exercício Capitão José Marcelino Alves de Sá.
Escrivão Generoso Pereira dos Anjos Júnior.
Escrivão Constâncio Xavier de Souza.
Curador Matheus José de Souza.
Avaliadores: Antônio Gomes de Campos e Domenciano Camello de Azevedo Mascarenhas.
Vila de Lages, Segunda Comarca.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroIsaias Pinheiro da Silva (viúvo e inventariante).
Maria faleceu na Vila do Príncipe (ou Vila Nova do Príncipe, atual Lapa), Província do Paraná, onde foi tratar de grave enfermidade.
Casa, camps de capim, mangueiras (edificação de madeira para lidar com gado), lavouras, joias de ouro, utensílios domésticos em prata, escravos (fl. 26 adiante), gado, burros, cavalos, tachos de cobre, fornos de ferro, tropa de cargueiros.
Juiz de órfãos Guilherme Ricken.
Escrivão Generoso Pereira dos Anjos Júnior.
Curador Matheus José de Souza.
Procuradores: Antônio Saturnino de Souza e Oliveira e Generoso José de Oliveira. Avaliadores: Antônio Gomes de Campos e Domenciano Camello de Azevedo Mascarenhas.
Campos Novos, Freguesia de São João, Vila de Lages, Segunda Comarca.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroProcesso de inventário realizado na Comarca do Sul.
Foram partes do inventário: Maria Bernarda (falecida), Manoel Gonçalves dos Santos (inventariante).
Descrição: O inventário foi realizado pelo viúvo da falecida e procedeu em uma partilha amigável. Entre os bens inventariados haviam móveis; uma égua; terras; casa; dívida; Consta um traslado no meio do processo. Havia um escravizado de nação Monjolo, nomeado João. Foram mencionadas as seguintes localidades: Vila de São José; Estreito; Coqueiros.
Agentes do processo: juiz João Francisco de Souza; escrivão Joaquim Francisco D’Assis e Passos; avaliador Marianno José Coelho; avaliador Constancio José da Silva; procurador José Francisco de Sousa Mafra; partidor Joaquim Lourenço de Sousa Medeiros.
Tribunal da Relação do Rio de JaneiroPartes:
Maria Caetana da Silveira (falecida); Augusto Rodrigues da Silveira (inventariante)
Rio Tavares; Terras; Dívidas; Mobília;
Escrivão José de Miranda Santos; Juiz Felisberto Elysio Bezerra Montenegro; Oficial de Justiça Manoel Fernandes Garcia; Juiz Major Affonso de Albuquerque Mello;
12 Folhas.
Tribunal da Relação de Porto AlegreInventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.
Partes do processo:
Maria Caethana de Jesus (falecida);
José Maria Chagas (inventariante).
Herdeiros:
Antonio Francisco Regis (co-herdeiro);
Eugenia (neta);
Floriana;
Francisco Pereira de Sousa (co-herdeiro);
Ignacia Machado Espindola;
Jeremias Machado Espindola;
João Machado Espindola;
João Guilherme Miller (co-herdeiro);
Joaquina;
José Machado Espindola;
Luisa;
Maria Cristovão Bousfield (neta).
Resumo:
José Maria Chagas abriu um processo de inventário pelos bens de sua finada sogra, Maria Caethana de Jesus. Como a finada deixou uma neta menor de idade, a ação passou pelo juízo dos órfãos e a nomeação de um curador. Além disso, o herdeiro Jeremias foi descrito como “demente”, sendo designado um curador para representá-lo na ação.
Os bens avaliados foram casas, terras, um rancho, engenhos, um forno de cobre, utensílios de cozinha, uma casa de engenho de farinha e cana, ferramentas, uma canga dita “para carro”, mobília, uma lata de folha, garrafões, canoas, materiais de construção, automóveis descritos como “carros”, escadas, itens de montaria, barris, balanças, itens de transporte (caixas e baús), um oratório, cortiços, um tabuleiro, pilões, oitavas de prata, um relógio, joias, castiçais, roças de mandioca e cana e animais.
