Poder Judiciário de Santa Catarina

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        Poder Judiciário de Santa Catarina

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            BR SC TJSC TRRJ-29800 · Processo · 1869-1885
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade de Lages, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Joaquina Francisca de Oliveira e Costa (falecida);
            Oliverio José da Costa (inventariante).

            Herdeiro:
            Joaquim.

            Resumo:
            Foi aberto um processo de inventário por Oliverio José da Costa, para os bens de sua finada esposa, Joaquina Francisca de Oliveira e Costa. A finada deixou um filho herdeiro menor de idade, e a ação passou pelo juízo de órfão e a nomeação de um curador. Por via de petição, o curador geral do órfão revelou que o inventariante estava ausente na província do Rio Grande.

            Os bens avaliados foram canastras, uma mesa grande, animais, casas, terras descritas como “campos e matos na Fazenda de São João”. Nesta ação, foi citada uma mulher escravizada de nome Izabel. No decorrer da ação, Oliverio foi representado pelo procurador Antonio Pereiro da Silva. A partilha foi feita em igualdade entre os herdeiros e a ação foi julgada por sentença, em que o juiz requereu o pagamento das custas da ação de maneira pro rata.

            Foi assinado um termo de tutela por Francisco Pereira da Silva e Oliveira, tio do herdeiro Joaquim, e a hipoteca do tutelado foi emancipada. Mais tarde, é revelado que o tutor e tio havia falecido e um segundo tutor foi nomeado pela ação.

            Atuaram no processo:
            avaliador Ignacio da Silva Ribeiro;
            avaliador Lourenço Dias Baptista;
            curador geral dos órfãos Roberto Sanforo;
            escrivão de órfãos Generoso Pereira dos Anjos;
            escrivão João Jose Theodoro da Costa;
            juiz de órfãos Manoel Cardoso Vieira de Mello;
            juiz de órfãos Laurindo Carneiro Leão;
            juiz de órfãos primeiro suplente tenente coronel Henrique Ribeiro de Cordova;
            partidor Antonio Jose Candido;
            partidor Manoel João de Oliveira;
            porteiro Domingos Leite;
            procurador Antonio Pereira da Silva;
            tabelião José Luis Pereira;
            tutor Antonio Pereira da Silva e Oliveira;
            tutor Francisco Pereira da Silva e Oliveira.

            Localidades relevantes:
            cidade de Lages;
            comarca da capital;
            distrito da Fazenda de São João;
            freguesia de Campos Novos (atual município de Campos Novos, Santa Catarina);
            província de Rio Grande (atual Estado do Rio Grande so Sul).

            Compõem o processo:
            auto de alimpação de partilha;
            auto de partilha;
            autos de declaração;
            contas;
            correições;
            emancipação da hipoteca;
            petições;
            selo;
            sentença;
            termo de juramento;
            termo de responsabilidade.

            Variação de nome:
            comarca de Lages;
            Dona Joaquina Francisca de Oliveira e Costa;
            João Jose Theodor da Costa.

            BR SC TJSC TRRJ-90619 · Processo · 1869
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Policarpo Francisco Regis (inventariado);
            Joaquina Rosa de Jesus (inventariante);
            Antônio Regis da Conceição (inventariante e herdeiro);
            Maria Joaquina Regis (inventariante e herdeira);
            João Policarpo Regis (inventariante e herdeiro);
            Cypriana Roza de Jesus (inventariante e herdeira);
            Antônio Francisco Regis (inventariante e herdeiro).

            Resumo:
            Joaquina Rosa de Jesus e seus filhos abrem um processo de inventário após o falecimento de Policarpo Francisco Regis, respectivo marido e pai dos suplicantes. Por todos os inventariantes serem maiores de idade, a ação ocorreu de modo amigável, em que o patrimônio foi dividido em consenso entre as partes.

            Dentre os bens inventariados, constam terras, casas, engenhos de cana, um sítio no lugar denominado “Inferninho”, mobília, animais e ferramentas. São declaradas as dívidas deixadas pelo falecido. Ainda no arrolamento, são citadas 17 pessoas escravizadas: Henriqueta, sem etnia especificada; Nicolau, designado como pardo; José, Faustino, Rosa, Antônio, Manoel, Carlota, Pulqueria, Simplicio e Francisco, descritos como crioulos; Luiza e Maria, respectivas mães de Antonia e uma criança não nomeada; João e Joaquim, descritos como “de nação” (advindos de África).

            Após a partilha acompanhada por testemunhas, o juiz julga o processo por sentença, em que requer o pagamento das custas de maneira pro rata.

            Atuaram no processo:
            escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
            juiz Manoel da Rocha Linhares.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            Inferninho;
            lugar dos bobos;
            ribeirão do Moura;
            Tijucas;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            auto de partilha;
            contas;
            petições;
            sentença;
            termo de comparecimento.

            Variação de nome:
            Certão do Inferninho.

            BR SC TJSC TRRJ-25167 · Processo · 1851-1856
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Capital, à época conhecida como a cidade de Desterro.

            Partes do processo:
            Domingos Pereira Jorge (inventariado);
            Sebastiana Roza Pereira (inventariante);

            Herdeiros:
            Antonio Miguel Pereira;
            Joaquim Pereira da Rocha;
            Manoel Pereira da Rocha;
            Jacintho Jorge da Rocha.

            Resumo: Inventário requerido pela esposa do falecido, Sebastiana Roza Pereira, nele contendo mobília, prata, cobre, engenho de farinha, morada de casas, terras e dívidas. Além disso, há o registro de 03 pessoas escravizadas, de nomes: Benedicta, Roza e Maria; todas designadas como pardas. É realizada a venda da escravizada Maria, de forma a quitar com parte das dívidas do inventário do falecido. É feita a avaliação e partilha dos bens, com todas as contas e valores pagos, e o processo se dando por concluido.

            Atuaram no processo:
            escrivão dos órfãos Jozé Honorio de Souza Medeiros;
            tabelião João Antonio Lopes Gondim;
            tabelião José Luis de Mesquita;
            curador geral dos órfãos Candido Gonçalves d'Oliveira;
            procurador advogado Polidoro d’Amaral e Silva;
            avaliador Anselmo Gonçalves Ribeiro;
            avaliador Manoel Francisco da Silva;
            partidor João Narcizo da Silveira;
            partidor Joaquim José Varella;
            juiz municipal dos órfãos comendador Agostinho Leitão de Almeida;
            juiz municipal dos órfãos doutor Sergio Lopes Falcão.

            Localidades relevantes:
            cidade de Desterro (atualmente cidade de Florianópolis, Capital de Santa Catarina);
            freguesia de Santo Antonio;
            Rio Grande.

            Compõe o processo:
            Petição inicial;
            Relação de herdeiros;
            Louvação aos avaliadores;
            Juramento aos avaliadores;
            Procuração;
            Avaliação dos bens;
            Termo de venda de escravizada;
            Declarações;
            Recibos;
            Juramento aos partidores;
            Partilha dos bens;
            Juamento ao tutor;
            Contas;
            Conclusão.

            BR SC TJSC TRRJ-84136 · Processo · 1869-1881
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Partes do Processo:
            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital, da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Anna Thereza da Cunha (finada);
            João da Costa Mello Junior (suplicante e herdeiro);
            José de Sousa e Cunha (suplicante);
            José de Sousa e Cunha Junior (suplicante e herdeiro).

            Resumo:
            Foi aberto um pedido de partilha amigável dos bens da finada Anna Thereza da Cunha, por parte de seu marido e dos co-herdeiros. Os bens avaliados foram terras, casas, engenhos de farinha, uma casa de paiol, fornos de cobre, engenho de fazer açúcar, utensílios de cozinha e animais. Os suplicantes declararam suas dívidas ativas e passivas.

            Nesta ação, foram mencionadas 23 pessoas escravizadas, dos nomes: Adão, Justo, Eleuterio, Maria, Eulalia, Saturnina e Amelia, descritos como pardos; Domingos e José, descritos como “de nação” (de origem africana); Eduardo, Geraldo, Basilio, João, Maria, Theodora, Elisia e Julia, descritos como crioulos; e Manoel Garcia, Rufino, Firmino, Placito, Vicente e Justina (em que foi declarado que ela havia sido vendida), sem descrição especificada. Mais tarde, foi feito um termo de ratificação dos bens. O juiz julgou a ação por sentença, e requereu o pagamento das custas pelos interessados.