No arrolamento, foram mencionadas nove pessoas escravizadas: Felizarda, Andre, Mariana e Generozo (bebê de 19 meses; ele ficou “trocado” pelo escravizado Jacintho, que estava na província do Rio Grande do Sul junto ao herdeiro Ignacio), descritos como crioulos; João e Angelo, designados como “de nação” (africanos); e Pascoal, bebê de 11 meses que não teve sua etnia especificada. Uma carta precatória foi aberta durante a ação, para citar a neta Eugenia e seu marido Francisco Pereira de Sousa, moradores da cidade de Laguna — os herdeiros foram representados pelo procurador Antonio Carlos de Carvalho.
Diferente da ação anterior, somente Andre, Generoso, João e Angelo foram citados; além disso, Andre foi designado como “pardo”, ao invés de “crioulo”. Foi requerido por Ignacio, através de petição, que Generoso fizesse parte de sua herança. Mais tarde, foram listadas as dívidas da finada e as custas de seu enterro. No decorrer do processo, o inventariante pagou as dívidas de sua sogra, assim como impostos aplicados sobre as terras avaliadas.
Os herdeiros manifestaram seus desejos para a partilha dos bens e das pessoas escravizadas. As dívidas passivas foram pagas com parte do patrimônio. Os bens foram repartidos com igualdade entre os herdeiros. O juiz julgou a ação por sentença, e requereu o pagamento das custas do processo de maneira pro rata, assim como para o tutor receber a quantia da herança do tutorado para ser depositado no cofre menor de idade. A ação foi vista em correição, em que foi requerida a inscrição da hipoteca de Maria por seu pai, Christovão Bousfield; o pedido foi atendido, posteriormente.
Atuaram no processo:
avaliador Florindo José Dias;
avaliador Izidro Jose Pereira;
curador Alexandre Eloy de Azevedo Coutinho;
curador geral dos órfãos João do Prado Faria;
curador Salvador Cavalheiro;
escrivão de órfãos e procurador João Francisco Regis;
escrivão do juízo municipal e tabelião Antonio Francisco de Medeiros;
escrivão Antonio Joaquim de Vargas;
escrivão João Rodrigues Pereira;
juiz de direito Manoel Vieira Tosta;
juiz municipal e órfãos José Maria do Valle Junior;
oficial de justiça Antonio Faustino Dias;
partidor Antonio Joaquim de Vargas;
partidor e signatário João Justino Reges;
procurador e coletor Antonio Carlos de Carvalho;
signatário Francisco Gonçalves de Luz;
signatário João Guilherme Müller;
signatário Joaquim José Machado Limas;
signatário Luiz Gonçalves Barreiras;
tabelião público Vicente José de Goes Rebello.
Localidades relevantes:
cidade de Laguna;
comarca da capital;
estrada pública;
freguesia de Poço Grande;
pasto da praia;
praia de Tyjucas;
província do Rio Grande de São Pedro do Sul (atual estado do Rio Grande do Sul);
São Sebastião;
Tijuquinhas;
Tijuquinhas de São Miguel;
timbé do Inferninho;
vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).
Compõem o processo:
auto de partilha;
avaliação dos bens;
carta precatória;
contas;
correições;
petições;
procurações;
recibos;
sentença;
termo de comparecimento;
termo de descrição dos bens;
termo de louvação;
termos de declaração;
termos de juramento.
Variação de nome:
comarca de São Miguel;
João Justino Regis;
província de São Pedro do Sul;
Maria Caetana de Jesus.
Partes:
Maria Christiana Sohre Schumacher (falecida);
Jorge Schumacher e filhos (inventariantes).
Inventário autuado na cidade de Lages. Foi realizada partilha amigável dos bens. Alguns atos processuais foram praticados em casa do inventariante. Entre os bens estavam terras, animais e quantia em dinheiro . Foram citados os topônimos: quarteirão dos Índios e quarteirão Pedras Brancas. No processo existem registros de imóveis bem preservados.