            Atuaram no processo:
            escrivão Antonio Francisco de Medeiros;
            juiz municipal interino major José Lins Coelho Ramos.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            Fazenda dos Três Riachos;
            rio de Biguassú;
            sítio de Biguassú;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            contas;
            correição;
            descrição e avaliação dos bens;
            partilha de bens;
            petições;
            termo de ratificação.

            Variação de nome:
            Comarca de São Miguel.

            BR SC TJSC TRRJ-21914 · Processo · 1869-1881
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na cidade do Desterro, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Damasio Pereira Nunes (falecido);
            Francisco Pereira Nunes (inventariante e herdeiro).

            Herdeiros:
            Francine Rosa de Jesus;
            Francisco Martins Jaques (co-herdeiro);
            Francisco Pereira Nunes;
            Polucena Rosa de Jesus;
            José Joaquim de Sousa (co-herdeiro);
            Maria Pereira Nunes;
            Matildes Bernardina de Gloria.

            Resumo:
            Esta teve início com um oficial de justiça intimando Francisco Pereira Nunes para inventariar os bens de seu finado pai, Damasio Pereira Nunes. Como o falecido deixou herdeiros menores de idade, o processo passou pelo juízo de órfãos e a nomeação de um curador. Além disso, é mencionado ao decorrer da ação que Maria Pereira Nunes seria “demente” e “mentecapta” — termos utilizados à época para se referir a pessoas com algum tipo de deficiência intelectual —, sendo nomeados um tutor e um curador para representá-la.

            Os bens que constam na avaliação foram casas, um alpendre, engenhos de fazer farinha, terras, objetos de transporte (caixas), oitavas de prata, utensílios de cozinha, ferramentas, mobília, um automóvel descrito como “carro”, materiais de construção e um pilão. Nesta ação, foram citadas três pessoas escravizadas: Jacinto e João, designados como crioulos; e Benedito, descrito como pardo.

            Mais tarde, os herdeiros requereram bens e pessoas escravizadas para o pagamento de sua legítima parte paterna, anteriormente à ação de partilha. Através de petição, o inventariante pediu que parte do valor dos bens e de Jacinto fosse separada para o pagamento das dívidas e da herança de Maria. José Francisco de Sousa foi nomeado como tutor de Maria, por ser seu cunhado.

            As dívidas foram pagas no auto de partilha, e o patrimônio foi repartido igualmente entre os herdeiros. O processo foi julgado por sentença; o juiz requereu o pagamento das custas aos interessados de maneira pro rata, e que Francisco Pereira Nunes prestasse juramento para atuar como curador de Maria.

            Francisco Pereira Nunes declarou ter libertado na pia batismal uma bebê de onze meses de idade, chamada Rozalina. A menina foi designada como crioula e era filha de Christina que, no documento, é mencionada como “pertencente” aos irmãos Francisco e Maria, e foi matriculada no livro geral de escravizados do município como cozinheira (página digital de número 135). Em petição anexada, ele requer que todo o valor de Christina fosse colocado à disposição de Maria para comprar roupas e medicamentos.

            Foi decidido que Maria seria mandada para o Imperial Hospital da Santa Casa de Caridade (atual Hospital da Caridade, em Florianópolis), acompanhada de Christina. Além disso, o valor adjudicado em partilha de Jacinto seria pertencente ao Hospital de Caridade. Joaquim de Sousa substituiu Francisco Pereira Nunes como curador de Maria, em que prestou juramento para inscrever o calção da hipoteca e a arrematação dos bens e das pessoas escravizadas.

            Mais tarde, Jacinto e Christina foram avaliados novamente. Francisco Pereira Nunes realizou o pagamento da meia siza, imposto de 5% sobre transação de pessoas escravizadas nascidas na América Portuguesa. Foram anexadas junto ao processo páginas do jornal “Conservador”, de 1874; nesse documento (página digital de número 94), foi divulgada em “Editais” a arrematação de Jacinto, Christina e Agostinho — de cinco anos de idade, filho de Christina —, com local e horário para serem realizadas as propostas.

            Ao decorrer da arrematação, é anexado um termo de libertação em praça. No documento, Manoel Jacintho da Silva Flores solicitou por meio de pagamento as alforrias de Christina e Agostinho, na condição que Agostinho estivesse a seu “serviço”. Além disso, Christina foi descrita nessa ação como preta e que precisaria prestar 7 anos de “bons serviços”.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Rodrigues da Silva;
            avaliador Francisco Antunes Vieira;
            avaliador João Antonia da Silveira;
            curador geral dos órfãos e avaliador Candido Gonçalves de Oliveira;
            escrivão da paz Claudino Jose da Silveira;
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Mendes;
            escrivão de órfãos João Damasceno Vidal;
            escrivão Joaquim Candido Souza Peixoto;
            juiz de órfãos primeiro suplente José Delfino dos Santos;
            juiz de órfãos primeiro suplente major Affonso de Albuquerque e Mello;
            juiz de órfãos segundo suplente Jorgem de Sousa Conceição;
            oficial de Justiça José Antonio Pacheco;
            partidor capitão João Narciso da da Silveira;
            procurador e signatário Francisco José de Gouvea;
            procurador e signatário Francisco de Paula Sousa;
            signatário Antonio Augusto Vidal;
            signatário Ludovino Bernardino da Silveira;
            tutor José Francisco de Sousa.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            cidade do Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Lages (atual município de Lages, Santa Catarina);
            Imperial Hospital da Santa Casa da Caridade;
            rio do Tavares;
            rio Paraná.

            Compõem o processo:
            autos de avaliação;
            auto de partilha;
            auto de praça;
            contas;
            petição;
            procuração;
            selos;
            sentença;
            termo de arrematação;
            termo de libertação;
            termos de declaração;
            termos de juramento;
            termos de louvação.

            Variação de nome:
            Benedicto;
            Candido Gonçalves d’Oliveira;
            Cristina;
            Damazio Pereira Nunes;
            Francisco José de Gouvêa;
            Jacintho;
            José Delfino dos Santos Cavalheiro;
            José Joaquim de Soussa.

            BR SC TJSC TRRJ-22378 · Processo · 1852
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na Cidade de Desterro.

            Partes do processo:
            Ludovina Antonia da Silva (inventariada);
            João Antonio da Silva (inventariante).

            Herdeiros:
            Ignacio Antonio da Silva;
            Margarida Antonia da Silva;
            Maria Antonia da Silva;
            Francisca Antonia da Silva;
            Carolina Antonia da Silva;
            Mafalda Antonia da Silva;
            Jacintha Antonia da Silva;
            Elizia Antonia da Silva;
            Albina Antonia da Silva;

            Resumo: Processo requerido por João Antonio da Silva, viúvo de Ludovina Antonia da Silva, nele contendo ouro, prata, joias, quadros, animais, roças de mandioca e cana, casas, engenhos, terras e dívidas. Neste inventário há o registro de 15 pessoas escravizadas, de nomes: Domingos, Manoel, Joana, Maria, Eustácio, Manoel, Florineia e Pedro - designados como crioulos; Joaquim, Francisco, José, Manoel, Joaquim, Vicente, Sebastião - descritos como de nação, alguns de Mina outros de Moçambique e Congo. Além disso, Pedro - escravizado recém nascido - passou por uma avaliação após o decorrer da avaliação.

            Há um auto de precatória entre os juízos da Cidade de Desterro e o Juízo dos órfãos da vila de San José para avaliar os bens pertencentes ao inventariante que estão em posse dos herdeiros, em conjunto com a eliminação do monte mor alguns bens e dívidas para não causar contestações entre os herdeiros por parte do inventariante.

            Atuaram do processo:
            juiz municipal de órfãos Sergio Lopes Falcão;
            escrivão José Honorio de Souza Medeiros;
            avaliador Bento Luis d’Alvim Vieira;
            avaliador João Correia Fraga;
            escrivão Francisco Xavier d’Oliveira Camara;
            avaliador Joaquim Lourenço de Souza Medeiros;
            avaliador Manoel Joaquim Teixeira
            avaliador Tristão José Moreira;
            curador Candido Gonçalves d’ Oliveira;
            procurador Caetano d’Araújo Figueiredo Mendonça Furtado;
            juiz municipal João Francisco de Souza;
            procurador Eleutherio Francisco de Souza;
            partidor Joaquim José Varella;
            partidor João Narciso de Silveira.

            Localidades relevantes:
            Freguesia do Ribeirão;
            freguesia da Enseada do Britto;
            termo de Garopaba;
            Cubatão;
            Aririú;
            Vila de São José.