Atuaram no processo:
Agostinho Pacífico Netto, herdeiro;
Antonio Manoel da Silva, herdeiro;
Carlos Schmidt Junior, procurador;
Carlos Schumacher, herdeiro;
Eliseu Granemann, herdeiro;
Felippe Schumacher, herdeiro;
Fernando Affonso de Athayde, tabelião;
Jorge Schumacher Filho, herdeiro;
José Barbosa do Rego, herdeiro;
Manoel Schumacher, herdeiro;
Nicolau Reiter, herdeiro.
Inventario na vila de Nossa Senhora do Desterro, à época comarca de São Pedro do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Partes do Processo: Roldão de Jesus [Rachadel] (inventariante e irmão); Maria Clara de Jesus (falecida).
Herdeiro: Francisco Manoel (descrito como pardo e forro).
Resumo: Roldão de Jesus fez o inventário dos bens de sua irmã falecida, Maria Clara de Jesus. Ela morava na pradaria de Barreiros, na freguesia de São José, na vila de Nossa Senhora do Desterro, e deixou um testamento. Entre os bens listados no inventário estão: uma casa, objetos de prata, dinheiro, utensílios, móveis, roupas, dívidas e uma mulher escravizada chamada Luiza.
Atuaram no processo: avaliador Joao Vieira da Rosa; avaliador Jeronimo dos Santos; escrivão Felix Antônio de Proença e Quintanilha; escrivão Joao Francisco Cidade; juiz Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva; partidor José Joaquim Bernardes de Moraes; partidor José Francisco de Paula Avelino.
Localidades: pradaria de Barreiros; freguesia de São José; vila de Nossa Senhora do Desterro; Ilha de santa Catarina.
Compõem o processo: traslado de testamento; custas de selo.
Comarca da Ilha de Santa Catarina; Barreiros; freguesia de São José; audiência na casa da falecida Dona Maria Clara de Jesus; juiz de fora Ovidio Saraiva de Carvalho e Silva (nascido no Piauí, formado no curso de Leis da Universidade de Coimbra, foi precursor do teatro catarinense, promovendo peças por ele escritas nos salões de sua residência. Depois de atuar na Ilha de Santa Catarina, foi promovido a desembargador na Relação da província Cisplatina e mais tarde, desembargador na Relação do Rio de Janeiro. Como escritor e poeta, publicou: Ode pindárica e congratulatória ao Príncipe, à Pátria e à Academia pela restauração do Governo Legítimo (Coimbra, 1808); Narração das marchas feitas pelo corpo acadêmico, desde 21 de março, quando saiu de Coimbra, até 12 de maio, sua entrada no Porto (Coimbra, 1809) e Os sucessos da restauração do Porto (Coimbra, 1812). De retorno ao Brasil, publicou: O patriotismo acadêmico (Rio de Janeiro, 1812); O pranto americano (Rio de Janeiro, 1812); O amigo do rei e da nação (Rio de Janeiro, 1821); As saudosas cinzas do Sr. João de Castro Mello, Visconde de Castro (1821); Considerações sobre a legislação civil e criminal do Império do Brasil (Rio de Janeiro, 1837); Heroídes de Olímpia e Herculano (Rio de Janeiro, 1840); Defesa de João Guilherme Ratcliff; escrivão João Francisco Cidade; testamento; parte dos bens ao pardo forro Francisco Manoel, morador do Estreito; Maria Clara era filha do capitão Antônio Rodrigues Rachadel (a quem pertencia uma antiga fazenda localizada em Barreiros, onde em 1778 se aquartelou o coronel Francisco Antonio da Veiga Cabral e foi negociada a entrega da Ilha de Santa Catarina, tomada pelos espanhóis em 1777) e de Maria Clara de Jesus; casa; cunhado Manoel José Ramos; ex-escravizada Josefa; pardo forro Francisco Manoel; Elias José Rachadel (irmão de Maria Clara) escrivão Felix Antônio de Proença e Quintanilha.
Tribunal da Relação do Rio de Janeiro