            BR SC TJSC TRRJ-22231 · Processo · 1872
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado em Desterro, comarca da capital.

            Partes:
            Francisco Pereira de Souza (falecido);
            Caetana Maria da Conceição (inventariante).

            Herdeiros:
            Joanna Maria da Conceição;
            Rita Caetana de Siqueira;
            Rita da Conceição (menor);
            Alexandra Caetana (menor);
            Augusto Francisco Machado (menor);
            Francisco Machado (menor);
            Joaquim Francisco Machado (menor);
            Luiz Machado (menor);
            Maria Caetana da Conceição (menor).

            Resumo:
            Neste processo, foi realizado o inventário dos bens deixados pelo falecimento de Francisco Pereira de Souza. A inventariante foi sua primeira esposa e cabeça de casal, Caetana Maria da Conceição. A inventariante residia na Várzea de Ratones, na freguesia de Santo Antônio, na cidade de Desterro, e foi convocada mediante mandado de intimação para dar prosseguimento ao inventário.

            Caetana prestou juramento de inventariante, e em seguida foram listados os herdeiros de seu marido. Foram nomeados avaliadores, a fim de estimarem os valores dos bens. No arrolamento dos bens, os itens foram descritos: duas casas de moradia; dois engenhos, de açúcar e farinha, e uma casa de engenho. As propriedades imóveis eram distribuídas pela Cachoeira dos Ratones, Várzea dos Ratones, e na Várzea Grande de Canas Vieiras (atual Vargem Grande); sendo algumas delas extremadas com a estrada pública, mangues, ressacadas, e vertentes de morros.

            Foram também listados 20 pessoas escravizadas, colocadas entre os bens do inventário. A maior parte dos escravizados eram menores de idade, entre adolescentes e crianças; metade deles tinham menos de dez anos de idade. Foram divididos entre “pretos”, “crioulos” e “pardos”.

            Adão, Romana, Margarida (menor, 1 ano) e Thomazia (menor, 10 anos) foram descritos como pretos.

            Catharina, Joaquina, Josepha, Jacintha (menor, 6 anos), José (menor, 13 anos), Luiza (menor, 6 anos), Pedro (menor, 1 ano), Sebastião (menor, 11 anos) e Vicente (menor, 8 anos) foram descritos como crioulos; Luiza e Pedro foram descritos como “crioulinhos”.

            Por fim, Anastacio (menor, 4 anos), Ignacio (menor, 3 anos), Januario (menor, 3 anos), Lourenço (menor, 6 anos), Maria (menor, 16 anos), Theodoro (menor, 9 anos), e Virginia (menor, 5 anos) foram descritos como pardos; Anastacio, Januario, Lourenço, Maria, Theodoro e Virginia foram descritos como “pardinhos”.

            Além disso, foram listados animais de criação, trabalho e transporte (um boi, uma junta de bois, um novilho e um cavalo).

            Constaram também bens móveis, compostos por: uma caldeira de produzir açúcar e um forno de produzir farinha, ambos de cobre; demais utensílios e ferramentas em cobre e ferro; um alambique de fazer aguardente; uma canoa de borda lisa; um carro velho; mobília; móveis para armazenamento (3 caixas e 2 pipas); materiais de construção (84 telhas); e uma roça de cana de açúcar, “em estado de desmanchar” (no processo, foi incluída entre os bens móveis). Foram listadas, por fim, dívidas.

            Em um termo de declaração, a inventariante descreve as relações de parentesco de alguns dos escravizados. Ela informa que Joaquina é mãe de Ignacio, Jacintha, Margarida, Thomazia e Vicente; Romana é mãe de Anastacio, Luiza, Pedro, Theodoro; Catharina é mãe de Januario e Lourenço; e Josepha é mãe de Virginia.

            Posteriormente, o juiz convocou os herdeiros, a fim de se manifestarem se estavam de acordo com a descrição de bens. Em seguida são feitos pedidos, por parte de herdeiros e herdeiras (representadas pelos seus maridos), requisitando que fossem lançados bens na partilha. Os herdeiros e o curador geral concordam com as descrições.

            Em seguida, deu-se a partilha, onde os bens foram distribuídos entre os herdeiros e as dívidas foram pagas aos credores.

            Conclusivamente, o juiz decidiu, por meio da sentença, que as partilhas procederam de modo adequado; e a inventariante ficou obrigada a arcar com as custas do processo.

            Porém, antes de encerrar-se o processo, um escrivão comunicou ao juiz que não foi feita a prestação de contas do tutor Manoel Machado de Souza. Manoel foi, então, prontamente intimado para prestá-las.

            Ao final do processo, consta uma relação dos bens inventariados e partilhados; a distribuição dos bens está nela listada, evidenciando o que cada herdeiro recebeu. É seguida de outra relação, detalhando a avaliação dos bens pertencentes à inventariante.

            Atuaram no processo:
            avaliador Antonio Carlos de Andrada;
            avaliador Antonio Pereira Pinto;
            contador A. Silveira;
            curador geral Candido Gonçalves d’Oliveira;
            escrevente João Damasceno Vidal;
            escrivão José de Miranda Santos.
            escrivão de órfãos Vidal Pedro Moraes;
            escrivão da subdelegacia e juízo de paz Manoel Joaquim Gervasio Junior;
            juiz de direito Severino Alves de Carvalho;
            juiz de órfãos José Pereira de Mello;
            juiz de órfãos primeiro suplente José Delfino dos Santos;
            oficial de justiça e pregoeiro José Antonio Pacheco;
            partidor João Narciso da Silveira;
            procurador e signatário Manoel Joaquim Dias de Siqueira.

            Localidades relevantes:
            Cachoeira dos Ratones;
            Várzea Grande de Canas Vieiras (atual bairro de Vargem Grande, próximo ao bairro de Canasvieiras, Florianópolis, Santa Catarina);
            distrito de Várzea de Ratones (atualmente uma localidade em Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Nossa Senhora das Necessidades (atualmente no bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, Santa Catarina);
            freguesia de Santo Antônio (atual bairro de Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis, Santa Catarina);
            cidade de Desterro (atual município de Florianópolis, Santa Catarina);
            comarca da capital.

            Compõem o processo:
            arrolamento dos bens;
            auto de inventário e juramento de inventariante;
            auto de partilha;
            contas;
            mandado de intimação;
            procuração;
            recibo;
            relação de bens avaliados;
            relação de bens partilhados;
            sentença;
            termo de audiência e louvação de avaliadores;
            termos de declaração;
            termo de juramento de avaliadores;
            título de herdeiros.

            BR SC TJSC TRRJ-15918 · Processo · 1860-1878
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Inventário realizado na vila de São Miguel, na época sob a comarca da capital da província de Santa Catarina.

            Partes do processo:
            Alexandrina Maria de Jesus (inventariante);
            Jacintho Teixeira de Oliveira (inventariado).

            Herdeiros:
            Antônio Teixeira de Oliveira;
            Domingos Teixeira de Oliveira;
            Francisco Teixeira de Oliveira;
            Ignácio de Camargo;
            Jacintho Teixeira de Oliveira;
            José Teixeira de Oliveira;
            Manoel Teixeira de Oliveira;
            Maria Alexandrina.

            Resumo:
            Alexandrina Maria de Jesus abriu um inventário para os bens de seu falecido marido, Jacintho Teixeira de Oliveira. Como o finado deixou herdeiros menores de idade, a ação contou com a nomeação de um curador para representá-los e passou pelo juízo dos órfãos.

            Os bens avaliados foram ferramentas de prata, um forno, terrenos, mobília, animais, um alambique de cobre, caixas, engenhos e casas. Ainda no arrolamento, foram citadas 3 pessoas escravizadas: João e Joanna, descritos como crioulos; e Catharina, descrita como de nação (africana) e “já velha”. A viúva também declarou dívidas deixadas pelo falecido.

            Após a avaliação, um auto de partilha entre os herdeiros e a inventariante foi iniciado. O juiz julga o processo por sentença, requerendo o pagamento das custas de maneira pro rata. Em relação aos herdeiros menores, foi instituído que eles receberiam o “produto final” de Joanna, mulher escravizada arrematada, em moeda corrente guardada nos cofres para sua maioridade.

            Por meio de petição, a inventora requereu seu direito de tornar-se tutora dos filhos. Para tal, ela assina termo de juramento e renuncia ao chamado “Benefício Veleano”, que impedia a tutela de mulheres viúvas a seus filhos. Mais tarde, a tutora presta conta de seus filhos, atualizando os agentes da justiça sobre o paradeiro dos bens e o estágio de suas educações. Após isso, o juiz requer que o patrimônio móvel dos menores seja arrematado, e que o produto também seja colocado no cofre.

            Ao decorrer do processo, é realizado um novo auto de partilha entre os herdeiros, pois uma casa do arrolamento foi reavaliada pelos agentes da justiça. Além disso, duas licenças para casamento foram concedidas, referentes a dois herdeiros que eram tutelados pela viúva; os valores da herança guardados no cofre foram retirados, também a pedidos.

            Em correição, é afirmado que o processo apresentava algumas irregularidades, como não se ter passado uma “provisão de tutela” à inventariante, o que teria prejudicado a Fazenda Nacional. Outras tomadas de contas de tutoria são requeridas, para prestar atualização dos filhos que ainda eram menores e solteiros; alguns anos depois, é apresentada uma comprovação de maioridade por meio de certidão de batismo, em que o herdeiro Jacintho retira suas quantias herdadas dos cofres.

            O processo é concluído com a anexação de algumas ações relacionadas ao documento geral, e uma delas é o auto de arrematação de Joanna, citado no inventário e realizado em 1860. Nele, é revelado que Joanna havia sido comprada por um homem chamado Justino Francisco Garcia.

            Atuaram no processo:
            avaliador Domingos Antonio de Oliveira;
            avaliador José Francisco Mafra;
            coletor de impostos Antônio Carlos de Carvalho;
            curador geral Castro Fonseca;
            curador geral dos órfãos José Maria do Valle Junior;
            curador geral e escrivão Salvador Cavalheiro;
            curador geral João do Prado Faria;
            depositário e signatário Vicente Corrêa da Silva;
            escrivão Antônio Francisco de Medeiros;
            escrivão dos órfãos João Francisco Régis;
            escrivão João Luis do Livramento;
            juiz de órfãos Amancio Concesso de Cantalici;
            juiz de órfãos Augusto Elisio de Castro Fonseca;
            juiz de órfãos Francisco José de Sousa Lopes;
            juiz de órfãos primeiro suplente Antônio Gonçalves Franco;
            juiz Manoel Vieira Tosta;
            oficial de justiça Antônio Silveira de Souza;
            oficial de justiça João da Costa César;
            partidor Antonio Joaquim de Vargas;
            partidor Bento de Mello Barreto;
            partidor Jacintho Gonçalves da Luz;
            partidor Joaquim Libanio Pereira;
            pregoeiro Manoel Luiz Cordeiro.

            Localidades relevantes:
            comarca da capital;
            rio Biguassú;
            Três Riachos;
            vila de São Miguel (atual município de Biguaçu, Santa Catarina).

            Compõem o processo:
            autos de arrematação;
            autos de partilha;
            autos de tomada de contas;
            certidão de batismo;
            contas;
            correições;
            petições;
            recibos;
            sentenças;
            termos de juramento;
            termos de louvação;
            traslado de edital de praça.

            Variação de nome:
            Comarca de São José.

            BR SC TJSC TRRJ-20558 · Processo · 1860
            Part of I - Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

            Testamento Victorino José de Souza realizado em Desterro.

            Partes do Processo:
            Victorino José (testador);
            Theodozia Maria da Silveira (testamenteiro);

            Herdeiro:
            João José de Souza Linhares;
            Maria Ignacia de Jesus;
            Felicidade Rosa;
            Candida Rosa;
            Felicidade Maria de Jesus;

            Resumo: O testamento continha uma morada de casa na freguesia do Ribeirão, terreno localizado na mesma freguesia. Foi informado uma divida com um individuo que deveria ser quitada com os valores dos bens do testamento. Certas heranças foram deixadas para seus afilhados e netos. Seu inventario continha joias; utensílios; mobília; animais; escravizados. 03 escravizados. Um escravizado pardo de nome Salentiano; um escravizado criolo de nome Malaquias; uma escravizada, menor de idade, criola de nome VIcencia.

            Atuaram no Processo:
            Avaliador Ignacio Antonio da Silva;
            Avaliador José Antonio Coelho;
            Escrivão João Antonio Lopes Gandim;
            Juiz municipal Francisco Duarte Silva;
            Procurador Manoel da Silva Mafra;
            Tabelião Joaquim do Amaral e Silva Ferrão;

            Localidades Relevantes:
            Desterro;